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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Onde estavas no 11 de setembro de 2001?

Ao longo da nossa vida passamos várias vezes pelo ‘primeiro dia do resto da tua vida’.

O primeiro dia de escola, o primeiro dia de trabalho, o primeiro dia depois de uma longa doença, o primeiro dia depois de se ter um filho, o primeiro dia de trabalho depois de se ter um filho…

11 de setembro de 2001 foi, para mim, um desses ‘primeiro dia do resto da tua vida’.

Foi uma terça-feira e foi o meu primeiro dia de trabalho depois de gozar a minha licença de casamento.

Foi a minha mãe que me disse, na véspera:

‘amanhã começas uma nova etapa… é o primeiro dia do resto da tua vida... nada será igual, tens que estar preparada … e ter muita calma!’ (sim, Senhora Minha Mãe conhece muito bem a sua cria mais velha, principalmente o meu feitio soviético – era assim que o meu Paulo se referia às minhas mudanças repentinas de humor!)

...

Cheguei ao trabalho nessa manhã com um álbum de fotografias do casamento para mostrar às colegas… todas a tratarem-me por noiva, todas a cumprimentar-me, as fotografias a correr nas mãos de todas, eu a contar as histórias do dia da casamento e da lua-de-mel, e blá, blá, blá… um galinheiro!

Começámos a ouvir os primeiros rumores… ouviram as notícias… já viram o que se está a passar em Nova York… estão a atirar aviões contra prédios… A  meio da manhã, porque os rumores não paravam de subir de tom, alguém acendeu uma televisão que estava numa sala de reuniões... íamos passando e ficávamos hipnotizados a olhar para o ecrã… com um ar incrédulo... cai a primeira torre… cai a segunda torre… um silêncio…

De repente veio-me à ideia … ‘o primeiro dia do resto da tua vida’… com certeza, no meio daquele caos todo, havia pessoas que também estavam a ter ‘o primeiro dia do resto da tua vida’. Pessoas que estavam a regressar ao trabalho depois de se terem casado, como eu… pessoas que estavam a regressar ao trabalho depois de terem filhos… pessoas que estavam a regressar ao trabalho depois de terem deixado filhos na escola pela primeira vez….

Um atentado terrorista marca uma pessoa para sempre, seja em que dia for... para quem passa por um atentado terrorista suponho que também olha para o dia seguinte como 'o primeiro dia do resto da tua vida', porque nada volta a ser como antes...

Sempre que surgem notícias de mais um atentado terrorista em qualquer parte do mundo, lembro-me desta frase.

 

Apesar de ter sido lá longe, na América, o atentado às Torres Gémeas, em Nova York, também contribuiu e muito para complicar os meus primeiros tempos de vida de casada. O meu Paulo trabalhava no setor da gestão de carga aérea. Da mesma forma que todos os procedimentos de segurança foram alterados para o transporte de passageiros, o mesmo aconteceu para a carga transportada nos aviões. Até que todos os procedimentos se estabilizassem… foi uma loucura… longos meses a pôr o jantar na mesa à meia-noite...

Primeiras da fila...

Era menina para andar um ano INTEIRINHO a alimentar-me de meias de leite e pãezinhos só com manteiga, desde que isso me desse dinheiro para comprar uma coisa destas!

A primeira máquina que lava, seca, passa, ordena e dobra roupas automaticamente.

Chama-se LAUNDROID, mas podia chamar-se PARAÍSO!

Inventada pelos japoneses (LUV U JAPAN!)

 

Pronto, parece que ainda leva uns 10 minutos a doborar uma simples t-shirt... mas é preciso fé, pessoas, muita fé!

Já faltou mais! Os japoneses chegam lá!

E agora vamos todos de fim de semana, enfrentar o cesto da roupa para passar a ferro com outra esperança... 

A tua cabeça é o teu guia

Desde muito pequenos nos ensinam ‘não sejas uma maria vai com todos’ ou ‘a faz bem a tua cama, porque nela te deitarás’, desde muito pequenos temos família e amigos, que nos incentivam a pensar com a nossa cabeça e nos ajudam a fazer as melhores escolhas.

Faz parte do processo de crescimento, sempre que a vida nos coloca numa encruzilhada, sempre que a vida nos dá um pontapé, quando não se consegue ver uma saída, quando não se consegue encontrar um caminho, recorremos aos amigos e à família, aos seus conselhos, à sua experiência… às vezes basta uma pequena conversa para tudo clarear…

Quando o meu Paulo morreu fiquei numa grande encruzilhada. Sabia que precisava encontrar um caminho novo. Tive pessoas à minha volta que tentaram ajudar-me… o melhor que sabiam e podiam. Nunca me senti sozinha, pelo menos fisicamente. Só que a minha solidão, desorientação, vinha de dentro e foi tão violenta que me impossibilitou de ouvir quem estava à minha volta. Sentia-me completamente às escuras… Como é que se encontra um caminho, quando não se 'vê um palmo à frente do nariz’

Foi por isso que me rendi aos comprimidos. Não os queria tomar. Achava que era um sinal de fraqueza, tomar antidepressivos. Foi a minha médica que me explicou:

‘a cabeça é mais um órgão, também fica doente, como o coração ou o estômago, mas ao contrário dos outros órgãos que se curam com comprimidos, a cabeça não se cura com comprimidos… os comprimidos só ajudam… a cura da cabeça é a pessoa que a faz'.

Durante os dois anos que se seguiram, os benditos comprimidos lá foram levantando o nevoeiro que me rodeava e lá fui encontrando o meu novo caminho. Eu sempre soube que este caminho existia, nunca duvidei que tinha à minha frente vários novos caminhos, eles estavam lá… eu só não os conseguia ver. A única coisa que eu sabia era que não queria ficar naquela encruzilhada escura. É para isto que servem os antidepressivos, ajudam-nos a VER, só isso… a VER, o resto é com a pessoa!

Não acho que tenha feito uma coisa extraordinária. Apenas lidei com aquilo que a vida me trouxe. Temos o direito de cair, mas depois temos o dever de levantar, sacudir o pó e ir em frente.

Isto tudo para vos falar de casos que conheço de pessoas que se recusam a sair das encruzilhadas da vida. Não entendo. Pessoas que se recusam a reagir, que se recusam a dar o passo em frente, que escolhem (é uma escolha!) permanecer num ciclo vicioso de vitimização, de choradinho, de lamuria constante. Não entendo.

Pessoas que têm vergonha de pedir ajuda. Pessoas para quem o nevoeiro já está tão espesso que se transformou numa parede e já não conseguem seque ouvir. Pessoas que pedem ajuda ao médico, mas só porque acham que os comprimidos vão resolver tudo…

Eu sei, não somos todos iguais. Não reagimos todos da mesma forma. Cada um tem as suas fraquezas e qualidades. Isto faz-me pensar no estado em que está a saúde mental no nosso país. Porque é que os médicos de família, perante quadros de depressão mais complexos, não encaminham os doentes para consultas de psicologia? Porque é que o SNS não tem psicólogos nos Centros de Saúde ou nos hospitais? Porque que caraças é considerado um luxo ir a um psicólogo?

Porque, eu acho, é só a minha opinião e vale o que vale, o que estas pessoas precisam é de alguém, treinado, que os ensine a VER.

Rita, a infoexcluída!

Sou eu...

Mais uma vez a fazer figuras de cota ultrapassada...

Estas novas tecnologias passam-me cada rasteira...

 

Cena 1:

Mana Querida decide comprar cartão de dados e telefone para Sobrinha Mai'Linda, para ver se não nos chateia muito com a internet durante as férias.

Decidiu comprar um daqueles que parece uma asneira em lingua inglesa.

No processo da compra, o vendedor (rapaz com menos 20 anos que nós as duas), coloca uma ciaxinha em cima do balcão e diz:

'Isto é um carregador automático. É uma oferta.'

Como não dava para ver o conteúdo da caixa, o que é que esta cabecinha penso que aquilo era?... Um daqueles carregadores próprios para carregar o telemóvel no carro, daqueles que se ligam ao isqueiro do carro (sim, ainda sou desse tempo, o meu Paulo teve um). Digo eu para Mana Querida:

'Depois compras-lhe uma power bank, é assim que se chama não é?' Ao que o rapaz responde... 'é, é...'

Já no trajeto de regresso a casa, decidimos abrir a dita caixinha... E o que é que estava lá dentro???

Uma power bank!!!

Excusado será dizer que nunca mais passei nem próximo do dito stand de venda daquela marca que parece uma asneira em inglês!!!

 

Cena 2:

Comprei um telemóvel. Quando fui mudar os cartões do telemóvel velho para o novo, verifico que os tamanhos não eram compatíveis. Diz Mana Querida:

'Vais à loja e pedes uma segunda via dos cartões no tamanho correto'

Lá fomos nós ao mesmo Centro Comercial. Entro na primeira loja, explico a situação ao Sr., peço ajuda para abrir o telemóvel velho, o Sr. retira o cartão e faz CLIC e devolve-me o mesmo cartão já no tamanho correto...

Perante o meu sorriso amarelíssimo, o Sr foi muito amável e ensinou-me 'estes cartões novos já estão preparados para passar de micro a nano...'

O que vale é que uma gaja de 45 anos já não se atrapalha com muita coisa... em vez de ficar com 'uma cara de burro a olhar para um palácio' lá lhe disse... 'pronto, na próxima pausa já tem mais uma história para se rir com os seus colegas...'

 

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