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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

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Donos de gatos... revoltem-se!

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Ontem, enquanto esperava pelo barco para regressar ao Barreiro, ouvi uma conversa de duas pessoas que estavam ao meu lado:

“ai não… não gosto de gatos… os cães são muito mais fiéis, sabem que é o seu dono… o gato só quer que limpes a merda que faz e lhe enchas o pote de ração… não te conhece de lado nenhum!”

Como é que ainda há pessoas que pensam assim? Como é que há pessoas que ainda acreditam nestes estereótipos? Como é que ainda há pessoas que dizem que não gostam deste ou daquele animal?

 

Para mim uma pessoa ou GOSTA DE ANIMAIS, ou NÃO GOSTA DE ANIMAIS. Isso de gostar de cães, mas não gostar de gatos NÃO EXISTE (pronto... até posso admitir que existe um bocadinho no caso das cobras e lagartos assim no geral).

 

A ver se nos entendemos, pessoas ignorantes:

O GATO SABE MUITO BEM QUEM É O SEU DONO. Conhece muito bem quem lhe dá carinho, atenção, mimo, brincadeira. E sabe muito bem recompensar o seu dono.

Quando tem dois donos dentro de casa, o gato sabe muito bem quem dá o quê… e a que horas. Para o meu gato, o Paulo era o dono que dava a brincadeira. Eu fui sempre a dona que dava o mimo, o colo, a comida.

A última vez que o meu gato foi ao veterinário (para ter alta da pancreatite) foi uma luta para a vet lhe tirar sangue. Quando entrei no consultório o bicho estava desvairado, ninguém se conseguia aproximar dele. Esperei um minuto ou dois, cheguei a minha mão ao seu nariz, devagarinho, e, imediatamente, o bicho começou a ronronar, aceitou os meus mimos, beijinhos na cabeça, ele sabe que eu sou a dona… foi só a vet mexer-se… olhou para ela e bufou que parecia um leão.

Em casa, tenho que estar sempre no campo de visão dele. É a minha sombra. Quantas vezes estou a lavar a loiça, sabendo que o bicho está deitado no tapete mesmo atrás de mim. Quantas vezes estou a passar roupa a ferro e vejo uma orelha a surgir na ombreira da porta… só um olho, tipo “tou aqui e tou ta’ver”…

Não sei se é assim com os cães, mas o meu gato escolheu-me para sua dona, muito antes de eu me afeiçoar a ele. O Paulo e o Melga eram dois humanos que andavam lá por casa… eu sempre fui a humana que ele escolheu para ser a sua dona. Coisas como cortar as unhas, escovar o pelo ou cortar pelo sujo de cocó, na zona genital… só a dona é que faz, mais ninguém tem permissão para ter esse tipo de intimidades.

Sim, é verdade… o gato é uma criatura mais independente do que um cão. Gosta do seu espaço e das suas rotinas, mas desenganem-se pessoas parvas… o gato conhece muito bem o seu dono… aquela pessoa que ele recompensa com turrinhas, massagens e miados baixinhos ao ouvido, logo pela manhã.

Gosto tanto desta época do ano!

A época de organizar as faturas para entregar o IRS. É assim uma éspecie de passar o ano em retrospetiva...

Todos os anos a mesma conversa... 'pró ano tenho que me portar melhor, tenho que vir ao Portal de vez em quando para ir classificando faturas... olha só para isto... 150 faturas para classificar... vamos lá... modelo... pingo doce... pingo doce... modelo, modelo, lidl... pingo doce...'

Este Portal das Finanças dá para termos uma ideia muito clara de onde gastámos o nosso rico dinheirinho. No meu caso, o grosso da despesa está no supermercado, mas lá está, antes no supermercado do que na farmácia, não é?

Também fiquei a saber que durante o ano de 2018, gastei... MIL E QUARENTA E DOIS EUROS em VETERINÁRIO...

Maaaas, atenção!

Como eu sou uma contribuinte espetacular e pedi sempre as minhas faturinhas com NIF, a AT está em condições de devolver ao meu bolso a fantabulástica quantia deeeeeee..... DEZANOVE EUROS E CINQUENTA E SETE CÊNTIMOS...

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Não sei o que faça com tamanha devolução...

Não chega para uma saca de ração... até uma simples consulta de rotina do animal custa mais que isto...

O QUE FAZER?

Já sei... compro um crepe com gelado para mim e uma latinha toda xpto para o animal (daquelas luxury lombo de atum com gambas)...

Será que ainda chega para um litro de leite? É que eu gosto de leitinho ao peqeuno-alomoço... e o animal também!

Ando sumida, eu sei...

… mas isto não está fácil. O ânimo anda mesmo pelas ruas da amargura.

O meu bichinho lá anda. Ainda não é o meu bichinho de sempre… não sei se voltará a ser. Na sexta feira foi à consulta para reavaliação, depois de andar quase duas semanas a caminhar para a clínica, para fazer medicação intravenosa, quase todos os dias.

Ora, isto para um animal que está habituado a ficar em casa sozinho, na sua paz e sossego, é uma grande mudança de rotinas, isso a juntar a uma mudança de alimentação… temos o caldo entornado.

A médica lá conseguiu tirar algum sangue, mas não o suficiente para fazer todas as análises que queria. Já combinei com ela, daqui para a frente, sempre que quiser tirar sangue, vamos sedar o bichinho… não quero voltar a vê-lo no estado em que estava quando entrei no consultório… todo encolhido, cheio de medo, todo babado e a rosnar…

Do que conseguiu ver nos testes que fez, parece que a situação do rim continua controlada, mas precisa fazer uma terapêutica para o fígado… ‘vai tomar isto… mas olhe que isto é difícil de tomar, os gatos não gostam nada… vá tentando!’

O bicho não come ração seca e mesmo as latinhas (que ele idolatrava), nem se chega, nem cheira sequer. No sábado ainda stressei um bocado… ainda pensei que fosse por estar outra vez com dor e imaginei-me logo em mais uma semana a caminhar para a clínica. Precisamos tanto de sossego… eu, ele, a minha irmã, que é a nossa motorista.

Já deitei um sem número de latas no lixo. Falei com a vet sobre isso, disse-me para ir alternando com latinhas do supermercado ‘é preciso é que vá comendo alguma coisa todos os dias’.

Em compensação toma o tal remédio sem problema, meto-lhe a seringa no canto da boca e devagarinho vai lambendo aquilo tudo… não pode ser tudo mau, não é!

Desde que foi diagnosticado, a 29 de janeiro, até sexta-feira passada, já perdeu 500g. Ele precisava de as perder, mas eu não queria que a doença fosse a razão da perda. Vai comendo… mas muito menos do que devia.

...

Em compensação, no sábado, a dona foi, com a sua Mana Querida, exorcizar os demónios… atolei-os em comida… fomos ao brunch do Basílio, o primo do Nicolau Lisboa, vejam no Insta aqui da chafarica…

O gato emagrece e a dona insufla… no dia 1 de março começo uma dieta de líquidos… tenho um casamento no dia 30 e já comprei o vestido… que está justinho… justinho… por este andar ainda vou ter que me enrrolar em cintas e spandex e rezar para não me dar um ataque de tosse, senão rebento...

Estado de espírito

Por estes dias o meu estado de espírito depende do estado de espírito do meu gato.

Há duas semanas que andamos os dois às voltas com a sua pancreatite.

Já melhorou, pensámos que não precisava de mais medicação… regrediu.

Voltou à medicação injetável, voltou a melhorar. No sábado à tarde foi fazer o último dia de medicação injetável (contra os enjoos e a dor). Deixei-o em casa, a comer e fui jantar com a minha irmã.

Voltei a casa pela nove da noite e assim que entrei notei logo que ele não estava normal… não miou para me receber… durante o serão não veio para o meu colo no sofá… ficava sentado no corredor… muito direito… quieto… calado.

Pelas onze e meia fui-me deitar. Tentei coloca-lo na cama comigo. Saltou da cama… voltava sempre para o corredor… sentado, muito direito… calado.

Aceitava as minhas festas, mas não saía dali… no corredor.

Pouco passava da meia noite liguei para a vet. Descrevi o comportamento. A vet explicou-me que lhe tinha dado um medicamento diferente para a dor e, pelo que descrevia, o animal estava a fazer uma reação adversa ao medicamento… de vez em quando aparecia um gato que não reagia bem a este medicamento… tinha-me saído a fava.

Por outras palavras… era como se o meu animal tivesse fumado um charro… estava a alucinar. Não havia nada a fazer, exceto esperar que a droga saísse do organismo.

Estive até às quatro e meia da manhã (foi a hora a que sucumbi ao sono), sentada no sofá, de vigília… e o meu gato sentado no corredor… muito direito… a olhar... ora para a parede branca… ora para a luz…

Ao todo esteve mais de 24 horas sem dormir… só ontem, pelas dez da noite, saltou para o meu colo e adormeceu.

Se há 12 anos me dissessem que ia chegar um dia em que o meu bem-estar ia depender do facto de um gato comer e fazer cocó… tinha-me desmanchado em gargalhadas, mas é um facto pessoas, por estes dias ando assim:

O gato dorme, come (ainda que pouco) e faz cocó

O gato dorme, come (ainda que pouco), mas não faz cocó

O gato dome mal, não come (ou petisca) e não faz cocó

Ponto de situação

É só para dizer uma coisa: se o mês de janeiro foi uma amostra do que vai ser o resto do ano… então tenho duas hipóteses: ou vou à bruxa ou então acho que me vou enfiar num roupeiro qualquer e só volto a aparecer em 2020.

Maldito mês que foi tão difícil de chegar ao fim!

Desde a morte do meu Paulo que não me lembro de ter uma semana tão difícil como a semana passada.

Terminámos a semana anterior com uma notícia muito má: a minha irmã ficou sem trabalho. Ao fim de 13 anos de casa… toma lá uma indemnização, carta para o fundo de desemprego e vai à tua vida. O mais difícil de digerir não foi o despedimento em si, o mais difícil foi perceber que a minha irmã foi despedida, não por ser incompetente ou por ter feito alguma coisa que tenha lesado a empresa, nada disso! A minha irmã foi despedida porque não teve medo de dizer ao chefe novo que ele estava a tomar a decisão errada, o que se veio a confirmar pouco tempo depois, e o chefe não gostou de ter lá alguém que se recusou a fazer-lhe a vénia!

Se o espírito já não estava famoso, fiquei muito pior na 3ª feira. O meu bichinho não comia nada de jeito há três dias. Nem a sua adorada latinha o motivava a comer. Agarrámos nele e ala para o veterinário de urgência. Estava tão apático que a veterinária conseguir picá-lo duas vezes para tirar sangue e ele nem reagiu.

Diagnóstico: pancreatite.

A noite de 3ª para 4ª feira foi das mais difíceis que me lembro de ter tido. Quase não dormimos, toda a noite. Sempre muito inquieto, agoniado, babava-se muito, vomitou. O que mais me custou foi sair de casa de manhã para ir trabalhar e deixá-lo sozinho (abençoados Sr. Meu Pai e Mana Querida que se revezaram para o ir ver ao longo do dia).

Agora tenho outro problema. À partida não é sério, mas pode vir a ser.

O bicho não podia comer gordura (problemas de fígado e pâncreas pedem alimentação sem gordura), por isso a vet recomendou dar-lhe frango cozido… resultado… o animal habituou-se ao frango e não toca na ração, nem nas latinhas.

Ontem, já estava um bocadinho melhor, já miava e seguia-me para todo o lado, até já ressonou no sofá. À noite tinha tudo à sua disposição: a ração e DUAS variedades de patês… encostava-se às minhas pernas e miava, baixinho… fui-me sentar a ver televisão e ele ficou atrás de mim, na porta da sala, muito direito, sempre que me via a olhar para trás… MIAU!

Não tocou na comida dele… fui buscar umas lasquinhas de frango… limpou TUDO!

Enfim… vou iniciar fevereiro com mais uma batalha: voltar a pôr o animal na linha!

Lontrinha update

Já há muito tempo que não vos falo da minha Lontrinha.

Lembram-se que vos contei das suas idas ao veterinário e dos seus problemas com o peso e com a função renal. Desde setembro que ando a gastar quase 40 euros a cada duas semanas, só na medicação, fora tudo o que vou gastando em alimentação específica para a função renal.

Pois bem, no sábado voltámos ao veterinário para fazer revisão. Antes de sairmos de casa tive uma conversa de pé de orelha com ele:

"... animal, vamos ver se nos entendemos... o peso já deu para perceber que está na mesma, por isso, vê lá se pelo menos no que toca à função renal a coisa está melhor... ok?"

O meu bicho é um docinho de bicho. Até pode assoprar e mostrar os dentes, mas é tudo medo. É grande, mas não faz mal a ninguém, a menos que lhe façam mal ou lhe façam frente... Foi o que aconteceu no sábado, quando a veterinária lhe quis tirar sangue.

Tentou uma vez... não apanhou a veia!

Tentou segunda vez... não apanhou a veia! Rosnou...

Tentou terceira vez... nem deu tempo! Sentiu a picada e saltou, assoprou, bufou... o circo todo... e não voltou a deixar que a médica se chegasse a ele!

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Tivemos que optar pela sedação do bichinho. Coitadinho dele! Não gostei nada de o ver a cambalear e a ficar com os olhos revirados, mas foi remédio santo, tirou o sangue num instante. A médica ao ver-me aflita, achou por bem acalmar-me... "não se preocupe... isto é normal...  comparado com outros gatos que tenho aqui o seu é um ursinho de peluche...hoje de manhã tive que sedar um gato só para lhe dar uma vacina... o bichinho tem razão... ninguém gosta de ser picado..."

Com estava sedado, a médica aproveitou para lhe fazer o exame completo às articulações e apalpação do ventre... "olha-me só para o tamanho deste bicho... cada vez que o vejo fico espantada... olha só para o tamanho desta pata... isto não é um gato... é um lince!"

Resumindo e concluindo, o bicho cumpriu com o que lhe pedi:

A função renal melhorou bastante. Podemos parar com a medicação. Fica só com a alimentação específica. Em junho faz reavaliação.

O peso... aumentou 100g.

Pomos as culpas no Natal e não se fala mais nisso!

 

 

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