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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

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Acabadinho de ler!

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A Persuasão Feminina / Meg Wolitzer

Outra vez a Meg. Desta vez conta-nos a história de Greer, uma jovem brilhante e muito inteligente e do seu namorado Cory.

Greer nasceu numa família destruturada. Os pais são muito pouco vocacionados para a parentalidade e Greer, desde muito cedo, teve que aprender a ‘desenrascar-se’ sozinha. Cory é filho de imigrantes portugueses (o seu nome é Duarte, como o pai, nome que rejeita por achar que não é suficientemente integrador), cresceu num seio familiar diferente, mais protetor, rodeado de pais que trabalham para dar o melhor aos filhos.

Ambos são excelentes alunos e ambos têm o sonho de frequentar uma daquelas universidades americanas, chamadas de 1ª linha (Yale, Princeton, Stanford…). Ambos são admitidos em Yale, mas a tal falta de vocação para a parentalidade dos pais de Greer, traduz-se na sua incapacidade para preencher os documentos certos e Greer fica sem bolsa de estudo. Cory segue para Yale e Greer acaba por ter que se contentar com uma Universidade de 2ª linha. Já a frequentar a universidade, Greer assiste a uma palestra de Faith Frank, uma das figuras centrais na luta pelos direitos das mulheres, na América, que vai ser determinante no desenrolar do seu futuro.

Este livro é muito parecido com outro da mesma autora, de que já vos falei aqui – Os Interessantes - noa medida em que nos fala novamente nos sonhos e nos idealismos da juventude e na forma como a vida nos pode desviar de percursos já definidos.

Fala-nos muito na condição feminina um pouco por todo o mundo. A forma como o nosso local de nascimento e as nossas famílias podem condicionar todo o nosso desenvolvimento e as oportunidades que nos são colocadas. O feminismo é abordado nas suas várias vertentes, a dignidade pessoal (assédio, sexismo), a benevolência com que ideias feministas são tratadas pelas grandes empresas, a desigualdade de género originada pela pobreza, classe social ou cultural.

Temos Faith que, ao contrário do irmão, não foi para a universidade que queria porque os pais entenderam que as meninas não deviam sair de casa tão cedo. A amiga de Faith que quase morreu num aborto clandestino e, mesmo assim, passou a lutar ferverosamente… contra o aborto. A amiga de Greer, Zee, homossexual assumida desde muito cedo na vida… criada por pais juízes conservadores. Cory que, sendo homem, teve um comportamento por muitos considerado feminino, quando deixou para trás um futuro brilhante na alta finança, para cuidar da sua mãe.

É um livro que nos obriga a pensar… a mim fez-me pensar sobretudo na forma como os grandes ideais de defesa de direitos, neste caso das mulheres, mas pode ser de todo o tipo de direitos fundamentais, são tantas vezes desvirtuados em favor de princípios e interesses tão pouco nobres.

Já estão a estranhar, não é?

Estamos a 15 dias do Natal e eu ainda não comecei a publicar a minha lista de prendas...

Este ano não estou muito inspirada... deve ser do tempo... ou da idade...

Ontem ouvi este musica com mais atenção... é uma lista de pedidos ao Pai Natal... combina tanto comigo...

...

A quem possa interessar... deixo a minha lista de prendas de Natal para este ano (não se esqueçam que também faço anos!)

Inspirem-se também!

A sorte de se ter 45 anos (quase 46)!

Já se tem alguma experiência acumulada…

Já se viram muitos filmes…

Já se conhecem muitos enredos, de cor e salteado…

Começa-se a chegar aquele patamar da vida em que se pode dizer ‘eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas’

Começa-se a ter aquela sensação de dejá vu… com demasiada frequência…

Cheira-me que nos próximos tempos vou ter que puxar muito pela imaginação, para me levantar da cama e vir trabalhar bem-disposta…

Ainda é só um feeling… apenas e só um feeling… mas eu acho que já vi este filme… e o enredo é tão fraquinho…

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Quando se tem um chefe novo...

... que nos pede para estar no serviço às OITO E MEIA DA MANHÃ, para eu lhe dar uma rápida ação de formação numa ferramenta de trabalho...

... na mesma semana em que fui convocada para fazer análises da medicina do trabalho às OITO DA MANHÃ!!!

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Só quem anda nos transportes públicos, me compreende! #27

Já vos contei coisas bem estranhas a que assiti nos transportes públicos...

Também já vos contei coisas bonitas...

Ontem tive uma estreia...

Apanhei o autocarro no Barreiro, já passava das oito e meia da noite, estava cheia de fome e à minha espera estava o meu pratinho de sopa do costume e a minha tosta do costume e a minha frutinha do costume...

O autocarro não estava cheio... sentei-me no primeiro banco que encontrei disponível... e senti o cheiro...

E cheirava a quê, Rita??? perguntam vocês já em ansias...

Cheirava a FARTURAS!!!

Conhecem... aquele cheirinho bom de massa acabada de fritar coberta de açúcar e canela...

Já estão a salivar?... Já?

#**da-seeee

Começar o dia no barco, cheia de sono (ontem foi o jantar de natal das meninas do ginásio, por isso não é só sono... if you know what I mean...) e receber mensagem de colega a dizer 'Bom dia Dra... continuo doente... com atestado...' e ter que conter o grito na garganta...

O meu pai trabalhou 40 anos num estaleiro naval... nunca meteu uma baixa!

A minha mãe andou 10 anos a levantar-se às cinco e meia da manhã para ir do Barreiro para Carnaxide, em transportes públicos, abrir a porta da padaria às sete e um quarto... nunca meteu baixa!

Vivi 14 anos da minha vida com um homem que acordava todos os dias cheio de dores no corpo, tinha dias que gritava para se levantar da cama, ia trabalha coxo, marreco... nunca meteu baixa! (por causa do reumático, não!)

Meti baixa uma vez na vida... três semanas... dois meses depois da morte do Paulo... foi o tempo que demorei a tomar consciência que ele não estava mesmo, não ia voltar, e isso deixou-me tão descontrolada que andava pelos corredores do serviço e fechada na casa de banho a chorar...

Não entendo... NÃO ENTENDO!

Não me posso queixar do meu serviço, somos um serviço de pessoas cumpridoras, profissionais, dedicadas, empenhadas... mas depois há um punhado deles que me tiram do sério, curiosamente são quase sempre pessoas com os ordenados mais baixos, que se queixam que o ordenado não chega para nada...e por dá cá aquela palha... baixa!

A sério!

Pronto... já desabafei... agora vou só ali enfiar a minha dose matinal de cafeína... tou mesmo a precisar!

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