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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

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Tributo ao meu amigo GPS!

Cá estou eu para vos contar o nosso último dia do passeio a Marvão:

3º dia: Vila Viçosa

Depois de tantos castelos, que basicamente são só calhau, saímos da Beirã com intenção de mostrar à miúda o Palácio de Vila Viçosa.

E o que seria de um passeio destes sem uma aventura patrocinada pelo meu amigo de longa data… o GPS, hã?

Começámos logo à saída em direção a Portalegre, trocámos as voltas e acabámos a fazer uma estradinha com umas curvas em gancho… parecia que estávamos no Vale do Vouga do antigamente… depois lá entrámos no IP2…

‘oh Rita, vê lá no GPS qual é a saída do IP2 mais indicada para chegar a Vila Viçosa’… e diz o GPS… ‘a 500 metros virar à esquerda…’

...

E pronto, pessoas... começou a tourada

Em menos de nada estavámos no chamado Alentejo profundo… retas a perder de vista… não se via vivalma… de vez em quando, mesmo muito de vez em quando, aparecia uma aldeia...

‘como é que isto se chama? Barcarena!!!’

‘oh mulher não é Barcarena, isso é no Cacém… é Barbacena… o GPS manda virar agora aqui à direita'…

'olha está ali um senhor… oh pai é melhor perguntares se estamos no caminho certo… vai na volta o GPS está a mandar-nos para outra Vila Viçosa qualquer…’

oh avô, e não trates o senhor por sócio… contigo são todos sócios!’ (tão engraçadinha a miúda, não é?)

O Sr., na boa maneira alentejana, lá disse que ‘sim senhor, estávamos no caminho certo… é já ali à frente…’

Mais uma sequência interminável de retas… passámos Vila Fernando e a Terrugem, passámos por cima da A6...

‘como assim? Aquilo é a A6?… tu queres ver que a A6 passa junto a Vila Viçosa e o GPS não me disse??? Eu podia vir sempre em autoestrada e ando aqui às voltas???’

Responde Sra. Minha Mãe que vem sempre muito caladinha… ‘podias vir em autoestrada, mas não era a mesma coisa… não conhecias a Barbacena, nem a Terrugem… assim é muito mais bonito... eu gosto mais assim!’

Lá chegámos a Vila Viçosa a tempo de integrar a visita guiada ao Palácio, das 11 horas.

Ao que aprece entrámos na Vila pelas traseiras, por assim dizer. Fizemos os últimos quilometros na companhia de um carro de matricula espanhola que... ou muito me engano ou também estava a ser guiado pelo GPS.

Segunda desilusão: os antigos não batiam bem da cabeça… faziam casas com algumas 50 assoalhadas, salas atrás de salas e o quarto do rei tinha uns miseráveis 10m2 (DEZ METROS QUADRADOS… o quarto DO REI!)

...

Almoçámos na ‘Taverna dos Conjurados’. Serviço um pouco demorado, mas tudo muito bem confecionado. O dono é o verdadeiro anfitrião, preocupado em prestar um bom serviço, com qualidade, sempre com explicações sobre a origem das receitas e as castas dos vinhos, etc… recomendo.

...

Saímos de Vila Viçosa, pela porta da frente, e foi... um tirinho até entrármos na... A6, em direção a Lisboa!

Para mais tarde recordar: Constância / Marvão

Como já vos tinha dito a semana passada, aproveitámos este fim de semana prolongado para ir para fora cá dentro...

1º dia: Constância / Beirã

Tinha muita curiosidade para conhecer Constância e não fiquei desiludida. Tudo muito bonito, arranjado, estimado.

Já que ali estávamos aproveitámos para levar a miúda ao Castelo de Almourol que também não conheciamos.

Primeira desilusão: chegámos ao parque de estacionamento do castelo pelas 12h15. Para chegar ao castelo é preciso apanhar um barco, tinha acabado de sair um, por isso, ficámos na fila apenas com uma família à nossa frente e logo atrás de nós se juntou mais um grande grupo. Todas as famílias tinham crianças… todas mais empolgadas com a ideia de andar no barco, do que propriamente com a ideia de ver um castelo. Era feriado nacional… fim de semana prolongado para muita gente, era de prever que a procura fosse maior do que num dia normal, era de prever que o horário de funcionamento do barco fosse adequado à procura… só que não.

O barco retorna ao cais e informa-nos o barqueiro que às 12h30 saía o último barco, apenas para recolher quem ainda estivesse no castelo, e só às 14h30 é que retomavam as travessias. Era a hora de almoço para os barqueiros...

A cara de desalento dos miúdos todos. Muito pais lá tentaram consolá-los dizendo que voltariam depois de almoço, mas dúvido que muitos deles o tenham feito.

Aposto que hoje os barqueiros devem estar cheios de trabalho…

Almoçámos no Trinca-Fortes, em Constância. É o que eu chamo de restaurante honesto: comida bem confecionada, preço justo, mas nada de espetacular.

 

Rumámos ao nosso alojamento na aldeia da Beirã, perto de Marvão, chamado Casas da Estação, mesmo em frente da estação do caminho de ferro da Beirã / Marvão, hoje desativada. Nada a apontar ao alojamento. Pagámos 160€ por duas noites, numa casa com três quartos, três casas de banho, sala (com Tv cabo e ar condicionado), cozinha (toda equipada), e acesso a uma piscina comum a outras casas do mesmo complexo.

A casa também tinha Wi-fi, mas nunca funcionou, aliás nem os nossos dados móveis nos telemóveis funcionavam na Beirã… era mesmo o fim do mundo. Além da ausência de dados móveis, a aldeia da Beirã, que é sede de freguesia, também não tem um multibanco, nem… uma simples mercearia… ‘ah, isso só em Santo António das Areias’… e o que é preciso andar de carro até chegar a Sto. António das Areias?… Valha-me Deus!

 

2º dia: Marvão / Castelo de Vide

Depois de tomármos o perqueno almoço com pãozinho fresquinho que nos foi deixado à porta, saímos para o nosso dia de passeio.

Ponto de ordem à mesa: Marvão bate Óbidos aos pontos. Acho que beneficia muito do facto de estar longe dos grandes centros. Uma calma, um silêncio, paisagens lindas. Corremos tudo, com toda a calma. Subimos todos os degraus que havia para subir e descer (as minhas ricas pernas).

Almoçámos em Castelo de Vide.

Pessoas queridas, quando forem a Castelo de Vide almocem, ou jantem, no restaurante ‘A Confraria’, estava tudo uma delicia… desde a sopa de espinafres que a miuda devorou, até às tradicionais migas com entrecosto, mas aquele rabo de boi estava divinal (tivemos vergonha de pedir mais pão só para acabar com aquela molhanga toda…) e as sobremesas… a encharcada estava dos deuses e o toucinho do céu, cruzes… acho que a minha PT não sabe deste blog, mas se souber aproveito já para dizer que passámos a tarde a derreter isto tudo em mais subidas e descidas no castelo de Castelo de Vide…

O relato já vai longo... amanhã conto-vos a tourada do 3º e último dia.

Mais do mesmo!

Há uns dois anos,eu, Mana Querida e Sobrinha Mai'Linda decidimos aproveitar o feriado do Corpo de Deus e fomos dar uma volta pelo sul de Portugal.

Fomos a Vila Nova de Milfontes. Quando marcámos a estadia tinhamos muita esperança de fazer um bocadinho de praia.

Apanhámos um  tempo de cáca e, não fosse o alojamento estar equipado com uma piscina interior, nem vestiamos fatos de banho.

Ficámos tão traumatizadas que não pensámos mais em saidas nesta altura do ano.

Este ano, um bocadinho pressionadas pelos meus pais, decidimos voltar a tentar.

Desta vez vamos todos, incluindo Sr. Meu Pai e Sra. Minha Mãe...

Vamos para Marvão.

Mais uma vez, quando fizemos a marcação do alojamento preferimos um com piscina.

Mais uma vez ficámos todas esperançosas em conseguir aproveitar a piscina... nem que fosse só um bocadinho...

marvao.png

E pronto... em vez do fato de banho... vamos levar casacos, robes e pantufinhas.

É o que temos... é a vida do pobre!

No domingo conto tudo.

Fui ao Porto, carago!

E o que foste fazer ao Porto, Rita? Foste ver a Torre dos Clérigos? Foste ver o Palácio da Bolsa (dizem que é lindo)? Foste ver a Estação de S. Bento (que é só a estação mais linda do país) ou a Livraria Lello (onde a outra se inspirou para escrever o Harry Potter)? Foste ver…

Não pessoas, desta vez não fui ver nada! Desta vez fui ao Porto para… COMER.

Estava tudo combinado há meses. Sete gajas, viagem de comboio no sábado de manhã, regresso no domingo à tarde, um alojamento local reservado e todo um roteiro gastronómico debatido e definido ao pormenor.

O tempo prometia chuva e mais chuva. Ponto de encontro perto de casa pelas 6h45 da manhã. Entrámos no carro, eu e Mana Querida, já encharcadas até ao osso, chovia que Deus a dava: 'Vocês querem ver que vamos ter que andar nos Centros Comerciais, para fugir à chuva, a comer hambúrgueres e massas???' O S. Pedro lá se apiedou de nós e só voltámos a apanhar uma molha já no caminho de regresso.

Ficámos instaladas aqui. Recomendo, a casa está muito bem equipada e é muito confortável, só peca por ser um bocadinho afastada da baixa e ficar no cimo de uma rua que é sempre a subir (o Google Maps não mostra subidas), chegávamos à porta sempre a ‘deitar os bofes pela boca’ (o que, no nosso caso, não era necessariamente mau, tendo em conta as calorias ingeridas em tão poucas horas).

Então vamos lá ao roteiro…

Almoço de sábado: sandes de pernil assado com queijo da serra, acompanhada de imperial na CASA GUEDES, na Praça dos Poveiros. A Casa Guedes é aquilo que já vai sendo raro de encontrar: a verdadeira TASCA. Decoração muito duvidosa, empregados muito castiços, atendimento sempre com vagar, que para correria já basta a vida. Pãozinho torrado, naco de queijo da serra, carne a desfiar com fatura e molhanga gordurosa a escorrer pelos dedos. Até dá para sentir as coronárias a congestionar, mas as papilas gustativas até dão mortais encarpados à retaguarda de contentes... ora atentem:

Lanche de sábado: depois de muito caminhar, paragem na Confeitaria do Bolhão para retemperar forças, com um lanchinho q.b. e de onde levámos pão e bolinhos (claro!), para o pequeno almoço do dia seguinte (Nota: todos os chás podem vir em bule, menos o chá de limão. Porquê? Pois... não sabemos!):

confeitaria_bolhao.jpglanche_bolhao.jpg

Jantar de sábado: bifes e francesinhas na CERVEJARIA BRASÃO, junto ao Coliseu. Antecedidos de duas alheiras com ovo roto em cama de grelos e acompanhados por dois belos jarros de sangria. Só conseguimos mesa para as 19h30 (a alternativa era uma mesa às 23h45), pensámos que íamos lanchar numa sala vazia, mas enganámo-nos… mesmo àquela hora, a sala estava cheia, acho que não vi mesas vazias.

Já agora refiro também que o empregado que nos atendeu, no final da refeição perguntou se eramos do Porto, ao que nós respondemos que não, ao que ele diz: ‘vê-se logo, vê-se à légua que não são do Porto!’ Ainda olhámos umas para as outras, mas decidimos não aprofundar a questão… será que o Sr. estava a referir-se à nossa beleza extrema e classe superior? Será que o Sr. estava a dizer que as gajas do Porto não têm a mesma beleza extrema e classe superior? Preferimos não escalpelizar o assunto: nós viemos embora com o ego inchado e o Sr. foi inteiro para casa!

Terminámos o sábado a trepar a Rua da Alegria pela terceira vez nesse dia. Passámos o serão em casa a beber chá: 'Do the detox', 'Smooth Digestion' e 'Body Balance' eram as alternativas (numa tentativa de limpar a tripa e as coronárias da quantidade insana de gordura e açucar ingeridos... a malta engana-se com o que quer, não é!!!).

No domingo, depois de tomarmos o pequeno almoço em casa, decidimos fazer um brunch (somos a grupeta dos brunchs, não é?). O eleito foi o Brunch da MISS PAVLOVA. Não é fácil dar com esta Miss, fica dentro de uma loja de souvenirs e artesanato. Temos que fazer a loja toda até ao fundo (basicamente é seguir o cheirinho do bacon...) e, lá num cantinho, estão as melhores Pavlovas do mundo. Comi uns ovos benedict muito bons, acompanhados de um chá que infelizmente não havia à venda (ainda perguntei) e rematei com uma pavlova floresta negra… de ir ao céu.

Depois disto tudo, rebolámos até Campanhã, onde o comboio nos esperava.

 

Para terminar, que isto já vai longo, só vou referir que gostei muito, aliás gosto sempre de ir ao Porto.

O Porto está cada vez mais bonito e recomenda-se.

Não me canso daquela gente, daquele sotaque… por falar em sotaque, também aprendemos uma nova canção na Cervejaria Brasão, deixo só dois versos:

Parabéns a Bocê….

...muitos anos de Bida.

Viagens na minha terra

Como é da tradição, esta Páscoa fui à terra. Vocês sabem que sou das que ‘vai à terra’.

Fui de carro só com Mana Querida, mais o meu animal, na 4ª feira ao final da tarde. Saímos do Barreiro por volta das 5 e meia, parámos em Aveiro para comer e chegámos à terra pelas nove da noite, depois de apanharmos um nevoeiro cerradíssimo na A25.

Os caminhos dentro da aldeia são um bocadinho apertados, por isso, Mana Querida não gosta de estacionar a viatura ao pé de casa. A única vez que tentou ficou sem um espelho, por isso, deixa sempre o carro na casa de uma prima e depois alancamos com as trouxas todas às costas, até casa. Já vos disse que o meu animal pesa quase 10 quilos, não já? E conseguem imaginar que duas gajas que vão passar 5 dias fora de casa, por muito contidas que sejam (que somos!) arranjam sempre sacos, saquinhos e saquetas de coisas e coisinhas, não é?

Sr. Meu Pai foi ajudar-nos a carregar tudo. Quase a chegarmos a casa diz: ‘sabem o que isto me faz lembrar? Os tempos em vínhamos de comboio e o táxi deixávamos no jardim e depois tínhamos que vir com as malas todas até casa…’

Tantas recordações desse tempo. O tempo em que ‘ir à terra’ significava andar um dia inteiro em transportes, em vez de 4 horas de carro sempre em autoestrada, sempre nas calmas, sem stresses.

A odisseia começava nas vésperas da viagem, quando Sr. Meu Pai ia à Estação do Barreiro, comprar os bilhetes de comboio. Tínhamos duas malas para a roupa, uma era bege (com o tempo acabou por ficar meio acastanhada) e a outra era aos quadrados vermelhos e pretos. Sr. Meu Pai levava as malas. Sra. Minha Mãe levava a sua carteira, o saco do farnel e a minha irmã (ao colo ou pela mão). Eu, sendo a mais velha, tinha instruções precisas para agarrar a asa de uma das malas da roupa e ‘…não largas’.

O dia da viagem começava ainda noite escura. Apanhávamos um táxi à porta de casa, que nos levava até à estação dos barcos do Barreiro. Um barco que nos levava até Lisboa. Um táxi que nos levava até à Estação de Santa Apolónia. Um comboio que ia para o Porto, que nos deixava em Aveiro.

Na estação de Aveiro, já como 4 ou 5 horas de viagem, ‘começava’ a parte mais rocambolesca da viagem. Esperávamos por uma automotora (vermelha) que seguia pela Linha do Vouga. Aqui tenho algumas dúvidas, não me lembro se era sempre assim, mas muitas vezes lembro-me de sair na estação da Sarnada (ou Sernada?) onde esperávamos por outra automotora mais pequena (azul escura) que nos levava até à estação de S. Pedro do Sul. As duas estações estavam separadas por 50 ou 60 Km. A viagem era feita a uns estonteantes 30 ou 40 Km/hora e sempre, mas SEMPRE, a apitar… era o verdadeiro ‘pouca terra, pouca terra… piii… piii… pouca terra, pouca terra… piii… piii…’.

LinhaVouga-Distancias-Altitudes.jpgautomotora.jpg

Finalmente chegávamos à estação de S. Pedro do Sul, onde apanhávamos outro táxi que nos levava até ao tal jardim da aldeia, onde agarrávamos nas trouxas e seguíamos a pé até casa dos meus avós… era sempre a subir. Se tudo corresse bem, sem grandes atrasos, chegávamos a tempo de Sra. Minha Mãe ajudar a minha avó a fazer o jantar.

Imagens que não esqueço destes tempos: 

Os comboios sempre muito cheios de gente (era quase como andar no Metro de Lisboa na hora de ponta)...

Pessoas dentro do comboio que recebiam as malas que eram enfiadas pelas janelas das carruagens...

As velhinhas que entravam na automotora azul trazendo as cadeiras das salas de espera das estações, para garantir que faziam a viagem sentadas...

Os olhos que Sra. Minha Mãe deitou a uma velha malcheirosa que entendeu que também cabia no mesmo lugar onde EU estava sentada ‘ai, filha que não posso das minhas pernas’ e quase me enterrou debaixo do seu ENORME rabo…

aquela vez que ficámos na tal estação da Sarnada (ou Sernada?) e a automotora nunca mais chegava e era hora de almoço e estava calor e estávamos os quatro com uma fome 'de comer um boi com cornos'... e finalmente chegou e entrámos de rompante e Sra. Minha Mãe saca do tupperware e era frango frito e estava divinal…

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