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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

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Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Assinala-se hoje, 25 de novembro, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Dizia ontem o Eng.º António Guterres que o exercício da violência sobre as mulheres não é mais do que o exercício do poder, uma afirmação do poder, e que essa violência só poderá ser erradicada do planeta no dia em que houver uma verdadeira igualdade de género.

Infelizmente são muitos os lugares no mundo onde nascer menina é mesmo um azar. Nascer menina significa viver toda a vida debaixo do exercício do poder de um homem: primeiro do pai, que pode autoriza a sua mutilação sexual ou obrigá-la a casar ainda criança, depois do marido e dos patrões.

Há uns dias li umas notícias sobre a campanha que a atriz Angelina Jolie está a fazer para que os Estados reconheçam a violência sexual como uma arma de guerra. É de facto uma arma, barata, acessível a qualquer um e, quanto a mim, com efeitos bem mais nocivos do que qualquer bomba. Não consigo imaginar o medo e a vulnerabilidade que mulheres e meninas devem sentir quando se veem obrigadas a abandonar as suas casas e a viver em fuga ou em campos de refugiados.

Não, não pensem que esta realidade está assim tão longe de nós.

Por estes dias, no Brasil, as mulheres estão a ser vítimas de uma campanha instigada por partidos associados a igrejas evangélicas que conseguiram fazer aprovar uma alteração constitucional que vai proibir o aborto, seja em que circunstância for: mesmo que a gravidez seja o resultado de uma violação, mesmo que a gravidez ponha em risco a vida da mulher, mesmo que o bebé já esteja morto ou não tenha esperança de vida, após o nascimento. Trava-se uma batalha pela defesa dos direitos das mulheres.

Há uns tempos António Guterres citou um relatório que mostrava que uma grande percentagem das raparigas que frequentam o ensino secundário em Genebra sofria violência por motivos sexuais, disse que, se o problema é mau num país avançado como a Suíça, era muito pior em sociedades com problemas sociais e dificuldades graves.

Felizmente, em Portugal as mulheres têm o poder de decidir sobre o seu corpo, não permitimos os casamentos forçados de menores, não sujeitamos as nossas meninas a atrocidades físicas que as mutilam para a vida, vivemos numa Europa em paz, mas...

 

...este ano, em Portugal, já morreram 18 mulheres às mãos de maridos, ex-maridos, namorados, ex-namorados.

Mais uma vez o tal ‘exercício do poder’, a postura do ‘se não és minha,não és de mais ninguém’.

Em Portugal ainda falta fazer muito para que as mulheres se sintam protegidas e não tenham medo de fazer queixa dos seus agressores e, mesmo quando conseguem chegar a tribunal... em Portugal, em 2017, ainda temos juízes que proferem sentenças que justificam a violência exercida sobre uma mulher, porque esta cometeu adultério.

 

Para assinalar este dia, a CIG lançou a campanha #NemMais1MinutodeSilêncio

Saber é poder

Passem palavra

Eduquem os vossos filhos para a igualdade.

 

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