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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

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Cambalhotas

Então parece que as nossas crianças não sabem dar cambalhotas… e a conclusão que se tira é que as aulas de educação física não estão a ser dadas como deve ser… Claro! São as aulas de educação física!

Aquelas onde os miúdos não sabem correr, as mesmas onde os miúdos demonstram uma preguiça do tamanho do mundo e onde tudo é uma grande chatice… Depois da aula de educação física os meninos e meninas vão para o recreio… onde não podem correr, não podem jogar à bola e, Deus nos livre, se se lembram de subir para um banco e darem saltos para o chão, só naquela de ver quem consegue saltar mais longe…

No fim do dia, os pais vão buscar os meninos e as meninas à escola e, se por acaso, ainda assim, há um menino ou menina que vem com um joelho ou um cotovelo esfolado… é UM DRAMA, UMA TRAGÉDIA… ‘mas onde é que estava a empregada que não estava a tomar conta de vocês?!’ (já assisti a uma cena destas).

Os miudos de hoje não são como os miudos do meu tempo. Não brincam na rua como eu brinquei. Até certo ponto compreendo o porquê. No meu tempo não havia tantos carros como há hoje (pelo menos no meu burgo), a maior parte de nós tinha a mãe em casa (pelo menos no meu burgo), era tudo mais fácil.

Hoje os miudos só podem brincar em sítios especialmente contruídos para isso, os chamados parques de insufláveis, de bolas, aventura, mas até aí tudo tem regras, tudo está estipulado, tudo é vigiado. Vejam só esta situação:

O ano passado, pelo Natal, instalaram um parque de insufláveis no CC do Barreiro. Um dia lá fizemos a vontade à minha sobrinha e deixámo-la ir. O parque tinha uns 5 ou 6 brinquedos diferentes. Cada brinquedo tinha um monitor. Os miúdos entraram no recinto em FILA ORDEIRA (lá está… sem correria!), foram divididos em grupos e distribuídos pelos brinquedos (cá agora o miúdo escolher onde quer brincar!). Todos os movimentos foram controlados pelos monitores (nunca se sabe, não é? Olha agora o miúdo ter direito à imaginação!) e de X em X tempo os miúdos mudavam de brinquedo...

Do lado de fora do recinto, eu estava incrédula, só me apetecia GRITAR com aquela gente toda. Miúdos completamente castrados da sua autonomia, da sua liberdade, do seu livre arbítrio, num recinto que é suposto servir para BRINCAR.

É isto que dizemos às nossas crianças: só podes brincar ali, naquele sítio completamente almofadado e com vigias responsáveis por impedir que queiras trepar ou saltar, só podes brincar da maneira que nós dizemos que deves brincar.

Os nossos miúdos não sabem dar cambalhotas, mas não tem nada a ver com as aulas de educação física. Tem a ver com os pais que não os deixarem correr desenfreadamente para disputar uma bola num campo de terra batida nas traseiras do seu prédio e marcar golos, num sábado à tarde. Tem a ver com os pais que compram bicicletas, COM RODINHAS, mais o capacete, (até aí tudo bem) e com cotoveleiras e joelheiras e mais proteções para os ombros e para o peito e para… e os miúdos parecem robots em cima da bicicleta, porque Deus nos livre se a criança cai da bicicleta e esfola um cotovelo!

Os miúdos não sabem dar cambalhotas porque não conhecem o seu corpo, não aprendem os seus limites. Eu não sei como foi a vossa infância, a minha foi maravilhosa, a brincar, na rua, até altas horas. Não era das mais irrequietas, mas ainda hoje, quando me estou a limpar depois do banho, tropeço nas cicatrizes dos meus joelhos e para algumas delas ainda me lembro perfeitamente dos trambolhões que as causaram.

Ainda a eutanásia

Eu sei que o assunto já está um bocadinho ultrapassado. Já todos falaram sobre isto e já passaram à frente, mas eu sou um bocadinho mais lenta… gosto de ler sobre os assuntos, gosto de pensar (encucar, como dizia o meu Paulo) e tirar as minhas conclusões.

Se sou a favor da eutanásia?

Numa primeira leitura… SIM, claro que sim.

Mas depois começo a ler depoimentos de médicos, de pais e começam as dúvidas, porque o problema não são os casos lineares, os que preenchem todos os requisitos, o problema são as fronteiras…

Há muitos anos (não sei se já andava na universidade), vi um documentário na televisão sobre a prática da eutanásia na Holanda. Apresentava o caso de um homem com um diagnostico de esclerose lateral amiotrófica (a doença do balde água gelada). Já estava numa cadeira de rodas, já quase não falava, precisava de ajuda para tudo (desde a higiene até deitar, comer, etc…) e a perspetiva era morrer engasgado, porque os músculos atrofiariam de tal maneira que perderia o reflexo da deglutição e da tosse.

Pediu a eutanásia. Filmaram o processo todo. Decidiu o dia e a hora. Na sua sala, em sua casa, estavam a mulher e o médico. Beberam um cálide de vinho do Porto. O homem pousa o seu copo, olhou para o médico e disse: ‘vamos!’

Deitaram-no numa cama, despediu-se da mulher…. Lembro-me de desligar a televisão e sentir-me arrasada, mas ao mesmo tempo… a coragem daquele ‘vamos!’. Foram as imagens mais violentas que vi até hoje (só ultrapassada pela visão da morte súbita do meu Paulo).

Estes são os casos simples. Os casos que não levantam qualquer dúvida: maior de 18 anos, lúcido, doença terminal, sem perspetiva de tratamento, morte certa, sofrimento… para estes casos eu não tenho dúvidas: Sim à Eutanásia!

Eu sei que os cuidados paliativos resolvem muita coisa, mas não resolvem tudo. Tenho uma prima, mais nova do que eu uns 10 ou 12 anos, é enfermeira, especializada em cuidados paliativos. Já lhe ouvi frases como ‘já não sei o que dizer mais ao marido da doente…o homem parece um fantasma pelos corredores’, ‘há doentes que fazem agonias muito prolongadas’, ‘dois doentes com o mesmo quadro clínico, um pode morrer em horas e o outro pode durar mais dois dias’.

As pessoas têm o direito de não querer cuidados paliativos. As pessoas devem ter o direito de dizer ‘não quero esperar 15 dias para morrer’, ‘não quero deixar a minha família nesta espera!

Também já ouvi essa minha prima (que tem pouco mais de 30 anos) dizer: ‘os doentes que tenho a meu cargo… são TODOS mais novos do que eu’. A eutanásia não é uma questão de ‘velhinhos’. Mas são os velhinhos os mais vulneráveis. Os velhinhos que entopem as nossas urgências e que ficam abandonados nos quartos de hospital depois de terem alta. Os filhos que não aparecem para os levar para casa, porque os acham um estorvo, são os mesmos que, na primeira hipótese, vão ver na eutanásia uma saída para os seus problemas

Mas ainda há outras questões que me deixam a pensar:

E se o doente em causa tiver uma deficiência mental? Não terá o mesmo direito a ter uma morte sem sofrimento. No caso de ter a mesma doença do sr. holandês, por não se tratar de pessoa lúcida, teria que esperar que os músculos atrofiassem de tal forma a provocar uma morte por engasgamento?

E se for uma criança? Sim, eu sei que não há nada mais anti-natura do que um pai pedir a morte de um filho, mas não será igualmente anti-natura um pai ver um filho morrer em sofrimento e não lhe poder valer? Quantos pais, perante um desfecho que é certo, não preferem ver um filho morto a vê-lo sofrer?

Onde é que colocamos a fronteira?

Diz que foi SOFT!

Manhã de sábado com a PT.

A PT estava fragilizada... a semana passada, estava sentada numa cadeira com braços e baixou-se, de lado, para apanhar uma caneta do chão. O braço da cadeira espetou-se nas costelas, mas ela achou que podia forçar um pouco para chegar à caneta... que estava logo ali, a milimetros dos dedos... e, pronto, fraturou (ou rachou) uma costela.

 

Troca de mensagens na 6ª feira:

'Para não me sentir tentada a saltar com vocês... amanhã podemos fazer uma sessão de pilates... assim uma coisa mais soft'

'Claro que sim... não queremos que fiques pior... conta com as manas para a tua recuperação... pode ser soooft...'

 

Só vos digo, pessoas... ela deu a aula, quase toda, sentadinha num banquinho, mas nunca aquele quarto ouviu tanto gemido.

Quem estivesse do lado de fora da porta a ouvir, até ficava convencido que era outra a atividade lá dentro.

Dói-me tudo.

Desde o pescoso até aos joelhos.. mas a zona das coxas... CRISTO!

musculos.jpg

Ser gaja é...

... estar sempre preparada para o que der e vier!

ou

... ser uma eterna otimista!

 

Há 15 dias fui fazer a depilação... isso quer dizer que mais uma semaninha e os sacaninhas dos pelos voltam a ter os corninhos ao sol...

... e ainda não consegui largar os collants (os collants devem ser a única peça de roupa de inverno que eu ODEIO!)

 

Mas uma uma gaja não desiste. Uma gaja que se preze é otimista (ou teimosa como uma mula!)

...

O que é que eu vou fazer hoje ao fim do dia?

Vou fazer pedicure... estava a pensar pintar as unhas dos pés... mas ...para quê?

Para usar collants e sapatos fechados?

Ainda ontem fui com o mulherio todo do ginásio comer caracóis e beber bejecas... combinámos tudo no inicio de maio...

... 'pá, bora lá aos caracóis ... mês que vem.. já tá calor... já sabe bem'...

E a malta a chegar ao restaurante, todas encolhidas debaixo de chapéus de chuva!!!

 

Arre S. Pedro... só te digo: se fosses meu filho cortava-te o cabelo à bofatada!

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Tributo ao meu amigo GPS!

Cá estou eu para vos contar o nosso último dia do passeio a Marvão:

3º dia: Vila Viçosa

Depois de tantos castelos, que basicamente são só calhau, saímos da Beirã com intenção de mostrar à miúda o Palácio de Vila Viçosa.

E o que seria de um passeio destes sem uma aventura patrocinada pelo meu amigo de longa data… o GPS, hã?

Começámos logo à saída em direção a Portalegre, trocámos as voltas e acabámos a fazer uma estradinha com umas curvas em gancho… parecia que estávamos no Vale do Vouga do antigamente… depois lá entrámos no IP2…

‘oh Rita, vê lá no GPS qual é a saída do IP2 mais indicada para chegar a Vila Viçosa’… e diz o GPS… ‘a 500 metros virar à esquerda…’

...

E pronto, pessoas... começou a tourada

Em menos de nada estavámos no chamado Alentejo profundo… retas a perder de vista… não se via vivalma… de vez em quando, mesmo muito de vez em quando, aparecia uma aldeia...

‘como é que isto se chama? Barcarena!!!’

‘oh mulher não é Barcarena, isso é no Cacém… é Barbacena… o GPS manda virar agora aqui à direita'…

'olha está ali um senhor… oh pai é melhor perguntares se estamos no caminho certo… vai na volta o GPS está a mandar-nos para outra Vila Viçosa qualquer…’

oh avô, e não trates o senhor por sócio… contigo são todos sócios!’ (tão engraçadinha a miúda, não é?)

O Sr., na boa maneira alentejana, lá disse que ‘sim senhor, estávamos no caminho certo… é já ali à frente…’

Mais uma sequência interminável de retas… passámos Vila Fernando e a Terrugem, passámos por cima da A6...

‘como assim? Aquilo é a A6?… tu queres ver que a A6 passa junto a Vila Viçosa e o GPS não me disse??? Eu podia vir sempre em autoestrada e ando aqui às voltas???’

Responde Sra. Minha Mãe que vem sempre muito caladinha… ‘podias vir em autoestrada, mas não era a mesma coisa… não conhecias a Barbacena, nem a Terrugem… assim é muito mais bonito... eu gosto mais assim!’

Lá chegámos a Vila Viçosa a tempo de integrar a visita guiada ao Palácio, das 11 horas.

Ao que aprece entrámos na Vila pelas traseiras, por assim dizer. Fizemos os últimos quilometros na companhia de um carro de matricula espanhola que... ou muito me engano ou também estava a ser guiado pelo GPS.

Segunda desilusão: os antigos não batiam bem da cabeça… faziam casas com algumas 50 assoalhadas, salas atrás de salas e o quarto do rei tinha uns miseráveis 10m2 (DEZ METROS QUADRADOS… o quarto DO REI!)

...

Almoçámos na ‘Taverna dos Conjurados’. Serviço um pouco demorado, mas tudo muito bem confecionado. O dono é o verdadeiro anfitrião, preocupado em prestar um bom serviço, com qualidade, sempre com explicações sobre a origem das receitas e as castas dos vinhos, etc… recomendo.

...

Saímos de Vila Viçosa, pela porta da frente, e foi... um tirinho até entrármos na... A6, em direção a Lisboa!

Para mais tarde recordar: Constância / Marvão

Como já vos tinha dito a semana passada, aproveitámos este fim de semana prolongado para ir para fora cá dentro...

1º dia: Constância / Beirã

Tinha muita curiosidade para conhecer Constância e não fiquei desiludida. Tudo muito bonito, arranjado, estimado.

Já que ali estávamos aproveitámos para levar a miúda ao Castelo de Almourol que também não conheciamos.

Primeira desilusão: chegámos ao parque de estacionamento do castelo pelas 12h15. Para chegar ao castelo é preciso apanhar um barco, tinha acabado de sair um, por isso, ficámos na fila apenas com uma família à nossa frente e logo atrás de nós se juntou mais um grande grupo. Todas as famílias tinham crianças… todas mais empolgadas com a ideia de andar no barco, do que propriamente com a ideia de ver um castelo. Era feriado nacional… fim de semana prolongado para muita gente, era de prever que a procura fosse maior do que num dia normal, era de prever que o horário de funcionamento do barco fosse adequado à procura… só que não.

O barco retorna ao cais e informa-nos o barqueiro que às 12h30 saía o último barco, apenas para recolher quem ainda estivesse no castelo, e só às 14h30 é que retomavam as travessias. Era a hora de almoço para os barqueiros...

A cara de desalento dos miúdos todos. Muito pais lá tentaram consolá-los dizendo que voltariam depois de almoço, mas dúvido que muitos deles o tenham feito.

Aposto que hoje os barqueiros devem estar cheios de trabalho…

Almoçámos no Trinca-Fortes, em Constância. É o que eu chamo de restaurante honesto: comida bem confecionada, preço justo, mas nada de espetacular.

 

Rumámos ao nosso alojamento na aldeia da Beirã, perto de Marvão, chamado Casas da Estação, mesmo em frente da estação do caminho de ferro da Beirã / Marvão, hoje desativada. Nada a apontar ao alojamento. Pagámos 160€ por duas noites, numa casa com três quartos, três casas de banho, sala (com Tv cabo e ar condicionado), cozinha (toda equipada), e acesso a uma piscina comum a outras casas do mesmo complexo.

A casa também tinha Wi-fi, mas nunca funcionou, aliás nem os nossos dados móveis nos telemóveis funcionavam na Beirã… era mesmo o fim do mundo. Além da ausência de dados móveis, a aldeia da Beirã, que é sede de freguesia, também não tem um multibanco, nem… uma simples mercearia… ‘ah, isso só em Santo António das Areias’… e o que é preciso andar de carro até chegar a Sto. António das Areias?… Valha-me Deus!

 

2º dia: Marvão / Castelo de Vide

Depois de tomármos o perqueno almoço com pãozinho fresquinho que nos foi deixado à porta, saímos para o nosso dia de passeio.

Ponto de ordem à mesa: Marvão bate Óbidos aos pontos. Acho que beneficia muito do facto de estar longe dos grandes centros. Uma calma, um silêncio, paisagens lindas. Corremos tudo, com toda a calma. Subimos todos os degraus que havia para subir e descer (as minhas ricas pernas).

Almoçámos em Castelo de Vide.

Pessoas queridas, quando forem a Castelo de Vide almocem, ou jantem, no restaurante ‘A Confraria’, estava tudo uma delicia… desde a sopa de espinafres que a miuda devorou, até às tradicionais migas com entrecosto, mas aquele rabo de boi estava divinal (tivemos vergonha de pedir mais pão só para acabar com aquela molhanga toda…) e as sobremesas… a encharcada estava dos deuses e o toucinho do céu, cruzes… acho que a minha PT não sabe deste blog, mas se souber aproveito já para dizer que passámos a tarde a derreter isto tudo em mais subidas e descidas no castelo de Castelo de Vide…

O relato já vai longo... amanhã conto-vos a tourada do 3º e último dia.

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