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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

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Notas de um fim-de-semana em grande

Levei uma coça da minha PT. Estou traumatizada. Não consigo olhar para um lance de escadas sem me virem as lágrimas aos olhos!

 

As saudades que eu tenho de ir a um casamento. O vestido da Megan era lindo! Adoro casamentos de príncipes e princesas… Adorei ver a mãe da noiva, sozinha, emocionada até à alma… Adorei a declaração de amor daquele príncipe em pleno altar… Caraças, pá, acho que me derretia toda!

 

Nunca dei uma passa. Nunca tive sequer a tentação de pegar num cigarro. Mas se fosse para fumar o mesmo que BdC fumou antes daquela conferência de imprensa, acho que até aprendia a dar umas passas. Produto de altíssima qualidade!

 

Vesti mangas curtas pela primeira vez esta estação. Os meus braços parecem duas lulas brancas. HORROR! Recuso-me a vestir uma saia antes de ir à praia.

 

Vi a ‘Passadeira Vermelha’ dos Globos… o que foi aquilo?

A sério criaturas… O QUE FOI AQUILO???

Só consegui ver vestidos feios, com exceção da Raquel Strada, da Carolina Patrocínio e da Sofia Cerveira.

Tudo histérico com o número de abertura, não falavam noutra coisa e, vai na volta, foi um número de revista do la Féria? Igual a milhentos que já fez??? Só faltou a Luciana Abreu cantar o Pula Pula no fim (por falar nisso, já viram o vídeo?)

Vi os Globos do cinema, a primeira música e… seguiu-se um chorrilho de anúncios que nunca mais acabava. Desliguei e fui para a cama!

 

E pronto! Venha de lá mais uma semana.

Bora lá trabalhar, c’a malta teve o azar de nascer linda em vez de rica!

A minha bênção de finalista

A cerimónia da bênção dos finalistas de Lisboa realiza-se na Alameda da Universidade e, pelo que vi aqui pela net, a deste ano realiza-se amanhã.

Nos anos em que fiz a minha licenciatura, esta cerimónia realizava-se no estádio do Inatel. Entre os anos do Inatel e os anos da Alameda houve um ano... vou chamar-lhe... diferente ou peculiar.

Foi o ano de 1995, o ano em que eu fui finalista. O ano em que alguém, num momento de pura inspiração, achou que seria muito giro, fazer a bênção dos finalistas de Lisboa no …

 SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Só vos digo, pessoas, foi épico… tão épico que nunca mais se atreveram a repetir a façanha. Sempre que conto esta história chego a sentir-me envergonhada, porque num dia em que correu tanta coisa mal, para tanta gente, eu tive uma sorte do caraças e… até me correu tudo bem. A ver se consigo contar tudo sem vos maçar muito:

  • A maior parte dos alunos foi de carro com as famílias, para os que não tinham transporte as universidades alugaram autocarros. Combinei com os meus colegas que o nosso ponto de encontro, em Fátima, seria o parque de estacionamento onde estava previsto todos os autocarros de todas as Universidades ficarem estacionados;
  • Sendo a primeira da família a andar metida nestes assados, tive logo tias e primas a convidarem-se para assistir, fomos 10 pessoas ao todo, incluindo a avó Deolinda, que não perdia uma cerimónia religiosa, quanto mais uma cerimónia onde a sua neta mais velha ia ser abençoada pelo Sr. Cardeal;
  • Sr. Meu Pai, o stressado do costume, proclama: ‘isto vai ser uma confusão, temos que ir cedo’. Sra. Minha Mãe, pessoa muito despachada, decide que, depois da cerimónia, ‘não vamos nada almoçar ao restaurante, fazemos antes um piquenique’;
  • Alvorada às 5 da manhã. Recolho a minha avó, em Lisboa, pelas 6 e meia, passo as portagens da A1 antes das 7 da manhã. Lembro-me de olhar para os carros à minha volta e já só ver trajes académicos por todo o lado;
  • Chegamos a Fátima. Ainda não estava o caos, mas já havia enchente. Estacionamos os carros na primeira oportunidade, ‘fica já aqui, não mexe mais que estraga!’. Deparo-me com o tal parque de estacionamento SEM UM ÚNICO AUTOCARRO e penso: ‘isto vai correr tããão beeeem’;
  • Começam os primeiros rumores que a A1 está uma confusão, completamente entupida. Entro no recinto do Santuário com alguns colegas, atrás do estandarte de outra Universidade qualquer, porque o nosso estandarte estava no autocarro, algures na A1, assim como o Cardeal Patriarca de Lisboa, o tal que era suposto vir abençoar-nos. Começa a espera. Uma hora de atraso… duas horas de atraso… calor, muito calor;
  • Finalmente ouve-se: ‘vamos receber, com um grande aplauso, o CARDEAL PATRIARCA DE LISBOA’. Levanta-se tudo do chão, fitas pelo ar, assobios, palmas e vivas, parecia um concerto rock;
  • Durante toda a cerimónia há estudantes a chegar a conta gotas, contou-me uma colega, que chegou já a cerimónia ia a meio, que se abriam corredores na assistência, tipo corredores de emergência, ‘deixem passar, deixem passar, são estudantes’. As meninas, com as suas saias dos trajes académicos não conseguiam saltar as barreiras que separam a assistência dos estudantes. Homens da assistência, ‘com licença menina’, pegavam-nas ao colo e passam-nas para o outro lado (o espírito cristão da entreajuda a funcionar em pleno!);
  • Era suposto acabar às 13h00, acabou às 15h00. Houve muitos estudantes que não conseguiram chegar a tempo, que largaram as familias e os autocarros e fizeram parte da A1 a pé (numa espécie de peregrinação, tão a ver!), outros que simplesmente não chegaram de todo;
  • O desastre foi tal que a organização se viu forçada a improvisar uma segunda cerimónia de bênção, ao final da tarde, na Capelinha das Aparições.

Então, porque é que dizes que te correu tudo muito bem?

Porque tive sempre a minha família na assistência, mas perto de mim. Tenho dúzias de fotografia tiradas pela minha irmã, pelas minhas primas, porque estavam todos ali no meu campo de visão. E o melhor acabou por ser o almoço.

Chegámos aos carros e a confusão era inacreditável. Nada mexia em Fátima. Nem para trás, nem para a frente. Filas de carros parados nas faixas de rodagem com os motores desligados...gente por todo o lado sem saber o que fazer à vida!

Não íamos conseguir sair dali. Estavamos esfomeados. Já nos estávamos a mentalizar para fazer o piquenique ali mesmo, de pé, na beira da estrada, no meio da confusão, quando diz Sr. Meu Pai: ‘estendam a manta, já temos mesa’.

Tivemos o nosso pequeno milagre!

Atrás do nosso carro, estava um pneu de trator, daqueles enormes, tombado no chão, com uma grande tábua quadrada por cima… a nossa mesa… à sombra. Fizemos o piquenique ali mesmo, relativamente protegidos da confusão, pelos carros estacionados. Ainda ofereci uns bifinhos panados a uns colegas que passaram a pé, a caminho sabe-se lá de onde…

No fim arrumámos tudo e fomos beber café, gente e mais gente ainda nos restaurantes à espera do almoço, às 5 da tarde, e a confusão no trânsito não dava sinais de passar. Tivemos que fazer tempo… muuuiiiito tempo para iniciar o regresso a casa, sempre por estradas nacionais porque a A1 continuava um caos.

Chegámos a casa já noite muito escura, todos moídos e escaldados do sol.

Digam lá… foi ou não foi ÉPICO?

E agora… o que é que eu faço, pessoas?

Eu sei que tenho andado um pouco desaparecida, mas tenho uma razão.

Tropecei nesta notícia da Visão e tenho estado numa aflição só!

Diz esta criatura que andam a trocar bebés nas maternidades portuguesas, a mando de serviços secretos, atentem nestas pérolas de sabedoria:

 

“Parentes biológicos devem ter um nível de semelhança física. Os filhos são sempre parecidos com os pais. Se os dois pais são da mesma altura, por exemplo, um filho não pode ser muito mais baixo nem muito mais alto. A falta de semelhanças significa que foram trocados.”

E

“Os traços genéticos são hereditários; temos, portanto, que dois pais de pele muito branca não gerarão um filho biológico moreno; dois pais de cabelo loiro não gerarão um filho de cabelo negro; e dois pais de baixa estatura não gerarão um filho de elevada estatura.”

E

“Não conheço ninguém que junte dois Rotweiler e faça nascer um pastor alemão. Não é assim que a natureza funciona.”

 

Chega a dizer que ele próprio não é filho dos pais... também foi trocado.

E agora ando aqui numa consumição e não sei o que faça, por causa de Mana Querida que toda a gente diz que não é nada parecida com os meus pais, ao contrário de mim que sou a cara da minha mãe (UFA!) e das minhas primas Sofia e Patrícia… são ambas louras… filhas de pais morenos…

Já que ninguém interna esta criatura, ao menos metam-lhe as gotas na sopa!

ORGULHO!

Sim, vou falar outra vez no festival. Juro que é a última vez que falo nisto.

No sábado à noite, com medo que me desse o sono, montei a tábua de passar a ferro na sala e foi um despachar de roupa, enquanto ouvi as músicas todas.

Já li algumas coisas sobre a festa... coisas que me fazem suar... que me deixam transtornada.

Realmente, há pessoas que só se levantam da cama se for para denegrir ou dizer mal do mundo à sua volta. Pessoas tristes!

 

A música vencedora é pavorosa...

Felizmente, disso, não temos culpa. Foi o voto do povo.

Oh pessoas, a ver se nos entendemos!

Há muito tempo que o Festival deixou de ser uma montra de boa música. O Festival é só uma montra daquilo que ouvimos todos os dias na rádio. Aquilo foi só uma sucessão de imatações fajutas de estrelas internacionais: tivemos o Timberlake checo, o Ed Sheeran alemão, o Bieber sueco, a SIA búlgara, a Rihana eslovaca, a Beyonce cipriota e por aí fora. E como acontece na rádio em que só ouvimos aquilo que as editoras querem que se oiça, aqui também ganhou a música com o melhor marketing.

A Catarina Furtado não sabe falar inglês...

E então! Qual é o problema?

Só gostava que tivesse ganho a Espanha ou a Itália, para, no próximo ano, vermos apresentadores a falar inglês com um sotaque perfeito!

O vestido é horroroso...

Os vestidos eram TODOS bonitos. Podemos gostar mais de um e menos de outro, mas vestidos horrorosos... não vi!

A invasão de palco foi uma falha de segurança indmissível...

Nos dias que correm, desde que me garantam que não entra nenhuma bomba para dentro de um recinto, já está bom.

Ninguém canta aqueles fados melhor que a Amália...

O fado é a nossa música nacional. Fazer um esptáculo que celebra a música no nosso país, sem mencionar o fado era impossível.

Como a Amália já morreu (paz à sua alma), faziamos o quê... punhamos uma guitarra no palco e a voz da Amália nos altifalantes?

 

Numa palavra, no sábado à noite senti OR.GU.LHO.

Orgulho de pertencer a este povo que, não sendo perfeito (temos tanta coisa para melhorar), temos esta capacidade maravilhosa de fazer coisas tão bem feitas (até o Salvador se portou bem, caraças! Quando terminou a primeira música e abriu a boca para falar ainda pensei 'só espero que este gajo não se arme em engraçadinho e diga mais um dos seus disparates!')

Para os que acham o contrário, que entopem as redes sociais com veneno e comentários mal intencionados, só umas palavrinhas:

VÃO À MERDA!

 

(só mais uma coisinha: consegui reparar que o nosso júri deu 12 pontos aos espanhóis, mas nuestros hermanos nem um pontinho nos deram...eu sei que a nossa musica era fraquinha, mas ainda há a solidariedade geográfica, não há? Pelo menos entre outros países, houve... conhos de mierda!)

Acabadinho(s) de ler!

Desta vez são dois livros: ‘O Projeto Rosie’ e ‘O Efeito Rosie’, de Graeme Simsion.

Estão a ver o Sheldon Cooper da série ‘A Teoria do Big Bang’? O Sheldon é o Don Tillman, o personagem principal destes livros. O Don é 100% razão, 0% emoção. Para o Don o mundo é preto ou branco, não existe uma escala de cinzentos pelo meio. O Don sofre de uma qualquer forma de autismo, talvez Asperger.

Projeto_Rosie.jpg

À partida o Don tinha tudo para ser o homem de sonho de qualquer mulher. Inteligente, cientista bem-sucedido, em boa forma física e… imagine-se… cozinha primorosamente, MAS (há sempre um mas, não é?) tem uma enorme dificuldade em relacionar-se com outras pessoas. Quase não tem amigos e nunca teve uma namorada.

Vive uma vida cronometrada ao minuto. Tudo está planeado, ao mais ínfimo pormenor. Ainda assim, sente falta de ter alguém na sua vida, por isso, faz o que faria com qualquer outro problema, racionalmente traça um plano de ação, o ‘Projeto Esposa’. Para facilitar a procura da mulher perfeita, elabora um questionário para excluir as mulheres que jamais combinariam com ele. A mulher ideal do Don não pode ser fumadora, vegetariana ou uma pessoa que se atrasa ou usa muita maquilhagem. Tem que ser inteligente, gostar de ciências, saber cozinhar, não deve ser teimosa ou ter um sabor preferido de gelado.

Rosie é bonita e inteligente, mas o primeiro encontro deles não poderia ser mais desastroso. Rosie atrasa-se e Don descobre que, além de fumadora, é vegetariana, não se importa com planos e gosta de mudar as regras. Ou seja, totalmente inadequada.

Então… porque ele não consegue ficar longe dela? Depois de algumas peripécias relacionadas com o ‘Projeto Pai’, o destino vai mostrar aos dois que são perfeitos um para o outro e que o amor não tem nada de racional.

efeito-rosie.jpg

Don encontrou o seu final feliz. Rosie não é a mulher perfeita que Don achava que queria, mas ele aprendeu que o amor não está na perfeição. Rosie e Don estão casados há 10 meses. Vivem num pequeno apartamento, em Nova Iorque, e trabalham desalmadamente. Rosie está a terminar a sua tese de doutoramento em psicologia e iniciou o curso de medicina.

Um dia anuncia que está grávida… algo para o qual Don não estava mesmo nada preparado.

Como sempre, Don traça novo plano de ação: o ‘Projeto Bebé’. Os principais desafios são encontrar um lugar maior para morarem, garantir a liquidez financeira do casal e que Rosie tenha uma gravidez saudável. Mas o desafio mais difícil é a paternidade. Quando se trata de pessoas, Don sabe que é um completo desastre e começa a temer que o seu filho (o Bud) sofra com um pai esquisito ou que seja socialmente inadequado como ele. Rosie, às voltas com as suas próprias inseguranças, encara as ansiedades de Don quanto a ser pai como falta de interesse e, rapidamente, o casal entra numa crise conjugal: serão diferentes demais para ficarem juntos?

Ando a ler estes livros, desde janeiro. Fiz várias interrupções e li outros livros pelo meio (como vos vou mostrando aqui). Agora que os acabei, fico a pensar… porque é que levei tanto tempo? À partida seria uma história que despacharia num ápice… porque é que fiz tantas interrupções, porque é que me chateei com esta história?

Só quando já ia a meio de segundo livro é que se fez luz: a culpa não é do livro, a culpa é do meio feitio. Estes livros tiveram o dom de me fazer pensar na forma como lido com as pessoas diferentes. Eu não sei lidar com pessoas diferentes. Definitivamente, eu não sou uma Rosie.

O primeiro volume até foi de leitura rápida. Foi o segundo volume que me chateou. Primeiro parei porque o Don, nas suas investigações científicas sobre a paternidade, resolveu ir para um parque infantil… tirar fotografias a crianças!!!

Estão a ver onde é que isto vai dar, não estão? Houve ali uma sucessão de escolhas que me enervou. Parecia que sempre que o Don tinha que fazer uma escolha entre caminhos, escolhia o pior caminho… Bolas, por muito inapto que se seja nesta coisa das normas sociais, há mínimos, não há?

Mas será que esses mínimos se aplicam a uma pessoa que está dentro do espetro do autismo? Se calhar não…

Voltei à leitura.

A segunda vez foi quando a Rosie teimou em não parar com a tese ou adiar o curso de medicina por um ano, por causa do bebé, chegando a dizer que se fosse preciso levava a criança para o hospital com ela.

Oi? Então não é suposto ela ser a pessoa sã nesta relação? A que tem os pés na terra, a âncora do Don? Como nunca estive grávida, precisei de um tempo para encontrar uma desculpa para a Rosie… eram as hormonas aos saltos!!!

Gostei da história. Gostei de ver o Don a crescer e a conhecer um mundo que lhe era incompreensível, de ver as pessoas à sua volta que não desistiram dele (como eu desistia sempre que alguma coisa me era incompreensível no seu comportamento). Afinal é só uma história de amor... e o amor é isto mesmo, querer ficar com uma pessoa, aceitando o pacote completo, as coisas boas mas, sobretudo, as suas imperfeições...

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