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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Desculpa, mãe…

Este fim-de-semana, a minha menina pisou o risco… ou então já andava a pisar há algum tempo e foi só a paciência dos crescidos que se esgotou.

No sábado, depois de um dia inteiro a avisar, depois de vários momentos em que foi preciso parar, respirar, contar até 10 (ou mesmo 20), saltou a tampa há minha irmã… e a minha menina acabou o dia no quarto, de castigo, sem televisão, sem jogos no telefone, sem a companhia da mãe.

Nestes momentos a veia artística da miúda atinge o seu potencial máximo e a caixa de tesourinhos da minha irmã ganha mais um contributo, para mais tarde recordar...

feitio-sobrinha.jpg

'Desculpa mãe por ter este feitio eu vou treinar-me para o não ter'.

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Seis meses de Engraçadinha

Passaram seis meses desde que comecei esta aventura de ter um blog.

Um blog que começou devagarinho, sem dizer nada a ninguém. Nunca pensei chegar a esta data com mais de 300 comentários, 50 subscritores e 11 destaques no Sapo. Tenho 200 likes na página do FB.

Ainda não sei no que isto vai dar, mas já faz parte do meu dia-a-dia ter a responsabilidade de escrever alguma coisa divertida ou, pelo menos, com algum interesse, e esperar por pessoas que não conheço, mas que já me visitam regularmente e me deixam comentários carinhosos ou divertidos.

Quem me segue de forma mais assidua, sabe que passei pelo dois anos mais dífíceis da minha vida. Em setembro de 2014, um ataque cardíaco levou o meu marido e com ele levou a minha vida também.

No primeiro ano de viúvez andei muito perdida, muito à toa, mas os últimos seis meses foram um pouco mais fáceis, porque descobri que escrever me dá paz de espírito, ajuda-me a organizar as ideias, obriga-me a analisar o que sinto e chegar a conclusões e, com isso, manter a cabeça mais sã. Estas páginas funcionam como uma espécie de terapia.

Na minha família é costume ser gozada porque tenho o 'hábito' de falar sozinha (vamos chamar-lhe 'hábito'!). Volta e meia sou apanhada a gesticular em surdina e é a risada geral. Este blog acaba por ser a forma que encontrei de falar sozinha, sem ser gozada por isso. Quando estou bem disposta estas páginas servem para brincar, mas quando estou mais em baixo sei que desse lado estão pessoas que podem estar a passar pelo mesmo que eu, ou já passaram, ou que, por estarem mais distantes, conseguem ter uma visão mais nítida, mais serena, lúcida e deixam comentários que me têm ajudado a escolher o caminho certo.

Obrigada a todos vocês que me descobriram, me visitam e me deixam comentários que me divertem, me animam e me ajudam a levantar cabeça e seguir em frente.

Vamos ver como serão os próximos 6 meses!

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Sorriam

Diz-me o FB que hoje é Dia Mundial do Sorriso. Deixo aqui o meu contributo para poderem arrebitar os cantos da boca.

Ensinou-me Sra. Minha Mãe que não devemos sair de casa e deixar a cama por fazer. Nos meus tempos de adolescente, se por acaso, Sra. Minha Mãe chegasse a casa e as camas não estivessem feitas tínhamos ‘sermão com missa cantada’.

Confesso que hoje em dia já não faço a cama como antes. Pelo menos nos dias de semana, limito-me a ‘puxar as orelhas’ aos lençóis e fazer a dobra na cabeceira. Só que hoje em dia a casa não fica vazia quando saio para trabalhar. Tenho o Lontro, rei e sr. do meu domicilio.

Ontem cheguei a casa e encontrei isto:

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Isto, pessoas, é o prenúncio que o frio está a chegar. Que o pelo branco e amarelo do bicho vai deixar de correr pelo chão da casa, como arbustos ao vento no deserto. Reparem no jeitinho dele, um ninho perfeito para se aconchegar na sesta da manhã, depois de almoço, da tarde, do fim de tarde...

Agora tem outro hábito. Enquanto estou no quarto a mudar de roupa, oiço KA BUM e já sei que me espera aqui:

IMG_20161006_205306.jpgIMG_20161006_205258.jpg

Sim, o meu animal tem uma 'pancada' qualquer com a banheira! 

E não me posso demorar muito a ir buscá-lo. Sabem aquele miado de gato, cheio de mimo, que parece que enrola a língua? É assim que me chama.

Tem uma vida muito difícil este meu animal.

Outra vez aquele assunto que gosto tanto: o equilíbrio

Num dia destes, no barco a caminho de casa, dou comigo a ouvir a conversa do banco ao lado do meu. Eram 2 jovens universitários que, pelo que percebi, já não se viam há algum tempo.

Um deles era aquilo que eu costumo chamar ‘macaquinho’, não por ser peludo, mas pelo facto de ser musculado ao ponto de já não conseguir fechar os braços. Estava a comer qualquer coisa duma caixa de plástico. O outro estava espantado porque o amigo estava a comer daquela maneira àquela hora e ainda ficou mais espantado quando viu a lancheira com 6 caixas de plástico, já vazias, que o amigo transportava, além da mochila com todo o material para as aulas. A conversa decorria entre o espanto de um e a vaidade do outro em mostrar os músculos e afirmar que comia cerca de 6 a 8 refeições por dia.

Be-Fit-Bag.jpginnovator-500.jpg

Ora, vamos lá então falar no equilíbrio.

Nós, a malta que está agora nos 40, somos a geração do boom económico. Das mercearias em que as nossas mães compravam marmelada avulso e pediam para cortar ¼ de queijo flamengo, passámos para os hipermercados com uma variedade enorme de produtos. Somos a geração do deslumbramento, do consumismo em toda a sua glória. Comiamos tudo o que nos punham à frente sem pensar em coisas como o açúcar ou os hidratos ou a gordura.

Hoje, as mentalidades mudaram um pouco. O ser saudável e prestar mais atenção ao que se come está na ordem do dia, mas, como sempre, acho que estamos a exagerar. Mais uma vez estamos a passar do 8 para o 80. 

Cada vez mais se vê jovens, principalmente rapazes, num verdadeiro culto do corpo: completamente viciados em exercício físico, ao ponto do ginásio lhes comandar a vida. Parece quase uma droga (estarei a exagerar?). Ao ver estes miúdos só consigo pensar, como é que se vão adaptar à vida adulta com as responsabilidades que essa vida implica. Entrar no mercado de trabalho que nós (a malta dos 40) sabemos ser exigente, onde é cada vez mais difícil entrar e muito mais difícil ascender se não se estiver disposto a 'dar o litro’:

 

- Pedro, o cliente está chateado e pede uma reunião de urgência ainda hoje. Vamos lá às 15h (e o Pedro pensa, às 15, mas a essa hora tenho que comer a proteína do meio da tarde! Eh pá, espero que a reunião acabe a tempo de beber o batido do lanche).

- Pedro, temos que acabar este projeto até ao final da semana. Podes esquecer que tens casa!

- Pedro, tens que aprender a usar este novo sistema informático, o fornecedor vai dar uma ação de formação. Vais tu. Uma semana numa terriola qualquer na Alemanha, marca as viagens e o alojamento.

 

Nós, a malta dos 40, sabemos que não é de bom tom estar numa reunião com clientes e puxar do copo do batido porque está na hora de comer proteína, também sabemos que o melhor, numa viagem de negócios, é levar uma mala na cabine do avião em vez de despachá-la para o porão, quanto mais levar um malão com o bidon de proteína em pó e as barrinhas e os copos para os batidos. O mais certo é ter que fazer os abdominais e as flexões no chão do quarto, porque o hotel aprovado pelo chefe dificilmente terá ginásio, e os horários das formações nunca são compatíveis com as 6 ou 8 refeições, tomara apanhar tudo o que é suposto aprendermos....

A isto tudo é preciso juntar o início de vida a dois, gerir uma casa, filhos pequenos...

Quer-me parecer que temos uma geração em formação que vai passar um mau bocado quando perceber que a vida não pode ser feita em função do corpo e do ginásio.

Não me interpretem mal. Sou completamente a favor de estilos de vida saudável. Só eu sei o que um ginásio fez pela minha saúde física e mental nestes últimos dois anos.

Só que lá diz o povo e com toda a razão: ‘no meio é que está a virtude’.

Dia Mundial do Animal

É hoje.

4 de outubro, dia de S. Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais.

poema-felino.jpg

O meu Lontra não deixa 'pelinhos' na roupa. Deixa pêlo suficiente para fazer um agasalho.

Feliz dia do animal.

(nunca mais acaba o calor... a ver se passo no supermercado para comprar uma latinha especial para esta noite, com camarão que o bicho gosta!)

Também vou dar uma de fashionista

Não sei se já deu para perceber que sou aquele tipo de pessoa que tão depressa venho trabalhar de saltos altos, vestido e todos os acessórios a que tenho direito, como no dia seguinte venho de ténis e jeans, porque simplesmente não me apetece pensar muito no que vestir. Contudo, estou convencida que existem mínimos que devem ser cumpridos, por exemplo, nunca me passaria pela cabeça vir trabalhar de jeans rotos ou de chinelos (por muito lindos e elaborados que sejam, são sempre uns chinelos, mesmo que lhes ponham uns saltos e lhes chamem mules).

Da mesma maneira que existem mínimos a cumprir no dia-a-dia, também existem mínimos a cumprir em ocasiões especiais, em especial nos casamentos. Estive num casamento este fim-de-semana e mais uma vez fui confrontada com a falta de gosto de tanta gente.

Para além daquelas regras que todas já sabemos de cor (sabemos, não sabemos?), por exemplo, evitar o preto (é um casamento, não um funeral), o vermelho também não fica bem a todas (especialmente se for num vestido comprido de tule, numa menina a precisar de perder uns quilinhos), existem outras regras que devem ser observadas:

- Se o casamento é ao final da manhã, seguido de almoço, não se devem usar vestidos compridos. Os vestidos compridos só devem ser utilizados nos casamentos que se realizam ao final da tarde, seguidos de jantar;

- Ainda assim, se decidem levar um vestido comprido (sempre é melhor do que aparecer de topzinho de alças, de algodão, e calças de sarja e mala ao ombro – sim, também já vi disso), jamais deve ser complementado com um par de sapatos com saltos de 3 cm. Um vestido comprido pede sapatos de salto alto (por muito alta que se seja);

- Claro que prefiro de longe as meninas dos saltos de 3 cm àquelas jovenzinhas que usam ténis e sabrinas todos os dias e, para o casamento, resolvem comprar stilettos de 12 cm na primeira loja do chinês que encontram. Como não estão habituadas aos saltos (nem de 3 cm) e por comprarem sapatos de plástico, parecem umas aleijadinhas a entrar na igreja e, claro, assim que acaba a cerimónia é vê-las a ir aos carros calçar as sabrinas (os stilettos nem nas fotografias aparecem, coitados);

- Também não é muito correto trazer um vestido comprido demais (a arrastar pelo chão) que depois é preciso levantar com uma mão para não correr o risco de se tropeçar no vestido (já vão sendo raras, mas ainda se encontram costureiras que sabem fazer bainhas);

- As regras também dizem que as senhoras devem sempre colocar uma meia. Não concordo muito com isso, deve ser uma daquelas regras criadas pelos homens para se vingarem do facto de irem sempre de calças, mesma que estejam 40º. Mas, em querendo colocar uns collants, por favor, jamais uns collants PRETOS OPACOS.

E vocês têm imagens destas que vos tenham ficado na memória?

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Felicidades aos noivos!

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