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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

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Acabadinho de ler

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Ensina-me a voar sobre os telhados, João Tordo.

Este livro pode definir-se em duas palavras ‘tristeza’ e ‘obsessão’.

Não foi um livro fácil de ler. Ainda bem que o li agora e não o guardei para as férias.

Temos duas histórias a correr em paralelo, com 100 anos de intervalo.

De um lado o narrador. Português, alcoólico recuperado, divorciado, pai de um rapaz surdo. Trabalha no Liceu Camões, em Lisboa. Um dia, um dos professores do Liceu é encontrado enforcado numa das salas. Tendo a experiência das reuniões dos alcoólicos anónimos, decide criar um grupo de apoio para, com os seus colegas de Liceu, superarem a morte do colega.

Rapidamente a finalidade das reuniões transvasa para outros assuntos (afinal todos nós temos uma bagagem, todos precisamos de falar…) e começa a passar de boca em boca a realização destas reuniões. Um dia aparece um homem de feições orientais… Henrique Tsukuda, e que bagagem este homem traz consigo…

Somos transportados para o Japão de há 100 anos, para conhecermos a história da familia Tsukuda. Uma história de violência e loucura.

...

Há uns anos comecei a ler um livro que tinha a mesma ‘aura’. Era triste, deprimido, obcecado. Não consegui chegar a meio sequer. Quando cheguei às primeiras 100 páginas deste livro, ainda pensei, ‘não vou conseguir acabar isto’. Não encontramos aqui personagens normais (o que será a normalidade!), com vidas ditas normais. Todos os personagens andam no limiar da loucura, da depressão, do vício, da adaptação ...

De alguma maneira o autor consegui prender-me, por um lado, talvez pela mestria em contrabalançar os capítulos na medida exata de nos por à espera para saber mais, por outro lado, talvez devido à minha idade, consegui perceber que se calhar estas personagens não são assim tão estranhas ou distantes da realidade… não seremos todos nós assim, também? Não temos todos também uma bagagem, uma história de vida mais ou menos traumática…

Ainda bem que o li até ao fim. A última página vale por tudo…

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