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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Juro que isto não é uma cruzada

Lembram-se daquele post pequenino que publiquei no sábado de manhã? Foi um desabafo e vocês já sabem que estas páginas servem também para os meus desabafos.

Estava a pé desde a 6 e pouco da manhã, estava há umas 4 horas numa sala de espera de um serviço público sem qualquer expetativa de vir a ser atendida nas HORAS seguintes e precisei de destilar o meu veneno.

Agora, passado uns dias, mais calma, já consigo articular os meus pensamentos sobre tudo o que assisti naquele sábado de manhã.

Vou começar por dizer que SOU A FAVOR DO ATENDIMENTO PRIORITÁRIO (para que não haja dúvidas).

Num país dito civilizado, nem seria preciso haver legislação para regular o atendimento prioritário. Dar a vez a uma grávida, a uma pessoa com um bebé de colo ou a um velhinho com dificuldades de locomoção, na fila do banco ou do autocarro, é um ato de civismo e educação que não precisaria de ser regulado.

Mas será que esse dever social de agir com 'civismo e educação' só se aplica às pessoas que devem ceder o lugar?

Será que os beneficiários do atendimento prioritário acham que não têm o mesmo dever social de agir com ‘civismo e educação’?

 

A minha senha tinha o n.º 88. Estavam 87 pessoas há minha frente e mais umas 20 ou 30 atrás de mim. A sala de espera estava a abarrotar de gente, um calor infernal.

Situação 1: mãe com bebé de colo (não tinha mais que 3 meses), muito de nariz no ar, fez questão que todas as funcionárias percebessem que estava ali. Foi atendida, passando à frente de dezenas de pessoas que esperavam há horas. Depois ficou uns bons 45 MINUTOS, DE PÉ com o bebé ao colo, à frente de todas as pessoas que ultrapassou, a conversar com uma amiga…

Situação 2: casal com dois filhos (cerca de 10 e 2 anos). A mãe trazia o menino de dois anos praticamente amarrado ao colo. O miúdo chorava e esperneava, mas ela não consentiu que fosse para o chão. Assim que garantiu o atendimento, entregou o menino ao pai que desapareceu com as duas crianças…

Situação 3: casal que chega com um bebé minúsculo no ovo. Não devia ter mais que um mês (a mãe ainda tinha barriga de grávida). Sou só eu que que acho insano levar um bebé tão pequeno para um lugar daqueles???

Situação 4: ouvir as funcionárias comentarem entre elas que o sistema informático estava programado para PRIMEIRO chamar sempre uma senha prioritária, e só depois chamar uma senha ‘normal’, independentemente de estar alguém na sala para atendimento prioritário. Chegaram ao ridículo de não chamar o utente seguinte sem antes perguntarem se havia ‘algum bebé na sala’.

...

Não sei que soluções posso propor para a situação 1, é mesmo só uma questão de civismo e educação, para a situação 4 é só começar a haver barulho todos os dias, pelo mau serviço prestado aos restantes utentes, fazendo uso do Livro de Reclamações, mas para a situação 2 e 3 é muito fácil, basta que os dirigentes dos serviços tenham tomates para implementar a seguinte regra:

a pessoa que pretende ter atendimento prioritário, porque traz consigo uma criação de colo, tem que se apresentar sozinha e fazer o atendimento com a criança no carrinho, ao seu lado, ou no seu colo (por muito que a criança esteja a gritar ou espernear). Se está acompanhada de outro adulto, ou adultos, então é porque tem alguém que pode ficar com a criança em casa ou que pode tratar dos assuntos por si. Se está acompanhada, não pode ter acesso ao atendimento prioritário.

Eu tinha 87 pessoas à minha frente, mas devem ter sido cerca de 100 os atendimentos antes de chegar a minha vez (já passava das duas da tarde).

...

No passado sábado, eu e mais uma centena de pessoas estivemos reféns de um punhado de ‘chicos espertos’ que abusaram descaradamente de um ‘direito’.

Volto a afirmar, lá porque uns têm DIREITO ao atendimento prioritário, não quer dizer que os outros perdem o DIREITO a ser atendidos.

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