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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

A tia mais fixe!

A primeira prenda para o Natal deste ano comprei-a em setembro. Foi a prenda de Natal de Sobrinha mai’linda.

Eu sei que vão já dizer que é muito cedo, mas eu já contei que lá em casa somos três a fazer anos na semana que antecede o dia de Natal (eu, Mana Querida e Sobrinha mai’linda), por isso, anos de experiência já nos ensinaram que ou começamos cedo a planear a coisa ou não há orçamento que resista.

Este vai ser o fim de semana em que Mana Querida e euzinha vamos despachar a maior parte das prendas de Natal dos miúdos.

...

Começámos no fim de semana passado, para aproveitar os dias em que os hipermercados têm os brinquedos todos com 50% de desconto.

Por falar nisso, ainda não vos contei a figura que fiz no sábado passado no Continente lá do meu burgo:

Sobrinha mai’linda pediu uma prenda para o seu aniversário… esta tia, que gosta muito de sua sobrinha, foi investigar o mercado e escandalizou-se com o preço.

Informei Mana Querida que ou conseguia comprar com os tais 50% de desconto em cartão ou então ia ser muito complicado.

Na véspera da promoção, no final do dia, fomos ‘micar’ as prateleiras, assim… a ver onde é que paravam as modas.

Lá estava ele… todos os TRÊS exemplares, dos quais apenas UM era cor de rosa, a cor que a miúda especificamente pediu….

O pânico… o horror…

Disse a Mana Querida ‘vamos ver a que horas abre a chafarica… amanhã estou cá ao abrir da porta’.

E, claro, não abandonei as instalações sem primeiro fixar em que prateleira estava o bicho e qual o melhor trajeto para lhe deitrar a mão rapidamente.

Na manhã seguinte levantei-me com as galinhas (tendo em conta que era sábado), vesti a minha capa de SUPER-TIA e às 8h15 estava à porta do Continente.

Às 8h30 fui a PRIMEIRA a adentrar o estabelecimento comercial e em segundos o bicho cor de rosa era meu.

Posso informar que logo atrás de mim surgiram mais uma duas ou três pessoas que se dirigiram à mesma prateleira à procura do mesmo bicho, na mesma cor. Só lá ficou mais um cor de rosa… não sei se houve feridos.

...

Enquanto for assim, prendas de supermercado, acho que ninguém me tira o título de ‘TIA MAIS FIXE'.

Agora é só rezar para que a miuda nunca se lembre de começar a pedir coisas assim… mais complicadas...

pai natal.gif

Este fim-de-semana está reservado para aquelas prendas que os miúdos normalmente A.DO.RAM receber na noite de Natal… a roupa.

CHIIUU! Os sumiteiros não podem saber...

A semana da Web Summit vai a meio, pessoas. E quais são as minhas impressões?

Muito más, são muito más as minhas impressões.

Eu percebo que isto seja bom para a cidade, a sério que percebo. Numa altura do ano em que o turismo acaba sempre por decair um pouco, temos os restaurantes e os hotéis de Lisboa 'a bombar forte e feio’. Só para terem uma ideia, o hotel Ibis da Expo (para quem não conhece os Ibis são, por norma, hotéis mais baratos, quase low cost) costuma ter no placard eletrónico que está na rua, tarifas entre os 60€ e os 90€. Esta semana já vi 254€ (seria um engano?). Imagino os hotéis de 4 e 5 estrelas por esta cidade fora…

Parece que o ano passado, o resultado do inquérito de qualidade apontava para falhas no sistema de transportes. Parece que os sumiteiros não gostaram de ficar horas em filas para comprar bilhetes de Metro, por isso, este ano a organização está apostadíssima em garantir que essas críticas não voltam a acontecer. As luzes estão viradas para a capacidade de gestão do Metro de Lisboa que nós, tugas que vivemos e trabalhamos em Lisboa, sabemos estar nas lonas, não é?

Nós sabemos, mas os sumiteiros não podem saber!

...

Ontem saí do trabalho pelas 18h00. Entrei na estação do Oriente (linha vermelha) e estava instalada a confusão. Junto aos torniquetes estavam vários seguranças que não deixavam os passageiros chegar à plataforma. Percebi que a plataforma devia estar cheia e, por questões de segurança, só abriam os torniquetes quando o metro passasse. Ao longo da plataforma estavam vários seguranças para ‘garantir a segurança’ dos passageiros.

Hoje de manhã cheguei à estação do Terreiro do Paço (linha azul) eram 8h15. Quando estava a descer o último lanço de escadas saiu um metro. Pensei que o seguinte seria em 5 ou 6 minutos, o normal. Imaginem lá a minha cara quando vejo que o tempo de espera eram TREZE MINUTOS E QUARENTA SEGUNDOS.

Enquanto esperava, chegou outro barco e a plataforma encheu… muito. Não vi seguranças na plataforma para ‘garantir a segurança’ dos passageiros. Não somos sumiteiros.

Metro a abarrotar de gente. Chego à estação de S. Sebastião (onde a linha azul se cruza com a linha vermelha) e o cenário era outro. Ele era polícia e seguranças com fartura. O Metro saiu praticamente vazio, como acontece quase todos os dias (só encheu no Saladanha e na Alameda) o que me leva a acreditar que os tempos de espera nesta linha não sejam de quase 15 minutos, ou então tive sorte…

...

Outra coisa que me encanita o espírito, já há algum tempo, é o facto de todo o caminho da linha vermelha (a linha que serve a Expo e o Aeroporto), ter que levar com a mensagem ‘por favor, facilitem as entradas e saídas’ em português… SÓ em português.

...

Caros senhores do Metro,

fala-vos uma utente diária da linha vermelha. Caso não saibam, por norma quem atravanca as entradas e saídas das carruagens não são os tugas, são os TURISTAS, com a suas enormes malas de viagem e carrinhos de bebé (famílias inteiras), e por estes dias, são os sumiteiros, com as suas mochilas e tablets e olhar alienado.

Que tal investirem na tradução desta frase. O tradutor do Google, informa que é assim que se diz:

'Please, facilitate the inputs and outputs'

Acredito que não seja exatamente assim que se diz ..., mas não deve andar muito longe disto...

(se bem que os sumiteiros iam perceber na hora)

A minha viagem no mundo do ‘destralhanço’ #6

Atualizar a nossa casa

Ao longo do tempo vamos mudando de gostos, é normal… é natural, por isso, pessoas queridas:

  • Souvenirs de férias desatualizados, para os quais nunca olhamos;

Meus queridos e queridas, não é que eu seja rapariga muito viajada, mas não me passaria pela cabeça trazer sombreros se fosse a Cancun ou tamanquinhas de madeira se passasse por Amsterdão, ok? Além de milhares de fotografias e vídeos que vão ficar a entupir o computador, no máximo, assim mesmo, no limite, a malta trás um pin para colar no frigorífico ou uma t-shirt com um escrito engraçado que depois usamos quando se anda a limpar a casa, e pronto, chega…

  • Troféus antigos a que já não damos importância;

Já me é difícil entender por que carga de água está em exposição o troféu de campeã nacional de badmington, de 1982, ou o troféu das olimpíadas da matemática, de 1991, mas as medalhas dos saraus de ginástica lá na coletividade da vossa terra estão guardadas, porquê?

  • Peças decorativas da casa que já não se adaptam à nossa personalidade;
  • Presentes de que nunca gostámos.

Se não gostam, então não guardem o cão de loiça que a tia Etelvina vos ofereceu no casamento ou a bomboneira de cristal que a avó Miquelina achou por bem oferecer no vosso 13º aniversário e que, para mal dos vossos pecados, não apodreceu na 'arca do enxoval’. Nesta categoria entram também os paninhos de tabuleiro e os paninhos do cesto do pão. Das duas uma, ou foram bordados pelas mãos extremosas da vossa avó, por quem vocês têm muito carinho, ou então, se não usam, porque é que estão a encher as gavetas?

É a nossa casa, o nosso espaço… a vida é curta demais para estarmos rodeados de coisas de que não gostamos!

 

Já que referi essa verdadeira instituição que existia em tantas casas de vizinhas da minha idade, denominada por ‘ARCA DO ENXOVAL', quero aproveitar para deixar expresso um profundo e penhorado agradecimento à Sra. Minha Mãe e a todas as minhas tias por nunca terem sofrido desta febre e nunca terem investido um cêntimo que fosse na triste ideia de comprar COISAS, para 20 anos depois, equipar as futuras casas das suas filhas.

OBRIGADA! OBRIGADA! OBRIGADA!

Acreditem pessoas, até hoje tenho arrepios quando vejo caixas de copos Cristal D’Arques. Tanta vizinha da minha idade que, durante anos, em chegando o Natal já sabiam que iam receber mais uns quantos copos para completar o serviço (vinho branco, vinho tinto, água, champanhe, licor, whisky, tudo aos 12 de cada, claro, e respetivas garrafas para licores e bebidas espirituosas!!!) Também vi tachos e panelas de pressão, pequenos eletrodomésticos, já para não falar nos famigerados e ultra-modernos conjuntos completos de tupperwares e nas colchas e toalhas de renda e linho e nos panos de cozinha com biquinhos de crochet... Tudo do mais bonito que podia haver... quando tinhamos 15 anos...

Carta às mães de rapazes

Não ensinem só a fazer, ensinem também a sensibilidade

 

A propósito de mais notícias sobre a igualdade de género (ou a desigualdade que ainda se verifica), mais uma vez o assunto da partilha das tarefas domésticas.

Ontem ouvi uma conversa alheia de uma desconhecida ao telemóvel. Era uma mãe muito orgulhosa da forma como estava a educar os seus filhos rapazes a não ficarem, e passo a citar, ‘dependentes de uma mulher para cuidar de uma casa’.

Não fiquei especialmente impressionada com o tom orgulhoso da senhora. Afinal, acho que não faz mais que a sua obrigação de pôr os miúdos, desde cedo, a saber fazer a cama, levantar a mesa ou não deixar a roupa suja no chão da casa de banho.

Nem de propósito li este texto  aqui no Sapinho e, mais uma vez, lembrei-me de muita coisa da minha vida doméstica, no tempo em que tinha o meu Paulo e o Melga.

O meu Paulo sendo uma pessoa normal, com defeitos e virtudes, tinha uma característica que eu adorava: era muito arrumado. Tudo tinha um lugar, tudo tinha que estar arrumado. O meu Paulo ia tomar banho e, quando saía da casa de banho, deixava tudo absolutamente impecável: roupa no cesto da roupa suja, toalhão pendurado a secar, pijama no roupeiro. Em 13 anos de vida em comum nunca encontrei restos de pasta de dentes ou pelos da barba no lavatório. Fazia questão absoluta de passar estes princípios ao Melga. Ficava doente quando chegávamos a casa e encontrávamos as cuecas do Melga no chão da casa de banho ou a toalha húmida em cima da cama.

Admito que foi preciso uma discussão feia, logo no início de casados, para o meu Paulo começar a ter uma participação mais ativa nas lides domésticas, mas só foi preciso discutir uma vez. Desde esse dia e para sempre, limpávamos a casa sempre juntos, ao domingo de manhã, e…

… ficava por aqui.

O meu Paulo não sabia mexer numa máquina de lavar roupa ou numa tábua de passar a ferro ou sequer como estender uma máquina de roupa. Artes culinárias eram uma ciência oculta, no limite conseguia fritar um bife… mal!

Sim, eu era a parte sobrecarregada com a maior parte das tarefas domésticas. Verdade seja dita, também nunca fiz disso um bicho de sete cabeças ou uma batalha. Fazia e pronto!

Só havia um comportamento do meu Paulo que me deixava arrasada…

Por norma, eu guardava a tarde de domingo para passar a roupa. Todos os domingos ficava, no mínimo, três horas consecutivas a passar roupa (15 camisas, uma resma de t-shirts, um mundo infinito de cuecas e meias para dobrar) e, depois disto, muitas vezes, simplesmente não me apetecia fazer o jantar… e o meu Paulo não percebia porquê…

Mais do que furiosa, este comportamento do meu Paulo deixava-me triste. Aquela insensibilidade, a falta de atenção ao que o rodeava… o facto de não lhe ser óbvio que ele tinha estado 3 horas sentado no sofá e eu tinha estado as mesmas 3 horas de pé e que, provavelmente, me doíam as pernas e as costas e os braços… e no dia seguinte ia trabalhar como ele… Porque é que eu tinha que lhe explicar isto? Não seria óbvio? (quase sempre esta conversa acabava com ‘vou tomar banho... se queres comer, faz!)

Já reparei que, nas conversas de gajas, com colegas de trabalho, vamos quase sempre bater a este ponto, não é tanto o facto de os maridos não saberem fazer... o que mais chateia é o facto de termos que ser nós a chamar a atenção para fazer, a dizer quando fazer...

...

Mães de rapazes,

Percebam que não basta ensinar a fazer. Não basta ensinar os filhos a manter o espaço limpo ou a conhecer os meandros de uma máquina de lavar ou a pilotar um fogão, e ficarem muito orgulhosas porque ‘educaram os filhos a não depender das mulheres’.

Percebam que se não os ensinarem a prestar atenção ao que os rodeia, se não os ensinarem a TER A INICIATIVA DE FAZER, sem perguntar se é preciso (a pior pergunta de todas 'precisas de ajuda?'), os vossos filhos vão estar sempre ‘dependentes de uma mulher para cuidar de uma casa’.

Tu, que vens à Web Summit

Tu, que estás a caminho de Lisboa, super entusiasmado com a perspetiva de uma semana rodeado de outros geeks e nerds muito tecnológcos, a falar uma linguagem que só vocês entendem…

Tu, que sabes que vais encontrar umas temperaturas muito amenas, essas que só te lembras de ver na tua terra em agosto, por isso, vais querer passear muito…

Tu, que vais andar por Lisboa, sempre em grupos mínimos de 10 pessoas, em deslocações a passo de caracol raquítico, entre o hotel, o Parque das Nações e a Baixa, sempre nos transportes públicos…

 Tu, por favor, ouve uma coisa que aqui a Engraçadinha te vai suplicar:

És muita bem-vindo, desejo-te os melhores negócios da tua vida, mas… 

NÃO ATRAPALHES A MALTA QUE CÁ VIVE OU TEM O AZAR DE TRABALHAR NO PARQUE DAS NAÇÕES

 

 Lembra-te que à tua volta há magotes de gente que mora nos subúrbios e que trabalha no Parque das Nações ou na Baixa, e que, de manhã só quer chegar a tempo e horas ao trabalho e, ao fim da tarde, só quer rumar a casa a tempo de apanhar os putos no ATL, dar banhos, corrigir TPC, fazer o jantar…

...

Infelizmente, os organizadores não levaram em linha de conta as minhas recomendações do ano passado.

Diz o site da Summit que são esperadas mais de 60 000 PESSOAS em Lisboa, de mais de 160 países...

 

60 000 pessoas a caminhar para o Parque das Nações de manhã e a sair ao fim da tarde

Acho que na próxima semana, em vez de água, vou beber chá, muito chá… digam-me lá, qual o melhor para acalmar os nervos?

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