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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Como diz sobrinha mai’linda: ‘uot da rell!’

Quem aqui vem com alguma regularidade sabe que eu e Mana Querida gostamos muito de bater perna num Centro Comercial.

Não quer dizer que se esteja sempre às compras, não!

Gostamos de ir ver as modas, há dias em que não nos apetece experimentar nada, dias em que gostamos de experimentar tudo, dias em que experimentamos peças fora da nossa área de conforto e rimos que nem umas perdidas nos provadores… dias em que experimentamos uma peça tão linda, tão linda... mas temos que deixar ficar porque o orçamento não chega… dias para todos os gostos.

Esta altura é uma das que mais gostamos.

As novas coleções invadem as lojas todas e temos MESMO que ir VER TUDO: as cores, os padrões, os modelos, os feitios.

Por estes dias já temos peças devidamente catalogadas e identificadas, umas à espera do fim do mês, outras à espera do reembolso do IRS, outras à espera de uma eventual promoção que sabemos bem, vai chegar…

Estes são também os dias em que ficamos em modo ‘WTF is this, peoples???’

Este ano o nosso queixo caiu com isto... atentem só a moda adolescente para esta primavera:

meias.jpgmeias2.jpg

meias3.jpgmeias4.jpg

Sim, pessoas, viram bem... são MEIAS… BRANCAS (e não só)…. GROSSAS… COM RISQUINHAS (só falta a raquete)… CANELADAS….

Não bastando isso, ainda propõem o uso dos pés de gesso com SAPATOS ABERTOS!!!

Juro que até se nos turvou a visão. Acho que chegámos quase à taquicardia.

E nós com uma pré-adolescente lá em casa… tanto medo!

 

Criaturas de Deus! Vós que pensais aderir a isto.

Saibam que estão a dar cabo duma tradição tuga tão linda. Não mais poderemos gozar com os alemães que vêm de férias para o Algarve de sandálias com meias.

Está tudo ao contrário… não está?

Ora, a ver se me consigo fazer entender…

Cá dentro:

Estamos no meio de um surto de sarampo; pela primeira vez desde que me lembro, as pessoas estão mesmo empenhadas em limpar os seus terrenos florestais, numa tentativa de se evitar as tragédias do ano passado, mas já deu para perceber que a desinformação ainda é muita e há muita gente a cortar mais do que era suposto; chove, mas ainda há uma boa parte do território em situação de seca.

Lá fora:

Civis, onde se contam demasiadas crianças, vivem escondidos em buracos e túneis na Síria e morrem às centenas; os russos brincam com armas químicas em Inglaterra; Putin volta a vencer eleições (ganharia de qualquer maneira, mas pelo sim, pelo não, recorreu aos mesmos estratagemas utilizados no tempo da União Soviética, fazendo feirinhas nas assembleias de voto); do outro lado temos o Trump que continua a estar quietinho, enquanto os miúdos americanos se matam nas escolas com armas trazidas de casa.

 

Telejornal de ontem:

20h00: brevíssima alusão ao surto de sarampo, com uma entrevista à Diretora-Geral da Saúde com o objetivo não de descansar a população ou informar sobre procedimentos a adotar em caso de suspeita, mas para confrontar a Sra. porque as fontes da SIC atestam que há muitos mais casos do que se diz oficialmente... 

Breve alusão à vitória do Putin.

20h10: análise da jornada do campeonato nacional de futebol… quem ganhou, quem perdeu, quem ainda vai jogar, conferências de imprensa dos treinadores (naquele futebolês que só eles entendem, não me esqueço da expressão 'futebol vertical!'), os casos polémicos (sempre às resmas), o famoso VAR… seguido de… análise do campeonato espanhol de futebol…. quem ganhou, quem perdeu, quem ainda vai jogar, conferências de imprensa….

...

Hoje de manhã (tal como em todas as manhãs) sento-me a comer a minha taça de cereais enquanto vejo as primeiras notícias do dia. Levei com mais 15 minutos de futebol, quem ganhou, quem perdeu, quem ainda vai jogar, conferências de imprensa… e no intervalo das notícias, mais anúncios aos programas DIÁRIOS de debate futebolístico!

...

Será possível que onze marmajos a correr atrás de uma bola, dá assim tanto assunto para discutir???

(apetece-me escrever aqui uma asneira, daquelas muito cabeludas, a mesma que digo lá em casa todas as manhãs, mas não vou escrever ... Sra. Minha Mãe zanga-se comigo 'não foi essa a educação que te dei...')

Só quem anda nos transportes públicos, me compreende! #19

Desta vez não vou contar uma loucura, um comportamento menos correto ou a roçar a insanidade. Afinal, nos transportes públicos também se encontram / ouvem histórias bonitas. Histórias que nos fazem acreditar que o mundo não está assim tão perdido.

Manhã chuvosa, de pé num autocarro cheio. Quase a chegar à minha paragem.

Sentadas estão duas senhoras. Reconheci uma delas.

Não nos conhecemos. Trabalhamos no mesmo prédio, mas em serviços diferentes. É uma senhora já de 50 e muitos, talvez sessenta e poucos anos (eu sou péssima a calcular a idade das pessoas, espero não estar a dizer uma grande asneira).

Estava muito sorridente, de olhos a brilhar, a mostrar à amiga um anel que trazia no dedo anelar de uma das mãos.

Percebi que estava a contar à amiga que se ia casar ‘… na véspera do S. João…’

‘…os divorciados podem casar pela igreja quando os ex-maridos/mulheres morrem… aos olhos da igreja não sou divorciada, sou viúva… por isso o Sr. Padre aceitou casar-nos…’

‘… vou-te mostrar uma fotografia…’

Andou ali de volta dos papeis que trazia na mala de mão, à procura… pensei que fosse uma foto do noivo, mas não…

De repente abriu duas folhas de papel A4… era uma impressão de uma página da internet com fotografias de um… VESTIDO DE NOIVA.

Um vestido de noiva à séria, com tudo o que se pede num vestido de noiva.

Achei uma delícia!

1986

Quero mesmo ver se não perco a estreia da nova série da RTP, o ’1986’, do Nuno Markl.

 

A propósito da década de 80, há semanas que ando embevecida a ver uma outra série que passa todas as noites na Fox Comedy (sim, eu já vos disse que só vejo coisas levezinhas no que toca a serões televisivos), chama-se ‘Os Goldberg’.

No início não achava muita piada.

Era mais uma série como todas as outras, a típica família de classe média americana, com três filhos doidos e uma mãe completamente claustrofóbica, mas a ação desenrola-se na saudosa década de 80 e foi isso que começou a chamar a minha atenção:

- A decoração da casa (papel de parede às flores por todo o lado, diferente de divisão para divisão, uma salganhada!);

- Os modelitos daquela gente toda (os chumaços nos ombros e os brincos de plástico de todas as cores e os penteados delas);

- A mãe de família a fazer ginástica na sala, com as cassetes da Jane Fonda;

- O miúdo mais novo que não larga a sua camcorder enorme e o leitor de VHS;

- Os primórdios das consolas de jogos;

- Os walkmans e os leitores de cassetes áudio ENORMES (que levavam algumas 10 ou 12 pilhas LR6);

- O break dance;

- O drama de ir ao clube de vídeo e nunca encontrar o filme da moda (Indiana Jones!!!), porque está sempre alugado, mais o drama maior das multas pela devolução das cassetes fora do prazo e por rebobinar...

goldberg.jpg

...e a tudo isto, junta-se uma banda sonora que, minha gente, me leva lá muuiitto para trás. Estão lá os hits todos da minha adolescência. Posso mesmo dizer que foi pela banda sonora que fiquei viciada nesta série.

 

Já pus um lembrete no telemóvel, para mais logo.

Espero muito que este '1986' me traga algumas recordações mais portuguesas, mais próximas da nossa realidade.

Se o '1986' for tão bom de ver como foi bom de ouvir os ‘Cromos’ na Rádio Comercial, vai ser um serão muito levezinho e bem divertido.

As mulheres não se sabem comportar!

Então e o teu jantar do Dia da Mulher, Rita???

Valeu pelo convívio, pela comida, pela bebida, pelas gargalhadas… mas, sobretudo, foi um exercício de ‘bora lá abstrair do local e do povo há nossa volta!

Era um restaurante com uma sala enorme, muitas mesas corridas, com muito eco. Naquela noite tinha musica ao vivo… e a nossa mesa estava praticamente em cima do palco… e das colunas de som. Saí de lá quase sem voz, porque era preciso gritar para nos ouvirmos umas às outras.

A confusão também se devia ao facto de a sala estar a abarrotar de mulherio histérico.

Nunca tinha ido a um destes jantares do Dia da Mulher e confesso que dificilmente me voltam a apanhar numa coisa destas, porque não entendo, pessoas… porque é que há mulheres que vão jantar em grupo no Dia da Mulher e acham que têm que se comportar como se estivessem numa NOITE ANUAL DE ALFORRIA???

Tenho a certeza que muitas delas não saíram de casa sem deixar o jantar feito aos seus homens e, no dia seguinte, a primeira coisa que fizeram pela manhã foi lavar os pratos do jantar dos seus homens… mas ali estavam elas, numa semi-histeria coletiva, a cantar aos berros, a assobiar, a bater palmas, aos gritos… porquê??? Qual a razão??? É só um jantar, criaturas!!!

...

Outra coisa que não pude deixar de apreciar foram os modelitos (somos gajas, não é? É mais forte que nós, está na massa do sangue!)

A maior parte do mulherio estava muito benzinho, claro que sim… mas estavam uns espécimes que VALHA-ME DEUS, deviam estar convencidas que iam para a passadeira vermelha da Gala da Coletividade Recreativa lá da rua delas, só pode… Ainda não tinha despido o casaco e já estava em estado de choque com os modelitos do trio sentado na mesa há minha frente. Tentem visualizar:

Criatura em que tudo era GRANDE, ela era mamas e rabo e barriga e pneus laterais, tudo XXL, enfiado num vestido preto... COLADINHO AO CORPO, quase uma segunda pele, ao melhor estilo 'cheguei, cheguei chegando... tão gostosa!'

Para ajudar à festa o dito vestido terminava no exato milímetro onde terminam as nádegas e, pormenor dantesco, tinha um decote nas costas que vinha quase até ao início do rabo, seria para para mostrar bem a tatuagem do OMBRO??? (dantesco porquê, perguntam vocês??? Quatro palavras apenas minhas queridas: MAMAS GRANDES SEM SOUTIEN). Classe…

As amigas, ambas igualmente bem abonadas em termos de carnes, tudo aquilo era um mundo de folhos e decotes e véus e … muito mau! Todas tinham calçado de salto bem alto com plataformas… uma delas esbardalhou-se ao comprido, na viagem de regresso do buffet… porque terá sido???

Não, pessoas, não foi a do vestido preto coladinho que caiu... Graças aos anjinhos todos do céu, vou ficar com uma dúvida para todo o sempre! Será que a criatura tinha cuecas, não se conseguia perceber o elástico da cueca, seria fio dental, não seria, não teria??? Antes a dúvida a um excesso de informação potencialmente traumatizante!

 

E pronto, pessoas, foi esta a minha estreia nesta coisa dos jantares do Dia da Mulher.

Prefiro encarar como um estudo sociológico. Despachei uns copitos de sangria e tive direito a ver de perto como é que o mulherio se comporta quando se apanham sozinhas… e... não é bonito!

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