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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Mana Querida e os TPC's da miúda

Eu - Então, vamos sair? Onde vamos este fim-de-semana?

MQ - Não posso!

Eu - Então porquê?

MQ - A miúda tem TPC's. Precisa da minha ajuda.

Eu - Outra vez, não me digas que ainda é o modelo 3D do sistema solar...

MQ - Não, esse já está. Agora tem que preparar uma apresentação oral sobre a Alemanha...

Eu - Menos mal, é só ir à Wikipédia e sacar umas frases...

MQ - ... EM INGLÊS!!!

...

Eu - WTF!!! A sério?

MQ - A sério. Capital, principais cidades, festas mais conhecidas, produtos gastronómicos, TUDO EM INGLÊS.

 

Volto a dizer, para quem não sabe... a miúda está no 4º ano... ESTÁ NA ESCOLA PRIMÁRIA. A Matemática está a estudar geometria (ângulos e retas paralelas e prependiculares) e estatística (médias, modas e medianas, frequências absolutas e relativas) a Estudo do Meio deu a histórtia de portugal TODA desde os visigodos até à União Europeia...

Volto a perguntar: nos dias que correm, fica alguma coisa por aprender depois da escola primária?

Valha-me Nossa Senhora dos Blogs! #25... e #26

Oh Sapinho??? Então o que foi isto bichinho???

Meu pequeno batráquio mai'lindo!

Depois do lontrinha que tenho lá em casa, és o meu animal mais querido.

Então, isto agora é assim?

DOIS DESTAQUES NO MESMO DIA...

E logo numa semana em que parece que vamos ter sol e um calorzinho bom...

Uma pessoa até se sente inchada.

Hoje ninguém me atura aqui no workplace!

Destaque-25.pngDestaque-26.png

Obrigada, meu Sapinho querido.

Querido S. Pedro,

Espero que esta carta te encontre bem.

Tu sabes que sou pessoa que gosta de frio.

Tu sabes que sou pessoa que não se incomoda muito com a chuva (sim, eu sei que a chuva é chata, dificulta o trânsito, andar com os miúdos de um lado para o outro é ainda pior, secar roupa é impossível - odeio máquinas de secar roupa -, eu sei isso tudo, muito prefiro suportar a chuva do que correr o risco de não haver água nas torneiras lá pra setembro).

Tu sabes que gosto muito das minhas golas altas e das minhas botas e dos meus casacos e dos meus cachecóis e da minha cama quentinha.

Tu sabes isso tudo, mas…

Pronto S. Pedro… JÁ CHEGA, TA’BEM!!!

A minha CASA precisa de AREJAR.

Estou cansada de limpar a casa com as janelas fechadas e sacudir o pano do pó e os tapetes a fugir do vento e do frio e da chuva. Estou farta de lavar o chão da cozinha e precisar de uma tarde inteira para que fique seco…

Até para o meu animal… coitadinho já não se lembra da última vez que dormiu uma sesta na varanda ao sol!

Já para não falar na dor que é andar nos centros comerciais desta vida de botas e chapéu de chuva a ver montras com biquínis!

Já comprei umas pecinhas das novas coleções e nunca mais as consigo estrear... tu sabes o sofrimento que isso representa para uma gaja?

Vá, arruma lá as nuvens no roupeiro e pendura o SOL que já cheira a naftalina, ok?

Deixa-te de merdas e de esquizofrenias e vai masé pra’dentro…

Voltamo-nos a ver lá para o fim de outubro, está bem?

Bons sonhos.

Bjs.

IMG_20161113_154243.jpg

Eu não vos digo...

... que na minha terra se fazem coisas bem bonitas?

Ora vejam lá mais uma:

vhils-barreiro.jpgvhils-barreiro2.jpg

vhils-barreiro3.jpg

É do artista Vhils.

É o seu maior mural até à data e está a decorar a nova Alameda construida em pleno Parque Industrial, que liga o centro do Barreiro à freguesia do Lavradio.

Foi uma obra muito polémica porque foi preciso destruir alguns edificios emblemáticos da história do Barreiro (nomeadamente o edifício do Posto Médico da CUF, que ainda frequentei), mas era uma obra necessária para melhorar a circulação dentro da cidade, entre as suas freguesias.

É importante preservar a nossa história, mas não podemos ficar presos ao passado, principalmente se esse passado estiver em ruinas.

As imagens retirei da página no FB do autor, bem como o texto que as acompanha, que partilho aqui convosco:

“Na semana passada, uma das peças que me deram o maior prazer de criar foi revelada ao público. Este vasto mural no Barreiro, anteriormente um dos principais centros industriais de Portugal, fala da identidade e da contribuição dos seus trabalhadores para a história e o desenvolvimento da região. Com base em imagens antigas de trabalhadores fabris, pessoas locais, paisagens e arquitetura, a composição procura refletir em vários momentos desta história, contemplando também o futuro e a sua sustentabilidade.

A nível pessoal, sinto-me grato e feliz por ter a oportunidade de voltar a produzir uma peça na margem sul, em frente a Lisboa, de onde também venho e de que sempre me senti muito orgulhoso. Apesar de ter sido sempre encarado com um nível de estigma, é hoje em dia que temos de reconhecer o valor destes territórios periféricos situados em ambos os lados do Rio Tejo, bem como avaliar a contribuição que tanto os seus municípios como as suas comunidades tiveram. Sobre o desenvolvimento da cultura, as artes, a música, a ciência, a política, a cidadania, a diversidade cultural e o progresso global do próprio país. É importante mudar as perceções e destacar a relevância legítima de lugares como o barreiro.

É tempo de olhar para o nosso povo e sentir orgulho da nossa identidade, da nossa cultura. Este é o momento para brilhar uma luz sobre o que foi ignorado, para valorizar o nosso património, enquanto prezamos os desafios do presente, a fim de melhor desenvolver o futuro. Uma das razões que me levou a estabelecer o meu estúdio no Barreiro diz respeito ao meu desejo de contribuir para esta nova onda de desenvolvimento cultural que pode ser visto aqui hoje, tão importante para ajudar o povo local a permanecer e não ser forçado a procurar outras oportunidades em outro lugar, longe das suas raízes. Temos de promover o diálogo com a nova geração de artistas, músicos, agentes culturais, empresários, trabalhadores e todos aqueles que podem contribuir positivamente para a apreciação do que foi negligenciado, a fim de conduzir todos os municípios e todas as gerações a avançar. No essencial, é necessário tornar visível o que tem sido invisível, tal como estes retratos e estas paisagens que foram reveladas quando nós esta vasta muralha.”

Acabadinho de ler!

Já vos falei deste livro quando fiz o post a propósito do dia da mulher: ‘O Pior Marido de Inglaterra’, de Wendy Moore.

Sabem o que custa mais neste livro?

Saber que não estamos a ler uma ficção. É REAL. A comprovar as 340 páginas da história estão mais umas 40 páginas de notas, que comprovam a pesquisa exaustiva da autora em bibliotecas, arquivos públicos e privados, museus, castelos. Um relato quase inacreditável sobre a vida de Mary Eleanor Bowes.

A autora pretende demonstrar como o casamento era visto na sociedade do século XVIII. Uma salvação e ao mesmo tempo uma prisão para as mulheres. Solteiras não era nada. Casadas eram bem vistas aos olhos da sociedade, mas muitas vezes à custa de uma vida miserável. Este é um daqueles casos em que a tradução do título para português perde muito para o original. Em inglês o livro chama-se ‘Wedlock’ e era isso mesmo que o casamento significava naquela altura: um cadeado que se fechava e do qual se atirava fora a chave.

O-Pior-Marido-de-Inglaterra.jpg

Em 1760, quando tinha 11 anos, o pai de Mary morreu, transformando-a numa das herdeiras mais ricas da Inglaterra.

Mimada, muitíssimo bem-educada, tendo em conta o seu sexo e o período de tempo em que viveu, aos 18 anos casou com o Conde de Strathmore. Não foi um casamento feliz, o marido não aprovava os seus estudos botânicos (embora não os tenha impedido) e não lidava bem com o facto de a riqueza que ela trouxe para a relação, vir acompanhada de obrigações estipuladas pelo pai dela antes de morrer. Naquele tempo uma mulher não possuía nada, a propriedade era um direito reservado aos homens. No entanto, o pai de Mary assegurou que ela teria sempre alguma coisa. Quando o marido morreu, Mary não ficou de coração partido e encarou isso como uma oportunidade para uma vida sem muita interferência.

Mal ela sabia o que iria acontecer a seguir. Não bastando o facto de ter perdido a custódia dos seus filhos (uma mulher não tinha o direito de criar os filhos sozinha, por muito dinheiro que tivesse) que foram imediatamente entregues a tutores (homens), Andrew Robinson Stoney, um sociopata execrável, entrou na sua vida.

Para caçar a sua presa, fingiu um duelo sobre a honra de Mary e, quando parecia estar às portas da morte, ela concordou em casar-se com ele. Mas era tudo mentira. Após o casamento, recuperou-se muito rapidamente e começou a tornar a sua vida num inferno. Espancava-a até a inconsciência, proibia o acesso aos seus jardins e estufas, desfilava as suas amantes e filhos ilegítimos dentro de casa, abusava das criadas, fazia-a passar fome, mesmo em eventos públicos onde estava obrigada a pedir permissão para comer qualquer coisa que lhe fosse oferecida. Permissão que ele negava.

Por fim, depois de oito anos de uma vida miserável, Mary encontrou uma aliada que a ajudou a fugir de casa.

Iniciou então uma luta de anos nos tribunais, para obter o divórcio e a custódia dos seus filhos, o que chocou muitíssimo a sociedade da altura.

Percebe-se o quão limitadas eram as escolhas para as mulheres em 1700. Apesar de todas as ações sádicas, Stoney era um homem e, portanto, automaticamente superior aos olhos da lei, da Igreja e da sociedade em geral.

Curiosamente os únicos que tiveram coragem para ajudar Mary, pertenciam às classes mais baixas da sociedade: os criados, os rendeiros das quintas, os mineiros, os estalajadeiros. Esses amigos estiveram com ela através dos inúmeros casos judiciais, sequestro e atordoamento em que Stoney se envolveu até que ganhou a sua liberdade e conseguiu pôr o marido na prisão.

Fui ao Porto, carago!

E o que foste fazer ao Porto, Rita? Foste ver a Torre dos Clérigos? Foste ver o Palácio da Bolsa (dizem que é lindo)? Foste ver a Estação de S. Bento (que é só a estação mais linda do país) ou a Livraria Lello (onde a outra se inspirou para escrever o Harry Potter)? Foste ver…

Não pessoas, desta vez não fui ver nada! Desta vez fui ao Porto para… COMER.

Estava tudo combinado há meses. Sete gajas, viagem de comboio no sábado de manhã, regresso no domingo à tarde, um alojamento local reservado e todo um roteiro gastronómico debatido e definido ao pormenor.

O tempo prometia chuva e mais chuva. Ponto de encontro perto de casa pelas 6h45 da manhã. Entrámos no carro, eu e Mana Querida, já encharcadas até ao osso, chovia que Deus a dava: 'Vocês querem ver que vamos ter que andar nos Centros Comerciais, para fugir à chuva, a comer hambúrgueres e massas???' O S. Pedro lá se apiedou de nós e só voltámos a apanhar uma molha já no caminho de regresso.

Ficámos instaladas aqui. Recomendo, a casa está muito bem equipada e é muito confortável, só peca por ser um bocadinho afastada da baixa e ficar no cimo de uma rua que é sempre a subir (o Google Maps não mostra subidas), chegávamos à porta sempre a ‘deitar os bofes pela boca’ (o que, no nosso caso, não era necessariamente mau, tendo em conta as calorias ingeridas em tão poucas horas).

Então vamos lá ao roteiro…

Almoço de sábado: sandes de pernil assado com queijo da serra, acompanhada de imperial na CASA GUEDES, na Praça dos Poveiros. A Casa Guedes é aquilo que já vai sendo raro de encontrar: a verdadeira TASCA. Decoração muito duvidosa, empregados muito castiços, atendimento sempre com vagar, que para correria já basta a vida. Pãozinho torrado, naco de queijo da serra, carne a desfiar com fatura e molhanga gordurosa a escorrer pelos dedos. Até dá para sentir as coronárias a congestionar, mas as papilas gustativas até dão mortais encarpados à retaguarda de contentes... ora atentem:

Lanche de sábado: depois de muito caminhar, paragem na Confeitaria do Bolhão para retemperar forças, com um lanchinho q.b. e de onde levámos pão e bolinhos (claro!), para o pequeno almoço do dia seguinte (Nota: todos os chás podem vir em bule, menos o chá de limão. Porquê? Pois... não sabemos!):

confeitaria_bolhao.jpglanche_bolhao.jpg

Jantar de sábado: bifes e francesinhas na CERVEJARIA BRASÃO, junto ao Coliseu. Antecedidos de duas alheiras com ovo roto em cama de grelos e acompanhados por dois belos jarros de sangria. Só conseguimos mesa para as 19h30 (a alternativa era uma mesa às 23h45), pensámos que íamos lanchar numa sala vazia, mas enganámo-nos… mesmo àquela hora, a sala estava cheia, acho que não vi mesas vazias.

Já agora refiro também que o empregado que nos atendeu, no final da refeição perguntou se eramos do Porto, ao que nós respondemos que não, ao que ele diz: ‘vê-se logo, vê-se à légua que não são do Porto!’ Ainda olhámos umas para as outras, mas decidimos não aprofundar a questão… será que o Sr. estava a referir-se à nossa beleza extrema e classe superior? Será que o Sr. estava a dizer que as gajas do Porto não têm a mesma beleza extrema e classe superior? Preferimos não escalpelizar o assunto: nós viemos embora com o ego inchado e o Sr. foi inteiro para casa!

Terminámos o sábado a trepar a Rua da Alegria pela terceira vez nesse dia. Passámos o serão em casa a beber chá: 'Do the detox', 'Smooth Digestion' e 'Body Balance' eram as alternativas (numa tentativa de limpar a tripa e as coronárias da quantidade insana de gordura e açucar ingeridos... a malta engana-se com o que quer, não é!!!).

No domingo, depois de tomarmos o pequeno almoço em casa, decidimos fazer um brunch (somos a grupeta dos brunchs, não é?). O eleito foi o Brunch da MISS PAVLOVA. Não é fácil dar com esta Miss, fica dentro de uma loja de souvenirs e artesanato. Temos que fazer a loja toda até ao fundo (basicamente é seguir o cheirinho do bacon...) e, lá num cantinho, estão as melhores Pavlovas do mundo. Comi uns ovos benedict muito bons, acompanhados de um chá que infelizmente não havia à venda (ainda perguntei) e rematei com uma pavlova floresta negra… de ir ao céu.

Depois disto tudo, rebolámos até Campanhã, onde o comboio nos esperava.

 

Para terminar, que isto já vai longo, só vou referir que gostei muito, aliás gosto sempre de ir ao Porto.

O Porto está cada vez mais bonito e recomenda-se.

Não me canso daquela gente, daquele sotaque… por falar em sotaque, também aprendemos uma nova canção na Cervejaria Brasão, deixo só dois versos:

Parabéns a Bocê….

...muitos anos de Bida.

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