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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

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Dramas de uma gaja com a mania do fitness

cabelo.jpg

Ontem foi dia de ginásio depois do trabalho. Cheguei a casa e fui tomar o meu banho.

Como estava cheia de fome fui jantar com cabelo ainda molhado. Depois de arrumar a cozinha, lavei os dentes e dei uma 'secadela' no cabelo.

Passei pelas brasas no sofá com o cabelo ainda um pouco humido. Depois de uma hora a cabecear no sofá, decidi que era hora de deitar.

Hoje quando me olhei ao espelho, o meu cabelo estava no estilo, como definir...'salve-se quem puder!'

Ai o equilíbrio…essa difícil arte!

Gosto muito de ditados populares. Acho piada à forma como o povo consegue transpor para uma simples frase, toda a sabedoria adquirida ao longo dos tempos.

Tenho alguns de que gosto mais:

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra / No meio é que está a virtude / O que é demais é moléstia

São ditados populares que falam de um conceito que me é muito caro: o equilíbrio. A arte de conseguir não exagerar, ter a noção do ponto quando ainda não chega e quando já basta. É algo que se aprende com o tempo e acho que é responsabilidade das gerações mais velhas passar às gerações mais novas, o conhecimento e sabedoria adquiridas nessa difícil arte que é conseguir o equilíbrio.

Por esta altura já todos vocês perguntam: oh mulher, estás a falar do quê?

Estou a falar, claro, das modas de verão, mais precisamente da moda balnear (biquínis e fatos de banho).

O que é que uma mulher quer no verão? Um bronzeado uniforme, de preferência com o mínimo de marcas brancas no corpo. É isto, não é? Pois, parece que agora já não é!

No domingo fiz a minha estreia na praia e estou muito encanitada com esta geração mais nova.

Quando nós, as gajas que já passámos a linha dos 40, tínhamos 20 anos, a grande moda eram os biquínis brasileiros, ultra, híper, mega reduzidos. Também havia os modelos cavados ‘até debaixo dos braços’. Por norma, do umbigo à linha da cueca era quase um palmo. Entrar numa loja e encontrar um biquíni com uma cueca que tapasse um pouco mais o rabo e que não tapasse apenas o mamilo era uma tarefa que devia ser premiada com o prémio Nobel.

Anos a reclamar e finalmente os senhores que criam as tendências da moda resolveram atender às nossas súplicas e decretam que bonito é ir para a praia assim:

fatobanho3.jpg

E as miúdas de 20 anos embarcam nisto sem pensar duas vezes.

Não, senhores da moda não é isto que nós queremos!

Não queremos ser obrigadas a ‘dobrar o Cabo da Boa Esperança’ cada vez que vamos depilar as virilhas, mas também não queremos ir para a praia com a CUECAS DA NOSSA AVÓ. Nem 8, nem 80 (olha! Mais um ditado popular que fala no equilíbrio).

Agora os fatos de banho. Parece que este ano estão outra vez na berra. Neste caso, os senhores que ditam a moda, estiveram bem. Pegaram numa peça que sempre foi enfadonha, sempre com o mesmo corte básico e criaram peças bonitas, com cortes e tiras e buracos. Há para todos os gostos e bolsas:

fatobanho.jpgfatobanho4.jpg

Só que, lá está, as miúdas de 20 anos não percebem.

Minhas queridas, oiçam a tia Rita, este tipo de fato de banho só se veste quando já estamos bronzeadas. Se forem para a praia, brancas como lulas com fatos de banho destes correm o risco de ficar umas zebras, cheias de riscas, ou umas vacas dálmatas cheias de manchas.

Tento, minhas lindas! Bom senso!

Autorretrato

Na semana passada a minha irmã foi tratar da matrícula da Luísa para o próximo ano letivo (3º ano), e aproveitou para falar com a professora sobre a evolução da miúda.

É uma turma muito competitiva. A minha irmã já me tinha falado nisso.

Tem a clara impressão que essa competição contínua é estimulada pelos país de muitos dos outros miúdos e pela própria professora. Não é coisa que nos agrade muito, mas, pelo menos até agora, a Luísa parece estar a acompanhar o ritmo.

É tímida e tem muito medo de errar e, por isso, quase não participa nas aulas. Nos testes faz o que lhe compete.

Resumindo, não é umas das 'estrelas da companhia', mas também, em casa nunca ninguém lhe pediu isso. A única coisa que nos interessa é que seja uma miúda cumpridora, responsável e educada.

Quando saiu da sala, a minha irmã trouxe a pasta com os trabalhos feitos ao longo do ano letivo. No meio de muitos desenhos estava este que vos mostro aqui.

É um autorretrato.

Pormenores deliciosos: a camisola com brilhantes (sempre! Quanto mais bling melhor!), o fio com o crucifixo, oferta de uma das tias paternas, que ela nunca tira, e os dentes. A Luísa tem dentes de coelho. O assunto já está a ser tratado e em setembro vai colocar o primeiro de muitos aparelhos ao longo dos próximos anos.

Digam lá se a miúda não é uma artista?

autoretrato.jpg

Incursões pela música popular portuguesa…

…mais conhecida por ‘música pimba’.

No último fim de semana alargado que passei ‘lá na minha terra’, a minha irmã teve a brilhante ideia de abrir o spotify e procurar músicas, vamos dizer ‘alegres’, para animar a malta (pais, tias, filha) numa tarde em que estavamos todos muito entretidos no quintal, a descascar favas.

Começámos com o grande Quim Barreiros, o maior, tivemos Emanuel, Ruth Marlene sem esquecer a família Malhoa e outros astros do nacional cançonetismo. Já depois de umas boas risadas, tropeçámos numa desconhecida (pelo menos para nós!) que atende pelo nome artístico de Rosinha. Meus queridos, se acham que o Quim Barreiros é brejeiro, posso informar que a Rosinha é moça para fazer corar o Quim (não vou entrar em detalhes, se quiserem saber mais www.rosinha.net).

De maneiras que… foi uma tarde bem disposta com umas boas gargalhadas. Tudo isto ficaria por aqui sem mais conversa, se não nos tivessemos esquecido que estava presente uma miúda de oito anos e os miúdos de oito anos têm uma tendência natural para decorrar este tipo de músicas muito rapidamente.

E agora como é que se explica à miúda que não deve cantar versos como:

‘Eu chupo, eu chupo

E ando à volta para ele não pingar

Eu chupo, eu chupo

E no fim fico com o pau a brincar’

Afinal de contas, isto é só uma canção sobre uma senhora que gosta de comer gelados, não é? Nós é que temos umas mentes depravadas!

Tenho a minha irmã em pânico: ‘um dia ainda me põem a proteção de menores à porta!’

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