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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Só quem tem gatos mariquinhas, me compreende

cat-dont-care.jpg

Estou a fazer um Holter de 24 horas.

Durante a noite o animal resolve subir para a minha cama, como faz todas as noites, e encontra fios a espreitar por todos os lados do meu top.

Conseguem imaginar a tourada que foi a minha noite!!!

 

Calor, adesivos colados ao corpo, comichões, vontade de arrancar isto tudo e um gato que pensa que comprei um brinquedo novo...

 

Conseguem atingir o meu estado de espírito esta manhã!!!

 

(Para quem não sabe, um Holter é um eletrocardiograma de 24 horas. O examinado tem que andar com vários adesivos no peito e fios que ligam os adesivos ao aparelho de eletrocardiograma portátil que está seguro à cintura com um cinto).

O melhor do mundo são as crianças

Declaração de amor da minha sobrinha à minha irmã:

- Mãe, mesmo que houvesse mães por catálogo, eu escolhia-te sempre a ti.

Foi dito depois do jantar. Acho que queria convencer a mãe a deixá-la dormirem juntas.

Acho que a minha irmã se deixou levar. É um coração de manteiga e a miúda sabe isso tão bem!!!

Atendimento prioritário no país dos tugas!

preferencial.jpg

A obrigatoriedade do atendimento prioritário dos idosos, grávidas, deficientes e pessoas acompanhadas de crianças de colo foi alargada por decreto-lei, a todos os serviços públicos e privados. A partir do final do ano, entidades públicas e privadas que não cumpram as regras agora definidas, podem ser multadas com coima até mil euros.

O princípio é muito bonito e de louvar.

Só que nós estamos em Portugal. O país do chico-espertismo.

A primeira vez que fui confrontada com o abuso que se faz no atendimento prioritário foi há uns anos quando tive que tratar de uns assuntos na Segurança Social. Era fevereiro, estava um frio ‘de rachar’, caía aquela chuvinha ‘molha tolos’ e havia uma fila de gente de bradar aos céus.

Tirei a minha senha e resignei-me a esperar lá fora, só que o frio era tanto que fui obrigada a esperar na sala. Só aí reparei na confusão de crianças há minha volta.

‘Credo, num dia destes como é trazem crianças para uma sala de espera. Está tudo a pedir gripes e otites com fartura’. Sou tão ingénua, não sou?

Com o tempo lá me apercebi do esquema do atendimento prioritário. Cheguei a presenciar um carro a parar, o pai ao volante e saem a mãe e a avó, com um bebé minúsculo no ovo e vai de esperar numa sala mínima, cheia de gente que tosse, espirra e funga.

Quando finalmente chegou a minha vez, comentei o ridículo da situação com a funcionária que me atendeu.

Resposta dela (baixinho):

- Oh minha sra. e quantas vezes reparamos na mesma criança ao colo da 4ª ou 5ª mãe…

Proposta: legalização do negócio de aluguer de crianças para ir aos serviços públicos, bancos, seguradoras, etc... sempre era mais uma fonte de receita para o estado em IVA e IRC.

Outra situação que me encanita os nervos são os lugares reservados nos transportes públicos.

Quando vezes já presencei pessoas que vêm de trabalhar, muitas vezes de pé atrás de um balcão (sabe-se lá...), e têm que se levantar para dar o lugar à velhinha que, no seu sapatinho de salto alto, foi tomar chá com as amigas… e têm que se levantar se não a velhinha faz queixa ao motorista e temos o caldo entornado.

Proposta: aquando da reforma, todos os velhinhos deviam fazer formação subordinada ao tema 'ser velhinho/a não é um posto, nem uma doença'.

Outra situação que me tira do sério é chegar às caixas de um dos supermercados lá da minha zona (um amarelo e azul, que é muito barato), só haver duas caixas a funcionar e uma delas é a prioritária. Fila a perder de vista, tapete rolante cheio de compras e chega a velhinha / grávida / deficiente com um carrinho cheio de compras. Seria hilariante, se não fosse só parvo.

Proposta: ensinar os serviços para abrir a caixa prioritária só quando se justifica.

Mais uma vez, o principio é bonito e de louvar, pena ainda não estarmos num país civilizado.

Há 16 anos a minha vida deu uma volta

Um dia, na sala de almoço do meu trabalho, uma colega vira-se para mim e diz:

- Oh Rita, o meu irmão quer conhecê-la.

- Como assim, quer conhecer-me? Como é que ele sabe que eu existo?

- Sabe, ele é divorciado já há uns anos e há uns dias foi a minha casa e disse que queria assentar, encontrar uma pessoa, voltar a ter uma relação estável e, vai daí, falei-lhe que tinha uma colega que era mesmo a pessoa indicada para ele assentar.

- Muito obrigada pelo elogio!

- Não me larga, volta e meia chateia-me a molécula: então e a tua colega? Temos que marcar um almoço, para ver se me larga.

Como não sou moça dada à cena dos ‘blind dates’ fui almoçar com o rapaz, mas levei ‘un petit comité’ comigo. Foi a 1 de setembro de 2000. Faz hoje 16 anos.

Foi hilariante. Era suposto ficarmos sentados de frente um para o outro, certo? Pois! Depois de muitas voltas e trocas e atrapalhações, acabámos sentados do mesmo lado da mesa e com uma pessoa entre nós. FANTÁSTICO!

Não me lembro como é que ele ficou com o meu n.º de telemóvel, mas sei que me ligou no mesmo dia, à tarde, para marcar um almoço, só nós dois. E depois convidou-me para jantar no sábado seguinte. Fomos a um restaurante na Expo. Fizemos a extensão toda do recinto A PÉ, desde o Oceanário até à Torre Vasco da Gama, TRÊS vezes, sempre a conversar.

Lembro-me de chegar a casa e, já na cama, pensar:

‘SUA ESTÚÚÚPIDA, cansaste o homem! Nunca mais vai te vai ligar!’ Só me apetecia bater-me a mim mesma.

Mas ele ligou. Várias vezes ao longo da semana seguinte.

Na sexta-feira, dia 15 de setembro, esperei por ele no CC Vasco da Gama, TRÊS horas… até podiam ter sido quatro, não fazia mal.

Onze meses depois estávamos casados.

 

PS: Para todas vocês que acham que nunca vão encontrar o vosso príncipe encantado, não desesperem. Quando menos esperarem, ele bate à vossa porta.

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