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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

O que foi aquilo ontem no Jornal da SIC?

Foi um manifesto? Uma entrevista não foi de certeza…

Oh, Rodrigo explica lá uma coisa… então sempre que tens aí, no teu estúdio, o 1º Ministro, a Ministra da Saúde, a Diretora-Geral da Saúde… ficas todo assanhado, mal deixas as pessoas falar, disparas perguntas a torto e a direito, contrapões tudo o que dizem… e ontem? Onde estava o Rodrigo jornalista?

O que foi aquela cena do Ljubomir????

Basicamente disseste… "então Ljubomir… diz lá o que te trouxe aqui”... e deixaste-o falar!

O homem falou, falou, ele era números e medidas e o catano, ele comparou restaurantes com transportes públicos, com supermercados… e tu, Rodrigo? Nada!

Nem uma perguntinha de contraditório??? Nada!

Nem que fosse uma coisa pequenina, tipo “isto é um vírus que se propaga com o contacto entre pessoas, logo é normal que se tente diminuir ao máximo as situações onde esse contacto existe e pode ser evitado…”

E quando comparasse os restaurantes com os supermercados, onde ninguém anda a desinfetar produtos, tu podias sempre dizer “sim, claro… mas as pessoas precisam dos supermercados para terem comida em casa… as mais hipocondríacas podem sempre desinfetar os produtos comprados, quando chegam a casa…”

E quando ele comparasse os restaurantes com os transportes públicos, tu podias contrapor com… “sim, claro... mas talvez os transportes públicos continuem cheios porque os empresários deste país continuam muito renitentes em aplicar o teletrabalho, mesmo em situações em que as tarefas podem ser desempenhadas a partir de casa… e as pessoas precisam de ir trabalhar…”

Não vi nada disto. Não vi isto numa pessoa que passou meses a dar lições de moral sobre “fique em casa” e “cumpra as regras”.

 

Por falar em empresários (a espinha dorsal deste país!), ontem uma conhecida contou-me mais uma:

A irmã e as suas 11 colegas foram obrigadas a fazer trabalho presencial (é mais um daquele que acha que a malta em teletrabalho não produz). Eram 12 pessoas numa sala!

Já tem 4 casos positivos de Covid. Sabem o que é que o animal foi dizer às empregadas… “nos inquéritos epidemiológicos… se calhar é melhor não dizerem que estávamos todos aqui na empresa, estavam só 4 ou 5 e as outras em teletrabalho”.

Como este animal devem ser às centenas por este país fora.

Depois a culpa é das empresas de transportes públicos que não higienizam!

Eu disse que mostrava!

As vezes que já abri esta página para escrever alguma coisa e acabo por desligar!

É o telefone que toca ou o teams que toca ou de repente parece que se abre uma comporta qualquer na caixa de correio e vem tudo de enxurrada!

Estou em casa... o dia todo... não me acontece nada assim de extraordinário para contar... não me apetece falar do Covid, das medidas do governo para combater o Covid, das manigâncias dos supermercados para manter as lojas abertas (mais horas do que num fim de semana normal!), dos donos dos restaurantes que acham que é seguríssimo ir em excursão almoçar fora!

Sendo assim, só tenho isto para vos mostrar. Eu disse que vos mostrava as mudanças da minha casa.

Ainda faltam a mesa, as cadeiras e um cadeirão (a loja tinha uma parede inteira de mostruários de tecidos, centenas e centenas de pedacinhos de tecido... fui logo escolher um que demorou MÊS E MEIO a chegar!).

Ainda falta pendurar umas coisas nas paredes e dois candeeiros, mais os cortinados num dos quartos.

Ainda falta a minha secretária nova (continuo a trabalhar na mesa da cozinha. Como também não tenho mesa na sala, continuo sem poder sequer convidar Mana Querida para jantar em minha casa... eu própria janto sentada num banquinho à frente da televisão, desde meados de setembro!)

Por isso, só tenho isto para vos mostrar (o antes e o depois):

Vá, venham lá chatear-me a cabeça com o "ai credo, o tapete é verde e as almofadas azuis". Aviso já que não serão as primeiras! Ficam já a saber... eu não gosto de coisas demasiado certinhas e em pendant (é assim que se escreve?)

A ver se nos entendemos...

Diz a Resolução do Conselho de Ministros n.º 92-A/2020, de 2 de novembro, no n.º 10 do seu artigo 28.º, sob a epígrafe "medidas especiais aplicáveis aos concelhos referidos no anexo II":

"Nos concelhos referidos no anexo II do presnete regime, é obrigatória a adoção do regime de teletrabalho, nos termos da lei."

 

Leram bem...

O-BRI-GA-TÓ-RI-A.

São estes os concelhos referidos no anexo II: Alcácer do Sal, Alcochete, Alenquer, Alfândega da Fé, Alijó, Almada, Amadora, Amarante, Amares, Arouca, Arruda dos Vinhos, Aveiro, Azambuja, Baião, Barcelos, Barreiro, Batalha, Beja, Belmonte, Benavente, Borba, Braga, Bragança, Cabeceiras de Basto, Cadaval, Caminha, Cartaxo, Cascais, Castelo Branco, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Chamusca, Chaves, Cinfães, Constância, Covilhã, Espinho, Esposende, Estremoz, Fafe, Figueira da Foz, Fornos de Algodres, Fundão, Gondomar, Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, Lisboa, Loures, Macedo de Cavaleiros, Mafra, Maia, Marco de Canaveses, Matosinhos, Mesão Frio, Mogadouro, Moimenta da Beira, Moita, Mondim de Basto, Montijo, Murça, Odivelas, Oeiras, Oliveira de Azeméis, Oliveira de Frades, Ovar, Palmela, Paredes de Coura, Paredes, Penacova, Penafiel, Peso da Régua, Pinhel, Ponte de Lima, Porto, Póvoa de Varzim, Póvoa de Lanhoso, Redondo, Ribeira de Pena, Rio Maior, Sabrosa, Santa Comba Dão, Santa Maria da Feira, Santa Marta de Penaguião, Santarém, Santo Tirso, São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João da Pesqueira, Sardoal, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sever do Vouga, Sines, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Tabuaço, Tondela, Trancoso, Trofa, Vale de Cambra, Valença, Valongo, Viana do Alentejo, Viana do Castelo, Vila do Conde, Vila Flor, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real, Vila Velha de Ródão, Vila Verde, Vila Viçosa e Vizela (a juntar aos concelhos de Lousada, Paços de Ferreira e Felgueiras)

 

Façam barulho... não sejam coninhas...

Se o vosso trabalho é atender telefones, enviar e receber emails... exijam aos vossos patrões que vos mandem para casa em teletrabalho. 

Já bem bastam as pessoas que não têm essa hipotese, pelas tarefas que desempenham!

"no fim vai ficar tudo tão lliinnddoo..."

Então Rita, como vão as remodelações?

Estou no 3º dia de pinturas. Em principio fica tudo feito hoje, mas o Sr. Luís diz que ainda tem que vir amanhã para remates finais e ver se não será preciso mais uma de mão.

Estou naquele dia em que o mantra já é repetido em loop… “no fim vai ficar tudo tão lliinnddoo… no fim vai ficar tudo tão lliinnddoo…”

A casa está toda desarrumada, as janelas têm que estar abertas para ajudar as paredes a secar e, sobretudo, por causa do cheiro da tinta, logo tenho correntes de ar em casa (claro que depois de dias tão bonitos tinha que me calhar pintar a casa durante uma depressão meteorológica… nem podia ser de outra forma!).

Tenho a cama chegada à parede contrária à cabeceira (a parede da cabeceira está a ser pintada), ou seja, estou a dormir no meio do quarto. Todas as noites tenho que arrastar a mesa de cabeceira e colocar o meu candeeiro (há mínimos e o meu mínimo é ter luz na mesa de cabeceira durante a noite!). Ontem à noite reparei que não tinha tomada de eletricidade para ligar o candeeiro… já passava das 23h e andava eu de volta dos móveis da cozinha a procurar extensões elétricas… consegui fazer um pequeno comboio de extensões e ligar o candeeiro na tomada mais próxima… na casa de banho (como dizia a minha avó Deolinda… “oh Rita, tu nunca te atrapalhes! Uma mulher atrapalhada é pior que um polícia bêbado!”).

Achava que a minha casa estava muito escura por isso estou a pintar com tons mais clarinhos. Escolhi o “Branco Camélia”, da CIN, para a sala e para o escritório, que é onde passo mais tempo. Os meus pais tiveram a casa deles pintada com este branco muitos anos e nunca nos cansámos. É escuro suficiente para não podermos dizer que a casa está branca, clarinho suficiente para passar despercebida. Na parede do meu quarto mantive o cinzento escuro que já tenho há uns anos e ainda gosto.

corredor.jpg

A minha dúvida está na parede de topo do corredor…

Estava na cor “Syrah”, também da CIN. Já estão a ver não é… nome de casta de vinhos. Era um tom de vinho escuro. Diz-me a Sra. da loja onde comprei alguns móveis e mandei forrar os sofás… “escolha uma cor mais alegre, sabe o que ficava bem ali… um coral, mas CUIDADO… coral não é cor de rosa e muito menos salmão… veja lá!”

Para não haver enganos, escolhi o “Coral Velvet”, também da CIN, e ficou assim…

 

Digam-me lá… atirei-me para fora de pé, sem saber nadar?

 

No meio disto tudo, o meu gato está muito arreliado. Não gosta de pessoas nem de barulhos estranhos, de maneiras que tem passado os últimos três dias enfiado debaixo da minha colcha. Enquanto o Sr. Luís aqui está… não come, não bebe, não vai ao caixote.

Bom fim de semana!

Vocês sabem… eu sou uma gaja do trapo.

Adoro andar pelas lojas a experimentar trapo (quando falo em “trapo” é num conceito muito lato, inclui roupa, calçado e acessórios). Foi das coisas que mais senti falta no confinamento, as tardes de sábado a bater perna num centro comercial a ver e a experimentar as novidades.

Só que a malta é animal de hábitos. Estranhei muito, mas acho que já me estou a habituar a esta coisa de estar muito tempo fechada em casa em teletrabalho. Ultimamente dou comigo numa loja a babar para cima de um vestido e pensar: “és muito lindo, podíamos ser muito felizes juntos… mas o mais certo é ficares a maior parte do tempo fechado no roupeiro!” e volto a pôr o dito no cabide da loja.

Também se dá o caso de não ter pessoas pequeninas para pôr na escola. Não tenho crias  daquelas que têm por hábito estar sempre a crescer e precisam de roupeiro novo quase todas as estações e todos os anos precisam de livros e cadernos e mochilas…

Vai daí… achei que isto estava tudo um bocadinho parado. E já se sabe, uma gaja muito tempo fechada em casa… põe-se a olhar para as paredes… e para os sofás… e para os móveis… e pronto…

Vou fazer obras!

Comecei só por querer substituir móveis… uma coisa puxa a outra e quando fiz as contas percebi que vou ter arranjos e pinturas em TODAS as divisões da casa, com exceção das casas de banho e cozinha.

Entre móveis que vou alterar e móveis que vou substituir, nos próximos tempos estou reduzida à mesa da cozinha para montar o meu posto de teletrabalho (vão ser tão giras as reuniões por videoconferência com o chefe, com o fogão e o exaustor como cenário por trás de mim....).

Começo este fim de semana a tirar tudo do sítio. Até que tudo volte a ficar no seu lugar… vai ser uma festa!

É só uma questão de manter o foco e o mantra... no fim vai ficar tudo tãããooo bonito!

Depois mostro...

Ontem foi um dia bom!

Neste ano tão merdoso, cheio de dias difíceis, com tantas incertezas e medos… este sábado tive um dia bom... mesmo bom!

A minha sobrinha Inês casou. Nunca tinha estado num casamento tão descontraído, fácil, sem stress, sem horas e rituais. Se a minha prima Mafalda é a rainha do ‘sem stress’, então a minha sobrinha Inês é a IMPERATRIZ do ‘sem stress’.

Quando a vi chegar à conservatória no seu vestido branco da ZARA, de ténis e com o seu bouquet de girassóis, as lágrimas saltaram-me aos olhos. Não estava a contar com isso. Nunca me tinha acontecido tal coisa. Foi tão súbito. Fui das poucas pessoas autorizadas a assistir à cerimónia. Foi tão giro ver o nervoso miudinho de dois miúdos de 25 anos…

Porra Paulo! Mas porque é que tu não estás aqui para ver isto!

Quando vi o Melga chegar no seu fato e gravata (acho que foi o único convidado, com menos de 30 anos, que pôs uma gravata…)

O teu pai ainda te ensinou alguma coisa, caraças!

E depois ficámos juntos na nossa mesa de almoço… os Cintrão, juntos à volta de uma mesa.

Já não lembrava da última vez que tínhamos estado assim… e gostei…

...

No caminho para casa, recebo uma chamada de Mana Querida…

A nossa menina entrou! A nossa menina entrou!

A nossa Carolina entrou na faculdade. Na primeira hipótese. Enfermagem, em Lisboa.

Ligou à família toda num choro convulsivo ‘tou tão feliz, tou muito feliz’… e chorava baba e ranho.

...

Ontem foi um dia bom!

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