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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Quando a esmola é grande…

… o santo desconfia, mas eu desconfio e questiono!

Há uns dias atrás eu, a minha irmã e a minha sobrinha raspámos cada uma a sua Raspadinha. Eu e a minha irmã ficámos à arder sem prémio, a minha sobrinha ganhou 10€. Fui reclamar o prémio e deu-se o seguinte diálogo:

Sr. da Tabacaria – Então, são 20€!

Eu – Como assim 20€? Acho que são só 10€.

Sr. da Tabacaria – Não. Veja lá bem!

Eram mesmo 20€. Ao sair da Tabacaria a minha irmã deu-me na cabeça porque eu duvidei do Sr. quando o benefício era meu.

Tenho andado a pensar nisto. Realmente eu acho sempre que tenho que pagar ou não tenho que receber. Fico sempre na dúvida e têm que me explicar tudo muito bem explicadinho para eu perceber porque é que não tenho que pagar ou vou receber.

O episódio mais caricato deu-se, há muitos anos, na repartição de finanças do meu burgo quando comprei casa pela primeira vez na vida. Naquela altura ainda se pagava a Contribuição Autárquica. Todos os envolvidos no negócio (vendedor, banco, etc) falavam-me nesse imposto como se fosse o demónio. Foi de tal maneira que nos meses que antecederam o pagamento nas finanças, recebi o meu ordenado e, para além do passe, não gastei um cêntimo que fosse numa revistinha, num trapinho, nada!

Chegou o grande dia e lá fui eu, como se vai para o cadafalso. Enquanto esperava, assinei o cheque, só faltava a quantia. Estava preparadíssima para o desse e viesse. Fui ao balcão entreguei os documentos todos e a funcionária entrega-me uma folha de papel e diz-me para ir à Tesouraria. A funcionária da Tesouraria olha para o papel, afinfa-lhe uma carimbada e diz:

- Pronto, é tudo.

- Como assim! Então não tenho que pagar!?

A Tesoureira encaminhou-me de volta para a colega que produziu o dito papel que, enquanto atendia o contribuinte que se seguia, olhou para mim e perguntou:

- Diga por favor?

- Explique-me lá porque é que eu não tenho que pagar?

A funcionária baixou a cabeça e sorriu, mas lá me explicou tudo, muito bem explicadinho.

Não me esqueço da cara do contribuinte que estava a ser atendido. Olhou para mim de queixo caído, com uma expressão ‘Olha esta! Não paga e pergunta porquê? Tá parva!?’

Nesse dia, depois do trabalho, fui comprar uns trapinhos novos. Achei que merecia.

 

PS: Foi a primeira vez que comprámos uma Raspadinha só para a miúda e ganhou 20€. Até prova que se tratou apenas de sorte de principiante, a miúda raspará todas as nossas Raspadinhas. A minha sobrinha passou à categoria de 'Raspadoura Oficial'.

Eu já adotei um Anjinho

O ano passado tentei, mas já não fui a tempo.

Este ano consegui. Não custa nada, é só comprar um brinquedo e uma peça de roupa que o Exercito de Salvação encarrega-se de os fazer chegar às mãos do nosso Anjinho.

Saibam mais aqui. Preencham o formulário de adoção aqui.

Despachem-se! Olhem que os Anjinhos não costumam chegar para as encomendas.

Vamos lá iniciar as hostilidades natalícias!

 

Vou falar outra vez das casas de banho do meu trabalho

Lembram-se desta história?

Pois que esta semana fiquei a saber que para OS meus colegas uma ida à casa de banho pode ser traumatizante. Além de poderem ficar às escuras, a falta de privacidade naqueles espaços atinge píncaros inimagináveis para meros mortais. É toda uma questão de proximidade entre pessoas que é preciso levar em conta.

Passo a explicar.

Esta semana tive uma reunião de trabalho com alguns colegas. Eramos três mulheres e dois homens à volta de uma mesa. No final, como é natural, não havendo pessoas de fora e sendo todos os presentes colegas de muitos anos, houve tempo para uma troca de piadas, relembrar histórias antigas, dar umas gargalhadas.

Não sei como, a conversa voltou a centrar-se nas casas de banho do edifício onde estamos agora, em especial na casa de banho dos homens. Um dos meus colegas contou a seguinte história:

Pouco depois de nos termos mudado para este edifício, houve um outro colega que comentou com ele, chateadíssimo, que os urinóis das casas de banho estão tão juntos que certo dia, estando a utilizar um deles, entrou um outro colega que foi utilizar o urinol ao seu lado:

- Oh pá! Ficámos ali, tão próximos, um ao lado do outro! Estávamos ali praticamente a ‘esgrimir argumentos’ um com o outro, tás a ver?!

Este meu colega acabou por confessar que até hoje, as palavras ‘esgrimir’, ‘esgrima’, ‘argumentos’, ‘argumentar’ fazem-lhe lembrar urinóis!

 

Caros colegas, têm toda a minha solidariedade. Criem lá uma petição ‘Pelo direito à privacidade nos urinóis’. Podem contar com a minha assinatura, aliás, se quiserem até levo de casa uma fita métrica para que possam medir a distância entre os ditos!

urinol.jpgurinol2.jpg

 

Não entendo estes pais de hoje

Não entendo mesmo.

Sim, eu sei! Eu não sou mãe. Mas tive um enteado que era visita frequente em minha casa, que viveu comigo vários anos. Tenho a minha consciência tranquila, sei que fiz por ele o mesmo que teria feito por um filho biológico.

Lembro-me de ter o cuidado de ver o conteúdo da mochila, da caderneta, de lhe preparar os lanches e o farnel para os dias das visitas de estudo. Lembro-me de o ajudar com os trabalhos de casa, de lhe perguntar pelas datas dos testes, de o ajudar a estudar para os testes.

Fiz mais por ele do que os meus pais alguma vez fizeram por mim. Não porque não quisessem, mas porque não tinham estudos suficientes para me ajudar com trabalhos de casa e com testes. Tal como eu, milhares de pessoas com a minha idade são filhos de pais com a 4ª classe ou pouco mais que isso. Somos os filhos da geração que cresceu no Estado Novo, onde a 4ª classe era o suficiente.

Os nossos pais entregavam nas nossas mãos a responsabilidade de estudar, limitavam-se a perguntar pelas notas e, no caso de não serem satisfatórias, ralhavam-nos, havia um castigo ou outro (tiravam aquilo que mais gostávamos, proibiam de fazer alguma coisa). E nós ficávamos a saber que no próximo teste tinhamos que nos aplicar mais.

 

Se fomos criados assim e conseguimos superar as dificuldades e passar de ano, porque é que não conseguimos fazer o mesmo com os nossos filhos?

 

Hoje apanhei o barco das 7h35. Já a chegar a Lisboa, pelas 7h50, oiço uma pessoa a falar ao telemóvel:

- Olá amor. Bom dia. Dormiste bem. Que bom. Olha, então sabes me dizer o que é vegetação espontânea?... Então é a que cresce sem intervenção do homem, lembras-te? E a vegetação dominante.... Pois é a mais abundante num determinado sítio. Não sabes o que é abundante....

Já a caminho do Metro volto a cruzar-me com a mesma pessoa que continua ao telemóvel:

- Não te esqueças de ler as perguntas com muita atenção....

Não faço ideia que idade teria a criança com quem estava a falar, mas tenho para mim que esta mãe vai estar toda a manhã no seu local de trabalho, preocupadíssima com o teste do filho, vai andar os próximos dias ansiosa por saber o resultado (mais até que o miúdo) e, se calhar, ainda se vai auto-recriminar pelo eventual mau resultado, ou então recrimina a professora...

alunos.jpg

Isto já é suficientemente dificil...

...ainda temos que levar com a esquizofrenia do S. Pedro!

Todos os dias tenho os transportes sempre à cunha, todos os dias há uma diarreia qualquer no Metro. Na segunda feira foi a linha vermelha com intervelos de 10 minutos entre comboios, em plena hora de ponta, hoje é uma inundação não sei onde que baralhou a linha amarela. Diz-me a experiência que amanhã será uma crise de enxaqueca na linha vermelha e depois na azul.

Substituir o metro pelo autocarro está fora de questão. Mais uma vez, diz-me a experiência que são, pelo menos, 45 minutos de pé e aos solavancos numa carreira a que chamam EXPRESSO, mas que pára nas capelinhas todas!

Para compôr o ramalhete, só falta mesmo o S. Pedro brindarnos com a esquizofrenia própria desta altura do ano. Na segunda feira choveu a potes, ontem há noite quando fui prá cama ouviam-se GRILOS a cantar alegremente como numa qualquer noite de verão...

S. Pedro, colabora homem. Tá aqui uma gaja que não sabe o que vestir ou calçar e isso, S. Pedro, é muito pior do que qualquer confusão num transporte público (aviso já que hoje calcei BOTAS e não tenho qualquer intenção de voltar às sandálias, ok!).

Agora vou ver se curo esta neura, com trabalho!

Ainda%20falta%20muito.jpg

 

As alegrias que só o Facebook nos consegue dar

As pessoas afastam-se, criam distâncias que acabam por se tornar muito difíceis de encurtar.

Eu sei que não é de propósito e a ‘culpa’ é tanto nossa como da outra parte. É só a vida, o dia-a-dia cada vez mais rápido, mais sôfrego.

Passam os dias, os meses, os anos e quando te dás conta vês no FB um primo que sabes que faz anos nesse dia, mas não tens noção que faz 33 anos e pensas ‘credo, eu andei com este rapaz ao colo! 33 anos! Não pode ser!’ Mas começas a fazer contas e, afinal, pode…

Hoje dei comigo a ver fotografias recentes onde aparece uma casa onde passei muitas férias em pequena. Está diferente, claro, no início nem a reconheci. Vê-se que houve obras de conservação, pareceu-me mais pequena do que me lembro, mas também mais luminosa.

Confesso que fiquei em lágrimas quando vi a escada que nos metia medo, a mim e há minha irmã, porque são daquelas que não têm espelho e não tinha corrimão, ou o relvado do jardim onde brincámos tantas vezes. Até hoje sempre que vou ao supermercado e vejo um champô que cheira a maçãs, não resisto a cheirar e a minha primeira recordação desse cheiro, é aquela casa.

Obrigada à pessoa que partilhou as fotos no FB.

Obrigada ao FB por encurtar distâncias e nos fazer recordar.

escadas.png

Olha! Umas escadas sem espelho.

Confesso que ainda me provocam um certo calafrio na espinha...

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