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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Cada vez percebo menos disto

Nunca fui pessoa dada à matemática.

Ainda sou do tempo em que se chegava ao 10.º ano e, ao escolher a área de Humanidades, nos livrávamos da matemática para todo o sempre. Ainda hoje me lembro da minha satisfação ao chegar à escola no primeiro dia de aulas do 10.º ano, saber que não conhecia ninguém na minha turma (fui a única da minha turma do 9.º ano a escolher Humanidades) e pensar: ‘Oh pá, Rita, não vais ter Matemática, nem Físico-química, o que mais pode correr mal???’ (por acaso muita coisa correu mal, 90% dos elementos da minha turma do 10.º e 11.º anos eram uma verdadeira bosta, mas isso é outra história). 

Não é bem uma incapacidade para os números. Enquanto foram contas com números, ainda consegui levar a água ao meu moinho, o pior mesmo foi quando me puseram a fazer contas com números uns em cima dos outros e com letras à mistura. Descarrilei de vez.

Tudo isto para vos contar que, apesar de não gostar de matemática, gosto de pensar que ainda tenho capacidade para ajudar a minha sobrinha com os TPC’s de matemática (lembro que a miúda anda no 3.º ano). Basicamente são contas de somar, multiplicar, subtrair. Gosto de pensar que o meu raciocínio matemático ainda chega para isso.

Pelo menos achava que chegava. Pelos vistos já nem para isso chegam os meus conhecimentos.

Um dia destes vi uma ficha de exercícios de matemática da minha sobrinha. Comecei a ver a resolução e chamei-a à atenção porque um exercício estava mal resolvido e ela começou a teimar que estava bem.

A pergunta era:

Utilizando os algarismos 0, 4, 5 e 7 escreve o maior número ímpar possível.

Ela escrever 7540 e eu disse-lhe para corrigir. O maior número ímpar possível era o 7405.

A matemática pode ser um bicho-de-sete-cabeças para mim, mas que eu saiba os números acabados em 0 são pares, não são?

Pois... parece que já não são. Ou melhor são, mas também são ímpares…

...

Chegar aos 44 anos para ficar a saber que os meus conhecimentos de matemática já nem chegam para identificar corretamente um número ímpar.

E é assim que a matemática se transforma numa ciência ainda mais obscura, ou, como diz Sr. Meu Pai, 'num comboio com muuuiiitas carruagens'.

 

…e ainda tive que levar com um atestado de burrice de uma miúda de 9 anos que fez questão de olhar para mim do alto da sua importância e dizer ‘vês tia, eu tinha razão…’

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