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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

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Atendimento prioritário no país dos tugas!

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A obrigatoriedade do atendimento prioritário dos idosos, grávidas, deficientes e pessoas acompanhadas de crianças de colo foi alargada por decreto-lei, a todos os serviços públicos e privados. A partir do final do ano, entidades públicas e privadas que não cumpram as regras agora definidas, podem ser multadas com coima até mil euros.

O princípio é muito bonito e de louvar.

Só que nós estamos em Portugal. O país do chico-espertismo.

A primeira vez que fui confrontada com o abuso que se faz no atendimento prioritário foi há uns anos quando tive que tratar de uns assuntos na Segurança Social. Era fevereiro, estava um frio ‘de rachar’, caía aquela chuvinha ‘molha tolos’ e havia uma fila de gente de bradar aos céus.

Tirei a minha senha e resignei-me a esperar lá fora, só que o frio era tanto que fui obrigada a esperar na sala. Só aí reparei na confusão de crianças há minha volta.

‘Credo, num dia destes como é trazem crianças para uma sala de espera. Está tudo a pedir gripes e otites com fartura’. Sou tão ingénua, não sou?

Com o tempo lá me apercebi do esquema do atendimento prioritário. Cheguei a presenciar um carro a parar, o pai ao volante e saem a mãe e a avó, com um bebé minúsculo no ovo e vai de esperar numa sala mínima, cheia de gente que tosse, espirra e funga.

Quando finalmente chegou a minha vez, comentei o ridículo da situação com a funcionária que me atendeu.

Resposta dela (baixinho):

- Oh minha sra. e quantas vezes reparamos na mesma criança ao colo da 4ª ou 5ª mãe…

Proposta: legalização do negócio de aluguer de crianças para ir aos serviços públicos, bancos, seguradoras, etc... sempre era mais uma fonte de receita para o estado em IVA e IRC.

Outra situação que me encanita os nervos são os lugares reservados nos transportes públicos.

Quando vezes já presencei pessoas que vêm de trabalhar, muitas vezes de pé atrás de um balcão (sabe-se lá...), e têm que se levantar para dar o lugar à velhinha que, no seu sapatinho de salto alto, foi tomar chá com as amigas… e têm que se levantar se não a velhinha faz queixa ao motorista e temos o caldo entornado.

Proposta: aquando da reforma, todos os velhinhos deviam fazer formação subordinada ao tema 'ser velhinho/a não é um posto, nem uma doença'.

Outra situação que me tira do sério é chegar às caixas de um dos supermercados lá da minha zona (um amarelo e azul, que é muito barato), só haver duas caixas a funcionar e uma delas é a prioritária. Fila a perder de vista, tapete rolante cheio de compras e chega a velhinha / grávida / deficiente com um carrinho cheio de compras. Seria hilariante, se não fosse só parvo.

Proposta: ensinar os serviços para abrir a caixa prioritária só quando se justifica.

Mais uma vez, o principio é bonito e de louvar, pena ainda não estarmos num país civilizado.

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