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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Vivemos tempos ‘muita’ estranhos

Começo por dizer que tenho muito respeito pela dor daquela irmã do fotojornalista que foi encontrado morto na mala do carro. Sei, conheço bem demais a dor que está a sentir por estes dias.

...

Ontem, dei de caras com um video da emissão do programa da manhã da SIC, onde a senhora foi entrevistada e afirmava com toda a convicção, devidamente apoiada por todos os presentes no estúdio, que o irmão ainda estava vivo quando o carro foi rebocado, tudo por causa da hora do óbito que constava no assento de óbito.

Pergunto: o que foi aquilo?

Então não é óbvio para esta gente toda, que a hora que consta no assento de óbito será a hora em que o médico legista declarou o óbito no local, ou a hora em que o corpo foi levantado.

Que não seja claro para a senhora, ainda consigo perceber, porque a dor não a deixa pensar com clareza, porque não consegue aceitar a hipotese do suicídio do seu irmão, porque precisa encontrar alguém responsável... mas para toda a equipa de produção da ‘Atualidade Criminal’, …não houve uma alminha caridosa que se sentasse com esta senhora e a aconselhasse a não fazer aquela figura?

Será que ninguém conseguiu dizer a esta senhora que o assento de óbito é uma comunicação ao Registo Civil do óbito de uma pessoa... dizer-lhe que no próprio assento deverá constar o nome da pessoa que fez a declaração do óbito ao Registo Civil, bem como do funcionário que recebeu a declaração, pelo que não deve ser dificil descobrir a razão de lá constar aquela hora e não outra!

Alguém que explicasse aquela senhora que neste caso, e por esta altura, a única certeza que se tem é que o seu irmão morreu, e que só o relatório de autópsia é que interessa, e esse só vai ficar pronto daqui a 2 ou 3 meses (ou mais). Se calhar o assento está errado até na data do óbito, basta que o relatório da autópsia diga que o senhor já estava morto à 24 ou 36 ou 48 horas...

...

E dá-se tempo de antena a isto!

Meia dúzia de abutres a banquetear-se na dor de uma pessoa que não consegue aceitar que o irmão tenha cometido suicídio.

Vivemos um tempo em que vale tudo para encher mais uns minutinhos da grelha de televisão, não é? Vale mesmo tudo!

Há muita horinha inútil nos canais de televisão (vejo a minha quota parte) mas estes minutinhos de ‘Atualidade Criminal’ (e outros semelhantes) estão no top 3 da inutilidade.

(Chegaram ao ponto de primeiro estarem indignados porque o polícia não deixou o DONO do carro abrir o carro com a sua chave... mais à frente a indignação já era porque a polícia não criou um cordão de segurança à volta do carro... EM QUE É QUE FICAMOS, PESSOAS!)

Fomos ‘brunchar’ outra vez

Lembram-se de vos ter contado a minha experiência no Delidelux? De vos ter dito que não tinha ficado muito satisfeita, mas que iria tentar novamente. Um ano depois, lá fomos então dar uma segunda hipótese ao brunch!

Foi no passado sábado, eu Mana Querida mais as três colegas do ano passado.

Sim, eu sei que ficámos mal impressionadas com os brunchs que não seguem o estilo buffet, mas esta malta tem recursos financeiros escassos, por isso o buffet tem que esperar por melhores dias.

Fomos ao Nicolau Lisboa. Fica na Baixa, na Rua de S. Nicolau.

E então Rita diz lá o que achaste! - perguntam vocês.

Gostei. GOSTEI MUUIITTOO.

O serviço. Chegámos pouco passava das 10 de manhã. Quando virámos a esquina da Rua da Prata com a Rua de S. Nicolau ainda nos assustámos, a esplanada estava cheia e já havia uma quantidade enorme de gente que estava de pé à espera de mesa.

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Demos o nosso nome e diz o menino: ‘Tem SETE mesas à sua frente. Uma meia-horinha…’

Fomos dar uma voltinha, numa de ‘olha, meia hora, também abelha…’. Pelo sim, pelo não, voltámos 25 minutos depois…e já tinha passado a nossa vez!

Mais 10 minutos (o suficiente para assistir ao parzinho que vendo uma dezena de alminhas de pé à espera de mesa, chegou e abancou na primeira mesa livre, assim... descontraidamente... à malta que simplesmente não tem desconfiómetro!) e estávamos sentadas lá dentro, numa mesa quadrada enorme, mesmo adequada a grupos grandes.

O espaço. Simples, descontraído e muito bem decorado.

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A comida. Então é assim pessoas queridas, por 13€ podemos comer o brunch do Nicolau, composto por (vão lá buscar o babete para não molharem a roupa com a baba!):

Taça de iogurte com fruta e cereais

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Tosta de abacate ou de salmão fumado

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Panqueca com doce, nutela ou mel

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Chá ou café e sumo de laranja

Podem pedir como extra ovos mexidos (3€) ou ovos Benedict (5€).

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Dei uma segunda hipótese aos ovos Benedict. Tinha comido no Delidelux, pela primeira vez na vida, e não tinha ficado impressionada. Sabiam muito a vinagre, andei este tempo todo a pensar ‘será que é suposto terem um gosto avinagrado?’ Pois, pelos vistos não é suposto. Os que comi no Nicolau estavam muito melhores, sem sombra de gosto a vinagre.

Houve um maior cuidado com a entrega da comida na mesa, coisa que não aconteceu no Delidelux: primeiro a taça do iogurte, quando estávamos a terminar vieram as tostas todas, os ovos e as bebidas e, após um bom compasso de espera que nos permitiu comer com calma, chegaram as panquecas.

També achei as doses mais equilibradas. Saí cheia de comida, mas não a abarrotar de comida. Nada que um passeio pelo Chiado não resolveu.

Resumindo:

Fomos 5 gajas à mesa a enfardar comida como gente grande. Ora, todo o galinheiro precisa de um galo, não é? Apresento-vos o galo do nosso galinheiro de sábado (bem… é ainda um garnisé, mas já em estágio):

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Gabriel, ainda não tem dois anos. Foi o pastor deste rebanho. Aqui está a recarregar baterias, que isto de aturar 5 gajas não é fácil. Quando acordou, subiu desde os Armazéns do Chiado até ao Largo Camões e desceu pela Rua do Alecrim, sempre PELO SEU PÉ (o giro que foi ver os passeios de Lisboa cheios de turistas, tudo a desviar-se deste besnico), só pediu colo quando estávamos quase no Cais do Sodré. Rapazinhos do campo têm outra estaleca...

Uma palavra final para o S. Pedro: Esquizofrenia tem limite, porra! Só podes estar a gozar c' a malta. Tanto dia de praia com vento e água fria e no dia em que decido ir para a baixa de Lisboa tu mandas 35º...

Não te zangues comigo

Ontem vendi o que restava da mobília do quarto do Melga.

Tive que me controlar muito para não chorar. Jantei com a casa no mais absoluto silêncio. Acho que até o gato percebeu que a dona precisava de espaço e não apareceu na cozinha.

Lembrei-me muito das horas intermináveis que passei, em tantos fins-de-semana, com o Melga sentado naquela secretária a fazer os trabalhos de casa, principalmente as composições do 4º ano (‘se eu fosse um livro… uma nuvem… um palhaço…’), o sacrifício que era escrever 10 linhas (escrevia 3 palavras, contava as linhas, escrevia mais duas palavras, contava as linhas…), depois, mais tarde, a estudar para os testes de história, a disciplina que ele mais odiava…

Lembrei-me do Natal em que lhe comprámos a cama nova e os cortinados de fios e finalmente fizemos desaparecer a cama com estrelinhas e sois que ele dizia ser de criança…

foto-7.jpg

Meu querido Paulo,

eu sei que estás triste. Eu sei que ficaste chateado quando viste a mobília sair porta fora, vendida ao desbarato, mas eu preciso que entendas que isto sou eu a tentar manter o tal Equilíbrio.

Fico com a casa, não me desfaço das paredes, do lugar que tu tanto gostavas, mas a contrapartida é esta, parte do recheio tem que desaparecer ou mudar de lugar ou mudar de função.

Fico com a casa, mas a casa não pode continuar a ser um reflexo de nós, tem que passar a ser mais um reflexo de mim, desta minha nova vida que comecei sozinha, há três anos.

...

Hoje faz 17 anos que a minha vida deu uma volta.

Parece mais uma daquelas coincidências que tenho presenciado ao logo destes 3 anos. Hoje, sinto que a minha vida deu outra volta. Acho que, de hoje em diante, nada será como antes.

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