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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Sobre pessoas que se casam sem se conhecer…

Sou a última pessoa do mundo a poder tecer opiniões sobre este assunto.

Porquê? Porque, verdade seja dita, eu já fiz algo muito parecido.

Não. Não conheci o meu Paulo no altar, mas no dia em que fez um ano que nos vimos pela primeira vez, já estávamos casados há uma semana!

O nosso namoro durou menos de um ano, durante o qual, ele trabalhava como um louco, tinha horários inacreditáveis e um filho pequeno a quem fazia questão (e bem!) de prestar a devida atenção. Posso dizer que o nosso namoro foi feito pelo telefone, em mensagens de SMS e em jantares semanais sempre tarde e a más horas (como aquela 6ª feira em que entrámos num restaurante em Sesimbra, para jantar… à meia noite).

Sim, tenho que admitir... não nos conhecíamos muito bem, no dia em que ficámos de frente para uma Conservadora, para dizer ‘SIM, quero’, e isso notou-se MUITO nos primeiros tempos de vida a dois. Foi muito difícil… foi tão, mas tão difícil, deixou marcas tão fundas, que ainda hoje, viúva há quatro anos, ainda tenho medo de considerar a hipótese de ter outra pessoa na minha vida, porque sei que a fase da adaptação pode ser muito difícil de superar.

...

Isto a propósito do programa de televisão que está na berra, o ‘Casados à 1ª Vista’. De vez em quando (ou sempre que estou em casa dos meus pais) vou acompanhado as peripécias e, confesso, que a maior parte das vezes só me apetece rir, com os disparates que por lá vejo. Deixo só alguns:

Aquela pequena que só de olhar para o rapaz no altar disse logo que não era para ela

O rapaz não é uma estampa, mas também não é um ogre…Então não explicaram à menina que Brad Pitt só há um e está na América. Ontem, no bocadinho que vi, consegui perceber que vai convidar o ex-marido para ir almoçar lá em casa… WTF??? Que mal terá feito o rapaz para merecer levar com o ex da mulher em sua casa, EM SUA CASA!!!, uma semana depois de ‘casar’…

Aquela pequena com 55 anos que procura um homem da mesma faixa etária, que seja lavadinho, cheirosinho (bom hálito), extremamente educado, que lhe dê sexo várias vezes por semana e que passe a sua roupa a ferro…

Oh mulher, então com essa idade ainda não aprendeste que é mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que um homem que cumpra esses quesitos todos?

Aquele pequeno que foi entrevistado num parque de budas, que fez um retiro espiritual para ‘se encontrar’, e à pergunta ‘o que mais gosta numa mulher?’ a resposta foi... ‘sobretudo tem que ter MAMAS, … tem que ter onde eu possa agarrar’...

Bonito… é um gajo muito romântico!

...

Mais questões eu teria, com toda a certeza… se prestasse mais atenção ao programa, mas como só janto nos meus pais duas vezes por semana e o texto já vai longo, fico-me por aqui.

E vocês, também têm questões metafisicas, que vos encanitem o espírito, a propósito deste maravilhoso programa?

Elucidem-me…

Pessoas queridas, que têm chafaricas assim humildes com este meu cantinho…

Pessoas, queridas, que têm vidas normais como a minha… casa… trabalho… ginásio… casa… animal

Digam-me…

O que é que fazem quando vos falta a inspiração para escrever?

Como é que fazem quando sentem que é preciso publicar alguma coisa, mas não têm nenhum assunto?

...

Já pensei em tirar uma foto ao que visto de manhã e publicar, tipo ‘modelito do dia!’, sempre dava para encher uns chouriços, mas depois olho para o roupeiro e rapidamente concluo que numa semana esgotava a coisa…

...

Isto é uma angustia…

Vá… ensinem-me lá!

Vocês que já andam nisto há muito mais tempo que eu…

COMO É QUE FAZEM?

bloggersblock.jpg

A melhor tia do mundo!

Sou eu! Está para nascer a pessoa que faça mais pelos seus sobrinhos do que eu.

O ano passado fui para a porta do Continente às 8 da manhã para comprar a prenda que a miuda pediu, assim para o carote e, por isso, era imperioso aproveitar os 50% de desconto em cartão.

Este ano é o meu sobrinho. Ando à procura disto:

jogo-agarra-o-coco.jpg

Ontem, depois de ter procurado no Continente lá do burgo e no Continente do Comlombo, chego ao Jumbo de Coina onde tenho a seguinte troca de palavras com um empregado:

Boa tarde, desculpe... olhe... eu ando à procura de um jogo que é uma sanita... com um desentupidor... chama-se 'agarra o cocó'...

Cara do homem:

Mostra-me um outro brinquedo, que também tem uma sanita.

Não, não é essa sanita... essa sanita esguicha água... eu quero a sanita que lança cocós!

Cara do homem:

 

Ainda têm dúvidas que sou a tia mais fantabulástica do mundo!

Só tenho ideias brilhantes!

As pessoas da minha idade (mais de 40 anos) devem lembrar-se dos primeiros hipermercados que abriram em Lisboa. Se bem me lembro foi o Jumbo de Alfragide.

A minha avó Deolinda morava em Benfica, por isso, houve uma altura em que um almoço na casa da avó Deolinda, implicava uma visita a esse novíssimo antro de consumismo que era um HIPERMERCADO. Eischhh, aquilo tinha caixas que nunca mais acabavam…

Também me lembro do drama que era estacionar o carro no parque de estacionamento, não porque os lugares eram em número reduzido, mas porque os utentes do hipermercado não se davam ao trabalho de ir guardar os carrinhos de supermercado, nos locais criados para o efeito, e deixavam-nos espalhados por onde calhasse.

Logo os donos dos hipermercados tomaram medidas para educar os consumidores, com a instalação dos cadeados que só abrem com uma moeda. O consumidor, para reaver a sua moeda, tinha que guardar o carrinho no sitio criado para o efeito.

Aprendemos tão bem, que hoje em dia a maior parte de nós usa chapinhas de plástico para retirar o seu carrinho de supermercado, mas no final das compras vai guardar o carrinho, ainda que o prejuízo seja apenas uma simples chapinha de plástico… bem, pelo menos a grande maioria vai guardar, há e haverá sempre os ranhosos…

Chama-se a isto… ensinar civismo ao povo!

Tudo isto vem a propósito de outro flagelo da falta de civismo nesta Tugalândia: a utilização das áreas de refeição das grandes superfícies comerciais.

Quantas vezes assistimos à cena da família que vem com os seus tabuleiros cheios de comida e encontra várias mesas aparentemente disponíveis, mas onde está uma criatura sentada, tipo cão de guarda (é que rosnam e tudo!), à espera do resto da família, que está algures no fim de uma fila interminável para pedir o menu do hambúrguer… hã???

E ali andam magotes de pessoas às voltas com comida e outras tantas sentadas… sem comida!

Não sei como é com vocês… a mim dá-me vontade de sentar e comer no chão, numa espécie de circulo à volta dessas mesas, para impedir que o resto da familia se sente… (olha uma ideia espetacular para um FLASH MOB! )

A minha cabeça é um poço de ideias iluminadas, vocês sabem!

Deixo mais uma! Para quem quiser apanhar! Juro que não cobro direitos de autor!

Vamos lá ensinar civismo ao povo!

As zonas de refeição das grandes superficies comerciais passam a ficar numa zona vedada ao público.

Junto com os tabuleiros vem um passe (tipo chave de quarto de hotel, tão a ver?)… e depois é simples…

não tem cartãozinho… não senta o cuzinho!

Dia de finados

Os meus pais têm por hábito ir à terra por altura do dia de finados.

Vão sempre os dois e mais uma ou duas irmãs da minha mãe. É uma espécie de mini-férias dos crescidos, sem filhos, sem netos. Diz Sr. Meu Pai que são os seus dias de motorista do galinheiro. Vão às castanhas e às abóboras e aos dióspiros, mas vão também prestar homenagem a todos os nossos familiares que já não estão entre nós.

Confesso que gosto de ir ao cemitério lá da aldeia. Gosto de passar na campa dos meus avós. Gosto que esteja limpa e cuidada.

...

O meu Paulo não está num cemitério.

Alguns anos antes de morrer, a propósito da morte de outro familiar, combinámos os dois que trataríamos de mandar cremar os nossos corpos. O meu Paulo costumava dizer:

- Quero ser cremado e depois espalhas as minhas cinzas no relvado do Estádio da Luz.

Claro que estávamos convencidos que só íamos tratar destas coisas dali a muuuiitttooss anos.

Respeitando a sua vontade, o corpo do meu Paulo foi cremado, mas não espalhei as cinzas onde me pediu, acho que dificilmente o conseguiria fazer, por ser um local muito pouco acessível. Como é que eu ía conseguir chegar ao relvado do Estádio da Luz com uma urna de cinzas debaixo do braço? Ainda estive uns dias a pensar se conseguia, ainda tracei possíveis planos, mas teria que envolver muita gente e desisti.

Havia a hipótese de deixar as cinzas no cemitério, mas aquele cemitério não nos dizia nada e quis, de alguma maneira, respeitar o seu pedido. Se fossem as minhas cinzas e se eu lhe tivesse pedido algo mais fora do comum, tenho a certeza que o meu Paulo teria movido céus e terra para cumprir a minha vontade, por isso, decidi correr alguns riscos (o que para mim já é muito e ele sabe disso) e depositei as suas cinzas num local que também lhe dizia muito. Tive sorte… correu tudo bem e acabou por ser um momento muito bonito, acompanhado do pôr-do-sol mais fantástico que alguma vez vi.

...

No dia de finados, quando vejo na televisão imagens dos cemitérios, com as floristas à porta e muita gente a limpar campas e deixar tudo mais bonito em homenagem aos seus entes queridos, penso sempre no meu Paulo. Por momentos penso que também gostava de ir a um cemitério prestar-lhe homenagem… ter um sítio onde pudesse ir falar com ele… mas é um pensamento fugaz… passa depressa.

Apesar de os cemitérios serem locais que não me incomodam, fico mais calma quando penso que o corpo do meu Paulo não está preso numa caixa debaixo da terra…a apodrecer lentamente. O que mais me custa num funeral, seja de quem for, é ver o caixão descer à terra e ouvir aquele som oco das primeiras pazadas de terra a bater no caixão. 

Hoje sei que a opção pela cremação foi o primeiro passo que me ajudou a levar o meu luto a bom porto.

Quanto a não ter um sítio para falar com ele… eu falo com o meu Paulo, sempre que me apetece, no sítio onde nós mais gostávamos de conversar… na varanda da nossa sala, quase sempre acompanhada do pôr-do-sol. Era onde sempre tinhamos aquelas grandes conversas que pediam grandes decisões.

- Morzinho, anda aqui prá varanda, precisamos conversar...

- Ui, já estou a tremer!

- Não sejas engraçadinha, vá anda lá!

 

PS1: Sim, eu sei que isto não se deve fazer. Eu sei que a RAZÃO devia imperar e eu devia ter deixado as cinzas no cemitério. Eu sei que não devemos andar por aí a espalhar as cinzas dos nossos mortos por onde nos apetece, mas... o meu Paulo teve morte súbita e naqueles dias a minha RAZÃO esteve sempre subjugada pela minha EMOÇÃO... o meu único pensamento, quase obsessão, naqueles dias foi, de alguma forma, fazer-lhe a vontade...peço desculpa se o meu comportamento está a ofender alguém.

PS2: Aproveito para deixar aqui escrito, a quem possa interessar... as minhas cinzas podem ficar num qualquer canteiro florido de um qualquer cemitério!

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