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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Fui ao Porto, carago!

E o que foste fazer ao Porto, Rita? Foste ver a Torre dos Clérigos? Foste ver o Palácio da Bolsa (dizem que é lindo)? Foste ver a Estação de S. Bento (que é só a estação mais linda do país) ou a Livraria Lello (onde a outra se inspirou para escrever o Harry Potter)? Foste ver…

Não pessoas, desta vez não fui ver nada! Desta vez fui ao Porto para… COMER.

Estava tudo combinado há meses. Sete gajas, viagem de comboio no sábado de manhã, regresso no domingo à tarde, um alojamento local reservado e todo um roteiro gastronómico debatido e definido ao pormenor.

O tempo prometia chuva e mais chuva. Ponto de encontro perto de casa pelas 6h45 da manhã. Entrámos no carro, eu e Mana Querida, já encharcadas até ao osso, chovia que Deus a dava: 'Vocês querem ver que vamos ter que andar nos Centros Comerciais, para fugir à chuva, a comer hambúrgueres e massas???' O S. Pedro lá se apiedou de nós e só voltámos a apanhar uma molha já no caminho de regresso.

Ficámos instaladas aqui. Recomendo, a casa está muito bem equipada e é muito confortável, só peca por ser um bocadinho afastada da baixa e ficar no cimo de uma rua que é sempre a subir (o Google Maps não mostra subidas), chegávamos à porta sempre a ‘deitar os bofes pela boca’ (o que, no nosso caso, não era necessariamente mau, tendo em conta as calorias ingeridas em tão poucas horas).

Então vamos lá ao roteiro…

Almoço de sábado: sandes de pernil assado com queijo da serra, acompanhada de imperial na CASA GUEDES, na Praça dos Poveiros. A Casa Guedes é aquilo que já vai sendo raro de encontrar: a verdadeira TASCA. Decoração muito duvidosa, empregados muito castiços, atendimento sempre com vagar, que para correria já basta a vida. Pãozinho torrado, naco de queijo da serra, carne a desfiar com fatura e molhanga gordurosa a escorrer pelos dedos. Até dá para sentir as coronárias a congestionar, mas as papilas gustativas até dão mortais encarpados à retaguarda de contentes... ora atentem:

Lanche de sábado: depois de muito caminhar, paragem na Confeitaria do Bolhão para retemperar forças, com um lanchinho q.b. e de onde levámos pão e bolinhos (claro!), para o pequeno almoço do dia seguinte (Nota: todos os chás podem vir em bule, menos o chá de limão. Porquê? Pois... não sabemos!):

confeitaria_bolhao.jpglanche_bolhao.jpg

Jantar de sábado: bifes e francesinhas na CERVEJARIA BRASÃO, junto ao Coliseu. Antecedidos de duas alheiras com ovo roto em cama de grelos e acompanhados por dois belos jarros de sangria. Só conseguimos mesa para as 19h30 (a alternativa era uma mesa às 23h45), pensámos que íamos lanchar numa sala vazia, mas enganámo-nos… mesmo àquela hora, a sala estava cheia, acho que não vi mesas vazias.

Já agora refiro também que o empregado que nos atendeu, no final da refeição perguntou se eramos do Porto, ao que nós respondemos que não, ao que ele diz: ‘vê-se logo, vê-se à légua que não são do Porto!’ Ainda olhámos umas para as outras, mas decidimos não aprofundar a questão… será que o Sr. estava a referir-se à nossa beleza extrema e classe superior? Será que o Sr. estava a dizer que as gajas do Porto não têm a mesma beleza extrema e classe superior? Preferimos não escalpelizar o assunto: nós viemos embora com o ego inchado e o Sr. foi inteiro para casa!

Terminámos o sábado a trepar a Rua da Alegria pela terceira vez nesse dia. Passámos o serão em casa a beber chá: 'Do the detox', 'Smooth Digestion' e 'Body Balance' eram as alternativas (numa tentativa de limpar a tripa e as coronárias da quantidade insana de gordura e açucar ingeridos... a malta engana-se com o que quer, não é!!!).

No domingo, depois de tomarmos o pequeno almoço em casa, decidimos fazer um brunch (somos a grupeta dos brunchs, não é?). O eleito foi o Brunch da MISS PAVLOVA. Não é fácil dar com esta Miss, fica dentro de uma loja de souvenirs e artesanato. Temos que fazer a loja toda até ao fundo (basicamente é seguir o cheirinho do bacon...) e, lá num cantinho, estão as melhores Pavlovas do mundo. Comi uns ovos benedict muito bons, acompanhados de um chá que infelizmente não havia à venda (ainda perguntei) e rematei com uma pavlova floresta negra… de ir ao céu.

Depois disto tudo, rebolámos até Campanhã, onde o comboio nos esperava.

 

Para terminar, que isto já vai longo, só vou referir que gostei muito, aliás gosto sempre de ir ao Porto.

O Porto está cada vez mais bonito e recomenda-se.

Não me canso daquela gente, daquele sotaque… por falar em sotaque, também aprendemos uma nova canção na Cervejaria Brasão, deixo só dois versos:

Parabéns a Bocê….

...muitos anos de Bida.

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