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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Já não se fazem noivas como no meu tempo

Hoje, eu e o meu Paulo faríamos 16 anos de casados.

Calma, não me vou por aqui a choramingar recordações.

O que mais me lembro, deste dia há 16 anos e da véspera, é do meu camadão de nervos. Parecia uma panela de pressão.

As vezes que a minha mãe me disse: ‘Calma, Rita!’

Ontem à noite, quando me deitei, lembrei-me do meu último pensamento na mesma noite há 16 anos: ‘só espero que corra tudo bem e que a comida esteja boa!’

Sou ou não sou doida?

...

Lembrei-me disto porque, um destes dias, a minha irmã contou-me que tem uma colega que vai casar dentro de algumas semanas e comentou comigo:

‘Achei muito estranho. Eu não era capaz. Casa num sábado e só vai tirar a 6ª feira antes. Ainda lhe perguntei se não achava pouco, se calhar era melhor tirar a semana antes… há sempre tanta coisa para fazer nos últimos dias. Mas ela, muito calma:

- Já falei com a florista, já falei com a quinta, com o padre, com a cabeleireira… está tudo alinhado… vou na 5ª feira à noite para cima… vou muito a tempo.’

Santa descontração!

O que eu gostava de ser assim!

noiva.png 

O meu dia foi assim.

O melhor do mundo são as crianças!

Pois é pessoas, a família continua a crescer.

Há bocadinho (mesmo, mesmo há bocadinho) chegou o Afonso, filho do meu primo João, o caçula das primas de Lisboa.

Quem ganha sou. Tenho mais um produtor de tropelias para contar aqui na chafarica.

Não vou mostrar o fotografia que recebi no Messenger, porque não estou autorizada, mas para terem uma ideia, é mais ou menos como esta:

lontra.png

Bem-vindo Afonso.

Que a vida te sorria, sempre.

Isto é Portugal, em 2017

hospital.png

Em Portugal, no ano do Senhor de 2017, é preciso haver um despacho do Ministro da Saúde a intimar os hospitais a criar condições para que os pais possam acompanhar os seus filhos menores, dentro do bloco operatório até que sejam anestesiados.

Infelizmente, cá por casa, já passámos por uma situação destas por duas vezes com a minha sobrinha.

A primeira vez foi no Hospital do Barreiro. A miúda tinha uns 3 ou 4 anos e precisava extrair duas hérnias.

O procedimento adotado naquele serviço de pediatria passou por dar uma dose de atarax (acho que é isso) a cada miúdo que ia ser operado naquela manhã, com o intuito de os deixar meio sonolentos e não reagissem tanto quando fossem levados para o bloco. Só que deram o tratamento a todos os miúdos ao mesmo tempo. A minha sobrinha foi a última a entrar no bloco operatório naquela manhã, logo, quando a vieram buscar, o efeito do atarax há muito que tinha desaparecido. Resultado: a minha sobrinha foi ARRANCADA dos braços da mãe e levada aos gritos pelo corredor fora…

Dois anos depois, a minha sobrinha teve que fazer um cateterismo ao coração. Desta vez no Hospital de Santa Marta, em Lisboa. A minha irmã ainda se lembrava muito bem da cena do Hospital do Barreiro (e a miúda também…), por isso teve o cuidado de avisar a médica que não ia permitir que acontecesse novamente. Diz a médica:

- Credo! Não, não! Não queremos cá meninos aflitos.

Então explicou que naquele serviço de pediatria, sempre que possível, os meninos eram sempre admitidos à 2ª feira, para operados na 3ª feira. Porquê? Porque nas 3ªs feiras estão lá os Doutores Palhaços que ajudam a distrair os meninos. Depois a criança entra na área do bloco operatório acompanhada por um dos pais e é anestesiada na sua presença.

A minha sobrinha foi anestesiada ao colo da mãe, sem choros nem aflições, e quando acordou a minha irmã já estava ao pé dela novamente.

Ambos são hospitais do SNS. Ambos lutam com a conhecida falta de recursos. No caso de Santa Marta, as instalações são do mais velho e decrépito que se possa imaginar (a minha irmã esteve quase uma semana a dormir numa cadeira com alguns 50 anos, cheia de molas soltas).

Não deviam ser necessários despachos destes, afinal de contas está em causa apenas uma questão de bom senso… carinho… afeto pelas nossas crianças. Não são despachos destes que fazem os serviços, são as PESSOAS.

Mas, pelo menos agora, os pais já podem reclamar com mais segurança. Já podem contestar o facto de algum hospital não estar a cumprir as regras impostas pelo Ministério. E isso é bom.

 

Deixo uma história só para verem até que ponto as pessoas do Hospital de Santa Marta foram inexcedíveis:

Um dia a minha sobrinha deu conta que tinha perdido a chucha da sua boneca. Uma coisinha minúscula. A minha irmã lá procurou mas sem sucesso. Ao ver a tristeza da miúda, andaram todos, desde enfermeiras até auxiliares, de rabo para o ar à procura da chucha da boneca… até o cesto dos lençóis sujos foi revirado (infelizmente não se encontrou, era mesmo minúscula, mas a miúda soube que procuraram, MESMO).

Até hoje, a minha sobrinha vai à consulta daquele hospital sempre feliz e bem disposta (então quando a médica lhe disse que podia andar nas montanhas russas, até bateu palminhas - 'ai que bom!'). Já o Hospital do Barreiro, não gosta de passar nem à porta (oh mãe, tinhas que passar por aqui!?)

Aos meus vizinhos do prédio ao lado

Não vos conheço, mas sei que têm um bebé pequeno.

Também sei que a parede do quarto onde o vosso bebé dorme, está colada à parede do meu quarto, por isso, também sei que as vossas noites têm sido muito difíceis.

Sim, admito, incomoda-me o choro do vosso bebé. Não gosto de ser acordada às 3 ou 4 da manhã com um bebé aos gritos no quarto ao lado do meu.

Ninguém gosta, não é?

Calma caros vizinhos. Não vou fazer como alguns vizinhos que chamam a polícia para bater à porta de casais com bebés mais dados a raves noturnas de choro.

Tenho discernimento suficiente para conseguir ficar aflita, e não furiosa, quando oiço o vosso bebé gritar ao ponto de ficar sem ar, porque sei que quando um bebé chora é por alguma coisa o está a incomodar e os primeiros a sofrer com isso são os pais.

 

Caros vizinhos, deixo-vos aqui duas ofertas:

Em primeiro lugar, manifestar toda a minha solidariedade com as vossas noites mal dormidas. Força, muita força nesta hora! Lembrem-se… é só uma fase… vai passar…

Em segundo lugar, lembrar-vos que a vingança é um prato que se serve frio, neste caso, gelado. Estou inteiramente ao vosso dispor para vos ajudar a delinear um plano de retaliações para colocar em prática daqui a uns 15 anos, quando o vosso filho(a) começar a pedir para sair à noite com os amigos ou quiser ficar a dormir até ao meio dia…

 

sono.png

Pareciam gaivotas!

Ontem fui à praia com Mana Querida e prima Sofia.

Três gajas que não gostam de perder tempo em filas, nem andar às voltas à procura de um lugarzinho para largar a viatura, por isso, eram 8 horas da manhã e já estávamos com a toalha estendida no areal da praia da Rainha, na Costa da Caparica.

Quando chegámos, a maré estava vazia mas tivemos o cuidado de montar o estaminé um pouco afastado da linha de areia molhada que nos indicava onde é que água tinha chegado na última maré cheia (não é inteligência, meus queridos, é só experiência, são os frutos que se colhem quando já se está nos 40).

O dia prometia muito sol, calor com fartura e há medida que a manhã avançou, o areal começou a encher e a encher… assim como a maré… resultado, lá pela uma da tarde as primeiras ondas começaram a incomodar quem se tinha instalado à nossa frente, dando início ao típico movimento de construção de muros de areia e os primeiros recuos de toalhas e chapéus.

A logística do espaço foi-se complicando, porque, lá está, todos queriam fugir da água, mas todos queriam ficar à beira da água.

...

Pelas duas da tarde veio uma onda que, apesar de não nos incomodar, chegou muito perto. Olhámos para o relógio e decidimos que era uma boa hora para levantar o estaminé.

Conhecem o filme do Nemo, naquela cena em que os peixinhos fazem tudo devagarinho para as gaivotas não darem por eles… foi mais ou menos assim que nos vestimos, com dezenas de olhos sobre nós, tudo a preparar-se de forma sorrateira e a colocar-se estrategicamente para ocupar o nosso metro quadrado de areal. Até dava arrepios!

...

Houve uma criatura que não se aguentou e, assim que a prima Sofia levantou a sua toalha, espetou o chapéu-de-sol mesmo atrás dela… a rapariga até deu um salto, mais um pouco furava-lhe um pé!

...

Arrumámos a trouxa e abandonámos o local sem olhar para trás… não sabemos se houve feridos!

sem nome.png

 Aproveito para referir mais uma questão que me encanita:

Por alma de quem é que famílias inteiras chegam à praia pelas 11 da manhã (ou mais…) e acham que podem ficar colados a quem já lá está (quando digo ‘colados’, quero dizer ‘praticamente ao colo’)?

Pessoas queridas, se querem ficar a manhã na cama, estão no vosso direito, compreendo que nem todos sejam alucinados como a minha família que nos levantamos de madrugada para um dia de praia, MAS existe um ditado que diz não se pode ter sol na eira e chuva no nabal’ quer isto dizer que se ficam a manhã na cama não podem chegar à praia e achar que se podem instalar na linha de água, num comportamento de cheguem pra lá que este metro quadrado é mesmo ideal para pôr os nossos dois chapéus-de-sol, mais a tenda para as nossas crianças que gostam de brincar com areia e água’… e quem está que se arrume!

Confissões de uma gaja

Lembram-se de vos ter contado do dia em que comprei a minha saia de tule? Está uns posts mais abaixo, vão lá ver.

Esse dia ficará para a história, não só porque concretizei o meu sonho de menina de ter uma saia de princesa/fada/bailarina, mas, sobretudo, por ter eliminado uma dúvida existencial que me encanitava o espírito há muito tempo.

Andava eu e Mana Querida pela H&M só a ’ver as novidades’, quando chegámos ao corredor da lingerie. Não sei porquê, mas deu-me para fazer uma confissão:

Eu: Sabes uma coisa, em tantos anos a usar soutiens, nunca experimentei um soutien push-up

Mana Querida (com os olhos arregalados): Tás a brincar!

Eu: Oh pá, nunca me deu para isso. Acho sempre que são muito almofadados e devem ser desconfortáveis…

Mana Querida: Vamos já resolver essa questão… de hoje não passa, não sais daqui sem experimentar um…

Foi direta aos cabides e escolheu dois modelos (o bom de fazermos compras sempre juntas é que já sabemos as medidas uma da outra), depois foi aos cabides das t-shirts:

Eu: Onde é que vais? Isso é pra quê?

Mana Querida: Por cima do soutien tens que vestir um decote em bico… para ver o efeito…dah!!!

As manas mais novas têm sempre outro despacho, não é? Lá fomos nós para os provadores.

Mana Querida: Ora bem, tens aqui este que diz na etiqueta ‘light push-up’ e este diz ‘extreme push-up’… qual queres?

Escusado será dizer que, estando Mana Querida presente, acabei a experimentar o modelo EXTREME e vesti a tal t-shirt com decote em bico por cima…

Que dizer, pessoas? O que dizer???

Digo que por momentos EU TIVE MAMAS. Não que esteja descontente com as minhas, mas sabem aquela sensação de não conseguir parar de olhar para baixo, não conseguia falar com Mana Querida a olhar para ela... os olhos fugiam sempre para baixo, tipo... ‘OLÁ MENINAS!’

Realmente é um boost na nossa auto-estima do caraças, pá!

Mas... seria incapaz de utilizar uma coisa daquelas na rua. Primeiro porque aos 44 anos já me conheço o suficiente para saber que ia andar encolhida todo o dia, segundo, porque aos 44 anos uma gaja já sabe que um soutien push-up é como um pacote de batatas fritas… quando se abre é sempre uma desilusão, porque metade está vazio…

Adeus soutien push-up... foi bom enquanto durou!

Obrigada por esta maravilhosa experiência, Mana Querida.

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