Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

E depois do adeus...

Este fim-de-semana foi outra vez difícil. Voltei a chorar. Sei muito bem o que provocou esta queda. Uma coisa tão pequenina, tão simples, como ir a uma loja que era uma das ‘nossas’ lojas, onde eu nunca mais voltei a entrar.

Só que desta vez foi diferente. Comecei a chorar de tristeza, de dor, mas em pouco tempo dei comigo a sentir raiva:

‘Como foste capaz de fazer isto comigo? Foste embora e deixaste-me aqui sozinha, a passar por isto tudo, sozinha. Tanta vez que te disse para teres mais cuidado contigo e tu sempre a dizeres que sou uma exagerada!’

Falava alto em casa, olhava para as fotos dele e falava alto e chorava: ‘COMO FOSTE CAPAZ?’

No meio daquela loucura toda, olhei para um espelho e assustei-me.

Estava transfigurada. A cara inchada, vermelha, despenteada, um ar enraivecido. Não me reconheci e tive medo.

‘Oh mulher, o que estás a fazer? Estás a dar cabo da tua saúde. Nunca te zangaste a sério com ele enquanto foi vivo, vais-te zangar agora!?’

‘Não podes continuar nisto. Tens que fazer alguma coisa.’

Andei pela minha casa, passei por todas as divisões e apercebi-me que o Paulo e o Melga estão em todos os cantos. Está praticamente tudo no mesmo sítio. Objetos, fotos, tudo conta uma história, tudo tem recordações.

Apercebi-me que ando a evitar dar o passo que falta. Por muito que me custe, tenho que começar a deixar o meu Paulo para trás. E tomei a decisão mais difícil.

Vou dar uma volta completa na minha casa. Vai deixar de ser ‘a nossa casa’ e passar a ser ‘a minha casa’. Tenho medo de começar a sentir raiva do meu amor, por isso, prefiro guardá-lo num cantinho só meu, onde posso voltar sempre que quiser, sempre que sentir saudade.

Curiosamente tudo isto se passou no domingo, 24 de abril. Acho que foi a minha Revolução.

Não é por acaso que a senha da revolução de há 42 anos teve esta música como senha (letra aqui).

Mais uma das muitas 'coincidências' com que me deparei ao longo deste ano e meio.

4 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Facebook

Follow

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D