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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não colapsei...

...mas foi por pouco!

Armei-me em espertinha, mas afinal o professor é mais espertinho que eu.

Depois de 20 minutos de uma aula normalíssima, mandou-nos guardar os steps e os elásticos, pediu os colchões e disse:

'Agora tenho um desafio para todas' e puxou de um quadrinho com o nome dos exercícios e o número de vezes... e eu reconheci logo o meu nome.

'Vamos fazer isto duas ou três vezes?' e eu disse logo 'DUAS, ok?'

'Isto no fim dá o nome de uma pessoa. No fim eu digo qual é o nome para vocês poderem agradecer a essa pessoa esta sessão.'

Foram 120 abdominais, 80 agachamentos, 30 flexões, 20 burpees e 2 minutos de prancha!

Como devem calcular hoje sou uma gaja com bué amigas no ginásio (resmas, paletes de gajas minhas amigas).

Aguardo serenamente a vingança (até tremo só de pensar que tenho uma colega que se chama FELICIDADE). Amigas, companheiras de luta, numa tentativa de acalmar a vossa ira, deixo esta imagem para poderem visualizar o nosso objetivo:

Operação bikini 2016

yoga-bikini-body-fitness-workout-downward-facing-d

 

Isto é que ela é burra!!!

Mas como é que eu me meto nestas coisas, senhores!

Hoje encontrei a pagina do FB do meu professor no ginásio e ficámos amigos.

Comecei a ver alguns posts e um deles dizia 'Treine pelo seu nome'.

Ora, o desfio é por cada letra do alfabeto corresponde um exercício com o n.º de vezes que se deve repetir. Fiz as contas e para ANA RITA (sim, sou Ana) dava 60 abdominais, 40 agachamentos, 15 flexões, 10 burpees e 1 minuto em prancha.

Mas porque raio não fiquei só pelo Rita, ou pelo Ana. Devo ter cozido o esparguete do almoço em vinho branco, porque só podia estar bêbeda quando lhe disse que aceitava o desafio. Hoje à tarde!

Já sabem, se eu não disser nada amanhã é porque colapsei...

 

Não sou das informáticas, mas ando lá perto!

Trabalho com arquivo, biblioteca, gestão da documentação e de conteúdos em páginas web. Tal como os meus colegas das informáticas, também eu tenho que lidar com o medo e a resistência à mudança.

O ano passado instalámos um Sistema de Gestão Documental. No último ano tenho andado a socorrer colegas e a ouvir as suas reclamações, que não gostam do sistema, que antes levavam menos tempo a executar as tarefas, blá, blá, blá. Pelos vistos esta é uma função desempenhada desde a Idade Média...

 

Crescer na minha rua

Já não sei como é que a conversa aconteceu, mas na primeira vez que o Paulo e o Melga foram jantar a casa dos meus pais disse ao Melga que, quando tinha a idade dele, costumava brincar na rua todo o dia, mesmo depois do jantar. Só me recordo da expressão de espanto dele, olhos arregalados: ‘À noite Rita? Na rua?’ Foi a primeira vez que me apercebi das diferenças entre a minha geração e os miúdos de hoje.

Há uns tempos testemunhei uma cena que me deixou perplexa: um amigo que conheço desde que me lembro, casado, dois filhos, mora na mesma urbanização que eu, um dia resolveu trazer os filhos para a rua e entendeu que, desse por onde desse, naquele dia os filhos iam aprender a andar de bicicleta. A coisa correu mal, terminou com os miúdos a chorar. Só me lembro de o ouvir dizer ‘eu não posso acreditar que os meus filhos não sabem andar de bicicleta’.

Esse amigo cresceu comigo na gloriosa década de 70 e 80. Naquela altura as ruas onde morávamos quase não tinham trânsito. Nem sequer carros estacionados. Os nossos pais tinham que ralhar connosco para nos manter em casa nas horas de maior calor. Quando havia ‘ordem de soltura’ parecíamos formigas a sair de todos os prédios. Eramos às dezenas.

Um pedaço de giz era o bem mais precioso para desenhar as cirumbas e as macacas no alcatrão. Brincávamos às escondidas, ao lencinho queimado, ao lá vai alho, ao macaquinho chinês, ao berlinde e ao espeta (sim, com uma chave de fendas), as meninas saltavam ao elástico e os meninos tinham um campo de futebol improvisado. Lembro-me que havia um lote de terreno vago onde estavam depositados tijolos, excelentes para brincar às casinhas. Nos santos populares saltávamos a fogueira (feita por nós). Enquanto isto tudo decorria, as mães estavam à janela ou à porta umas das outras a praticar essa nobre arte, tão velha quanto o tempo: o corte e costura, o tricot, a renda, que é como quem diz ‘a bela da coscuvilhice’.

Nunca tínhamos sede, nem fome. Todos tínhamos joelhos esfolados. Uma vez caí e fiquei vários dias com um ‘olho à belenenses’. Entravamos em casa e a minha mãe só dizia ‘não tocam em nada. Já prá banheira!’

Claro que nós fomos criados assim porque em casa não tínhamos aquilo que os miúdos de hoje têm: canais de televisão a passar bonecada 24h/dia, consolas, internet, tablets e smartphones. Nós desesperávamos com os desenhos animados checoslovacos e búlgaros do Sr. Vasco Granja à espera de 4 ou 5 minutos de Looney Tunes (se tivéssemos sorte!)

Os nossos pais não eram menos cuidadosos, os perigos eram os mesmos de hoje, mas havia outra descontração. Conseguem imaginar as mães/pais de hoje a deixar os filhos brincar num monte de tijolos, fazer fogueiras ou a atirar com uma chave de fendas num chão de terra batida para conquistar o mundo?

FELIZ DIA DA CRIANÇA.

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