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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Da série ‘coisas que me encanitam o espírito!’

Faço unhas de gel… ou gelinho… ou uma mistura das duas, já não sei.

A menina que me faz as unhas sabe que gosto delas redondinhas e têm que ficar rentes, para poderem durar 3 semanas.

Neste momento estou na última semana, vou refazê-las no próximo sábado. Não estão grandes, mas já me começam a chatear. Não acho muita piada quando fecho a mão em punho e sinto as unhas a vincar as palmas das mãos, ou quando escrevo no computador e oiço aquele tic, tic, tic, das unhas a bater nas teclas.

Hoje fiz a viagem de barco com uma piquena sentada ao meu lado com umas unhas que, na minha humilde opinião, deviam ser consideradas uma arma letal. Tinham, à vontade, uns bons 2 cm de comprimento, eram bicudas, faziam uma espécie de gancho, curvas… e coloridas em branco, lilás e rosa e com brilhos… liiiindas, pá!

Eram, mais ou menos, como estas... acho até que eram maiores que estas:

unhas-grandes.jpg

Não consigo entender como conseguem usar as unhas enormes, não consigo compreender como conseguem fazer tudo, seja em casa ou no trabalho. Se eu já tenho dificuldade em entalar a roupa da cama com as minhas unhinhas básicas ou, por exemplo, desfiar um pato, que fico a tirar bocadinhos de pato debaixo das unhas o resto do dia, como é que esta piquena e outras que costumo encontrar por aí, fazem tudo?

Já me disseram que para entalar a roupa da cama se colocam os dedos de lado e não de frente, ...mas o que me encanita MESMO, assim, profundamente, a pergunta que se impõe é:

Estas piquenas vão à casa de banho, fazem o que tem a fazer, sacam do papel higiénico e depois… como é que se limpam?

A sério pessoas, como é que se limpa o dito cujo, quando se tem unhas que mais parecem garras dum tiranossauro?

Elucidem-me! Façam-me um desenho!

É preciso ter calma!

Na sexta-feira, no meu regresso a casa, foi impossível não reparar que todos andavam carregados de sacos, saquinhos e saquetas. A Black Friday no seu melhor!

Eu e Mana Querida somos gajas que gostamos MUITO de compras, não nego. Fazemos loucuras que não lembraria a muita gente, por causa de uma camisa ou de um par de sapatos (como correr três centros comerciais numa tarde para encontrar o número que queremos), mas não nos convidem para confusões. Já não temos idade para isso!

Somos aquele tipo de compradoras que está a sair dos Centros Comerciais quando todos estão a entrar, quando a confusão se começa a instalar, por norma, nós já estamos despachadas.

Talvez por andarmos sempre nas lojas, muitas vezes só a ver, temos um bocadinho mais de consciência que estas iniciativas como a Black Friday, até mesmo os Saldos, não são mais do que formas de os comerciantes enganarem o cliente.

As lojas estão sempre a fazer alguma promoção, são campanhas atrás de campanhas, por isso, não entendo a correria da Black Friday.

No sábado de manhã, Mana Querida e euzinha programámos terminar as compras de Natal. Ainda não eram 10h00 e já estávamos em plena Rua Augusta à espera da abertura das lojas. Além das compras de Natal, aproveitei para comprar duas camisolas de gola alta (adoro!), daquelas básicas, simples, que vão contudo. Entrei na Stradivarius do Chiado, calmamente escolhi as cores que queria e fui pagar. Diz a menina da caixa, com um sorriso rasgado, convencida que vai dar uma lição ao cliente:

- Devia ter vindo ontem. Hoje vai pagar €12,95 por cada, ontem estavam a €10,60…

Oi! Como assim!

Ainda pensei em ignorar, mas tive que responder:

- E a menina acha mesmo que, numa peça com este preço, €2,00 de diferença são justificação para eu vir a correr e me meter no caos que devia cá estar ontem?

- Ahhh, pois… realmente foi uma confusão… - disse a menina da caixa, já com um sorriso mais amarelo.

De seguida entrámos na Zara do Chiado e ouvimos uma das empregadas, com olheiras até aos joelhos, ‘sabes lá… foram 12 horas seguidas, às três da tarde tive que tomar um comprimido para as dores nas costas, nem sabia para onde me virar’.

...

Sim, eu sei que para a maior parte de nós o dinheiro está sempre demasiado à justa, sobra sempre mês, mas perder a cabeça por causa de descontos de 20% em peças de 10,00€?

Minhas queridas, oiçam aqui a vossa Engraçadinha, que já cá anda há uns anos nisto,

ir para o meio da confusão, em lojas que mais parecem uma feira dos ciganos, significa, a maior parte das vezes, que se acaba a comprar o que não se quer ou não se precisa.

O mesmo acontece com os saldos. Uma vez a minha irmã quase teve uma pega com uma menina por causa de um jumpsuit. Estava na loja desde o inico da estação, mas quando começaram os saldos passou prá parede do ‘Avanço de temporada’ e a menina a teimar que era novo…

Lembrem-se meninas,

A loucura da Black Friday só se justifica se o desconto for de 50% para cima e mesmo assim é preciso fazer muito trabalho de campo nas semanas anteriores, caso contrário, o mais certo é acabar com um grande barrete enfiado!

Sapinhos e Sapinhas…

 

… onde é que vocês ‘tão c’a cabeça, criaturas?

Tá tudo louco!

Então não é que algum (alguns?) de vocês me nomearam para Sapo do Ano?

Muito obrigado a todo(s?).

 

Não sei se amanhã estarei na lista dos finalistas para votação final, mas hoje…

HOJE, NINGUÉM ME ATURA, PÁ!

 

Natal 2017: a quem possa interessar

Pensavam que, depois do post dos perfumes, não me atirava para fora de pé outra vez?

Nem pensem nisso, uma gaja da minha idade tem a obrigação de, pelo menos, atirar o barro à parede, por isso...

Categoria para hoje:

RELÓGIOS

Apresento-vos o modelo Gracie, da Tommy Hilfigher

gracie.jpg

É TÃO LINDO ESTE MENINO, PÁ!

Seriamos uma dupla tão feliz, juntos...

Atenção, potenciais interessados, é em ROSA, não é em dourado.

Qualquer coisa a rondar as 190 moedas de euro... Pumba, vai buscar!

(algo me diz que para ter este menino no pulso ou abro os cordões da minha bolsa, ou não vou ter sorte nenhuma...)

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Assinala-se hoje, 25 de novembro, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Dizia ontem o Eng.º António Guterres que o exercício da violência sobre as mulheres não é mais do que o exercício do poder, uma afirmação do poder, e que essa violência só poderá ser erradicada do planeta no dia em que houver uma verdadeira igualdade de género.

Infelizmente são muitos os lugares no mundo onde nascer menina é mesmo um azar. Nascer menina significa viver toda a vida debaixo do exercício do poder de um homem: primeiro do pai, que pode autoriza a sua mutilação sexual ou obrigá-la a casar ainda criança, depois do marido e dos patrões.

Há uns dias li umas notícias sobre a campanha que a atriz Angelina Jolie está a fazer para que os Estados reconheçam a violência sexual como uma arma de guerra. É de facto uma arma, barata, acessível a qualquer um e, quanto a mim, com efeitos bem mais nocivos do que qualquer bomba. Não consigo imaginar o medo e a vulnerabilidade que mulheres e meninas devem sentir quando se veem obrigadas a abandonar as suas casas e a viver em fuga ou em campos de refugiados.

Não, não pensem que esta realidade está assim tão longe de nós.

Por estes dias, no Brasil, as mulheres estão a ser vítimas de uma campanha instigada por partidos associados a igrejas evangélicas que conseguiram fazer aprovar uma alteração constitucional que vai proibir o aborto, seja em que circunstância for: mesmo que a gravidez seja o resultado de uma violação, mesmo que a gravidez ponha em risco a vida da mulher, mesmo que o bebé já esteja morto ou não tenha esperança de vida, após o nascimento. Trava-se uma batalha pela defesa dos direitos das mulheres.

Há uns tempos António Guterres citou um relatório que mostrava que uma grande percentagem das raparigas que frequentam o ensino secundário em Genebra sofria violência por motivos sexuais, disse que, se o problema é mau num país avançado como a Suíça, era muito pior em sociedades com problemas sociais e dificuldades graves.

Felizmente, em Portugal as mulheres têm o poder de decidir sobre o seu corpo, não permitimos os casamentos forçados de menores, não sujeitamos as nossas meninas a atrocidades físicas que as mutilam para a vida, vivemos numa Europa em paz, mas...

 

...este ano, em Portugal, já morreram 18 mulheres às mãos de maridos, ex-maridos, namorados, ex-namorados.

Mais uma vez o tal ‘exercício do poder’, a postura do ‘se não és minha,não és de mais ninguém’.

Em Portugal ainda falta fazer muito para que as mulheres se sintam protegidas e não tenham medo de fazer queixa dos seus agressores e, mesmo quando conseguem chegar a tribunal... em Portugal, em 2017, ainda temos juízes que proferem sentenças que justificam a violência exercida sobre uma mulher, porque esta cometeu adultério.

 

Para assinalar este dia, a CIG lançou a campanha #NemMais1MinutodeSilêncio

Saber é poder

Passem palavra

Eduquem os vossos filhos para a igualdade.

 

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