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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Ainda a respeito do Dia da Mulher

Ontem assinalei o Dia da Mulher com um post um pouco mais humorístico. Daquilo que li noutros blogs, parece que fui das poucas a levar o assunto para o lado do humor.

Concordo com tudo o que li um pouco por todo o lado: o dia da mulher é todos os dias, o dia da mulher não se resume a distribuir flores e ir jantar fora com um grupo de ‘gajas’ (se bem que, pela primeira vez na vida, ontem fui a um jantar de gajas no dia da mulher, com o meu grupo dos brunchs, somos as ‘3G – Gordas, Gulosas e Giras’, mais algumas alminhas que se juntaram, eramos 15 criaturas, houve vinho com fartura e sobremesas, foi giro).

Nem de propósito, estou a ler ‘O pior marido de Inglaterra’, de Wendy Moore.

Conta a história de Mary Eleanor Bowes, a herdeira mais rica de Inglaterra, no século XVIII. Ficou conhecida até aos dias de hoje, não só por ser uma tetra-tetra-avó da atual rainha de Inglaterra, mas sobretudo por ter sido a primeira mulher a lutar nos tribunais ingleses e conseguir obter UM DIVÓRCIO.

A Inglaterra do século XVIII (acho que a Europa toda) era verdadeiramente cruel para as suas mulheres, principalmente se tivessem heranças. Era um tempo em que o casamento não tinha nada a ver com o amor, um tempo em que o casamento era apenas um negócio que permitia a manutenção do estatuto social (dos homens), um tempo em que o casamento era MESMO ‘até que a morte os separe’, um tempo em que as mulheres eram vistas apenas como objetos que vinham com o dinheiro e com o dever de parir filhos. Algumas tinham a sorte de encontrar homens que apesar de não as amarem, estimavam-nas, mas muitas acabavam nas mãos de homens violentos e levavam vidas horríveis. Ainda só li as primeiras 100 páginas, mas já perdi a conta às vezes que senti o estômago às voltas.

...

É difícil de entender, como é que em pleno século XXI, quase 300 anos depois de Mary Eleanor Bowes, ainda há mulheres no mundo que lutam pelo direito ao divórcio, que lutam pelo mais elementar direito à autodeterminação, de não viverem subjugadas ao poder dos pais, dos maridos, dos patrões...

Sim, eu sei que o Dia da Mulher não deve ser de forma nenhuma ridicularizado ou ter apenas uma menção mais humorística (ver aqui o que escrevi o ano passado).

O Dia da Mulher serve para tomarmos consciência da falta de igualdade e da constante falta de oportunidades que todas as mulheres sofrem todos os dias, em maior ou menor grau, em todos os lugares do mundo.

Ainda nos falta muito para chegar a esse patamar da IGUALDADE, mas… caramba, pelo menos para nós, mulheres do mundo ocidental, já conseguimos tanto, graças à Mary Eleanor Bowes e outras tantas que, no seu tempo, tiveram a coragem de se rebelarem contra injustiças e atrocidades cometidas contra as mulheres… e ganharam.

 

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