Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Coincidências... ou coisas que não se explicam!

Já vos tenho falado nas minhas coincidências.

Coisas que me acontecem (principalmente coisas que me aconteceram nos primeiros tempos depois do meu Paulo morrer) para as quais até pode existir uma explicação lógica, racional, mas que não deixam de me provocar arrepios na espinha, porque não consigo deixar de pensar que não pode ser só uma mera coincidência e que alguma coisa, muito superior a nós, tem o poder de alinhar estrelas, astros e constelações e fazer acontecer… às vezes para o bem, outras nem por isso...

Esta semana aconteceu outra vez. Não comigo, mas com pessoas que conheço. Um casal vizinho dos meus pais lá na terra. Ambos criados com a minha mãe desde pequenos.

Tiveram uma filha deficiente profunda. A Isabelinha.

A Isabelinha viveu toda a vida entre a cama e a cadeira de rodas. Dependente a 100% para tudo. Os médicos diziam que não teria grande esperança de vida, mas aqueles pais abraçaram o que lhes calhou em sorte e dedicaram-se àquela filha de tal maneira que a Isabelinha espantou os médicos e viveu muitos anos. Mais de cinquenta…

Os anos foram passando. Os pais já na casa dos 80. Muitas vezes ouvimos aquela mãe dizer ‘se fechamos os olhos, quem vai tomar conta da minha filha? Ninguém toma conta dela como nós dois…’.

Quis o destino que o pai da Isabelinha morresse primeiro. Fez duas semanas no domingo. Todos a pensar naquela mãe, agora sozinha com uma filha adulta tão dependente… ‘como é que vai ser agora?’

Ontem recebemos a notícia. Outra vez o arrepio na espinha. A Isabelinha morreu.

...

Lá está… podemos dizer que é só uma coincidência. Podemos encontrar uma resposta racional e pensar que a Isabelinha era um ser frágil e sentiu um desgosto enorme quando deixou de ver o pai. Também se morre de tristeza, não é? Ainda mais quando se tem uma capacidade diferente de entender e aceitar o mundo…

Eu? Eu prefiro pensar na tal entidade, muito superior a nós, que sabia que chegara a hora de receber a Isabelinha, mas precisava de alguém para olhar por ela e, por isso, mandou chamar o pai primeiro… para estar lá, para a receber, e a Isabelinha não sentir medo, por se ver sozinha.

Descansem ambos em paz.

Outra vez as 'coincidências'

Não se fala em mais nada.

Anda tudo louco na mira de um bilhete.

Se o meu Paulo cá estivesse andaria na mesma loucura.

Ainda me lembro da loucura que foi conseguir um bilhete para ir a Alvalade e depois a Coimbra, mas conseguiu!

Se eu gostava de conseguir um bilhete?

A minha primeira reação foi... claro que sim!

Depois olhei para o calendário e a minha segunda reação foi... não sei, acho que não... sinceramente não sei.

 

Os U2, a banda preferida do meu Paulo (tantos CD's e DVD's lá por casa), vão atuar em Portugal este ano.

26239234_10156085524009570_6536178538444379394_n.p

Podia ser em qualquer estádio ou parque ou passeio...

... mas vai ser no Altice Arena... aqui mesmo ao lado do meu local de trabalho.

Podia ser em qualquer dia do ano...

... mas vai ser no dia em que faz quatro anos que eu estava a despedir-me do meu Paulo, o dia do velório.

Uma pessoa leva anos a aprender a controlar a dor e depois temos estas coisas pequeninas, estas 'coincidências' que mexem cá dentro...

 

O meu fim-de-semana foi, outra vez, de altos e baixos, outra vez, de lágrimas nos olhos e com noites mal dormidas.

Vocês que percebem muito de redes sociais...

...esclareçam-me uma dúvida que me está a encanitar os nervos.

Passo explicar a situação:

No próximo mês de outubro, esta que vos escreve tem um casamento. Sendo moça com recursos financeiros escassos, aproveitei os saldos para comprar o modelito completo: vestido, clutch (gosto mais do termo 'pochete', mas aqui é melhor ser mais fashion, senão corro o risco de não me entenderem), sandálias e brincos. Ora, acontece que durante os dias que demorou a adquirir todos estes itens, resolvi ir ao site da loja onde comprei o vestido para ver se conseguia ter algumas ideias sobre os acessórios que melhor complementavam o dito.

Fui ao Google, pesquisei o nome da loja e facilmente cheguei ao vestido, que por sinal aparecia horrivelmente acessorizado. Deus me livre se eu alguma vez calçava uns sapatinhos daqueles com o meu lindo vestido! Credo, coisa feia.

Agora acontece uma coisa muito estranha: cada vez que acedo à minha página do FB aparece, no lado direito do ecrã, publicidade à loja, sempre com a imagem do vestido que comprei!!!

Por favor, vocês que sabem bué destas coisas das redes sociais, sosseguem o meu espírito, digam-me que é só uma coincidência.

Digam-me que o FB não tem como saber que pesquisas é que eu faço no Google.

Não é que tenha por hábito pesquisar coisas escabrosas, mas isto está a encanitar-me os nervos.

Não tem, pois não?

Muito grata pelas respostas.

E depois do adeus...

Este fim-de-semana foi outra vez difícil. Voltei a chorar. Sei muito bem o que provocou esta queda. Uma coisa tão pequenina, tão simples, como ir a uma loja que era uma das ‘nossas’ lojas, onde eu nunca mais voltei a entrar.

Só que desta vez foi diferente. Comecei a chorar de tristeza, de dor, mas em pouco tempo dei comigo a sentir raiva:

‘Como foste capaz de fazer isto comigo? Foste embora e deixaste-me aqui sozinha, a passar por isto tudo, sozinha. Tanta vez que te disse para teres mais cuidado contigo e tu sempre a dizeres que sou uma exagerada!’

Falava alto em casa, olhava para as fotos dele e falava alto e chorava: ‘COMO FOSTE CAPAZ?’

No meio daquela loucura toda, olhei para um espelho e assustei-me.

Estava transfigurada. A cara inchada, vermelha, despenteada, um ar enraivecido. Não me reconheci e tive medo.

‘Oh mulher, o que estás a fazer? Estás a dar cabo da tua saúde. Nunca te zangaste a sério com ele enquanto foi vivo, vais-te zangar agora!?’

‘Não podes continuar nisto. Tens que fazer alguma coisa.’

Andei pela minha casa, passei por todas as divisões e apercebi-me que o Paulo e o Melga estão em todos os cantos. Está praticamente tudo no mesmo sítio. Objetos, fotos, tudo conta uma história, tudo tem recordações.

Apercebi-me que ando a evitar dar o passo que falta. Por muito que me custe, tenho que começar a deixar o meu Paulo para trás. E tomei a decisão mais difícil.

Vou dar uma volta completa na minha casa. Vai deixar de ser ‘a nossa casa’ e passar a ser ‘a minha casa’. Tenho medo de começar a sentir raiva do meu amor, por isso, prefiro guardá-lo num cantinho só meu, onde posso voltar sempre que quiser, sempre que sentir saudade.

Curiosamente tudo isto se passou no domingo, 24 de abril. Acho que foi a minha Revolução.

Não é por acaso que a senha da revolução de há 42 anos teve esta música como senha (letra aqui).

Mais uma das muitas 'coincidências' com que me deparei ao longo deste ano e meio.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Facebook

Follow

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D