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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Ser gaja é...

... estar sempre preparada para o que der e vier!

ou

... ser uma eterna otimista!

 

Há 15 dias fui fazer a depilação... isso quer dizer que mais uma semaninha e os sacaninhas dos pelos voltam a ter os corninhos ao sol...

... e ainda não consegui largar os collants (os collants devem ser a única peça de roupa de inverno que eu ODEIO!)

 

Mas uma uma gaja não desiste. Uma gaja que se preze é otimista (ou teimosa como uma mula!)

...

O que é que eu vou fazer hoje ao fim do dia?

Vou fazer pedicure... estava a pensar pintar as unhas dos pés... mas ...para quê?

Para usar collants e sapatos fechados?

Ainda ontem fui com o mulherio todo do ginásio comer caracóis e beber bejecas... combinámos tudo no inicio de maio...

... 'pá, bora lá aos caracóis ... mês que vem.. já tá calor... já sabe bem'...

E a malta a chegar ao restaurante, todas encolhidas debaixo de chapéus de chuva!!!

 

Arre S. Pedro... só te digo: se fosses meu filho cortava-te o cabelo à bofatada!

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Tributo ao meu amigo GPS!

Cá estou eu para vos contar o nosso último dia do passeio a Marvão:

3º dia: Vila Viçosa

Depois de tantos castelos, que basicamente são só calhau, saímos da Beirã com intenção de mostrar à miúda o Palácio de Vila Viçosa.

E o que seria de um passeio destes sem uma aventura patrocinada pelo meu amigo de longa data… o GPS, hã?

Começámos logo à saída em direção a Portalegre, trocámos as voltas e acabámos a fazer uma estradinha com umas curvas em gancho… parecia que estávamos no Vale do Vouga do antigamente… depois lá entrámos no IP2…

‘oh Rita, vê lá no GPS qual é a saída do IP2 mais indicada para chegar a Vila Viçosa’… e diz o GPS… ‘a 500 metros virar à esquerda…’

...

E pronto, pessoas... começou a tourada

Em menos de nada estavámos no chamado Alentejo profundo… retas a perder de vista… não se via vivalma… de vez em quando, mesmo muito de vez em quando, aparecia uma aldeia...

‘como é que isto se chama? Barcarena!!!’

‘oh mulher não é Barcarena, isso é no Cacém… é Barbacena… o GPS manda virar agora aqui à direita'…

'olha está ali um senhor… oh pai é melhor perguntares se estamos no caminho certo… vai na volta o GPS está a mandar-nos para outra Vila Viçosa qualquer…’

oh avô, e não trates o senhor por sócio… contigo são todos sócios!’ (tão engraçadinha a miúda, não é?)

O Sr., na boa maneira alentejana, lá disse que ‘sim senhor, estávamos no caminho certo… é já ali à frente…’

Mais uma sequência interminável de retas… passámos Vila Fernando e a Terrugem, passámos por cima da A6...

‘como assim? Aquilo é a A6?… tu queres ver que a A6 passa junto a Vila Viçosa e o GPS não me disse??? Eu podia vir sempre em autoestrada e ando aqui às voltas???’

Responde Sra. Minha Mãe que vem sempre muito caladinha… ‘podias vir em autoestrada, mas não era a mesma coisa… não conhecias a Barbacena, nem a Terrugem… assim é muito mais bonito... eu gosto mais assim!’

Lá chegámos a Vila Viçosa a tempo de integrar a visita guiada ao Palácio, das 11 horas.

Ao que aprece entrámos na Vila pelas traseiras, por assim dizer. Fizemos os últimos quilometros na companhia de um carro de matricula espanhola que... ou muito me engano ou também estava a ser guiado pelo GPS.

Segunda desilusão: os antigos não batiam bem da cabeça… faziam casas com algumas 50 assoalhadas, salas atrás de salas e o quarto do rei tinha uns miseráveis 10m2 (DEZ METROS QUADRADOS… o quarto DO REI!)

...

Almoçámos na ‘Taverna dos Conjurados’. Serviço um pouco demorado, mas tudo muito bem confecionado. O dono é o verdadeiro anfitrião, preocupado em prestar um bom serviço, com qualidade, sempre com explicações sobre a origem das receitas e as castas dos vinhos, etc… recomendo.

...

Saímos de Vila Viçosa, pela porta da frente, e foi... um tirinho até entrármos na... A6, em direção a Lisboa!

Para mais tarde recordar: Constância / Marvão

Como já vos tinha dito a semana passada, aproveitámos este fim de semana prolongado para ir para fora cá dentro...

1º dia: Constância / Beirã

Tinha muita curiosidade para conhecer Constância e não fiquei desiludida. Tudo muito bonito, arranjado, estimado.

Já que ali estávamos aproveitámos para levar a miúda ao Castelo de Almourol que também não conheciamos.

Primeira desilusão: chegámos ao parque de estacionamento do castelo pelas 12h15. Para chegar ao castelo é preciso apanhar um barco, tinha acabado de sair um, por isso, ficámos na fila apenas com uma família à nossa frente e logo atrás de nós se juntou mais um grande grupo. Todas as famílias tinham crianças… todas mais empolgadas com a ideia de andar no barco, do que propriamente com a ideia de ver um castelo. Era feriado nacional… fim de semana prolongado para muita gente, era de prever que a procura fosse maior do que num dia normal, era de prever que o horário de funcionamento do barco fosse adequado à procura… só que não.

O barco retorna ao cais e informa-nos o barqueiro que às 12h30 saía o último barco, apenas para recolher quem ainda estivesse no castelo, e só às 14h30 é que retomavam as travessias. Era a hora de almoço para os barqueiros...

A cara de desalento dos miúdos todos. Muito pais lá tentaram consolá-los dizendo que voltariam depois de almoço, mas dúvido que muitos deles o tenham feito.

Aposto que hoje os barqueiros devem estar cheios de trabalho…

Almoçámos no Trinca-Fortes, em Constância. É o que eu chamo de restaurante honesto: comida bem confecionada, preço justo, mas nada de espetacular.

 

Rumámos ao nosso alojamento na aldeia da Beirã, perto de Marvão, chamado Casas da Estação, mesmo em frente da estação do caminho de ferro da Beirã / Marvão, hoje desativada. Nada a apontar ao alojamento. Pagámos 160€ por duas noites, numa casa com três quartos, três casas de banho, sala (com Tv cabo e ar condicionado), cozinha (toda equipada), e acesso a uma piscina comum a outras casas do mesmo complexo.

A casa também tinha Wi-fi, mas nunca funcionou, aliás nem os nossos dados móveis nos telemóveis funcionavam na Beirã… era mesmo o fim do mundo. Além da ausência de dados móveis, a aldeia da Beirã, que é sede de freguesia, também não tem um multibanco, nem… uma simples mercearia… ‘ah, isso só em Santo António das Areias’… e o que é preciso andar de carro até chegar a Sto. António das Areias?… Valha-me Deus!

 

2º dia: Marvão / Castelo de Vide

Depois de tomármos o perqueno almoço com pãozinho fresquinho que nos foi deixado à porta, saímos para o nosso dia de passeio.

Ponto de ordem à mesa: Marvão bate Óbidos aos pontos. Acho que beneficia muito do facto de estar longe dos grandes centros. Uma calma, um silêncio, paisagens lindas. Corremos tudo, com toda a calma. Subimos todos os degraus que havia para subir e descer (as minhas ricas pernas).

Almoçámos em Castelo de Vide.

Pessoas queridas, quando forem a Castelo de Vide almocem, ou jantem, no restaurante ‘A Confraria’, estava tudo uma delicia… desde a sopa de espinafres que a miuda devorou, até às tradicionais migas com entrecosto, mas aquele rabo de boi estava divinal (tivemos vergonha de pedir mais pão só para acabar com aquela molhanga toda…) e as sobremesas… a encharcada estava dos deuses e o toucinho do céu, cruzes… acho que a minha PT não sabe deste blog, mas se souber aproveito já para dizer que passámos a tarde a derreter isto tudo em mais subidas e descidas no castelo de Castelo de Vide…

O relato já vai longo... amanhã conto-vos a tourada do 3º e último dia.

Aquele momento...

... em que estás em casa, com uma constipação do tamanho do mundo...

... em que sabes que tens uma semana de trabalho pela frente e, por isso, tens que passar a ferro aquela pilha de roupa que está no armário...

... em que sabes que isto não não é como naquele anúncio do detergente da roupa em quer aquele rapaz bem (?) apessoado estala os dedos e tudo aparece feito... montas a tábua e começas a tua lida...

... estás concentrada no trabalho, quando pelo cantinho do teu olho direito (o chamado 'rabinho do olho' ou para os mais cultos 'visão periférica') apercebeste que alguma coisa caiu de uma das varandas dos andares acima do teu...

... parecia algo líquido...

... ficas a pensar... 'não pode ter sido água, não é?... o tempo em que se atiravam baldes de água pela janela já vai longe, não é?... muito longe...'

... ficas na dúvida e continuas a pensar que vives num sítio minimamente civilizado, tens vizinhos educados... que dão valor ao facto de terem acesso a água canalizada e saneamento básico...

... 'viste mal Rita, se calhar foi um lençol ou uma toalha que caiu... vai ver e se for o caso vais apanhar e pões nas escadas, vai que o (a) vizinho (a) não se apercebeu...'

... vais ver...

... vês uma poça de água, cheia de espuma a escorrer no passaeio abaixo da tua varanda...

...

E pronto... lá vai papel para o espelho do elevador:

 

Caro vizinho,

serve a presente para explicar o procedimento correto para atirar baldes de água com detergente pela varanda.

Antes de atirar a água, deve chegar ao varandim e gritar a plenos pulmões:

LÁ VAI ÁGUA!

Era assim que os antigos faziam... desta forma davam a oportunidade aos transeuntes de se resguadarem de um valente banho.

Claro que os antigos faziam isto, porque não tinham saneamento básico em casa, coisa que nós já temos...

Talvez fosse melhor considerar a hipótese de despejar o balde na sua sanita! 

Obrigada

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