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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Quem sai aos seus...

Diz o povo que… não degenera.

 

Quando eu e o meu Paulo andávamos pelo bairro onde ele cresceu, sempre que nos cruzávamos com moradores mais antigos, todos cumprimentavam o meu Paulo com um sonoro ‘bom dia Vasquinho…’

Na primeira vez estranhei, lá me explicou que Vasco é o nome do pai, que todos conheciam lá no bairro. Continuei a estranhar, mas não comentei mais, até ao dia em que vi fotografias do casamento dos meus sogros. Fez-se luz. Até me arrepiei. Ao lado da minha sogra, vestida de noiva, estava um homem, no seu fato escuro, que era… o meu Paulo, IGUAL.

Além das óbvias parecenças físicas com o seu pai, o meu Paulo também herdou hábitos que, com o tempo, fiquei a saber, já vinham não só do pai, mas também do pai do pai. Por exemplo, tal como o pai e o avô, o meu Paulo adorava que lhe coçassem as costas (se deixássemos, ficava horas a ser coçado, num estado de sublime prazer, era até já não sentirmos as cabeças dos dedos). Da mesma forma, também como o seu pai e o seu avô, gostava de ir para a casa de banho sempre na companhia do jornal ou de uma revista e, literalmente, esquecia-se da vida, do mundo. Quando o meu Paulo dizia ‘vou à casa de banho’, a nossa resposta era ‘até amanhã’.

O Melga não herdou nem as características físicas (com exceção das mãos enormes, iguais às do avô Vasco, e a altura do pai), nem os hábitos domésticos do pai e do avô e do bisavô. Não quero dizer com isto que tenha degenerado, não herdou estas, mais óbvias, mas com certeza terá herdado outras, de algum lado.

 

E a vida corria sem sobressaltos, até que, em finais de 2009, a minha cunhada (irmã do meu Paulo) anuncia uma gravidez, completamente imprevista e desprogramada e, em maio de 2010, nasceu o Diogo.

Então não é que o miúdo saiu IGUAL ao avô e ao tio.

Logo nos primeiros dias de licença de maternidade, diz-me a minha cunhada ao telefone: ‘ai Rita, isto é muita estranho... parece que ando com o meu pai ao colo’.

Vai fazer oito anos, o nosso Vasquinho... e já vai pedindo ‘oh mãe, coça-me as costas’... e há dias foram dar com ele na casa de banho com um livro no colo…

Oiçam o que vos digo, pessoas… isto está tudo orquestrado por uma entidade superior qualquer que nos está sempre a surpreender.

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Diogo, o Vasquinho que se segue...

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