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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Anjinhos de Natal: ajudem-me

Ninguém tem anjinhos como eu.

Mais uma vez saiu-me na rifa uma Anjinha que quer uma BARBIE.

Estou mesmo a ser compensada pelo facto de sobrinha mai'linda nunca ter gostado nem pedido Barbies à sua tia (nem a ninguém... ela era mais Nenucos).

O ano passado queria comprar uma daquelas barbies princesa, com aqueles vestidos super enormes, muita cor de rosa, muita folho e renda e cetim, mas vocês todas aí desse lado, são muito queridas e salvaram-me, mandando logo mensagens a dizer que o que estava na berra era a...

Barbie Super Princesa

barbie-super.jpg

Ajudem-me lá outra vez este ano. É que isto é um mundo.

Acho que só não encontrei uma Barbie Operária... (porque será?), mais de resto há Barbies para todos os gostos e feitios...e eu gostava que a miúda recebesse a Barbie mais na moda.

Vá, vocês que são mães de mini criaturas que gostam de Barbies, qual delas é que está na berra este ano?

Arre...

A pessoa vai ao supermercado e já vê bolo rei à venda.

A pessoa começa logo a salivar e sonha com sonhos e rabanadas e azevias.

A pessoa passeia no shopping e já vê lojas com decorações de Natal à venda.

A pessoa começa a fazer uma lista mental de prendas para os familiares.

A pessoa calça meias pela primeira vez ontem.

A pessoa foi para a cama já a sentir fresquinho nos braços.

A pessoa acorda esta manhã e promete ao seu animal que neste fim-de-semana vai por o cobertor na cama (coisa que ele gosta muito).

A pessoa acende a televisão para ver as notícias desta manhã e não quer acreditar no que houve.

A pessoa recorre a sites de meteorologia e confirma…

tempo.png

Temperaturas previstas para Lisboa na semana de 22 a 28 de OUTUBRO

A sério S. Pedro, até a esquizofrenia tem limite.

Não achas que já chega...

(e pensar que na segunda-feira à noite andava tudo no FB a aplaudir a chegada da chuva)

Mudar mentalidades, instruir a população

Tenho passado estes últimos serões a ouvir debates na televisão sobre os fogos deste verão. Também já li muita coisa pelas redes sociais. Ouvi e li muita coisa certa, mas também muito disparate (principalmente de gente que nunca pôs os pés numa aldeia).

Evitei, sempre, ouvir ou ler políticos. Tiram-me do sério os políticos e as suas politiquices. Tira-me do sério ver um partido cuja líder foi responsável pela chamada ‘lei do eucalipto livre’ venha agora com moções de censura ao governo, quando o que precisamos é de propostas, de ideias concretas que rapidamente ajudem as populações que estão a sofrer, propostas que possam efetivamente contribuir para as mudanças estruturais de que este país precisa.

...

O povo grita pela autoridade do Estado, reclama que o Estado falhou (sim, falhou em muita coisa, coisas de demais, neste verão), mas será que o povo sabe o que reclama?

O povo quer mais meios de combate a incêndios e melhor organizados.

Tem razão, mas sabemos que não podemos ter um bombeiro em cada esquina e aviões em todo os montes, não é? Podemos, sim, ter corpos de bombeiros, os chamados sapadores florestais, bem dimensionados, profissionalizados, bem treinados, bem equipados e instalados em pontos estratégicos do país.

Só que não nos podemos esquecer que, como ouvi dito por um profissional, num dos tais debates:

'Os fogos não se apagam com água... os fogos apagam-se pela ausência de matéria combustível’.

Depois de ver as imagens que vimos por estes dias, é muito fácil perceber isto, não é? Não há água, nem homens, nem equipamento suficiente que controle chamas furiosas, que correm metros e metros em poucos minutos. Qualquer bombeiro vos dirá que combater este tipo de incêndios só com mangueiras é puro suicídio.

Então, como é que se acaba com a matéria combustível?

Isso está nas mãos do Estado, sim, que deve criar mecanismos que balizem a atividade das pessoas, mas, acima de tudo, isso está nas mãos dos proprietários.

Lá vens tu com a limpeza dos terrenos…

a maior parte das pessoas vivem com reformas mínimas, não têm dinheiro para mandar limpar os seus pinhais!

As pessoas têm que se mentalizar que a propriedade dá DESPESA.

A maior parte de nós, para sermos proprietários de uma casa tem que pagar ao banco, tem que pagar o IMT, o IMI, o condomínio e se não o fizermos ficamos com dívidas que, em última instância, podem terminar na execução de património… então porque é que um proprietário de um terreno florestal pode simplesmente alegar que não tem dinheiro para limpar e… pronto.

Ensinaram-me há muito tempo que ‘quem não pode, arreia’. É aqui que entra o papel do Estado. A começar pelas Juntas de Freguesia que devem sinalizar estes casos junto das Câmaras, que devem propor ajudas/soluções a estes proprietários (vender, arrendar, ceder) e que, em última instância, devem ter mecanismos e autoridade suficiente para avançar com expropriações (rápidas, que não se arrastem nos tribunais), e, no entretanto, avança a Câmara com a limpeza do terreno, mas o proprietário fica com uma dívida.

Isto deve aplicar-se não só à questão da limpeza, mas também em situações de recusa em participar em eventuais redes municipais para construção de infraestruturas locais de defesa contra incêndios florestais (construção de represas de água, de estradões, etc…).

Da mesma forma, o Estado pode e deve avançar com a alteração das regras do direito das sucessões, de forma a que se evitem a partilha e o consequente rendilhar das terras, a partir de determinada dimensão. Por exemplo: um terreno com 100 m2, comprado hoje por uma só pessoa, daqui a duas gerações pode estar dividido por 3 ou 4 proprietários, tornando-o completamente ingovernável e sem qualquer rentabilidade agrícola ou florestal.

E não podemos deixar este tipo de decisões apenas nas mãos do Estado, que, neste país, sabemos bem, gira em torno de interesses políticos e de timings eleitoralistas. Temos que ser nós, o Povo, a exigir da autoridade que passem à ação, fazer pressão junto dos presidentes de Junta e das Câmaras, exigir que se tomem medidas concretas, no terreno.

...

Volto a perguntar: o Povo pede que se combata o fogo, mas será que sabe o que reclama?

O Povo das aldeias, o Povo que vemos nas imagens da televisão, está envelhecido. Cresceram com os seus pais para quem ter terras era uma questão de sobrevivência diária e, no fim da vida, não percebem porque têm que mudar a maneira de pensar.

Compete-nos a nós, os filhos e netos desse Povo que sofre, explicar-lhes que não basta COMBATER, que é preciso PREVENIR. Mostrar-lhes que combater fogos, passa pela prevenção.

A minha viagem no mundo do ‘destralhanço’ #5

É mesmo muito fácil acumular coisas nas nossas casas. Vejam só estes pequenos exemplos:

  • Faturas de água e da luz e da tv cabo, extratos do banco

Sobre isto só tenho uma coisa a dizer: VIVA O ENVIO DE FATURAS POR E-MAIL!

  • Aquela coleção de botões que nunca utilizamos

A minha coleção é composta pelos botões e linhas que vêm junto às etiquetas da roupa nova… no meu caso ainda é mais gritante, porque eu não coso botões ou coisas descosidas, no máximo, com muito esforço, conseguiria amarrar botões! É mais do que simples falta de jeito, é mesmo uma incapacidade.

  • Coisinhas eletrónicas, pequenos aparelhos, computadores e pequenos eletrodomésticos avariados (que íamos mandar arranjar!), carregadores eletrónicos sem dispositivo

Desfazemo-nos dos telemóveis e dos tablets e coisas semelhantes, mas os carregadores andam décadas às voltas numa gaveta.

...

Já vos contei que o meu Paulo guardava tudo. Quando eu digo tudo, é mesmo TUDO. Deitar um papel fora, na sua presença, era uma batalha. Quando eu tinha um dos meus ataques de destralhanço, punha-se logo em sentido. Vou só contar uma historiazinha, para vocês perceberem o grau superlativo do meu sofrimento:

Como não tenho uma despensa, um dia resolvi que queria aproveitar uma parte de um roupeiro para guardar o aspirador e a tábua de passar a ferro. Ora, a parte do roupeiro em questão estava cheia de quê? TRALHA, assim em geral. Começou a batalha… eu a querer deitar fora e ele a contrapor. Nesse dia, cheguei ao ponto em que peguei num saco cheio de… papéis:

Eu – Paulo, isto é o quê?

Paulo (seguríssimo de si) – Papéis… importantes…

Eu (retiro um papel do saco) – Paulo, isto é… o recibo de caixa da compra do… escorredor de loiça que está na cozinha!!!

Paulo (ainda mais seguro de si) – Então, morzinho, imagina que temos uma inundação ou um incêndio… temos que provar à seguradora que tínhamos um escorredor… e que custou isso, ou não?

Por norma, esta era a altura em que eu me sentava no banco mais próximo, com as mãos na cabeça, e lhe dizia ‘não sejas engraçadinho! Por favor, tem dó de mim!’

Tendo esta história por cenário, conseguem perceber o que eu encontrei em gavetas, armários, caixas e caixinhas, lá por casa?

  • Calendários, cartões-de-visita de restaurantes e de lojas.

O meu Paulo era exímio a juntar estes cartões! Havendo cartões de visita ou brindes junto à caixa de pagamento, fosse onde fosse, era certo e sabido que trazia um com ele. Às vezes dois! Era pior qu’os putos!

  • Brindes publicitários

O meu Paulo trabalhou 20 anos no setor da carga aérea. Era muito conhecido e querido por muitos que trabalham no setor, principalmente no aeroporto de Lisboa.

Sabem quantos porta-chaves em forma de aviõezinhos é que estão lá em casa? Pisa papéis, medalhas, canivetes, pins… e canetas? Encontrei uma caixa de SAPATOS cheia até cima de canetas, largas dezenas de canetas oferecidas ao meu Paulo… juro que dei comigo a falar para o teto (‘a sério, Paulo, a sério!’). Passei um serão a rabiscar num bloco… guardei só as que ainda escrevem… ainda tenho meia caixa de sapatos!

Quanto aos aviõezinhos e afins… também os guardei… eu sei que nunca os vou utilizar, mas não fui capaz… (pode não parecer, mas sou uma lamechas!)

Quase a chegar aos 100

Fogo.jpg

Portugal, 2017.

Quase 100 mortos devido aos incêndios florestais.

Todos procuram culpados. De quem é a culpa?

...

A culpa é do Governo que anda, há decadas, a ceder à pressão dos lobbys, a brincar ao planeamento do território, que anda há anos a desinvestir numa política de prevenção e aposta sempre numa politica de combate a incêndios, que não tem mão pesada na punição dos incendiários, que depois da tragédia de Pedrógão e vendo que o verão se prolongava, ainda assim deixou que a fase Charlie terminasse, com a consequente desafetação de recursos afetos à vigilância e prevenção dos incêndios.

A culpa é das Câmaras Municipais que andam há demasiados anos a brincar aos PDM’s, que não apostam na formação contínua das suas populações, não só em comportamentos preventivos contra os incêndios, mas sobretudo na importância do ordenamento do território, da reorganização da floresta.

A culpa é das populações que vivem no meio do pinhal, mas não cuidam do seu bem mais precioso. Populações que se conseguem organizar para fazer a festa da aldeia, mas não se organizam para proteger o sitio onde vivem. Pessoas que têm pedaços de pinhal, lá no meio das montanhas, nem sabem muito bem onde fica, porque já não vão lá há muito tempo, mas nem pensar deixar passar lá um estradão corta fogo...

...

A culpa é de todos nós.

Quando foi a tragédia de Pedrógão eu disse que achava que 64 mortos não iam chegar para mudar mentalidades… e 100 mortos, será que já chegam?

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