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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Olááá...

Passei só para vos dizer olá!

Não tenho nada para vos dizer... nada aconteceu na minha vida que mereça ser contado... 

Fui passar o Carnaval à santa terrinha, não sambei... só dormi e comi... comi como uma pequena alarve (ele foi carolas, feijoada, sobremesas várias, broa com manteiga, queijos e enchidos vários, bolas de carnes, vinho do bom... lá pelo meio consegui ter um almocinho de peixe grelhado com salada, mas foi vez única).

Ontem comecei a matar as asneiras todas do lombo com duas aulas de ginásio e uma sessão de PT... estou que não me aguento das pernas, dos braços, da barriga, das costas...

Continuo a picar o meu gato todos os dias, para fazer a terapia de fluidos... acho que já entrou na minha rotina, corre quase sempre bem, já não fico com o coração na boca, a tremer e a suar, quando tenho que espetar a agulha, mas às vezes ainda meto os pés pelas mãos...

Na 3ª feira parece que fiz soro a mais, na 4ª feira acordei com a cama molhada... ainda temi que fosse xixi de gato (paniquei um bocado a pensar que tinha um bicho incontinente, que ainda por cima gosta de dormir enrroscado encostado a mim), mas não, o bicho adormeceu ao meu lado e ao aninhar-se deve ter feito pressão na zona do lombo onde estava a bolsa de soro (a tal que devia estar muito grande) e o dito acabou por escorrer pelo orificio da agulha... menos mal!

Ontem, mesmo toda moída do ginásio, espetei outra vez o bicho, mas lá me faltou o jeito outra vez e quando ligo o soro só vejo liquido a escorrer... a agulha entro por um lado e saiu pelo outro...

Passou a ser um dos meus momentos preferidos do dia... ficamos ali os dois, num amorio pegado de beijinhos e motorzinho a ronronar.

Tirando isto, só mesmo o coronavirus...

Parece que já está tudo histérico a comprar máscaras e enlatados... nas notícias desta manhã consegui ouvir um pai muito desconsolado, porque a sua cria estava em risco de não poder ir à sua viagem de finalistas... conseguiu dizer a seguinte pérola para as câmaras de televisão...

'o governo devia encontrar uma solução para permitir aos jovens ir à sua viagem de finalistas...'

O Governo... pois claro!

Há um risco de surto de gripe... entre a falta de camas, de médicos e de enfermeiros nos hospitais, o Governo vai reunir-se de emergência para encontrar um forma segura de garantir que os nossos jovens vão poder ir embebedar-se nas discotecas espanholas!

Agora venha de lá mais um fim de semana!

É desta!

Nos idos da década de 1980, era eu uma adolescentezinha, escanzelada de tão magra, com as primeiras borbulhas na cara e uma faustosa cabeleira cheia de caracóis devido às permanentes tão na moda (parecia uma pooddle, credo!), um dia pedi a Sra. Minha Mãe se me autorizava a colar uns posters na parede do meu quarto.

'Nem pensar... vais agora encher a parede de imagens de homens...'

Voltei à carga... 'oh mãe... e se forem estes...'

Eram dois posters com animais... um tigre bebé e um esquilo (ohh... tão mimosinhos!)

Em poucos dias começaram a aparecer, entre o tigre e o esquilo, posters pequeninos das bandas da moda... em poucas semanas o tigre e o esquilo foram completamente substituidos pelos A-HA, pelo George Michael, pelo Tom Cruise...

Toda a parede ao longo da minha cama era um mural de caras de gajos giros e bons...

Sra. Minha Mãe lá compreedeu que aquilo era uma febre e, como todas as febres, um dia haveria de passar... e passou.

A minha grande febre foram os DURAN DURAN. Valha-me deus... os suspiros que dei por aquele Simon Le Bon e pelo John Taylor...

...

Hoje estava em casa a vestir-me para vir trabalhar e oiço uma musica dos Duran Duran nas notícias.

Juro que a primeira coisa que pensei foi 'ai meu Deus, não me digas que um deles morreu...', mas como já estava em cima da hora não fui ver...

Ninguém morreu. Muito pelo contrário...

OS DURAN DURAN VÃO AO ROCK IN RIO...

Valha-me nossa senhora dos concertos... é desta, pessoas queridas, é desta que me vou estrear no Rock in Rio!

Fico toda escadeirada das costas... mas o meu Simon merece, caraças!

Ficam só duas musicas, entre tantas... tantas... enjoy!

Eu sei que vou levar muito na cabeça...

Mas vou dizer o penso... mesmo assim...

Sobre a senhora que quer ter um filho do marido que morreu. Não vi as reportagens... só sei o que fui lendo na diagonal nas redes sociais.

A minha opinião?

É não.

Desculpem, mas não consigo entender… simplesmente não consigo!

De repente vivemos numa sociedade em que tudo é normal!

Estamos a abrir demasiadas portas. O Cristiano quer ter filhos e como tem dinheiro, manda fazer no estrangeiro? É normal. Uma mulher sente-se só, vai a Espanha injetar-se com esperma de um doador? É normal. Quero ter um filho do meu marido, que já morreu… é normal!

E se fosse ela que tivesse morrido e deixado óvulos congelados… tínhamos uma petição para ele poder fecundar os óvulos e ter o direito a depositá-los numa barriga de aluguer? O que também seria normal… afinal é uma linda história de amor e ele também teria todo o direito a querer ter um filho dela, mesmo com ela morta... ou não?

Por muito que seja uma linda história de amor… o Estado não legisla para lindas histórias de amor, nem para casos específicos. O Estado legisla de forma geral, abrangente. Se a petição resultar numa alteração da lei em vigor, conseguem alcançar a porta que se pode estar a abrir… vamos ter o quê? Os casais a congelar semen e óvulos... não vá um deles morrer? Ou as expectativas dos casais que estão em processo de tratamento para a infertilidade são muito superiores às expectativas dos casais que também têm lindas histórias de amor, mas estão à espera do momento certo para engravidar ('este verão começamos a tentar...')?

E não me venham com a história que ela pode engravidar de um doador anónimo morto. As pessoas que recorrem a bancos de esperma procuram o anonimato e a garantia de que essa pessoa nunca vai aparecer ou ser encontrada. Se não fosse o anonimato simplesmente não existiam bancos de esperma, nem bancos de sangue, nem transplante de órgãos. As mulheres e homens que recorrem a bancos de esperma querem um progenitor que seja impossível de identificar… PONTO. Nenhum doador de esperma corre o risco de ter ‘filhos’ a bater-lhe à porta, ou à porta dos seus herdeiros.

Se há coisa que a minha viuvez me ensinou é que a morte é… DEFINITIVA.

Dói. Dói muito. Dias em que achei que ia enlouquecer. Dias de chorar ao ponto de não ter ar… agarrei-me a tanta coisa com medo de o deixar partir... peças de roupa encaixotada no roupeiro, a sua escova dos dentes no copo, o maço de tabaco que estava a fumar no parapeito da janela... mais de um ano...

Fica sempre muita coisa por dizer, por fazer, sonhos por concretizar, tanta vida por viver…

O luto da pessoa que se ama é uma luta titânica, mas não há volta a dar… temos que deixar partir os nossos mortos... quem fica tem que agarrar no que sobra, arranjar uma forma de lidar com a dor, sarar as feridas que ficam no peito e…

‘a vida continua’… continua sempre…

O meu menino está outra vez doente

gato-natal2.jpg

De um dia para o outro deixou de comer e beber, vomitou uma espuma branca.

Serão de sexta-feira na urgência do veterinário. Bateria de exames. Diagnóstico: a função renal deteriorou-se bastante. Nunca os valores da creatinina e do sdma estiveram tão elevados.

Diz a vet que ainda não está em sofrimento e ainda é possível fazer alguma coisa, mas são tudo paliativos para o manter confortável e pouco mais, tendo em conta que já são quase 13 anos.

Infelizmente a insuficiência renal é progressiva. Quanto muito conseguimos atenuar os sintomas, mas não se consegue eliminar a causa.

Ração seca e água não lhes toca. Ração húmida vai petiscando, muitas vezes só come se for da minha mão (sim, estou outra vez a trabalhar com as mãos a cheirar a patê…), e água vai bebendo porque lhe dou à seringa, como se fosse um medicamento.

Passei o fim de semana outra vez de gatas, no chão da cozinha, para lhe ir dando alguma coisa de comer. Hoje de manhã comeu alguma coisa, muito pouco, e bebeu uma seringa de água que lhe dei. Estou a trabalhar e já sei que ainda não comeu quase nada desde que saí de casa, às sete da manhã.

Comida indicada para a função renal (baixo teor de fósforo) só petisca, mas se lhe der comida dita ‘normal’, lambe tudo. E fico nesta dúvida: é preferível não comer ou comer pouco, ou comer o que não ajuda?

A vet já disse que devia aprender a fazer fluidoterapia subcutânea em casa. Significa que tenho que aprender a espetar-lhe uma agulha no lombo, para ele não passar pelo stress de ir à clinica três vezes por semana. A primeira lição é hoje ao fim do dia.

Lá ando eu outra vez com uma faca espetada no estômago.

Já vos disse, não já? Eu não tenho medo que ele morra. Mas tenho tanto medo que ele sofra ou não cosneguir dar-lhe a ajuda que precisa a tempo e horas... 

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