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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Viagens na minha terra

Como é da tradição, esta Páscoa fui à terra. Vocês sabem que sou das que ‘vai à terra’.

Fui de carro só com Mana Querida, mais o meu animal, na 4ª feira ao final da tarde. Saímos do Barreiro por volta das 5 e meia, parámos em Aveiro para comer e chegámos à terra pelas nove da noite, depois de apanharmos um nevoeiro cerradíssimo na A25.

Os caminhos dentro da aldeia são um bocadinho apertados, por isso, Mana Querida não gosta de estacionar a viatura ao pé de casa. A única vez que tentou ficou sem um espelho, por isso, deixa sempre o carro na casa de uma prima e depois alancamos com as trouxas todas às costas, até casa. Já vos disse que o meu animal pesa quase 10 quilos, não já? E conseguem imaginar que duas gajas que vão passar 5 dias fora de casa, por muito contidas que sejam (que somos!) arranjam sempre sacos, saquinhos e saquetas de coisas e coisinhas, não é?

Sr. Meu Pai foi ajudar-nos a carregar tudo. Quase a chegarmos a casa diz: ‘sabem o que isto me faz lembrar? Os tempos em vínhamos de comboio e o táxi deixávamos no jardim e depois tínhamos que vir com as malas todas até casa…’

Tantas recordações desse tempo. O tempo em que ‘ir à terra’ significava andar um dia inteiro em transportes, em vez de 4 horas de carro sempre em autoestrada, sempre nas calmas, sem stresses.

A odisseia começava nas vésperas da viagem, quando Sr. Meu Pai ia à Estação do Barreiro, comprar os bilhetes de comboio. Tínhamos duas malas para a roupa, uma era bege (com o tempo acabou por ficar meio acastanhada) e a outra era aos quadrados vermelhos e pretos. Sr. Meu Pai levava as malas. Sra. Minha Mãe levava a sua carteira, o saco do farnel e a minha irmã (ao colo ou pela mão). Eu, sendo a mais velha, tinha instruções precisas para agarrar a asa de uma das malas da roupa e ‘…não largas’.

O dia da viagem começava ainda noite escura. Apanhávamos um táxi à porta de casa, que nos levava até à estação dos barcos do Barreiro. Um barco que nos levava até Lisboa. Um táxi que nos levava até à Estação de Santa Apolónia. Um comboio que ia para o Porto, que nos deixava em Aveiro.

Na estação de Aveiro, já como 4 ou 5 horas de viagem, ‘começava’ a parte mais rocambolesca da viagem. Esperávamos por uma automotora (vermelha) que seguia pela Linha do Vouga. Aqui tenho algumas dúvidas, não me lembro se era sempre assim, mas muitas vezes lembro-me de sair na estação da Sarnada (ou Sernada?) onde esperávamos por outra automotora mais pequena (azul escura) que nos levava até à estação de S. Pedro do Sul. As duas estações estavam separadas por 50 ou 60 Km. A viagem era feita a uns estonteantes 30 ou 40 Km/hora e sempre, mas SEMPRE, a apitar… era o verdadeiro ‘pouca terra, pouca terra… piii… piii… pouca terra, pouca terra… piii… piii…’.

LinhaVouga-Distancias-Altitudes.jpgautomotora.jpg

Finalmente chegávamos à estação de S. Pedro do Sul, onde apanhávamos outro táxi que nos levava até ao tal jardim da aldeia, onde agarrávamos nas trouxas e seguíamos a pé até casa dos meus avós… era sempre a subir. Se tudo corresse bem, sem grandes atrasos, chegávamos a tempo de Sra. Minha Mãe ajudar a minha avó a fazer o jantar.

Imagens que não esqueço destes tempos: 

Os comboios sempre muito cheios de gente (era quase como andar no Metro de Lisboa na hora de ponta)...

Pessoas dentro do comboio que recebiam as malas que eram enfiadas pelas janelas das carruagens...

As velhinhas que entravam na automotora azul trazendo as cadeiras das salas de espera das estações, para garantir que faziam a viagem sentadas...

Os olhos que Sra. Minha Mãe deitou a uma velha malcheirosa que entendeu que também cabia no mesmo lugar onde EU estava sentada ‘ai, filha que não posso das minhas pernas’ e quase me enterrou debaixo do seu ENORME rabo…

aquela vez que ficámos na tal estação da Sarnada (ou Sernada?) e a automotora nunca mais chegava e era hora de almoço e estava calor e estávamos os quatro com uma fome 'de comer um boi com cornos'... e finalmente chegou e entrámos de rompante e Sra. Minha Mãe saca do tupperware e era frango frito e estava divinal…

Lembrei-me agora que já estou em contagem decrescente

De hoje a um mês estarei em direção ao sul, ao ALLGARVE, para duas semanas de praia, conquilhas, bolas de berlim, gelados (que é como quem diz, estragar o que consegui ao fim de um ano de ginásio). Como dizia um colega: ELAS VÊM AI!!

Ontem sai do ginásio e CHOVIA!!!

SPedro_Marta.jpg

 Marta, tu atina mulher. Organiza-te. Dá-me esperança.

Os pneus abdominais ainda cá estão, mas estou-me a borrifar. Quero muito mostrá-los a todos 

Estes dias estou por aqui...

S. Pedor do Sul. A terra onde a Sra. Minha Mãe nasceu. Terra com coisas lindas para ver:

fujaco.jpgAldeia do Fujaco

pena.jpg

Aldeia da Pena

s.macario.jpg

Serra do S. Macário

termas.jpg

Termas de S. Pedro do Sul

Mais do que ver, o que me desgraça todinha é o comer. Meus queridos esta é uma terra do demo. Vejam só:

bacalhau.jpgvitela1.jpgVitela de Lafões

past_viriatos.jpg

Viriatos (ainda quentinhos na Confeitaria Nacional, Viseu) e Rotundinhas (googlem, que vale a pena!)

pasteis de vouzela.jpgPastéis de Vouzela

Só não consegui encontrar uma foto do Pão de Ló de Sul, feito pela minha tia Lurdes (muito alguidar de massa de pão ló eu já lambi). Como a minha mãe também vai estar, algo me diz que vai haver leite creme e uma ou outra travessa de aletria.

São só quatro dias, mas quer-me parecer que na próxima semana o tal Treino pelo Nome (ver aqui e aqui) não vai ser com 'Ana Rita'.

Vou precisar de uma MARIA BENVINDA DE ALBUQUERQUE LACERDA E VASCONCELLOS (com dois LL's).

Resumo do fim-de-semana: aproveitar o melhor possível!

O tempo não prometia, mas ainda assim o espírito era ‘vamos aproveitar o melhor possível’.

Saímos de casa na 5ª feira depois de almoço e chegámos a Vila Nova de Milfontes à hora do lanche. Ainda deu para ir um bocadinho à piscina interior e ao jacúzi (a piscina exterior era mesmo só para nórdicos que acham que 20º de temperatura ambiente é sinónimo de verão).

Depois de uma noite muito atribulada em que a minha sobrinha resolveu brindar-nos com uma sessão de medos noturnos (com direito a vomitar o jantar), levantámo-nos todas com olheiras até aos joelhos. Ainda assim fizemos um esforço para manter o espírito ‘vamos aproveitar o melhor possível’. Céu nublado. Vento. Muito vento. Tomámos o pequeno-almoço e decidimos dar uma volta para conhecer a Vila.

Já se sabe que, nestas coisas, o pão do pobre cai sempre com a manteiga virada para baixo, o mesmo é dizer que um mal nunca vem só: Vila Nova de Milfontes é, por estes dias, toda ela, um estaleiro de obras. Cada rua para onde virávamos estava esburacada, havia escavadoras e tubos por todo o lado. Foi uma tourada conseguir dar com o centro da vila.

Depois de um almoço sofrível, fizemos a melhor decisão daquela sexta-feira: fomos à praia! A minha querida sobrinha pode ser muita melga, mas com um balde, umas pazinhas, muita areia e água é capaz de ficar uma tarde inteira a falar sozinha e fazer ‘almongodas’ sem chatear ninguém. Saimos da praia a chuviscar, mas ainda voltámos à piscina interior e ao jacúzi. Graças aos céus, a miúda adormeceu por volta das 21h (dormiu e deixou-nos dormir toda a noite).

No sábado, choveu desalmadamente toda a noite. No regresso a casa ainda parámos no Marquês, em Porto Côvo, para comer uma queijada, e na Praia da Samouqueira, que me trouxe tantas recordações do meu Paulo, mas como corríamos sérios riscos de ser levadas pela ventania, achámos que já chegava de aproveitar o melhor possível e fomos almoçar a casa!

Resumo do fim de semana

Começámos na Batalha, terra onde a nossa nacionalidade foi heroicamente defendida dos espanhóis. Fizemos a vontade ao Sr. Meu Pai e fomos todos ao almoço anual da Companhia dele que esteve na Guerra em Angola.

Até aqui tudo bem, não fosse o facto de o ponto de encontro ser às 9h30 e nós estarmos no Barreiro, logo comecei o sábado a saltar da cama às 6h30.

Visita ao Mosteiro, almoço em lugar aprazível (já da refeição não posso dizer o mesmo).

Como estávamos na zona, resolvemos fazer a vontade à Sra. Minha Mãe. Fomos a Fátima para que pudesse acender uma vela e pagar uma das suas promessas.

Comparando aquilo que comemos ao jantar, com aquilo que pagámos pelo jantar, tenho para mim que Nossa Senhora ainda não chegou aos restaurantes de Fátima (restaurante Manjar dos Amigos é de evitar). Em compensação, tivemos uma santa noite, em quarto familiar na Residêncial Rosa Mística (recomendo).

Eram 7h00 e a Sra. Minha Sobrinha abriu a pestana para não mais se calar. Tudo a saltar da cama!

O objetivo do dia era Óbidos, mas como estávamos na zona, não podíamos vir embora sem apresentar à minha sobrinha essa tão nobre arte da cultura portuguesa que é o artesanato típico das Caldas da Rainha.

Almoço em Óbidos, no restaurante Tasca Torta (recomendo), para mim Óbidos está a perder o encanto, parece a baixa de Lisboa em hora de ponta.

Weekend.jpg

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