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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

As saudades que eu tinha disto!

Dos transportes públicos cheios de gente estranha e esquisita!

Agora a moda parece que é ir no fundo do autocarro com a coluna de som a debitar decibéis de “música” para todos, mesmo para os que não querem ouvir. Estou a falar de “música”, assim mesmo entre aspas, porque o gosto musical é sempre de vómito.

Depois juntamos a senhora que vai a ouvir o sermão do pastor lá da igreja dela, mais a senhora que resolve fazer uma videochamada com a vizinha do 3º esq. e desanca em todo o condomínio…

O que se passará na cabeça destes energumenos que acham que lá porque têm um telemóvel nas mãos podem incomodar toda a gente à sua volta?

Se estão de acordo comigo, lancemos desde já a campanha solidária de Natal #pedeunsfonesaopainatal #háemqualquerlojadochinês

...

Das lojas cheias de gente. Mais uma vez, de gente estranha e esquisita!

Numa daquelas lojas que só vende ténis e roupa desportiva, Mana Querida pretende pagar uns ténis para oferecer à miúda no Natal.

Criatura do sexo masculino está à sua frente a fazer o pagamento da sua compra. Veste fato de treino Adidas, azul escuro (calças e sweat, com o capuz bem enfiado na cabeça, complementado com a não menos maravilhosa meia branca da raquete).

Aquisição que a criatura está a pagar… dois fatos de treino Adidas.

Total da aquisição que a criatura está a pagar… mais de 300€ (sei esta informação, porque o valor foi por duas vezes contado em cima do balcão, nota a nota…).

Temos assim, uma criatura do sexo masculino agora muito mais feliz porque tem 3 fatos de treino iguais, em azul escuro, em preto e, como é sempre possível piorar... em beje (BE-JE ).

#nãosabesoquefazeraodinheio #podesguardaroteudinheironaminhacarteira #milvezesoscasacosdoManelLuisGoucha

 

Eu sei que o Covid está longe de acabar. Eu sei que temos que ter cuidado. Mas a malta fechada em casa é muito mais triste, caraças!

Toda a m**** cá vem parar!

Ontem. Regresso a casa depois do trabalho. Autocarro da Carris. Passageiros de muitas nacionalidades/etnias.

Numa das paragens entram pela porta de trás (depois de falarem com o motorista) duas mulheres jovens com dois carrinhos de bebé.

O autocarro já ia um bocado cheio. Foi precisa alguma ginástica, e alguma boa vontade dos restantes passageiros, para que os carrinhos de bebé ficassem arrumados no local adequado. As mulheres eram indianas (dessa zona do globo) e eram muçulmanas (tinham um lenço que lhes cobria todo o cabelo e parte do corpo). Uma delas voltou a sair e foi à frente comprar os bilhetes e voltou a entrar pela mesma porta.

Tudo isto reteve o autocarro por um bocadinho mais de tempo.

Ouve-se uma voz mais atrás. Um português idoso:

“o que este país precisa é de outro Salazar… pretos, brasileiros, indianos… toda a merda agora aqui vem parar!”

Silêncio. Incómodo.

Ainda não passaram 50 anos desde que se instaurou a democracia neste país.

Aquele homem viveu toda a sua juventude em ditadura.

Será que já se esqueceu que o tal Salazar fez de nós, portugueses, a “merda” da Europa, quando fugiamos a salto e íamos por esse mundo fora fazer o que os outros não queriam fazer?

Serão os nosso emigrantes melhores que os emigrantes dos outros?

As pessoas envolvidas nesta cena (as mulheres jovens, as pessoas que as ajudaram a colocar os carrinhos, as pessoas que se afastaram) eram maioritariamente estrangeiras (pelo menos pareciam). Todos tiveram um comportamento corretíssimo, de um civismo a toda a prova. Coisa que muitas vezes não vejo em portugueses.

O que mais podemos pedir?

Está em destaque no Sapo um post que relata uma situação muito idêntica a esta.

Acho que é nosso dever começar a relatar este tipo de episódios. Começar a mostrar aos olhos de todos, o racismo que continua presente na mente portuguesa.

Sobre a polémica da roupa dos meninos na escola

Eu sei que na escala temporal das redes sociais este é já um assunto morto e enterrado, mas eu voltei há pouco de férias e, pela primeira vez em ano e meio, estou a fazer uma semana seguida no escritório... estou estoirada! 

Sei que andam por aí umas almas muito indignadas com as proibições que algumas escolas tentaram impor aos seus alunos, no que toca à indumentária que levam para as aulas.

Não sou a favor das fardas (então quando são aquelas fardas das saias de xadrez às pregas com as meias pelo joelho…), mas não consigo deixar de concordar que é preciso ensinar a esta geração um bocadinho de bom senso.

Para mim a questão resume-se a isto… BOM SENSO!

Não se trata de castração da liberdade, nem da forma de afirmação e expressão de valores, blá, blá, blá… isto tudo se resume ao bom e velho BOM SENSO que nos ensina que existem um conjunto de regras sociais sobre o saber ser e saber estar.

Se a família é convidada para um casamento, com certeza não vai permitir que o jovem lá de casa se apresente na igreja de t-shirt, chinelos e calções de banho (também não precisa de lhe impor um fato e uma gravata… nem 8 nem 80… lá está o BOM SENSO). Da mesma forma que o grupo de amigas que resolve passar a tarde na praia também não vão todas de botas e collants ou com vestido de cerimónia.

Então porque é que os pais permitem que os filhos se apresentem na escola seminus?

Ontem. Regresso a casa no comboio da Fertagus. Pequena no corredor da carruagem a preparar-se para sair. Não sei se vinha do trabalho, mas tinha idade para ser estudante universitária. Indumentária da pequena:

Um top que mais não era que um soutien.

Uma saia que mais não era do que um pano à frente e outro atrás (mal tapava o rabo) que se juntavam apenas na zona da coxa onde devia estar a lateral da cueca.

BOM SENSO!

A importância do testamento vital

Fez este mês sete anos que o meu Paulo teve um enfarte. Caiu no chão do nosso quarto e não se mexeu mais.

Quando os bombeiros chegaram a minha casa, o mais velho perguntou-me há quanto tempo estava o Paulo sem sentidos… “uns 10 ou 15 minutos, caiu enquanto eu estava ao telefone com o INEM, foi o tempo de vocês chegarem”… Só o ouvi dizer para o mais novo “rápido, abre a cadeira” e levaram-no.

Durante algum tempo tive uma pergunta em loop na minha cabeça: porque não mandaram uma ambulância equipada com desfibrilhador? Porque não tentaram a reanimação?

O Rogério Samora teve uma paragem cardiorrespiratória. Foi reanimado. Está há várias semanas numa cama dos cuidados intensivos. Pelo que li nas gordas das redes sociais, dizem que não está em morte cerebral, mas não sabem quanto tempo ficará em coma, se vai acordar do coma…

Sempre que surge um caso destes nas notícias penso sempre nas famílias, nas decisões dificílimas que serão chamadas a tomar.

Eu fui poupada a essas decisões... mas podia não ter sido assim.

Se tivessem reanimado o meu Paulo… que Paulo teria eu hoje comigo?

Mais do que perguntar “que vida teria eu hoje”, pergunto “que vida teria o Paulo, hoje?”, “será que ele ia querer essa vida?”, “será que ele se ia revoltar por ter sido reanimado para essa vida?”

É para estas situações que existe o testamento vital.

Eu sei que isto é um tema muito difícil, mexe com a nossa consciência, com as nossas crenças… e, sejamos francos, ninguém quer ou gosta de pensar (planear) na sua própria morte.

Já fui ver o formulário. Quando se olha para as hipóteses apresentadas, no início as respostas até parecem fáceis, mas depois começamos a pensar… a desenhar cenários… e o que era simples, afinal não é assim tão simples.

Se não é simples para o próprio, imaginem o que será para quem nos rodeia.

Não devemos correr o risco de deixar nas mãos de outros este tipo de decisões. Não quero sequer imaginar a dor de terem que decidir, em pouco tempo, se desligam ou não desligam a máquina, se permitem ou não permitem que façam tratamentos experimentais …

É como sempre disse… acredito que a morte não é o pior que nos pode acontecer.

Cá está ela, a tal semana mais estupenda do ano!

Reparei hoje que já há uns anos valentes que não vos falo desta semana.

A última vez foi em 2017.

Nos posts anteriores falo sempre nesta semana com muita expectativa. Sinto-me elétrica, mas este ano… não!

Para já, estou mesmo muito cansada. A última vez que tirei férias tão tarde foi em 2014. Ainda com o meu Paulo. Parece que o verão já passou e agora é que vou de férias. Há dois meses que só vejo gente de férias e eu aqui agarrada à secretária e ao computador. Eu sei que depois sou recompensada com os espaços de veraneio muito mais desafogados, mas custa pa’caraças chegar a setembro.

Estou esgotada de tudo. Do trabalho, do teletrabalho, dos chefes e dos colegas, do covid, do vacina e não vacina, dos testes, das máscaras (ao fim deste tempo todo ainda me esqueço da máscara...)

Mana Querida não tem férias vai para 3 anos (mudanças sucessivas de trabalho…), antes disso tivemos uns anos em que, seja por questões de saúde, seja por falta de colaboração do S. Pedro, as nossas férias foram muita fraquinhas.

Pela primeira vez em três anos eu e Mana Querida voltámos verdadeiramente a ansiar pelas férias, mas… sabem uma coisa? Estamos diferentes, já não fazemos planos. O plano é esse mesmo… “não fazer planos”.

Não pensamos nos restaurantes que queremos visitar, nem nos trapos que vamos levar ou no número de biquínis, se levamos cadeiras ou chapéus de sol... não queremos saber…

Não sei se devido a estes longos meses de confinamento, se devido às más experiências dos anos anteriores, este ano temos as nossas expectativas muito baixas.

Vai ser só um dia de cada vez.

Só pedimos o mínimo dos mínimos… SOL, saúde, paz e sossego (tudo regado em álcool q.b.)!

Estou quase de férias.

Faltam 4 dias!!!

Vocês já me conhecem...

Sou gaja que não consegue estar quieta!

No inicio deste ano a minha máquina de lavar roupa faleceu de forma estrondosa. Já há muito tempo que anda a queixar-se, mas eu ignorava… até ao dia em que começou a centrifugar… só sei que entrei na cozinha e havia fumo e um cheiro a queimado… tive que lhe fazer o funeral… aproveitei e fiz também o funeral da máquina da loiça que já estava falecida há muito!

Ora... o que faz uma gaja quando tem que substituir duas máquinas na cozinha e tem um forno que se arrasta lentamente para fazer um simples frango assado e já está farta de dar cabeçadas na campânula e começa a ver os puxadores das portas a ganhar alguma ferrugem?

Nem mais!

Bora lá fazer uma modernização do estilo da cozinha. Não é uma cozinha nova, o miolo fica todo como está… é só mesmo novos eletrodomésticos, substituir as portas dos armários (quero daquelas que se fecham sem bater) e… já agora, instalar um vassoureiro (a ver se é desta que deixo de ter a tábua de passar a ferro dentro do roupeiro e as vassouras e esfregonas, atrás da porta da cozinha).

Começaram ontem… à noite já vi a novas portas instaladas e o vassoureiro montado. Tive medo de lhes mexer, não fossem estar provisórias e caírem…

Hoje estão fechados na cozinha (literalmente… de porta fechada!) e eu no quarto ao lado… oiço berbequins, caixas de ferramentas, estrondos, um rádio aos berros, falam, dizem piadas, de vez em quando um deles sai cá fora, pede qualquer coisa, mas fecha a porta… e eu aqui numa espécie de “querido, mudei a cozinha!” mortinha por ir lá meter o bedelho.

Dizem que vão terminar amanhã… digam lá se não acertei… o fim de semana mais quente do ano e eu com uma cozinha inteirinha para arrumar!

Prometo que depois mostro o antes e o depois!

PS: mais uma vez, como tive que tirar tudo dos móveis, aproveitei para destralhar alguma coisa. É oficial, pessoas, sou a gaja dos copos. Tenho copos de todos os tamanhos e estilos (e tantos que já deitei fora)... acho que vou abrir uma banquinha na Feira da Ladra!

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