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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

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A importância do testamento vital

Fez este mês sete anos que o meu Paulo teve um enfarte. Caiu no chão do nosso quarto e não se mexeu mais.

Quando os bombeiros chegaram a minha casa, o mais velho perguntou-me há quanto tempo estava o Paulo sem sentidos… “uns 10 ou 15 minutos, caiu enquanto eu estava ao telefone com o INEM, foi o tempo de vocês chegarem”… Só o ouvi dizer para o mais novo “rápido, abre a cadeira” e levaram-no.

Durante algum tempo tive uma pergunta em loop na minha cabeça: porque não mandaram uma ambulância equipada com desfibrilhador? Porque não tentaram a reanimação?

O Rogério Samora teve uma paragem cardiorrespiratória. Foi reanimado. Está há várias semanas numa cama dos cuidados intensivos. Pelo que li nas gordas das redes sociais, dizem que não está em morte cerebral, mas não sabem quanto tempo ficará em coma, se vai acordar do coma…

Sempre que surge um caso destes nas notícias penso sempre nas famílias, nas decisões dificílimas que serão chamadas a tomar.

Eu fui poupada a essas decisões... mas podia não ter sido assim.

Se tivessem reanimado o meu Paulo… que Paulo teria eu hoje comigo?

Mais do que perguntar “que vida teria eu hoje”, pergunto “que vida teria o Paulo, hoje?”, “será que ele ia querer essa vida?”, “será que ele se ia revoltar por ter sido reanimado para essa vida?”

É para estas situações que existe o testamento vital.

Eu sei que isto é um tema muito difícil, mexe com a nossa consciência, com as nossas crenças… e, sejamos francos, ninguém quer ou gosta de pensar (planear) na sua própria morte.

Já fui ver o formulário. Quando se olha para as hipóteses apresentadas, no início as respostas até parecem fáceis, mas depois começamos a pensar… a desenhar cenários… e o que era simples, afinal não é assim tão simples.

Se não é simples para o próprio, imaginem o que será para quem nos rodeia.

Não devemos correr o risco de deixar nas mãos de outros este tipo de decisões. Não quero sequer imaginar a dor de terem que decidir, em pouco tempo, se desligam ou não desligam a máquina, se permitem ou não permitem que façam tratamentos experimentais …

É como sempre disse… acredito que a morte não é o pior que nos pode acontecer.

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