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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Quase a chegar aos 100

Fogo.jpg

Portugal, 2017.

Quase 100 mortos devido aos incêndios florestais.

Todos procuram culpados. De quem é a culpa?

...

A culpa é do Governo que anda, há decadas, a ceder à pressão dos lobbys, a brincar ao planeamento do território, que anda há anos a desinvestir numa política de prevenção e aposta sempre numa politica de combate a incêndios, que não tem mão pesada na punição dos incendiários, que depois da tragédia de Pedrógão e vendo que o verão se prolongava, ainda assim deixou que a fase Charlie terminasse, com a consequente desafetação de recursos afetos à vigilância e prevenção dos incêndios.

A culpa é das Câmaras Municipais que andam há demasiados anos a brincar aos PDM’s, que não apostam na formação contínua das suas populações, não só em comportamentos preventivos contra os incêndios, mas sobretudo na importância do ordenamento do território, da reorganização da floresta.

A culpa é das populações que vivem no meio do pinhal, mas não cuidam do seu bem mais precioso. Populações que se conseguem organizar para fazer a festa da aldeia, mas não se organizam para proteger o sitio onde vivem. Pessoas que têm pedaços de pinhal, lá no meio das montanhas, nem sabem muito bem onde fica, porque já não vão lá há muito tempo, mas nem pensar deixar passar lá um estradão corta fogo...

...

A culpa é de todos nós.

Quando foi a tragédia de Pedrógão eu disse que achava que 64 mortos não iam chegar para mudar mentalidades… e 100 mortos, será que já chegam?

Aviso já: vou dizer asneiras

Dizia ontem uma blogger que costumo ler, que agradecia ao Sapo os destaques que teve em setembro e outubro, porque causavam autênticos ‘picos do Evereste’ no seu gráfico de visualizações. Já tive vários destaques no Sapo e estava convencida que também eu tinha alguns ‘picos do Evereste’ … mas não tinha, afinal não passavam de meras Torres da Serra da Estrela. Ontem é que tive, pela primeira vez, um verdadeiro ‘pico do Evereste’. Foi a loucura com o meu post sobre a Soflusa (mais de 2600 visualizações ).

Por norma tento levar a questão dos transportes públicos na brincadeira (nos posts ‘Só quem anda nos transportes públicos, me compreende!’). Gasto um total de 3 horas por dia nos transportes e, há muito me convenci que se não levar isto com alguma descontração a vida fica muito mais difícil (e já é tão difícil…).

Também tenho a noção que não tenho a vida que muitas outras pessoas têm… vivo sozinha, a minha única preocupação é sair de casa com tempo suficiente para conseguir chegar ao trabalho, no limite, às 9 horas, sem correrias, e no regresso, não quero nem saber, quando chegar, cheguei.

Mas muitas, muitas pessoas que se cruzam comigo todos os dias, não se podem dar este luxo, porque têm trabalhos precários, porque têm hora certa para deixar e tirar os filhos do ATL (se não pagam mais), porque têm que andar com os filhos pequenos nesta vida, como aquela mãe que atravessa o rio todos os dias com TRÊS crianças pequenas pela mão.

Foi por isso que me senti ofendida com as declarações daquela ‘Senhora’. São pessoas que não vivem neste mundo, que não olham para o lado. Estão tão habituadas às mordomias que os cargos lhes dão, que se esquecem que servem PESSOAS.

Nem de propósito, ontem no regresso a casa, mais uma ‘tourada’.

Pela primeira vez em muito tempo fiz o percurso, entre a Expo e o Campo das Cebolas, de autocarro. Apanhei o autocarro na Expo, por volta das 18h00 e cheguei à paragem de Xabregas às 18h20. Andámos meia dúzia de metros e parámos. Uma fila descomunal, tudo parado, carros da Polícia Municipal… ‘mas o que é que passa aqui’.

Lá conseguimos chegar a Santa Apolónia. Notava-se uma confusão, mas não conseguia perceber porquê. Mais uns metros e o autocarro foi forçado a parar por alguns polícias. Tivemos que sair todos do autocarro e fazer o resto do percurso a pé. PORQUÊ? Porque havia uma manifestação de várias forças de autoridade e estava montado um ‘circo’ em frente ao Ministério das Finanças. O trânsito estava CORTADO.

Cortaram o trânsito numa zona que é atravessada por milhares de pessoas, não só as que vão para a estação de Sul e Sueste (Barreiro), mas também as que vão para o Cais do Sodré (que serve os residentes de toda a linha ferroviária que vai para Cascais, mas também as pessoas que usam os barcos da Transtejo que seguem para o Montijo, Seixal e Almada). Conseguem ter uma ideia da confusão...

Pergunto: mas porque raio não fizeram a manif às duas da tarde? Porque é que escolheram O PICO DA HORA DE PONTA para fazer a concentração numa das zonas mais criticas de Lisboa? Não houve uma PORRA de uma entidade que dissesse ‘ok, façam lá a manifestação, estão no vosso direito, mas não a esta hora E neste local’.

Já disse que tento levar isto tudo com algum nível de descontração, mas ontem quando tive que sair daquele autocarro só me apeteceu gritar. Apeteceu-me agarrar naquela gente toda e afoga-los no rio. Sentia-me SATURADA, FARTA.

Sabem uma coisa, Srs das forças de autoridade… PUTA QUE VOS PARIU!

Recado à Sra. Administradora da Soflusa

Sou utente dos barcos da Soflusa (empresa de transporte público que assegura a travessia do Tejo entre o Barreiro e Lisboa, antigamente CP) desde que me entendo por gente. Comecei a ser utente diária quando entrei para a Universidade em 1990.

Desesperei nos barcos antigos, nos bancos de pau, que levavam, meia hora a fazer a travessia e ao fim do dia levávamos com o cheiro da comida que os tripulantes faziam para jantar, em cozinhas improvisadas nas proas dos barcos. Assustei-me com uns barcos que apareceram mais tarde (um deles era o ‘Tunes’), verdadeiras ratoeiras que à hora de ponta saiam do Barreiro com alguns 1000 passageiros a bordo e que ficavam inclinados no cais em Lisboa e as portas não abriam e ninguém conseguia sair do barco e agora desespero nos catamarãs com umas nesguinhas a que ousam chamar janelas porque era suposto terem ar condicionado… ter têm, mas nunca é posto a funcionar. Também era suposto fazerem a travessia em 20 minutos, mas como é preciso poupar combustível, reduzem a velocidade e levamos a mesma meia hora de antigamente.

Ora, mais uma vez a Soflusa está sem barcos suficientes para assegurar todas as carreiras (não me perguntem porquê, não me interessa o porquê, não quero saber de justificações). Esta semana tem sido uma ‘tourada’ conseguir apanhar um barco para Lisboa e de volta a casa.

Numa conferência de imprensa, que teve lugar em LISBOA, uma Administradora da Soflusa veio pedir aos passageiros que evitem fazer travessias nos barcos da Soflusa, entre as oito e as nove horas da manhã… para não se acumularem tantos passageiros nas estações.

Desculpe, como disse?

Cara Sra. Administradora,

tendo em conta que a conferência de imprensa foi em LISBOA, quer-me parecer que a Sra. Administradora não é uma utente regular dos transportes que administra, nem conhece, de todo, a realidade dos passageiros da Soflusa. Vou, por isso, demonstrar-lhe a verdadeira estupidez que teve a distinta lata de dizer aos utentes da Soflusa.

Os moradores do Barreiro (e de parte do concelho da Moita) têm duas alternativas à Soflusa:

Levar o carro todos os dias para Lisboa. Pode ser mais rápido, mas acredite, Sra. Administradora, não há muitos orçamentos familiares que suportem essa despesa. Diz-me a experiência de muitos anos que, no mínimo, são precisos 200€ a 250€/mês para combustível e portagens.

Utilizar o comboio da Fertagus (vulgo o ‘comboio da ponte’). O passe da Fertagus a partir de Coina (a estação mais próxima do Barreiro) custa 108,15€, montante ao qual é preciso adicionar 32,20€ para o passe dos Transportes Coletivos do Barreiro (TCB) ou então entre 25€ a 30€ para o estacionamento na estação de Coina. Tudo somado são cerca de 140,00€/mês.

O passe combinado que engloba os TCB, a Soflusa e o Navegante em Lisboa (Carris, Metro e CP) custa 60,90€.

Sou forçada a concluir que Soflusa tem a vida muito facilitada: explora esta linha fluvial sem qualquer concorrência (não há outra empresa de transporte fluvial a explorar a mesma ligação) e sabe que os passageiros estão garantidos (qualquer uma das alternativas significa aumentar a despesa para mais do dobro).

...

Não é preciso esforço, não é Sra. Administradora? Por isso, podem dar-se ao luxo de gozar o prato com os utentes. Tou mesmo a ver a conversa nos corredores dos escritórios em LISBOA:

- Olha, temos aqui dois barcos que precisam de ir para a revisão, não vamos conseguir fazer todas as carreiras… como é que vai ser?

- Não te preocupes, não faz mal, pedimos aos passageiros para terem paciência durante uma semana, e deixarem de vir entre as 8 e as 9 da manhã e tudo se resolverá.

A minha viagem no mundo do ‘destralhanço’ #4

Vasculhar a cozinha / despensa

Acreditem, a cozinha/despensa pode ser um dos maiores antros de acumulação de tralha.

Foi quando destralhei a minha cozinha que mais vezes fiz figura de 'burrinha de carga', nas várias viagens para o ecoponto da minha rua. Vejam só o disparate:

  • Produtos alimentares que não se comeram, alimentos com data de validade expirada e temperos não utilizados ou antigos

É muito feio desperdiçar comida, eu sei... mas ainda é mais feio ter coisas em avançado estado de decomposição no frigorífico ou despensa, ok? Também descobri saquinhos de especiarias... cobertos de pó… bem pesado não sei se tinham mais pó ou mais especiaria!

  • Manuais de instruções de eletrodomésticos que já não temos

Neste capítulo, acho que me entusiasmei um bocadinho, troquei as mãos e... deitei fora o manual de instruções da minha máquina de lavar roupa… Seja o que Deus quiser!

  • Louça ou utensílios de cozinha que não utilizamos

Tipo aquele ralador manual que em 16 anos NUNCA FOI UTILIZADO (existem picadoras, não é?) ou aqueles copos mais antigos, ao estilo 'um de cada nação' ou aquelas tacinhas de vidro que não sabemos exatamente como é que foram parar lá a casa ou a coleção de frasquinhos com tampa que podem ser precisos para qualquer coisa... tudo a atafulhar os armários!

  • Pequenos eletrodomésticos que foram moda, mas não utilizamos

Tostadeira, máquina para fazer gelados ou iogurtes, fritadeira, espremedor de citrinos, faca eletrica (não sei do motor da minha à anos, mas a serrilha estava muito bem guardada na gaveta dos talheres, claro!) para não falar no flagelo de anos mais recentes, que atende pelo nome francês (chique!) de FONDUE... tenho um para a carne e outro para derreter chocolate...

  • Receitas desnecessárias

Mandei para o papelão um conjunto de livros de culinária que nunca utilizei! Nos dias que correm, se uma dona de casa prestimosa quiser uma receita nova de frango ou salmão, faz o quê, pessoas? Googla, não é?

  • Caixas de plástico, velhas, engorduradas, sem tampa, tortas
  • Frigideiras já sem o revestimento anti-aderente que estão lá no fundo do armário porque, entretanto, fomos comprando novas...

Cristo! O que não falta são lojas do chinês a vender caixas de plástico, bonitinhas, por tuta e meia. Aliás, estou a adotar o sistema de só usar caixas de plástico para as minhas marmitas, porque ando de transportes públicos e as caixas de plástico são mais leves. Em casa, progressivamente, vou passar a utilizar só caixas de vidro, porque nunca se põem feias.

...

Não pensem que fiquei com a cozinha vazia. Muito longe disso. Fiz uma grande 'limpeza', mas ainda tenho os móveis a abarrotar de loiça. Agora que terminei, posso concluir que deitei fora o que era descartável e coisas que nunca utilizei e que dificilmente vou utilizar.

Ainda tenho muita loiça guardada. O problema é que olho para um prato, uma travessa, uma caneca e lembro-me do meu Paulo... 'isto comprámos naquele passeio a Marvão, isto comprámos quando fomos à Lousã... isto comprámos em Sines' e, apesar de não utilizar, de não ter expectativa de vir a utilizar tão cedo, não sou capaz de me desfazer delas...

Ajudou-me muito tirar tudo dos móveis, fazer uma escolha e voltar a guardar, porque agora abro a porta do móvel dos pratos e a disposição da loiça já não é a mesma... deixou de ser a nossa cozinha e passou a ser a minha cozinha, mais adaptada às minhas novas necessidades. De tal forma que já tenho vontade de ir para a cozinha fazer as minhas marmitas para a semana, agora já não tenho que tropeçar nas frigideiras grandes (para 3 pessoas), agora só tenho duas frigideiras pequenas (para 1 pessoa).

Sinto que dei mais um passo!

Tenham juízo criaturas!

Estamos em outubro.

Estão 30º.

Estamos em outubro e está calor... muito calor, um calor que já chateia, pelo menos a mim que sou moça que gosta de frio.

Já vos disse aqui, para mim o verão só serve para duas coisas: estar de férias e secar a roupa. Para trabalhar, prefiro o frio.

...

Ontem, final do dia.

Viagem de regresso a casa.

Vou sentada numa carruagem do Metro, cheia como um ovo.

Ao meu lado, de pé, segue criatura jovem, do sexo feminino, estudante universitária.

Como é que sei que era estudante universitária?

Porque trazia vestido a sua farda académica composta por:

camisa, colete, casaco, meias opacas pretas e, claro, a capa de FAZENDA.

Já vos disse que estão 30º.

Se bem calha, à noite foi sair com os amigos e recusou-se a levar um casaco vestido recomendado pela Sra. Sua Mãe.

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