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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Eu não vos digo...

... que na minha terra se fazem coisas bem bonitas?

Ora vejam lá mais uma:

vhils-barreiro.jpgvhils-barreiro2.jpg

vhils-barreiro3.jpg

É do artista Vhils.

É o seu maior mural até à data e está a decorar a nova Alameda construida em pleno Parque Industrial, que liga o centro do Barreiro à freguesia do Lavradio.

Foi uma obra muito polémica porque foi preciso destruir alguns edificios emblemáticos da história do Barreiro (nomeadamente o edifício do Posto Médico da CUF, que ainda frequentei), mas era uma obra necessária para melhorar a circulação dentro da cidade, entre as suas freguesias.

É importante preservar a nossa história, mas não podemos ficar presos ao passado, principalmente se esse passado estiver em ruinas.

As imagens retirei da página no FB do autor, bem como o texto que as acompanha, que partilho aqui convosco:

“Na semana passada, uma das peças que me deram o maior prazer de criar foi revelada ao público. Este vasto mural no Barreiro, anteriormente um dos principais centros industriais de Portugal, fala da identidade e da contribuição dos seus trabalhadores para a história e o desenvolvimento da região. Com base em imagens antigas de trabalhadores fabris, pessoas locais, paisagens e arquitetura, a composição procura refletir em vários momentos desta história, contemplando também o futuro e a sua sustentabilidade.

A nível pessoal, sinto-me grato e feliz por ter a oportunidade de voltar a produzir uma peça na margem sul, em frente a Lisboa, de onde também venho e de que sempre me senti muito orgulhoso. Apesar de ter sido sempre encarado com um nível de estigma, é hoje em dia que temos de reconhecer o valor destes territórios periféricos situados em ambos os lados do Rio Tejo, bem como avaliar a contribuição que tanto os seus municípios como as suas comunidades tiveram. Sobre o desenvolvimento da cultura, as artes, a música, a ciência, a política, a cidadania, a diversidade cultural e o progresso global do próprio país. É importante mudar as perceções e destacar a relevância legítima de lugares como o barreiro.

É tempo de olhar para o nosso povo e sentir orgulho da nossa identidade, da nossa cultura. Este é o momento para brilhar uma luz sobre o que foi ignorado, para valorizar o nosso património, enquanto prezamos os desafios do presente, a fim de melhor desenvolver o futuro. Uma das razões que me levou a estabelecer o meu estúdio no Barreiro diz respeito ao meu desejo de contribuir para esta nova onda de desenvolvimento cultural que pode ser visto aqui hoje, tão importante para ajudar o povo local a permanecer e não ser forçado a procurar outras oportunidades em outro lugar, longe das suas raízes. Temos de promover o diálogo com a nova geração de artistas, músicos, agentes culturais, empresários, trabalhadores e todos aqueles que podem contribuir positivamente para a apreciação do que foi negligenciado, a fim de conduzir todos os municípios e todas as gerações a avançar. No essencial, é necessário tornar visível o que tem sido invisível, tal como estes retratos e estas paisagens que foram reveladas quando nós esta vasta muralha.”

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