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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Sa série "coisas que me encanitam o espírito!"

Vi no Sapo e não quis acreditar... (desculpa sapinho)

Fui ao site da Assembleia da República, numa de ver para crer...

Por razões profissionais, até é um site onde circulo com alguma facilidade... não foi dificil encontrar... e então acreditei no que estava a ver...

Há um senhor que entregou uma Petição à Assembleia da República a pedir aos deputados que regulem a PROIBIÇÃO de uso de PERFUMES nos transportes públicos e outros locais públicos.

Está aqui.

Pede que se aplique a lei do tabalco, aos perfumes e detergentes.

Diz o Sr. que os cheiros dos perfumes e dos detergentes lhe provocam falta de ar, ficando mesmo com sensação de asfixia.

Fica a dúvida: será que na categoria de DETERGENTES serão de incluir apenas os que lavam a roupa... ou também os que lavam o corpo?

Outra dúvida: o Sr. quer seja institucionalizada a regra do 'só anda no trasnporte público quem não se lava?'

...

Eu sei que há perfumes com cheiros que benza-te Deus, mas se eu vos contasse as vezes que já fiquei à beira da asfixia com o cheiro a courato, a suvacum do vizinho do lado no autocarro!!!

E agora vão os Sr. Deputados, da Comissão de Saúde, deliberar sobre a admissibilidade da petição...

Gostava tanto de ser uma mosca!

Outra vez a mesma tecla!

Já leram as notícias que têm saído nos jornais sobre o incomodo que se sente na PJ, porque estão a entrar muitas mulheres para os cursos de formação de inspetores? Foi a representante do sindicato, uma mulher, que o disse, destacando que não se trata de uma questão de incompetência, mas de uma questão de operacionalização dos serviços.

Parece que as mulheres quando engravidam pedem para ser colocadas em unidades de investigação onde o risco é menor, deixando as unidades de combate à criminalidade violenta mais desfalcadas de meios humanos, o que sobrecarrega os colegas homens, que são levados ao extremo… e adoecem. Também apresentaram os números do absentismo. Parece que as mulheres têm uma maior taxa de absentismo, justificada com a necessidade de dar assistência a filhos menores.

Ora bem… por onde começar…

Quanto à primeira questão… nada a fazer, não é?

Enquanto a mãe natureza entender que só a mulher tem condições físicas para parir… temos pena! Por muito que se goste do que se faz, temos esta coisa do instinto protetor dos mais pequenos... uma chatice!

Quanto à segunda questão… porra… andamos sempre a bater na mesma tecla, não é?

As mulheres faltam mais ao trabalho porque ainda vivemos numa filha da p*** de sociedade convencida que as mulheres são os únicos seres geneticamente programados para executar determinadas tarefas. Toda a gente sabe que os homens são profissionais dedicadíssimos que não devem deixar que a vida doméstica empecilhe o seu desempenho profissional.

Não fica bem a um homem faltar ao trabalho para ficar em casa a limpar narizes ranhosos ou a mudar fraldas cheias de diarreia de um filho doente.

Um homem pedir para gozar a licença de parentalidade!? É meio caminho para ser chamado de tudo pelos restantes colegas… ‘o puto que vá para a creche, pá!’

Deus nos livre ver um homem a pedir para sair mais cedo do trabalho para ir com um filho à consulta… ‘não tens mulher lá em casa que te resolva isso?’

Há uns meses voltei a sentar-me numa ação de formação sobre igualdade de género. Fui ouvir o que já sabia. Não é que os homens não queiram gozar licenças de parentalidade ou ficar em casa com filhos doentes. Muitos querem (ainda há uma franja que acha que isto de criar filhos é coisa de mulheres), só que não pedem… têm medo das represálias dos patrões… e dos colegas. Então encolhem-se. É mais simples continuar a deixar que sejam as mulheres a sofrer as ditas represálias.

Por mim, é muito simples… quem tem medo compra um cão!

Somos nós, mulheres, em nossas casas que temos que começar a mudar. Temos que deixar de pensar e de agir como se os homens fossem uns inúteis que não sabem cuidar das nossas crias tão bem quanto nós. Quantas vezes já assistiram à cena das colegas que até deixam os maridos em casa com filhos doentes, mas que passam o dia a telefonar para casa... ‘então, já deste a sopinha ao menino… vestiste a camisola interior, vê lá a janela da cozinha… então o menino já fez cocó… dormiu bem…’  num exercício doloroso de expiação dum sentimento de culpa que mete dó!

As crianças aprendem pelo exemplo do que veem. E se virem que é sempre a mãe a faltar ao trabalho cada vez que estão doentes, ou precisam de ir ao médico, ou é preciso ir à reunião da escola, então é isso que vão transportar para o futuro.

2020... e ainda a dizer o óbvio!

Parem o mundo... quero sair!

Isto era o que dizia a MAFALDA, quando se cruzava com coisas que não conseguia compreender.

Estou cheia de trabalho, não tenho por onde me virar, mas tenho a sorte (ou talvez não!) de ter pessoas que me mandam coisas para o meu FB que me chamam a atenção para o mundo em meu redor.

Coisas que me deixam, como dizer.... desconcertada!?

Por estes dias temos as velas que cheiram como a vagina da Gwyneth... que já esgotaram...

Não sei ao que cheira a vagina da pequena (tenho para mim que não deve cheirar muito diferente das outras todas, mas quem sou eu)...

Eu fico na minha... entre ter a minha casa a cheirar a vagina ou a Green Cardamom (Rituals), continuo a prefirir o cardamomo...

 

janeiro.png

Logo a seguir temos... meninas que em janeiro dizem não à depilação...

Nem vou comentar o facto de, o ano passado, finalmente ter apostado uma pipa de massa para exterminar o meu pelo, para agora virem estas gajas dizer que ter pelo é que é bonito.

A questão é... em janeiro?

Quando andamos todas tapadinhas dos pés à cabeça, como dizia o outro, isso é peanurs... eu gostava era de as ver dizer não à depilação em julho e agosto... na praia, nas esplanadas, nos sunset partys!

Isso é que era de valor! Não me lixem!

Então... e como vai este 2020?

Vai cheio de… preguiça… taaaanta preguiça, senhores!

A malta entra no ano novo com purpurinas e espumante e votos de felicidades e esperança e o catano e no fim da primeira semana já concluiu que está TUDO IGUAL… está tuuudo na mesma!!!

Os transportes públicos cheios, a malta que continua a não tomar banho, a malta que continua a não ter desconfiómetro quando fala ao telemóvel e acha que tem que gritar (“então… vais fritar o choco… tou-ta perguntar se vais fritar o choco… não tenho limões para temperar… olha lá?... que merda de conversa é essa… desenrasca-te?... desenrasca-te tu, que já estas em casa e eu ainda estou a caminho”… e pumba desliga-lhe a chamada na cara!).

Os atrasos constantes dos transportes públicos, o trânsito infernal, guardar os enfeites de natal e ficar com a impressão que casa está despida e sem graça, as lojas sem gracinha nenhuma, a cheirar a naftalina com a porcaria dos saldos…

Tanta falta de vontade para me levantar da cama.

Tanta falta de vontade para vir trabalhar.

Tanta falta de vontade para escrever.

Tanta falta de vontade para ler.

Tanta falta de vontade para aturar pessoas, assim no geral!

Detesto janeiro!

 

Em janeiro só se safa uma coisa… a hora de deitar… ficar ali enroscada debaixo dos cobertores e edredon com o meu animal, sabe tão bem!

Para fechar o ano em bom

Combinei com a restante família que seria eu a ir ao supermercado no dia 31, fazer as últimas compras para a passagem de ano.

Entrei no Continente lá do meu burgo pelas 8h45 e fui direta à peixaria para comprar um camarãozinho, prá malta estar entretida até chegar a meia noite.

Já tinha 15 (QUINZE) pessoas há minha frente.

Rapidamente reparei que todas as pessoas estavam atrás do mesmo que eu. Estavam 3 (TRÊS) empregadas atrás do balcão, por isso o atendimento estava a correr a bom ritmo. Encostei o rabo a uma das arcas frigoríficas e esperei, até porque, bem vistas as coisas, ainda faltavam umas 15 (QUINZE) horas para a passagem de ano.

Chamam novo número e a uma Sra. pede… douradas e, claro, pede para amanhar as douradas. É certo que ficou tudo um bocadinho desiludido com a inerente quebra no ritmo do atendimento, mas, que diabo, a malta ainda almoça no dia 31 de dezembro, não é?

É… numa cabeça normal até é… o problema são as cabeças anormais!

...

Salta logo uma criatura do sexo masculino, muito stressado e exaltado:

‘então… isto lá é dia para se pedir douradas… e ainda por cima arranjadas?’

‘então, vai agora pôr-se aí a arranjar peixe? E a que horas é que eu vou sair daqui?’

‘não devia haver mais pessoas para fazer o atendimento num dia destes?’

 

Diz um sr. ao meu lado entre gargalhadas:

‘olha este… se calhar vai fazer a passagem de ano em Samoa, que é agora à hora do almoço… porque é que não dormiu à porta do Continente, assim era o primeiro...'

 

Comprei o meu camarão, ainda fiz mais alguns corredores à procura de mais umas coisas de última hora, paguei e cheguei a casa pouco passava das... 9h30!

Só consegui imaginar a tal criatura do sexo masculino, já em sua casa, a discutir com o relógio…

‘então não andas… e a que horas é que vou comer o camarão?’

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