urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha Não sejas engraçadinha! Como é costume dizer nestas lides &quot;Este é um blog sobre tudo e sobre nada&quot; LiveJournal / SAPO Blogs Engraçadinha 2019-04-09T09:27:25Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:180800 2019-04-11T09:00:00 Viva o Google! 2019-04-08T11:55:10Z 2019-04-08T13:26:22Z <p>Sobrinha Mai’Linda foi sempre uma miúda muito precavida. Durante toda a escola primária nunca perdeu um casaco. Chegava a fazer a aula toda de casaco vestido, sabíamos disso pelo estado em que ficavam os punhos, devido à grafite dos lápis de carvão… temos fotos de visitas de estudo em que é a única criança de casaco vestido… quando lhe perguntávamos o porquê desse comportamento, a resposta era invariavelmente <em>‘porque não quero perder o casaco, mãe!’</em></p> <p>Desde que ingressou no 5º ano este comportamento sofreu alterações significativas... casacos de fato de treino já desapareceram dois e na semana passada tivemos uma estreia.</p> <p><img style="padding: 10px; width: 307px; float: left;" title="amarelo.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7618deb2/21412668_ZiUkR.jpeg" alt="amarelo.jpg" width="516" height="377" />A miúda foi a uma visita de estudo. Como o tempo estava incerto e a visita era no exterior, a professora recomendou que levassem casacos para a chuva. Sobrinha Mai’Linda levou um casaco amarelo feito daquele material que se vê muito agora… parece borracha, mais ou menos como este da imagem.</p> <p>Ora, em vez de chover… fez calor… e vai daí a miúda tira o casaco e, para não o perder (ainda resquícios de tempos idos...), enfiou o dito dentro da mochila. Só que havia mais coisas dentro da mochila, nomeadamente MARCADORES SEM TAMPA (qu’isto de guardar marcadores COM A TAMPA, DENTRO DO ESTOJO, é uma trabalhadeira que não se aguenta, não é?)</p> <p> </p> <p>Quando Mana Querida tirou o casaco de dentro da mochila… até lhe faltou o ar...ia tendo uma síncope… <em>‘eu estava a contar que este casaco ainda servisse no próximo outono!!!!’</em>  Tentou tudo para limpar os riscos… detergente da loiça, acetona, álcool tudo o que se lembrou… e nada!</p> <p>Mas Mana Querida é uma gaja. E uma gaja adora um bom desafio.</p> <p>Mana Querida também é uma mãe dos tempos modernos. Depois de experimentar todas as mézinhas que as nossas avós nos ensinaram, virou-se para as novas tecnologias e</p> <p style="text-align: center;"><strong>PERGUNTOU AO GOOGLE</strong></p> <p style="text-align: center;">e não é que</p> <p style="text-align: center;"><strong>O GOOGLE RESPONDEU?</strong></p> <p>Pelos vistos uma outra mãe já passou por situação idêntica e descobriu que uma POMADA PARA TRATAMENTO DO ACNE, também apaga riscos de marcador em tecidos aborrachados (deve ser uma mãe com um daqueles doutoramentos todos xpto em química, só pode!) .</p> <p>O casaco está como novo!</p> <p><span style="font-size: 10pt;">Não sei de cor o nome da pomada, mas se houver por aí alguma mãe em desespero idêntico, eu falo com Mana Querida e partilhamos informações (temos que ser umas para as outras, não é?)</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:181156 2019-04-09T10:18:00 Sobre o acidente ontem no Barreiro 2019-04-09T09:27:25Z 2019-04-09T09:27:25Z <p>Já por aqui disse... sou uma barreirense, com muito orgulho.</p> <p>Defendo a minha terra. Não a troco por nenhum outro sítio... a menos que pudesse morar em Lisboa, mas tinha que ser Lisboa cidade (e mesmo assim só em algumas partes da cidade e só mesmo porque trabalho em Lisboa)... nunca nos arredores da margem norte... se é para ser uma suburbana da linha de Sintra ou de Cascais, então prefiro mil vezes ser suburbana do Barreiro.</p> <p>Todos os concelhos da margem sul e acho que também da margem norte de Lisboa, dependem de empresas privadas de transporte rodoviário de passageiros. Resultado... horários muito reduzidos e, até há bem pouco tempo, passes mais caros.</p> <p>Há SESSENTA ANOS que a Câmara do Barreiro disponibiliza aos seus munícipes o Serviço Municipalizado dos Transportes Coletivos do Barreiro. Todo o concelho está coberto por uma rede de transporte coletivo, que funciona todos os dias, desde manhã bem cedo, até de madrugada.</p> <p>Esta é uma das razões que me leva a não pensar viver noutro lado. Quando digo aos meus colegas que no Barreiro temos um serviço camarário de transporte público de passageiros que funciona nos moldes da Carris, ficam surpreendidos. Não conhecem mais nenhuma Câmara que o faça (só há um punhado de Câmaras a fazer isto em todo o país).</p> <p>Sim, os autocarros estão muito velhos (alguns têm mais de 25 anos).</p> <p>Sim, nem sempre se cumprem todos os horários.</p> <p>Sim, o corpo de motoristas está velho, são poucas as caras novas que chegam. Para mim são uns hérois, trabalhar de madrugada, de noite,  aos fins de semana e feriados, aturar aqueles passageiros que se acham donos do mundo e chegar ao fim do mês <em>'toma lá 700€'</em>... não é para todos.</p> <p>Ontem, assim que se soube do acidente, fiz aquilo que todos fazem, nestas alturas... fui ao FB... e lá estavam as bocas foleiras do costume... <em>'os autocarros estão velhos'... 'os motoristas são uns incompetentes'...</em></p> <p>Tenham juízo pessoas!</p> <p>Aprendam a defender o que temos de melhor na nossa casa, mesmo que tenha defeitos!</p> <p>As pessoas só sabem falar de barriga cheia...</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:174209 2019-04-08T08:00:00 Três anos disto 2019-01-18T17:10:02Z 2019-03-08T08:48:41Z <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/sLQNMWHjC-0" width="640" height="360" frameborder="0" style="padding: 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;">O Engraçadinha faz hoje TRÊS anos!</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;">Deixo-vos a melhor canção de parabéns alguma vez escrita.</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;">Foi escrita para celebrar um homem muito especial, dos mais especiais, e tem o condão de me deixar sempre bem disposta.</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;">Sim, é de 1980! Sim, muitos de vós que estão a ler isto, se calhar ainda nem projeto eram, em 1980!</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;">Em 1980 eu já era uma grande mulher... a lutar diariamente com as contas de dividir por dois ou mais algarismos... na 3ª classe! <span style="font-size: 10pt;">(continuo a lutar com elas até hoje...)</span></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;">São quase 6 minutos de video... por isso, rápido... aproveitem que o chefe ainda não chegou, ponham o som a bombar e cantem os parabéns à Engraçadinha!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:180582 2019-04-05T08:04:00 Há quinze dias estiveram quase 30º 2019-04-04T13:27:06Z 2019-04-04T13:27:06Z <p style="text-align: center;">Mas eu vou de férias, não é…</p> <p style="text-align: center;">Pois claro que vou!</p> <p style="text-align: center;">Na próxima semana vou prá terra. Uma semana e meia.</p> <p style="text-align: center;">Estive a ver a previsão meteorológica para S. Pedro do Sul...<span style="font-size: 10pt;"> (fu** a terra até tem o nome do Santo que controla o tempo...)</span></p> <p style="text-align: center;">Uma constante de dias seguidos de temperaturazinhas sofríveis que raramente vão atingir os 20º <span style="font-size: 10pt;">(e se lá chegar será ali entre a uma e meia e as duas e meia da tarde…)</span> isto quando não chover!</p> <p style="text-align: center;">…</p> <p style="text-align: center;">A ver se, à chegada, passamos logo no supermercado e atestamos a despensa lá de casa com ovos, farinha, açúcar, vários tipos de bolachinhas e chás…</p> <p style="text-align: center;">A malta até podia entreter-se fazer limpeza nos roupeiros <span style="font-size: 10pt;">(tanta tralha que por lá anda...)</span> ou a limpar os azulejos da cozinha...</p> <p style="text-align: center;">Mas depois o pó deixa Mana Querida cheia de falta de ar e se ela não dorme bem, nós também não... é uma questão de solidariedade... e depois há sempre o risco de estalar o verniz das unhas e tinhamos que receber o Sr. Padre, no Domingo de Páscoa, com o gelinho estalado... não pode ser... é toda uma imagem que é preciso preservar...</p> <p style="text-align: center;">Tou memo a ver… só com os canais da TDT para entretenimento… vão ser muitas as tardes a fazer bolo de chocolate, bolo de laranja, bolo de iogurte, scones... lanchinhos vários, só naquela do <em>‘'a malta tem que se entretar com alguma coisa" </em>e<em> "</em><em>é preciso passar o tempo"</em>…</p> <p style="text-align: center;">De maneiras que... é isto...</p> <p style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px; width: 407px;" src="https://dietdon.com/wp-content/uploads/2017/10/losing-weight-get-in-shape-girl.gif" width="320" height="317" /></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Já me disseram que no Domingo de Ramos há festa na aldeia… vão assar um porco no jardim do Espírito Santo… yesss! </span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">10€, all you can eat! Adivinhem lá quem já confirmou presença?</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:180087 2019-04-02T13:03:00 Coincidências... ou coisas que não se explicam! 2019-04-02T11:12:42Z 2019-04-02T11:12:42Z <p>Já vos tenho falado nas minhas coincidências.</p> <p>Coisas que me acontecem (principalmente coisas que me aconteceram nos primeiros tempos depois do meu Paulo morrer) para as quais até pode existir uma explicação lógica, racional, mas que não deixam de me provocar arrepios na espinha, porque não consigo deixar de pensar que não pode ser só uma mera coincidência e que alguma coisa, muito superior a nós, tem o poder de alinhar estrelas, astros e constelações e fazer acontecer… às vezes para o bem, outras nem por isso...</p> <p>Esta semana aconteceu outra vez. Não comigo, mas com pessoas que conheço. Um casal vizinho dos meus pais lá na terra. Ambos criados com a minha mãe desde pequenos.</p> <p>Tiveram uma filha deficiente profunda. A Isabelinha.</p> <p>A Isabelinha viveu toda a vida entre a cama e a cadeira de rodas. Dependente a 100% para tudo. Os médicos diziam que não teria grande esperança de vida, mas aqueles pais abraçaram o que lhes calhou em sorte e dedicaram-se àquela filha de tal maneira que a Isabelinha espantou os médicos e viveu muitos anos. Mais de cinquenta…</p> <p>Os anos foram passando. Os pais já na casa dos 80. Muitas vezes ouvimos aquela mãe dizer <em>‘se fechamos os olhos, quem vai tomar conta da minha filha? Ninguém toma conta dela como nós dois…’</em>.</p> <p>Quis o destino que o pai da Isabelinha morresse primeiro. Fez duas semanas no domingo. Todos a pensar naquela mãe, agora sozinha com uma filha adulta tão dependente… <em>‘como é que vai ser agora?’</em></p> <p>Ontem recebemos a notícia. Outra vez o arrepio na espinha. A Isabelinha morreu.</p> <p>...</p> <p>Lá está… podemos dizer que é só uma coincidência. Podemos encontrar uma resposta racional e pensar que a Isabelinha era um ser frágil e sentiu um desgosto enorme quando deixou de ver o pai. Também se morre de tristeza, não é? Ainda mais quando se tem uma capacidade diferente de entender e aceitar o mundo…</p> <p>Eu? Eu prefiro pensar na tal entidade, muito superior a nós, que sabia que chegara a hora de receber a Isabelinha, mas precisava de alguém para olhar por ela e, por isso, mandou chamar o pai primeiro… para estar lá, para a receber, e a Isabelinha não sentir medo, por se ver sozinha.</p> <p>Descansem ambos em paz.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:179914 2019-03-28T14:30:00 Acabadinho de ler! 2019-03-28T14:13:44Z 2019-03-28T14:13:44Z <p class="sapomedia images"><img style="float: left; width: 400px; padding: 10px 10px;" title="educação.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be218b5a9/21400861_zuE3t.jpeg" alt="educação.jpg" width="400" height="639" /></p> <p><strong>Uma educação / Tara Westover</strong></p> <p>Uma palavra para descrever este livro: força</p> <p>Mais uma biografia. Mais uma história de uma mulher que nos toca cá fundo. Uma história de violência, negligência, tirania, fanatismo.</p> <p>Tara Westover cresceu no seio de uma família mórmom que esperava e se preparava para o Fim do Mundo. O pai, fanático religioso, não acreditava no Estado e, por isso, fazia questão de se manter à margem: os filhos nasciam em casa, em partos assistidos por parteiras, não eram registados à nascença, não iam à escola, não tinham assistência médica (todos os males, fosse uma constipação, um osso partido, uma queimadura de 3º grau ou um traumatismo craniano com massa encefálica a escorrer eram tratados em casa, com medicamentos homeopáticos que a mãe se especializou a retirar de plantas medicinais).</p> <p>Tara e os seus irmãos cresceram numa casa isolada na montanha e desde muito novos foram postos a trabalhar na sucata explorada pelo pai. Assistimos a uma sucessão inenarrável de acidentes graves com estas crianças, porque aquele pai punha-os a executar tarefas impensáveis para um adulto, quanto mais para uma criança, sem tomar as mais básicas medidas de segurança e a mãe fechava os olhos… tudo era a vontade de Deus.</p> <p>As mulheres deviam obediência cega primeiro aos pais, depois aos maridos, até aos irmãos. Não deviam mostrar os joelhos, as clavículas, muito menos os ombros, sob pena de serem consideradas umas <em>rameiras</em>, <em>galdérias</em>.</p> <p>Havia provisões por todo o lado para quando o Fim do Mundo chegasse, desde dúzias de frascos de pêssegos em conserva na cave, até um tanque de combustível enterrado no quintal. Só que o Fim do Mundo… não chegou (lembram-se do bug do ano 2000?)… e foi nesse momento que Tara começou a duvidar do mundo que a rodeava.</p> <p>Uma menina que nunca tinha ido à escola, que em casa tinha uns pais que nem se lembravam exatamente da idade que ela tinha e um irmão extremamente violento que a subjugava a seu belo prazer, debaixo dos olhos parentais, conseguiu fazer a admissão a uma faculdade local e dar inicio a um percurso académico brilhante. Entrou numa sala de aulas pela primeira vez na vida com 17 anos e acabou doutorada pela Universidade de Cambridge.</p> <p>Só que este percurso teve um preço.</p> <p>Assistimos à luta interior desta mulher. A diferença de valores do mundo à sua volta, choca de frente com tudo o que lhe foi tão violentamente incutido desde que nasceu.</p> <p>Ter uma educação formal significava abdicar da sua família, cortar as suas raízes.</p> <p>Foi um preço que pagou e do qual não se arrepende.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:179641 2019-03-21T13:00:00 Valha-me Nossa Senhora dos Blogs! #38 2019-03-21T12:17:34Z 2019-03-21T12:17:34Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px; width: 303px;" title="Destaque-38.png" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G6c173ac1/21391673_U6i8I.png" alt="Destaque-38.png" width="271" height="217" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 18pt;">Obrigada Sapinho! <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_KISS.png" width="24" height="24" /></span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:179430 2019-03-19T09:10:00 Primas... este post tem spoiler alert (é assim que se diz?) 2019-03-19T09:20:37Z 2019-03-19T09:20:37Z <p>No fim deste mês tenho um casório na família. A filha de uma prima resolveu oficializar o nó com o seu mais que tudo (credo que velha que estou... as minhas primas já casam filhas, CRISTO!!!)</p> <p>Vai daí, vocês já sabem, a minha família é muito dada à ramboia, tem uma costelazinha cigana, gostamos de andar todos juntos, damos o <em>coiso</em> e oito tostões por uma festa, de forma que o arraial está montado: vai haver festa, no sábado dia 30, algures lá para os lados de Sintra.</p> <p>Eu e Mana Querida andamos pr’ai desde janeiro de volta dos trapinhos à procura dos modelitos ideais para a festa e a combater dúvidas existenciais tendo em conta que a festa é numa altura do ano em que tanto pode estar um belo dia de praia, como um frio siberiano.</p> <p>Ora, estávamos nós, numa tarde de sábado, no provador duma qualquer Zara desta vida, com a disposição certa para experimentar todos 50 vestidos e macacões que nos apareceram à frente, quando dou por mim a experimentar um vestido… vermelho (cá está o spoiler alert, primas!!!!).</p> <p><span style="font-size: 10pt;">Já vos disse que, desde que o meu Paulo morreu, nunca mais fui capaz de vestir vermelho (a cor que ele mais gostava de me ver). Neste inverno, pela primeira vez, dei comigo a namorar um casaco vermelho… pela primeira vez tive coragem para experimentar e, pela primeira vez também, não me senti mal com esta cor. Só não o comprei porque não gostei do corte.</span></p> <p>...</p> <p>Estava quase a dar um grito à Cristiano Ronaldo… SSSIIIMMM, quando me diz Mana Querida:</p> <p><em>Não há uma regra qualquer sobre não ser de bom tom vestir vermelho nos casamentos?</em></p> <p>Ao que eu respondo:</p> <p><em>O vestido é lindo, assenta como uma luva… não quero saber… eu vou de vermelho!</em></p> <p>…</p> <p>Fiz umas pesquisas e parece que o vermelho não é muito bem visto em casamentos porque é a cor associada à provocação sexual. Diz que o noivo pode ficar perturbado e as noivas não costumam gostar de convidadas provocantes. O vermelho está reservado para a irmã do noivo, por ser a única pessoa à qual o dito cujo é imune.</p> <p>Oh caraças!!! Então, e agora???</p> <p>O vestido não faz de mim uma Jessica Rabbit (a bem dizer... nenhum vestido faz, faltam-me mamas e rabo a condizer), mas não quero deixar a noiva nervosa... é melhor deixar uma declaração de intenções:</p> <p> </p> <p>Minha querida noiva,</p> <p>O que mais quero é que nada te afete neste dia tão especial, por isso, se isso te fizer mais feliz e deixar mais descansada, posso assistir à cerimónia no cantinho mais escuro da igreja e não levo a mal se decidires pôr a minha mesa do almoço bem escondida na cozinha, desde que garantas que não me falta a comida.</p> <p>Nada temas. Não é de todo a minha intenção provocar noivos alheios. Duvido que o teu noivo tenha como objetivo de vida aturar uma cota já a preparar-se para a menopausa. O mais certo é ele olhar para mim e achar que estou mascarada de Lady Bug.</p> <p>Beijos, da tua prima!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:179043 2019-03-15T13:00:00 Donos de gatos... revoltem-se! 2019-03-15T11:44:33Z 2019-03-15T11:44:33Z <p class="sapomedia images"><img style="float: left; padding: 10px 10px;" title="d5ef08cb3e2d1e1688b64ae91a90e0d5.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdf17224d/21384994_pdLWy.jpeg" alt="d5ef08cb3e2d1e1688b64ae91a90e0d5.jpg" width="350" height="350" /></p> <p>Ontem, enquanto esperava pelo barco para regressar ao Barreiro, ouvi uma conversa de duas pessoas que estavam ao meu lado:</p> <p><em>“ai não… não gosto de gatos… os cães são muito mais fiéis, sabem que é o seu dono… o gato só quer que limpes a merda que faz e lhe enchas o pote de ração… não te conhece de lado nenhum!”</em></p> <p>Como é que ainda há pessoas que pensam assim? Como é que há pessoas que ainda acreditam nestes estereótipos? Como é que ainda há pessoas que dizem que não gostam deste ou daquele animal?</p> <p> </p> <p>Para mim uma pessoa ou GOSTA DE ANIMAIS, ou NÃO GOSTA DE ANIMAIS. Isso de gostar de cães, mas não gostar de gatos NÃO EXISTE <span style="font-size: 10pt;">(pronto... até posso admitir que existe um bocadinho no caso das cobras e lagartos assim no geral<img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_SARCASTIC.png" width="24" height="24" />).</span></p> <p> </p> <p>A ver se nos entendemos, pessoas ignorantes:</p> <p>O GATO SABE MUITO BEM QUEM É O SEU DONO. Conhece muito bem quem lhe dá carinho, atenção, mimo, brincadeira. E sabe muito bem recompensar o seu dono.</p> <p>Quando tem dois donos dentro de casa, o gato sabe muito bem quem dá o quê… e a que horas. Para o meu gato, o Paulo era o dono que dava a brincadeira. Eu fui sempre a dona que dava o mimo, o colo, a comida.</p> <p>A última vez que o meu gato foi ao veterinário (para ter alta da pancreatite) foi uma luta para a vet lhe tirar sangue. Quando entrei no consultório o bicho estava desvairado, ninguém se conseguia aproximar dele. Esperei um minuto ou dois, cheguei a minha mão ao seu nariz, devagarinho, e, imediatamente, o bicho começou a ronronar, aceitou os meus mimos, beijinhos na cabeça, ele sabe que eu sou a dona… foi só a vet mexer-se… olhou para ela e bufou que parecia um leão.</p> <p>Em casa, tenho que estar sempre no campo de visão dele. É a minha sombra. Quantas vezes estou a lavar a loiça, sabendo que o bicho está deitado no tapete mesmo atrás de mim. Quantas vezes estou a passar roupa a ferro e vejo uma orelha a surgir na ombreira da porta… só um olho, tipo “<em>tou aqui e tou ta’ver</em>”…</p> <p>Não sei se é assim com os cães, mas o meu gato escolheu-me para sua dona, muito antes de eu me afeiçoar a ele. O Paulo e o Melga eram dois humanos que andavam lá por casa… eu sempre fui a humana que ele escolheu para ser a sua dona. Coisas como cortar as unhas, escovar o pelo ou cortar pelo sujo de cocó, na zona genital… só a dona é que faz, mais ninguém tem permissão para ter esse tipo de intimidades.</p> <p>Sim, é verdade… o gato é uma criatura mais independente do que um cão. Gosta do seu espaço e das suas rotinas, mas desenganem-se pessoas parvas… o gato conhece muito bem o seu dono… aquela pessoa que ele recompensa com turrinhas, massagens e miados baixinhos ao ouvido, logo pela manhã.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:178932 2019-03-12T17:04:00 Depois deste post... não falo mais neste assunto... 2019-03-12T17:31:51Z 2019-03-12T17:31:51Z <p>... mas hoje ainda tenho que falar.</p> <p>Estive todo o dia de volta do computador a despachar assuntos aqui da minha chafarica, mortinha por acabar a tempo de vir aqui despejar o meu saco, por isso, tenham paciência, e se quiserem leiam-me.</p> <p>Ainda sobre os programas de televisão maravilhosos com que fomos brindados no passado domingo. Ontem à noite, depois de despachar mais dois episódios da Anatomia de Grey, mudei para a SIC Caras, para ver a Passadeira Vermelha.</p> <p>Antes de mais, deixem que vos diga que aquilo é cada vez menos uma Passadeira e cada vez mais um programa de promoção dos restantes programas da SIC. Passam mais de metade do tempo de antena a falar da Cristina, dos Casados ou de outro programa qualquer que seja preciso publicitar e dizer que é maravilhoso e fantástico.</p> <p>Claro que ontem o alvo foi o programa dos agricultores, eu já estava à espera disso e estava muito curiosa para os ouvir.</p> <p>Minhas queridas pessoas... pouco faltou para assistirmos a um orgasmo em público. Que programa fantástico, maravilhosamente apresentado (claro!), imagens nunca vistas na televisão portuguesa...</p> <p>Ficámos mais uma vez a saber que a SIC não emite <em>reality shows</em>, ficam escandalizadíssimos com esta expressão.</p> <p>A SIC emite<em>'experiências sociais'</em>, ok? Reality shows é lá com o outro canal... manhoso.</p> <p>Nenhum deles conseguia perceber as reações que surgiram nas redes sociais. Só me lembro de ouvir o Cláudio Ramos a defender que <em>'ninguém obrigou as mulheres a participar, só lá vai quem quer... o objetivo de um canal de televisão generalista é entreter, emitir entretenimento...</em>'</p> <p>Desliguei a televisão, depois de ouvir isto.</p> <p>Pensei que um órgão de comunicação social, além de entreter, deve, antes de mais, EDUCAR.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:178586 2019-03-12T08:27:00 Valha-me Nossa Senhora dos Blogs! #37 2019-03-11T13:28:55Z 2019-03-11T13:28:55Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Destaque-37.png" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G9317e8ac/21380791_KQ8Wh.png" alt="Destaque-37.png" width="265" height="149" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 18pt;">Obrigada, sapinho! <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_KISS.png" width="24" height="24" /></span></strong></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:178279 2019-03-11T09:41:00 Assim não vamos lá! 2019-03-11T09:54:36Z 2019-03-11T09:54:36Z <p>No final da semana passada, uma semana em que tanto se falou em violência doméstica, empoderamento das mulheres, igualdade de direitos... fui (outra vez... eu disse que nunca mais ia, mas fui) a um jantar de celebração do dia da mulher, apenas para confirma que ainda há mulheres que confundem a comemoração do Dia da Mulher, com uma vulgar (muito vulgar!) despedida de solteira. Que tristeza!</p> <p>Ontem foi dia de estreia de novos programas que agora estão na moda... de repente todos querem casar!</p> <p>Vi um bocadinho do programa dos agricultores. Pareceram pessoas normais, vá... mas quando apareceram as candidatas a namoradas, mudei de canal.</p> <p>Parecia que iam todas para o cabaré da coxa! O que eram aquelas roupas e cabelos???</p> <p>Ao que parece no canal da concorrência foi outro chorrilho de disparates, com mãezinhas muito preocupadas em encontrar noiva para os marmanjos inúteis que têm lá por casa. Pelo que já li, parece que a preocupação generalizada das mãezinhas era que as pequenas soubessem cozinhar... e limpar...</p> <p>Se estão tão preocupadas que os seus infantes não passem fome, porque não os ensinam a cozinhar?</p> <p>Estamos todos ofendidos com os pensamentos do Sr. Dr. Juiz, mas depois damos tempo de antena e audiência a este tipo de comportamentos!</p> <p>Haja paciência!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:178059 2019-03-08T08:45:00 8 de Março 2019-03-08T08:47:11Z 2019-03-08T08:47:11Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="woman.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G3618f094/21377143_azR3w.jpeg" alt="woman.jpg" width="640" height="640" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:177750 2019-03-07T14:30:00 Acabadinho de ler! 2019-03-07T14:13:52Z 2019-03-07T14:13:52Z <p class="sapomedia images"><img style="float: left; padding: 10px 10px;" title="passagem.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B70187900/21376475_NTr3d.jpeg" alt="passagem.jpg" width="250" height="359" /></p> <p><strong>Passagem para o Ocidente / Mohsin Hamid      </strong></p> <p>Uma palavra para definir este livro: esperança.</p> <p>Este livro é mais um daqueles livros que vai ficar para sempre na minha estante.</p> <p>Surpreendeu-me porque é uma história de amor. À partida eu fujo de histórias de amor, mas o livro foi finalista do Man Booker Prize 2017, pelo que não podia ser uma simples história de amor, por isso arrisquei… e ainda bem!</p> <p>Conta-nos a história de Nadia e Saeed. Dois jovens, num país que vai mergulhando no caos. Nunca sabemos de que país se trata, pode ser o Iraque, a Síria, o Afeganistão… só sabemos que se trata de um país muçulmano, porque Nadia, ao longo de toda a história, insiste em manter a sua túnica preta vestida, sempre que está em locais públicos. Dois jovens apaixonados que depois de todos os esforços de adaptação às constantes mutações no seu país, resolvem partir... sem rumo, sem destino…</p> <p>São refugiados de guerra… migrantes.</p> <p>O autor optou por não conduzir o leitor por descrições épicas de travessias imensas e dos perigos associados. Já todos nós estamos suficientemente intoxicados pelas imagens na televisão de colunas de pessoas a caminhar sem destino, de barcos cheios de gente em fuga, em condições tão perigosas. Em vez disso, o autor substitui estas travessias por <em>portas mágicas</em>, que, uma vez transpostas, levam estes jovens do seu país para sucessivos campos de refugiados, primeiro em Mykonos, depois em Londres e, finalmente, em S. Francisco.</p> <p>Li vários textos de análise a este livro. Quase todos falam numa frase que aparece quase no fim <em>‘todos somos migrantes através do tempo’</em>. Não foi esta a frase que mais me tocou, foi uma outra, na página 86, que me ficou cravada na memória e que me pôs a pensar estes dias:</p> <p style="text-align: center;"><em>“… quando migramos, assassinamos das nossas vidas aqueles que deixamos para trás.”</em></p> <p>Já se devem ter perguntado, eu já dei comigo a perguntar-me: como é possível as pessoas optarem por migrar? Sair, assim, sem destino? Como é possível colocar filhos em barcos sobrelotados e lançarem-se ao mar? Será que não amam os filhos?</p> <p>Amam. É porque os amam que o fazem. São pessoas que foram perdendo tudo, num processo de adaptação contínua… a comida começa a escassear, começam a ver amigos, vizinhos simplesmente a desaparecer (morreram, fugiram?), um dia deixam de ter trabalho (e é normal sair do local de trabalho com computadores, impressoras e televisões às costas), o café de todos os dias que fecha as portas, depois deixa de haver água ou luz, passam a cozinhar em fogões de campismo, depois são as janelas de casa que passam a ser um perigo, porque há balas perdidas e desarrumam-se os móveis de forma a tapar as janelas, depois a guerra entra pelo bairro dentro…</p> <p>São pessoas, para quem o seu país deixou de ter significado… uma identidade… deixa de haver normas, regras, deixam de ter pontos de referência, sejam eles físicos, sociais, culturais… e, por isso, só lhes resta partir. Partem os mais novos, os mais fortes, os que ainda podem lutar por um futuro melhor para os filhos… ficam os velhos, os doentes, os feridos. Partem com a certeza de não mais ver os que ficam! </p> <p>O autor não nos entope em análises políticas, religiosas ou económicas… apenas nos fala de esperança. Mostra-nos o ponto de vista do refugiado de guerra, completamente desenraizado, desorientado, sem nada de seu, muitas vezes sem conseguir comunicar, que aprendeu a temer a autoridade (pelas coisas que viu no seu país) e que apenas pede para ser aceite em cada novo sítio onde chega, numa esperança inabalável de conseguir uma vida melhor.</p> <p>É a esperança que move estas pessoas na busca por uma vida com trabalho, uma casa, mandar os filhos à escola… mas, sobretudo, e é aqui que estes migrantes são diferentes dos nossos emigrantes... buscam uma vida com paz.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:177555 2019-03-01T08:30:00 Gosto tanto desta época do ano! 2019-02-28T15:23:26Z 2019-02-28T16:40:19Z <p style="text-align: center;">A época de organizar as faturas para entregar o IRS. É assim uma éspecie de passar o ano em retrospetiva...</p> <p style="text-align: center;">Todos os anos a mesma conversa... <em>'pró ano tenho que me portar melhor, tenho que vir ao Portal de vez em quando para ir classificando faturas... olha só para isto... 150 faturas para classificar... vamos lá... modelo... pingo doce... pingo doce... modelo, modelo, lidl... pingo doce...'</em></p> <p style="text-align: center;">Este Portal das Finanças dá para termos uma ideia muito clara de onde gastámos o nosso rico dinheirinho. No meu caso, o grosso da despesa está no supermercado, mas lá está, antes no supermercado do que na farmácia, não é?</p> <p style="text-align: center;">Também fiquei a saber que durante o ano de 2018, gastei... MIL E QUARENTA E DOIS EUROS em VETERINÁRIO...</p> <p style="text-align: center;">Maaaas, atenção!</p> <p style="text-align: center;">Como eu sou uma contribuinte espetacular e pedi sempre as minhas faturinhas com NIF, a AT está em condições de devolver ao meu bolso a fantabulástica quantia deeeeeee..... DEZANOVE EUROS E CINQUENTA E SETE CÊNTIMOS...</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Despesas.png" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1317b339/21368739_1E5HE.png" alt="Despesas.png" width="341" height="227" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Não sei o que faça com tamanha devolução...</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Não chega para uma saca de ração... até uma simples consulta de rotina do animal custa mais que isto...</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;">O QUE FAZER?</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Já sei... compro um crepe com gelado para mim e uma latinha toda xpto para o animal (daquelas <em>luxury lombo de atum com gambas</em>)...</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Será que ainda chega para um litro de leite? É que eu gosto de leitinho ao peqeuno-alomoço... e o animal também!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:177390 2019-02-25T13:00:00 Valha-me Nossa Senhora dos Blogs! #36 2019-02-25T11:12:26Z 2019-02-25T11:12:26Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Destaque-36a.png" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7c180c0f/21364768_CCqqv.png" alt="Destaque-36a.png" width="724" height="304" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Obrigada Sapinho! <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_KISS.png" width="24" height="24" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:176976 2019-02-22T17:00:00 MEDO 2019-02-22T12:57:08Z 2019-02-22T15:50:17Z <p>Nos últimos dias, parece que cada post que escrevo é sobre a doença do meu gato. Até no último post, sobre um livro que acabei de ler, consegui falar na doença do bicho. No trabalho e nas reuniões familiares, já tenho medo de abrir a boca. Dou comigo a pensar… <em>‘para de falar no bicho, pareces a velha maluca dos gatos… se comeu… se fez cocó… credo, estás paranoica, mulher!’</em></p> <p>É um facto que a doença do bichinho mexeu muito comigo.</p> <p>Parece-me natural que a doença de um animal de estimação de tantos anos, mexa connosco, não é? Este bichinho está comigo há 12 anos e nos últimos 4 anos e meio é o único ser vivo que me espera em casa. O que não me pareceu normal foi a profundidade do transtorno que senti e tenho andado aqui a pensar, a matutar no porquê… porque é que dei comigo a chorar no caminho para casa? Porque é que andei as primeiras duas semanas do tratamento com o estômago sempre enrolado num nó que doía?</p> <p>Acho que já percebi porquê…</p> <p>MEDO. </p> <p>Não que o bichinho morra. Pela ordem natural das coisas este bichinho vai morrer primeiro que eu, eu sei que vou ter que passar por esse luto, também… o meu medo é de vê-lo sofrer, o meu medo é de vê-lo morrer e não conseguir prestar-lhe o socorro devido… não perceber a tempo que pode ser algo mais grave e agir a tempo de lhe prestar socorro.</p> <p>Sabem, o meu Paulo morreu de madrugada, só estávamos os dois em casa… ele caiu no chão no momento em que eu estava ao telefone a chamar o 112… já não fui a tempo… o médico tinha dito <em>‘gastroenterite viral’</em>, afinal era um enfarte…</p> <p>Durante o período de tratamento do meu gato, por duas vezes dei comigo de madrugada, a vigiá-lo, por ele estar a fazer reações adversas à medicação… a médica disse <em>‘isso é uma reação adversa… é esperar… passa com o tempo’... </em>mas… e se não é...</p> <p>Foi o medo que tomou conta de mim…</p> <p>...</p> <p><span style="font-size: 10pt;">Pela primeira vez, desde que o meu Paulo morreu, senti-me tão sozinha.</span></p> <p><span style="font-size: 10pt;">Não sozinha… sozinha… eu sei que basta pegar num telefone e a ajuda dos meus pais e da minha irmã aparece sem hesitações… </span></p> <p><span style="font-size: 10pt;">Senti-me sozinha EM CASA… NA MINHA CASA. Foi a primeira vez que pensei <em>‘seria bom ter alguém com quem partilhar este tipo de situações'</em>…</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:176647 2019-02-21T12:30:00 Acabadinho de ler! 2019-02-21T11:52:33Z 2019-02-21T11:52:33Z <p class="sapomedia images"><img style="float: left; padding: 10px 10px;" title="1540-1.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1a182715/21361186_HDmZM.jpeg" alt="1540-1.jpg" width="340" height="340" /></p> <p><strong>Becoming: a minha história / Michelle Obama</strong></p> <p>Nunca fui pessoa dada a ler biografias. Nunca me interessaram, mas, não sei bem porquê, um dia numa livraria peguei no livro da Michelle e fiquei presa. Todos nós sabemos que a Michelle não foi uma primeira dama dos Estados Unidos como as outras. Não que as outras tenham sido más (não vamos falar da atual…), menos interventivas ou tenham feito pouco, mas a Michelle catapultou essa posição para um outro nível nunca antes visto.</p> <p>Ofereceram-me o livro como prenda de anos, em dezembro. Comecei logo a ler. Vocês sabem que eu só leio nos transportes públicos, nos dias em que não estou atacada pela mosca do sono. A leitura ia num bom ritmo, o que me surpreendeu, ainda pensei <em>‘acho que vou bater o meu record’</em>… faltavam umas cinquenta ou sessenta páginas para acabar quando o meu gato ficou doente… andei três semanas muito à toa, não conseguia pensar em leituras e lá se foi a boa média à vida.</p> <p>O livro retrata na perfeição a imagem que temos dos Obama. Simples, direto, despretensioso, conta-nos o percurso da vida da Michelle desde a infância até à atualidade. O bairro pobre onde cresceu, os pais que se privaram de tudo para que os filhos tivessem a melhor educação possível, o seu percurso escolar. Tinha a ideia que ambos os Obama tinham sido alunos excelentes e, por isso, tinham estudado com bolsas (como tantas vezes vemos nos filmes americanos… os bons alunos têm sempre bolsas), mas não… apesar de terem uma inteligência acima da média, ambos tiveram que contrair empréstimos para pagar os seus estudos. Ambos começaram a sua vida adulta com a responsabilidade de ter que pagar os empréstimos que tinham contraído para estudar.</p> <p>Com simplicidade e algum humor, Michelle desmistifica o dia-a-dia na Casa Branca. Conta-nos factos banais como quando viu pela primeira vez o cortejo presidencial a aproximar-se... <em>’não tem um carro de palhaços!’</em>, ou quando conta, por exemplo, que se alguém na Casa Branca quiser ir à varanda (aquela varanda enorme que se vê em todas as fotos), primeiro tem que se avisar os serviços secretos, para que possam desimpedir a rua em frente à varanda… mas, acima de tudo fala-nos na sua posição de Primeira Dama que não chega a ser um cargo, não é um emprego e não tem funções definidas mas que usou como plataforma para uma influência positiva, promovendo alterações significativas na vida de todos os dias do povo americano, com projetos na área da alimentação saudável, da promoção do exercício físico, do combate ao abandono escolar, da melhoria da vida das familias dos soldados, tendo sempre o cuidado de não se misturar em questões políticas, mas intervindo junto da sociedade civil.</p> <p>Eu sou muito picuinhas com os meus livros. Não gosto de ter capas dobradas ou pontas amarrotadas, mas este livro está cheio de frases inspiradoras, frases que me fizeram voltar atrás para ler outra vez. Não me consigo a imaginar a riscar um livro, por isso, pela primeira vez na vida, dei comigo a dobrar os cantos das páginas para de alguma forma marcar o local de uma frase que me tocou.</p> <p>O epílogo levou-me às lágrimas (eu sei, sou muito mariquinhas…). A Michelle faz um balanço do que ela e o marido conseguiram alcançar nos oito anos que estiveram na Casa Branca, no que acredita que o povo americano É na sua essência… e da frustração de olhar para o trabalho do sucessor e ver tanto absurdo, tanto disparate, o estatuto da presidência ridicularizado diariamente.</p> <p>Recomendo muito!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:176445 2019-02-18T10:21:00 Ando sumida, eu sei... 2019-02-18T10:28:30Z 2019-02-18T10:28:30Z <p>… mas isto não está fácil. O ânimo anda mesmo pelas ruas da amargura.</p> <p>O meu bichinho lá anda. Ainda não é o meu bichinho de sempre… não sei se voltará a ser. Na sexta feira foi à consulta para reavaliação, depois de andar quase duas semanas a caminhar para a clínica, para fazer medicação intravenosa, quase todos os dias.</p> <p>Ora, isto para um animal que está habituado a ficar em casa sozinho, na sua paz e sossego, é uma grande mudança de rotinas, isso a juntar a uma mudança de alimentação… temos o caldo entornado.</p> <p>A médica lá conseguiu tirar algum sangue, mas não o suficiente para fazer todas as análises que queria. Já combinei com ela, daqui para a frente, sempre que quiser tirar sangue, vamos sedar o bichinho… não quero voltar a vê-lo no estado em que estava quando entrei no consultório… todo encolhido, cheio de medo, todo babado e a rosnar…</p> <p>Do que conseguiu ver nos testes que fez, parece que a situação do rim continua controlada, mas precisa fazer uma terapêutica para o fígado… <em>‘vai tomar isto… mas olhe que isto é difícil de tomar, os gatos não gostam nada… vá tentando!’</em></p> <p>O bicho não come ração seca e mesmo as latinhas (que ele idolatrava), nem se chega, nem cheira sequer. No sábado ainda stressei um bocado… ainda pensei que fosse por estar outra vez com dor e imaginei-me logo em mais uma semana a caminhar para a clínica. Precisamos tanto de sossego… eu, ele, a minha irmã, que é a nossa motorista.</p> <p>Já deitei um sem número de latas no lixo. Falei com a vet sobre isso, disse-me para ir alternando com latinhas do supermercado <em>‘é preciso é que vá comendo alguma coisa todos os dias’. </em></p> <p>Em compensação toma o tal remédio sem problema, meto-lhe a seringa no canto da boca e devagarinho vai lambendo aquilo tudo… não pode ser tudo mau, não é!</p> <p>Desde que foi diagnosticado, a 29 de janeiro, até sexta-feira passada, já perdeu 500g. Ele precisava de as perder, mas eu não queria que a doença fosse a razão da perda. Vai comendo… mas muito menos do que devia.</p> <p>...</p> <p>Em compensação, no sábado, a dona foi, com a sua Mana Querida, exorcizar os demónios… atolei-os em comida… fomos ao brunch do Basílio, o primo do Nicolau Lisboa, vejam no Insta aqui da chafarica…</p> <p>O gato emagrece e a dona insufla… no dia 1 de março começo uma dieta de líquidos… tenho um casamento no dia 30 e já comprei o vestido… que está justinho… justinho… por este andar ainda vou ter que me enrrolar em cintas e spandex e rezar para não me dar um ataque de tosse, senão rebento...</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:176169 2019-02-12T09:03:00 Ao mestre do barco da Soflusa das 7h40 2019-02-12T09:10:12Z 2019-02-12T09:10:12Z <p style="text-align: center;">OBRIGADAAAAA!</p> <p style="text-align: center;">Música espetacular, num volume excelente!</p> <p style="text-align: center;">(aquele volume que permite ouvir, mas não incomoda nem as conversas, nem as sonecas).</p> <p style="text-align: center;">Quando dei por mim já estava a abanar a cabeça e a bater o pézinho ao som disto...</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Wd_pU80mGXk" width="560" height="315" frameborder="0" style="padding: 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">(Nota-se que o meu bichinho ontem, comeu, dormiu e fez cocó <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_HAPPY.png" width="24" height="24" />... a ver se é desta que a coisa se compõe!)</span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:175947 2019-02-11T12:34:00 Estado de espírito 2019-02-11T12:39:09Z 2019-02-11T12:39:09Z <p>Por estes dias o meu estado de espírito depende do estado de espírito do meu gato.</p> <p>Há duas semanas que andamos os dois às voltas com a sua pancreatite.</p> <p>Já melhorou, pensámos que não precisava de mais medicação… regrediu.</p> <p>Voltou à medicação injetável, voltou a melhorar. No sábado à tarde foi fazer o último dia de medicação injetável (contra os enjoos e a dor). Deixei-o em casa, a comer e fui jantar com a minha irmã.</p> <p>Voltei a casa pela nove da noite e assim que entrei notei logo que ele não estava normal… não miou para me receber… durante o serão não veio para o meu colo no sofá… ficava sentado no corredor… muito direito… quieto… calado.</p> <p>Pelas onze e meia fui-me deitar. Tentei coloca-lo na cama comigo. Saltou da cama… voltava sempre para o corredor… sentado, muito direito… calado.</p> <p>Aceitava as minhas festas, mas não saía dali… no corredor.</p> <p>Pouco passava da meia noite liguei para a vet. Descrevi o comportamento. A vet explicou-me que lhe tinha dado um medicamento diferente para a dor e, pelo que descrevia, o animal estava a fazer uma reação adversa ao medicamento… de vez em quando aparecia um gato que não reagia bem a este medicamento… tinha-me saído a fava.</p> <p>Por outras palavras… era como se o meu animal tivesse fumado um charro… estava a alucinar. Não havia nada a fazer, exceto esperar que a droga saísse do organismo.</p> <p>Estive até às quatro e meia da manhã (foi a hora a que sucumbi ao sono), sentada no sofá, de vigília… e o meu gato sentado no corredor… muito direito… a olhar... ora para a parede branca… ora para a luz…</p> <p>Ao todo esteve mais de 24 horas sem dormir… só ontem, pelas dez da noite, saltou para o meu colo e adormeceu.</p> <p>Se há 12 anos me dissessem que ia chegar um dia em que o meu bem-estar ia depender do facto de um gato comer e fazer cocó… tinha-me desmanchado em gargalhadas, mas é um facto pessoas, por estes dias ando assim:</p> <p>O gato dorme, come (ainda que pouco) e faz cocó <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_HAPPY.png" width="24" height="24" /></p> <p>O gato dorme, come (ainda que pouco), mas não faz cocó <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_SERIOUS.png" width="24" height="24" /></p> <p>O gato dome mal, não come (ou petisca) e não faz cocó <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_CRY.png" width="24" height="24" /></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:173116 2019-02-11T10:00:00 A semana mais peganhenta do ano! 2019-01-14T15:19:01Z 2019-01-14T15:19:01Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="DICAS-PARA-O-DIA-DOS-NAMORADOS.png" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gbd171f88/21316200_oZCyz.png" alt="DICAS-PARA-O-DIA-DOS-NAMORADOS.png" width="953" height="348" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:175659 2019-02-06T12:15:00 A montanha está sempre a parir ratos... 2019-02-06T10:28:14Z 2019-02-06T12:11:25Z <p>Lembram-se do juiz que justificou a pena aplicada aos agressores de uma mulher, num caso de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, com o facto da mulher ser adúltera?</p> <p>O Conselho Superior da Magistratura, órgão com poder disciplinar sobre os magistrados, já decidiu a pena a aplicar ao <em>Ilustríssimo</em> Sr. Magistrado…</p> <p>Preparem-se… estão sentadas… então sentem-se, mas numa cadeira sem rodinhas…</p> <p>SANÇÃO DE ADVERTÊNCIA REGISTADA!</p> <p>E o Sr. Magistrado vai recorrer da sanção aplicada, porque os Srs. Magistrados são órgãos de soberania, independentes e não podem ser coagidos de qualquer forma nas decisões que tomam. Devem ser livres de qualquer pressão.</p> <p>Pensava que um juiz julgava os factos apurados em função da lei, afinal pode muito bem julgar e fundamentar com base nos macaquinhos que tem no sótão ou em função dos seus preconceitos.</p> <p>Isto na mesma semana em que mais um monstro matou a sogra e a filha de DOIS ANOS. Um monstro que já estava referenciado na polícia pelo crime de violência doméstica, mas que o Ministério Público decidiu classificar de outra forma, menos grave…</p> <p>Este ano ainda só estamos na semana SEIS, mas já morreram NOVE mulheres em casos de violência doméstica.</p> <p>Na semana passada senti vómitos ao ver uma reportagem na SIC sobre dois casos de violação, cujos agressores foram condenados com PENA SUSPENSA. Criminosos confessos, não havia qualquer dúvida que tinham praticado o pior crime que se pode cometer contra uma mulher, mas os Srs. Magistrados, do alto da sua liberdade e independência, mandaram os criminosos para casa, porque o Código Penal diz, no artigo 50º, sempre que a pena a aplicar seja inferior a 5 anos de prisão, o juiz PODE considerar a suspensão da pena.</p> <p>Oh Srs. Magistrados! Não diz TÊM de considerar, diz PODEM considerar.</p> <p>Entre os crimes que podem ser punidos com penas de prisão até 5 anos, há de tudo... desde os furtos, as burlas, as ofensas corporais simples... uma violação não está ao mesmo nível de uma qualquer ofensa corporal (um murro, um estalo…). A violação é a corrupção daquilo que qualquer mulher tem de mais intimo, é o pior dos crimes, só superado pelo crime de homicídio (e tenho dúvidas...).</p> <p>Tenho andado a pensar naquelas duas mulheres. A forma como foram tratadas na polícia, nos hospitais, no tribunal (uma delas esperou pelo início da audiência na mesma sala onde estava o violador, que estava na companhia da mulher...). </p> <p>Esta semana os meus pensamentos vão para a filha e mãe das vítimas daquele monstro do Seixal.</p> <p>O que é que nós, enquanto sociedade, podemos dizer a esta mulher? Ela foi à polícia, denunciou o agressor... PARA QUÊ?</p> <p>Diz que o agressor conseguiu matar-se… que pena!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:175609 2019-02-04T12:30:00 Ponto de situação 2019-02-04T11:34:04Z 2019-02-04T11:34:04Z <p>É só para dizer uma coisa: se o mês de janeiro foi uma amostra do que vai ser o resto do ano… então tenho duas hipóteses: ou vou à bruxa ou então acho que me vou enfiar num roupeiro qualquer e só volto a aparecer em 2020.</p> <p>Maldito mês que foi tão difícil de chegar ao fim!</p> <p>Desde a morte do meu Paulo que não me lembro de ter uma semana tão difícil como a semana passada.</p> <p>Terminámos a semana anterior com uma notícia muito má: a minha irmã ficou sem trabalho. Ao fim de 13 anos de casa… toma lá uma indemnização, carta para o fundo de desemprego e vai à tua vida. O mais difícil de digerir não foi o despedimento em si, o mais difícil foi perceber que a minha irmã foi despedida, não por ser incompetente ou por ter feito alguma coisa que tenha lesado a empresa, nada disso! A minha irmã foi despedida porque não teve medo de dizer ao chefe novo que ele estava a tomar a decisão errada, o que se veio a confirmar pouco tempo depois, e o chefe não gostou de ter lá alguém que se recusou a fazer-lhe a vénia!</p> <p>Se o espírito já não estava famoso, fiquei muito pior na 3ª feira. O meu bichinho não comia nada de jeito há três dias. Nem a sua adorada latinha o motivava a comer. Agarrámos nele e ala para o veterinário de urgência. Estava tão apático que a veterinária conseguir picá-lo duas vezes para tirar sangue e ele nem reagiu.</p> <p>Diagnóstico: pancreatite.</p> <p>A noite de 3ª para 4ª feira foi das mais difíceis que me lembro de ter tido. Quase não dormimos, toda a noite. Sempre muito inquieto, agoniado, babava-se muito, vomitou. O que mais me custou foi sair de casa de manhã para ir trabalhar e deixá-lo sozinho (abençoados Sr. Meu Pai e Mana Querida que se revezaram para o ir ver ao longo do dia).</p> <p>Agora tenho outro problema. À partida não é sério, mas pode vir a ser.</p> <p>O bicho não podia comer gordura (problemas de fígado e pâncreas pedem alimentação sem gordura), por isso a vet recomendou dar-lhe frango cozido… resultado… o animal habituou-se ao frango e não toca na ração, nem nas latinhas.</p> <p>Ontem, já estava um bocadinho melhor, já miava e seguia-me para todo o lado, até já ressonou no sofá. À noite tinha tudo à sua disposição: a ração e DUAS variedades de patês… encostava-se às minhas pernas e miava, baixinho… fui-me sentar a ver televisão e ele ficou atrás de mim, na porta da sala, muito direito, sempre que me via a olhar para trás… MIAU!</p> <p>Não tocou na comida dele… fui buscar umas lasquinhas de frango… limpou TUDO!</p> <p>Enfim… vou iniciar fevereiro com mais uma batalha: voltar a pôr o animal na linha!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:naosejasengracadinha:175264 2019-01-28T12:30:00 A vida... mais uma ficha, mais uma volta! 2019-01-28T11:15:52Z 2019-01-28T11:51:01Z <p>A vida tem coisas muito boas, mas, às vezes, a vida é uma merda, não é?</p> <p>Já nos tínhamos levantado. Os joelhos já estavam sarados. Já não tínhamos pó na roupa, já estava todo sacudido, pensámos que agora era só seguir em frente, pôr um pé à frente do outro e ir…</p> <p>Mas a vida nunca pensa da mesma maneira.</p> <p>A vida está sempre à espreita, à espera que baixemos a guarda, uma pequena distração e… quando menos esperamos lá vem mais um empurrão, um pontapé, um murro no estômago.</p> <p>Outra vez este sentimento de injustiça. Porquê a nós…</p> <p>Não é nada de muito grave (grave… só a morte e a doença), mas depois de hoje, nada será como antes.</p> <p>Só quero que este dia acabe depressa, para podermos começar a levantar a cabeça outra vez e esperar que não leve muito tempo a sacudir o pó e sarar os joelhos.</p> <p>Hoje marca o fim de uma era e o começo de outra e, como sempre, resta-nos a esperança... melhores dias virão!</p>