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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não começou bem

O problema não é só ele. Reconheço que também sou eu.

Que merda de vida esta que está constantemente a pôr-me à prova. Depois de mais de dois anos de tanto sofrimento, choro, raiva, medo, finalmente estava conseguir levantar a cabeça (ou pelo menos achava que estava…), estava convencida que tinha os fantasmas arrumados…

Depois do meu Paulo morrer, todos há minha volta ficaram com a vida que tinham ou com a vida que escolheram ter. Eu não tive escolha. Eu fiquei com o que me calhou. Só eu sei o que passei nestes dois anos sozinha na minha casa, só eu sei o que é chegar à noite e apagar as luzes, ficar no silêncio, conheço bem demais o peso do silêncio. Foram muitas noites a ter sonos descansados com a ajuda de comprimidos.

Foi muito duro chegar aqui, ficaram muitas cicatrizes. Foi muito duro, muito difícil ‘esquecer’ as más recordações e ficar só com as coisas boas.

Parece que andei dois anos para trás. O que eu mais temia, logo na segunda noite voltaram as mesmas discussões, os mesmos confrontos, o mesmo velho ponto de discórdia. O medo que se está a apoderar de mim não tem descrição.

Será possível que este rapaz não se capacita que viver lá em casa outra vez não é só uma questão de ‘alterar ou não alterar rotinas’. Será possível que este rapaz não tem consciência que há comportamentos que não pode ter quando está lá em casa? Que há comportamentos que ‘acordam’ tantas recordações más… tantos fantasmas, que deram tanto trabalho ‘pôr a dormir’

Por muito que queira ajudar o Melga, por muito que a minha estrela esteja lá no céu a sorrir e mais descansada, não posso permitir que me arrastem outra vez para o fundo.

Simplesmente, não vou deixar!

Há coisas que o Melga vai ter que aceitar que NÃO vai fazer enquanto estiver lá em casa.

Depois de tudo o que já se passou dentro daquelas quatro paredes, agora as regras são as minhas.

 

(mais uma vez, uma folha de papel em branco fez maravilhas a esta minha cabeça…)

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