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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

O melhor do mundo são as crianças!

Lembram-se do Vicente? O mai’novo da minha prima Mafalda? O artista que não tem ténis na pilinha?

Já tem três anos o nosso Vicente e, como tal, esta semana começou uma nova etapa na sua vida.

Uma GRANDE etapa.

O nosso Vicente entrou na escola. Deixou o colinho da sua avó e foi entregue numa sala com outros meninos e meninas.

'E correu bem?' – perguntam vocês.

Ao que parece até não estava a correr muito mal, mas quando chegou a hora de ficar sozinho… não foi fácil, nem para ele, nem para a avó!

Deixo esta foto do nosso Vicente. Acho que diz tudo.

É daquelas fotografias que ficará para sempre: sentado à porta da escola a pensar na vida!

vicente.jpg 

(Então, mas isto agora vai ser assim? Não sei se estou a gostar!)

Três anos

Faz hoje três anos, mais ou menos por esta hora, que uma médica do hospital do Barreiro me disse 'o Sr. Paulo faleceu'.

...

O seu último olhar foi para mim. Nunca me esquecerei daquele olhar.

Partiu de repente, sem ter tempo para dizer adeus.

...

Para mim, esta música será sempre a forma que o meu Paulo encontrou para se despedir de mim... já que não tivemos a possibilidade de o fazer fisicamente.

Sabe-me bem pensar que, de alguma forma, lá de onde está, o meu Paulo arranjou uma forma de inspirar a sua banda preferida e conseguiu despedir-se de mim.

(Sim, eu sei! É um disparate. Mas é um disparate que me conforta a alma!)

 

Esta música saiu exatamente um mês depois do meu Paulo partir, mas eu sou a ouvi / vi, pela primeira vez, quase um ano depois.

Nisso o destino foi meu amigo. Soube esperar que estivesse mais preparada. Sempre que a oiço / vejo as lágrimas rolam descontroladamente.

Se vocês soubessem a forma como esta letra e estas imagens se colam à nossa história...se fosse encomendado, não ficaria tão perfeito.

Eu, pecadora, confesso…

… o meu mais recente guilty pleasure:

Há vários dias que esta música não me sai da cabeça. Ando a cantarolá-la baixinho no trabalho, ok! (vou ser tão gozada pelas minhas colegas!!!)

Já que ‘tou numa de confissões, olha, ‘perdido por 100, perdido por 1000’, aproveito para partilhar convosco a minha mais recente perplexidade: o que é que se passa com estes cantores angolanos e as suas declarações de amor? Temos muito que aprender com estas criaturas, pessoas!

Homens tugas, ponham aqui os olhos.

‘Te amo de um milhão,

Raiz quadrada do meu coração

És o antibiótico perfeito para sarar a minha ferida’

in Matemática do Amor / Matias Damásio,

ou

‘Por exemplo quando dizes que vais ao salão

Não vou negar que o meu coração fica na mão

Fico me questionando se é verdade ou falsidade

Pois gato escaldado tem medo de água fria’

in Está Difícil / Anselmo Ralph

Não sei qual a vossa opinião, mas se um gajo se chegasse a mim e me declamasse versos deste calibre, das duas uma ou esbardalhava-me no chão a rir, ou, eventualmente se o gajo valesse a pena, tinha que lhe dar uma chance, caraças!

Aliás, para mim o Anselmo é O rei das declarações de amor. Li algures que ele escreveu a música ‘A Única Mulher’ para pedir desculpa à sua mulher, porque se portou mal. O meu Paulo sabia pedir desculpa muito bem, mas nunca me pediu desculpa desta maneira, pá!

Se algum dia um gajo me pedir desculpa desta maneira, não só desculpo, como sou menina para apanhar as suas cuecas do chão pr’ái um… vá, na loucura, dois dias.

Acabadinho de ler

domina.jpg

Lembram-se de vos ter falado neste livro?

Entrei numa livraria, para comprar outro livro de que tinha ouvido falar, e BAAAM, lá estava o segundo volume da trilogia nas prateleiras: DOMINA.

Oh pá, oh pá, oh pá… isto é mesmo como diz na contracapa: “Quando as 50 Sombras de Grey se encontram com o Código Da Vinci”. Nunca li as Sombras (nem sequer vi os filmes), mas adorei o Código.

Definitivamente sou fã desta Judith, que já foi Lauren e Elizabeth e agora novamente Judith. Uma miúda que cresceu nos bairros sociais de Liverpool, filha de pai ausente e mãe alcoólica, super inteligente, que fica fascinada com o mundo da arte.

Cresceu com uma sede de chegar ao topo, deixar aquela vida miserável para trás, quer mais, sempre mais, quer tudo, mas só encontra quem se quer aproveitar dela e a certa altura decide mudar de forma de atuar.

Ainda não tem 30 anos, mas já aprendeu a fazer o que for preciso para chegar e manter-se no topo, e quando digo tudo é mesmo TUDO: é preciso foder, fode, é preciso matar, mata.

Nada se atravessa no seu caminho, mas apesar disso, não consigo não gostar dela.

Não consigo não torcer por ela, para que se safe, talvez porque as suas vítimas são sempre piores que ela, são mais más que ela, querem fazer-lhe mal.

Ainda falta o 3º volume. Eu sei que devia dizer que ela devia pagar pelos seus erros, mas só espero que a autora não lhe reserve um final muito triste…

Mais uma grande malha, Paulo!

Isto é no que dá subscrever o canal dos U2, no youtube.

Ontem fiquei a conhecer o novo single.

E o meu Paulo já deve estar aos saltos, lá na sua estrela (nenhum anjo-vizinho vai ter descanso nos próximos dias!)

 

Um dia… quando for rica

O meu Paulo comprava revistas de decoração todos os meses. Mais que uma por mês. E lia tudo religiosamente.

Claro que aqui a menina acabou por ser contagiada pelo bichinho da decoração.

Prestávamos atenção aos nomes dos ateliers de interiores (ao ponto de, muitas vezes, apenas com um olhar para uma fotografia já acertávamos no nome do atelier que tinha executado o projeto), calcorreávamos kms para ir àquela loja que tinha sempre peças giras nas páginas das revistas, como aquele dia em que fomos do Barreiro até Colares para ser recebidos por uma tia que nos informou 'só trabalhamos com profissionais' (cá agora atender o povo!).

Outra coisa que estas revistas nos ensinaram foi a conhecer o nome de alguns designers e a conhecer e sonhar com algumas peças.

O Paulo tinha uma pancada com o Philippe Starck. Chamam-lhe o enfant terrible do design francês. Num Natal conseguiu comprar este candeeiro para a sua mesinha de cabeceira,

 miss-k.jpgmiss-k2.jpg

Chama-se Miss K e o nosso é vermelho. Tem sido um companheiro nestes três anos, porque tem um regulador de intensidade da luz no interruptor, ainda durmo algumas noites com este bichinho no mínimo.

Tínhamos uma lista de objetos icónicos do design, para equipar as restantes divisões da casa, assim numa de 'deixa lá ter aqui esta lista já pronta, não vá dar-se o caso de nos sair o euromilhões e não estarmos devidamente preparados'. Como diz o poeta ‘quando um homem sonha, o mundo pula e avança’ e se havia coisa que nós dois fazíamos muito bem era SONHAR.

No topo da nossa lista tínhamos este menino, para um cantinho da sala:

Taccia1.jpgtaccia5.jpg

Chama-se Taccia e foi desenhado, em 1962, por Achille e Pier Giacomo Castiglioni (raio dos italianos que têm tanto jeitinho para desenhar coisas bonitas). Tendo em conta que são precisos quase dois mil euros para o comprar, o cantinho da sala ficou sempre à espera (ainda está...).

Para fazer companhia ao Taccia, tínhamos duas hipóteses:

 

Lounge_Chair_1024x1024.jpg     egg_arnejacobsen jpg.jpg

A Lounge Chair, criada em 1956, por Charles & Ray Eames ou (porque não e também – se é para sonhar, sonhamos com tudo não é?) a Egg Chair, criada em 1958, por Arne Jacobsen. Ambas começam nos seis mil euros (acho que há modelos em pele da Egg que chegam aos 13 mil). Ah... nestes preços não estão incluidos os reposa pés. DAAHH, claro!

Para a cozinha só podia ser um conjunto Tulip, criado em 1957, pelo Eero Saarinen. Foi a minha primeira paixão. É lindo, não é? Dois mil euros para a mesa, mais uns mil e quinhentos cada cadeira.

tulip.jpg

Sim, eu sei que vão já dizer que no Ikea existe uma mesa igual, e há cadeiras Egg à venda na net por 300€. Mas não é a mesma coisa. Se repararem bem o que muitas vezes aparece escrito é 'inspirado na cadeira...'. Afinal 300€ é dinheiro, não é? Então, em vez de comprar uma imitação fajuta, com o mesmo dinheiro compro outro cadeirão qualquer que também gosto (é o mesmo principio que se aplica às meninas que andam no metro com malas Louis Vuitton... para mim, isso não faz sentido, por isso compro as minhas malas na Parfois).

Comprar uma peças destas é como comprar uma peça de arte, é um investimento, é algo que se deixa de herança aos nossos filhos.

Por isso, vou continuar a sonhar... fico à espera da taluda e até lá vou ficando com peças que não imitam ninguém...

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