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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Mais do mesmo!

Há uns dois anos,eu, Mana Querida e Sobrinha Mai'Linda decidimos aproveitar o feriado do Corpo de Deus e fomos dar uma volta pelo sul de Portugal.

Fomos a Vila Nova de Milfontes. Quando marcámos a estadia tinhamos muita esperança de fazer um bocadinho de praia.

Apanhámos um  tempo de cáca e, não fosse o alojamento estar equipado com uma piscina interior, nem vestiamos fatos de banho.

Ficámos tão traumatizadas que não pensámos mais em saidas nesta altura do ano.

Este ano, um bocadinho pressionadas pelos meus pais, decidimos voltar a tentar.

Desta vez vamos todos, incluindo Sr. Meu Pai e Sra. Minha Mãe...

Vamos para Marvão.

Mais uma vez, quando fizemos a marcação do alojamento preferimos um com piscina.

Mais uma vez ficámos todas esperançosas em conseguir aproveitar a piscina... nem que fosse só um bocadinho...

marvao.png

E pronto... em vez do fato de banho... vamos levar casacos, robes e pantufinhas.

É o que temos... é a vida do pobre!

No domingo conto tudo.

Geriátrico!!???

Algures durante o próximo mês de junho o meu animal completa 11 anos de vida. Não sei em que dia exatamente. Só sei que foi encontrado na rua em meados de agosto de 2007. Na sua primeira consulta no veterinário, a médica ficou na dúvida se o bicho já tinha os dois meses para poder levar as primeiras vacinas e preferiu esperar mais duas semanas.

No sábado que passou voltou ao veterinário para ver em que pé estamos no que toca à perda de peso e fazer novas análises ao sangue para ver como está a função renal.

Pequena nota prévia de dona babada: o meu bicho entra naquela clínica e é o ai jesus daquelas pequenas todas que lá trabalham. A primeira meia-hora é isto: ‘Ai… tão lindo!... ai pá, tão fofo!... hoje tenho que tirar uma fotografia com ele, deixa, não deixa dona? Posso por no FB da clínica, posso??? Quem é o gato mais lindo e mais fofo???’

IMG_20140729_203351.jpg

A perda de peso não está grande coisa… a médica diz que devia ter perdido umas 300g, mas só perdeu umas 100g (mal medidas, porque o bicho saltou logo da balança… sábio!), mas o que mais a preocupa é a função renal que no global até melhorou, mas há um valor que teima em não descer. Está à prova… se em agosto a coisa não melhorar substancialmente passa a fazer medicação.

Mas o que me deixou encanitada foi a expressão utilizada pela vet quando foi buscar ajuda para segurar no bicho na posição certa, para lhe tirar o sangue (olhem que o bicho foi picado duas ou três vezes para tirar o sangue e nem assoprou… não hão-de as pequenas ficar enlouquecidas com o animal!). Ao entrar outra vez na sala oiço-a dizer…’não… é um geriátrico muito calmo… deixa fazer tudo!’

Oi! Como assim? Eu sei que o meu bichinho está a ficar velhote, mas daqui a chamar-lhe GERIÁTRICO???

Fiz umas pesquisas na net… o meu animal tem o equivalente a 60 anos humanos…

Isso quer dizer que me faltam só 15 anos para ser classificada na categoria dos GERIÁTRICOS também??? Com 60 anos ainda não estarei sequer reformada… a malta sabe que quando chegar a nossa vez, só nos deixam ir para a reforma depois de entregar o comprovativo de que já temos a nossa cova feita, mas porra… não me matem as esperanças... consultas de geriatria só depois dos 80 anos, ok?

NÃO! NÃO!

Da próxima vez que lá for tenho que explicar à vet que o meu gato, o meu animal, é SÉNIOR, ok?

Sénior, que significa MAIS VELHO (ou seja, mais experiente) relativamente a alguém que é júnior!

Bom fim-de-semana!

E que fim-de-semana que vai ser!

Atentem:

Sábado de manhã... treino com a PT.

Desta vez não vai ser em casa da PT... diz que o tempo está melhor... diz que vai ser num parque PÚBLICO... diz que vai acompanhada de um bicho do demónio de nome TRX! Parece T-Rex, não é? O efeito é o mesmo!

Mal posso esperar!

Sábado à tarde vou levar o bicho à Vet outra vez... repetir análises para ver se a situação do rim melhorou e... PESAR o bicho.

Se o bicho não perdeu peso, já se sabe, não é? Quem leva nas orelhas é a dona do bicho... não é o bicho.

Todas as noites lhe falo ao ouvido... 'Animal, nem que sejam só 50 gramas a menos, ok?'

Mal posso esperar!

Depois da Vet, vou à depilação... arrancar pelos com cera! Como a praia está a chegar, até consigo imaginar a minha esteticista a esfregar as mãozinhas de contente!

Vai querer arrancar pelos até da alma... em posições muito pouco dignas de uma senhora!

Mal posso esperar!

Domingo de manhã, vou com Mana Querida às compras com uma ADOLESCENTE...

Algo me diz que vou precisar de um calmante logo no pequeno almoço... quando me imaginar a entrar em lojas como a Bershka ou a Tezenis... tudo lojas onde é inconcebível falar num tamanho L e onde o S é ENOORRMMEE!

Mal posso esperar!

Espero conseguir aterrar no meu sofá no Domingo à tarde!

E a pergunta que se impõe hoje...

...é???

...

Mas que m**** de tempo é este????

Ainda a semana passada calcei sandálias!

Andei a semana passada jurei que só voltava a pôr meias lá para novembro!!!

...

Isto, pessoas, é o que dá entregar a gestão da meteorologia a um homem!

Vá, bora lá fazer verão! 28.º eichss as gajas todas na praia... mas afinal ainda estão ali umas nuvens que é preciso despejar! Hoje máxima de 19.º...

 

Se fosse uma gaja já estava tudo mais do que limpo, organizado e arrumado. Não havia cá lugar para esquizofrenias.

Isto deve ser porque amanhã começa a feira do livro, em Lisboa, não é?

Tenho para mim que o S. Pedro não deve ser moço dado a leituras... mas na final da Taça esteve um dia espetacular...

Lá está... coisa de gajos!

 

Por falar em feira do livro... ando aqui a preparar a minha lista de compras... aceito todo o tipo de sugestões.

Digam-me lá... o que andam a ler???

Acabadinho de ler!

avo.png

'A minha avó pede desculpa', de Fredrik Backman

Definir este livro numa palavra… TERNURA.

Ainda ontem estava na viagem de barco, de regresso a casa, a ler as últimas páginas e… nos 20 minutos que leva o percurso tive que tirar um lenço da mala para limpar as lágrimas e assoar o nariz… dois parágrafos mais à frente tive que me controlar para não dar uma gargalhada.

Este livro fez-me recordar o filme ‘A Vida é bela’. A capacidade infindável daquele pai em esconder os horrores do holocausto dos olhos do seu filho, fabricando histórias divertidas que o faziam rir. Neste livro passa-se mais ou menos a mesma coisa.

Este livro não fala do holocausto, fala antes de algo que nos está muito mais próximo, algo que está presente nos dias que correm, muitas vezes ali ao nosso lado e que tantas vezes ignoramos… fala de SOLIDÃO.

A primeira solidão que encontramos é da Elsa, a personagem principal desta história, uma menina de sete anos (quase oito) que não tem amigos na escola, apenas porque… é diferente. Apesar de muito perspicaz, com uma inteligência muito acima da média, não deixa de ser uma criança de sete anos (quase oito), na escola é perseguida pelos colegas (bullying) e em casa passou pelo divórcio dos pais, vive com a mãe e o seu novo companheiro que aguardam a chegada eminente de um novo filho e vê o pai, que agora vive com outra mulher e os filhos dela, apenas de 15 em 15 dias.

Elsa é profundamente amada pela sua avó materna de setenta e sete anos. A avó pode parecer rabugenta, mas é uma avó muito carinhosa para Elsa. As coisas que ela faz podem parecer loucas, mas à medida que a história avança percebemos que se trata de uma pessoa boa e humanitária e conseguimos perdoar tudo.

Para a proteger da sua solidão, a avó transporta-a para um mundo de fantasia e conta-lhe histórias sobre um mundo de contos de fadas, no reino de Miamas que fica na Terra-de-Quase-Acordar. Um mundo fantástico com príncipes e princesas, dragões, cavaleiros corajosos, reinos distantes.

Os primeiros capítulos são hilariantes, de rir até às lágrimas, mas depois a avó morre o que deixa a Elsa muito revoltada e a sentir-se ainda mais só. Mas a avó tem um plano, deixa uma tarefa à sua amada neta Elsa: entregar cartas a todas as pessoas a quem a avó quer pedir desculpa.

Há medida que Elsa vai entregando as cartas, a todos os seus vizinhos do prédio onde mora, vamos percebendo que as histórias que avó contava afinal têm uma relação com o mundo real, com as pessoas que todos os dias giram em torno da vida da Elsa e vamos encontrando os vários tipos de solidão.

Confesso que por vezes achei a Elsa demasiado precoce, às vezes foi difícil acreditar que uma criança de sete anos possa ser tão sábia e conhecedora das pessoas. Ela tem diálogos tão inteligentes que às vezes até me esquecia que ela só tem sete anos (quase oito) até vermos as suas inseguranças e vulnerabilidades enquanto lida com o divórcio dos pais, enfrenta a morte e a sua ansiedade em ter um meio irmão ou irmã.

Adorei este livro. Quando virei a última página apeteceu-me voltar ao início.

Recomendo muito.

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