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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Acabadinho de ler!

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Ora bem, eu tinha (e tenho) dois livros à minha espera na estante, mas, nas minhas viagens na net, dei de caras com opiniões muito favoráveis a este ‘Eleanor & Park’.

Todos a falar muito bem, que a história era muito bonita que ia ser adaptada ao cinema, blá, blá, blá… e, pronto, fiquei curiosa… não MUITO curiosa, mas o suficiente para querer saber mais.

É uma história de amor, estilo que já não me seduz desde os meus tempos de jovenzinha, mas é um amor entre dois seres ‘inadaptados’ (como diz a capa do livro). Foi isto que me cativou, o facto de serem dois jovens de 16 anos que não se enquadram, porque não têm aparências normais (ela é ‘ruiva gorda’, ele é uma mistura de pai irlandês e mãe coreana e saiu à mãe na altura) e não têm vidas normais (principalmente ela).

A autora quis demonstrar o que é ter 16 anos e estar apaixonado, por isso, temos páginas e páginas de descrição da descoberta de sentimentos: o toque das mãos, o primeiro beijo, as primeiras intimidades, e será que gosta, será que não e cheiras tão bem e és tão fofo…

Enquanto isto se desenrola é-nos apresentado o ambiente que os rodeia que (a mim, gaja de 40 anos) me deixa aflita, mas que a autora não parece dar a devida importância: o ambiente de violência doméstica em casa dela, o bulliyng que ela sofre na escola.

Já a ficar um pouco desiludida com a história, chego às últimas páginas sempre à espera que aconteça alguma coisa… e acontece… mas não é, de todo, o suficiente.

Não estava à espera de um final feliz, já não tenho idade para acreditar nisso, e já era de esperar que a autora optasse por um final aberto, só podia, afinal são dois miúdos de 16 anos, mas para mim foi… demasiado aberto.

Ficou tudo por responder. Mais do que saber se os dois miúdos vão ou não ficar juntos, se o amor vence… eu gostava que houvesse respostas para os irmãos da Eleanor (um bando de miúdos a viver numa carência gritante de tudo) e o que é aquela escola com professores confrontados com uma cena de bulliyng e ninguém faz nada?

Parece que há muita gente à espera de uma sequela. Pode ser que as respostas venham lá.

É só um livro fofinho… não é que não tenha gostado, mas… acho que tinha que o ter lido pr'ai há vinte e cinco anos.

Porque hoje é sexta!

Gosto de trabalhar com música nos phones.

Há dias tropecei nesta pérola dos meus anos de jovenzinha.

Friday I'm in love, The Cure (1992)

Vá, vocês quarentões, que estão nos vossos locais de trabalho, ponham lá isto a tocar alto e bom som (esqueçam lá o chefe...), mostrem aos pitinhos e pitinhas vossos colegas, as coisas boas que nós ouviamos quando tinhamos a idade deles.

Vá, tudo a sacudir o esqueleto!

Criaturas que nasceram na década de 90 (e depois...), enjoy!

Bom fim de semana, pessoas queridas!

 

Isto fez-me lembrar uma conversa entre o Melga e o meu Paulo.

O Melga devia ter uns 14 ou 15 anos, aquela idade em que a malta se convence que o mundo só começou no dia em que nasceram:

Melga -  Pai, sabes, ontem ouvi uma música muita gira. Gostei mesmo. Chamava-se.... Hotel Califórnia. Conheces?

Paulo - Conheço???  ... Ouve lá uma coisa sobre o teu pai (vai ser uma surpresa para ti, eu sei)... ao contrário do que possas pensar, quando eu nasci já não havia dinossauros na terra, ok? Ainda tu não eras nem projeto, percebes, já eu ouvia Eagles. Olha este! Engraçadinho!... Conheces???

A minha viagem no mundo do ‘destralhanço’ #3

Vasculhar os roupeiros

  • Roupa/calçado que já não serve ou que já não vestimos/calçamos há pelo menos 2 estações;

A sério pessoas, se já não se lembram da última vez que vestiram aquelas calças às flores ou já não calçam aquelas botas há pelo menos DOIS invernos, então não vão vestir/ calçar nunca mais, não adianta! Tanta gente a precisar. Ponham nos contentores verdes, entreguem na Santa Casa ou na igreja da vossa paróquia.

Pratiquem a caridade… libertam espaço em casa e ficam de consciência tranquila.

  • Peúgas com buracos, collants com malhas, cuecas com elásticos de fora;
  • Camisolas e calças que gostamos muito porque são muito confortáveis, mas já estão manchadas, ‘pingonas’ e desbotadas;

Ah, e tal é só para ‘andar por casa’ ou para dormir!

Minhas queridas, o que não falta por aí são lojas do chinês onde se consegue comprar coisinhas mais arranjadinhas e baratinhas para ‘andar por casa’. Lembrem-se, nunca se sabe quando é que um príncipe encantado nos vai bater à porta para ler o contador da luz ou vender o pacote da TV cabo… e se o jeitoso do 5º esq. precisar de uma chávena de açúcar e vos bater à porta? Já viram a figurinha que vão fazer!

  • Toalhas e tapetes da casa de banho, toalhas de mesa e panos de cozinha, individuais (haverá objeto mais inútil do que um individual!!!) já desbotados de tanto uso (ou que simplesmente, não usamos) ou cheios de nódoas que não saem nem à força de bala;

Vou contar um segredo, tudo o que seja feito de tecido – mas mesmo TUDO -, se não está em condições de ser usado e não têm a quem dar, ponham num saco, fechem o saco e entreguem na H&M, recebem um vale de 5€ por cada saco de roupa que entreguem para a reciclagem. Não tem que ser roupa de vestir, nem se quer da marca deles. Eles nem olham. Aceitam o saco e põe no contentor. O objetivo é reciclar.

O vale pode ser utilizado em compras superiores a 30€.

Quem é amiga, quem é?

Vá, força nisso!

A negligência dos pais

Confesso que não tenho prestado muita atenção às notícias, nos últimos dias, mas ouvi qualquer coisa sobre dois acidentes mortais com crianças, resultado da negligência dos adultos que tinham o dever de zelar pela sua segurança.

Mais uma vez as redes sociais encheram-se pais e mães exemplares a apontar o dedo...

Não! Não vou apontar o dedo a ninguém. Quem lida ou já lidou com crianças, sabe que os acidentes acontecem numa fração de segundo, basta pestanejar… Nenhum de nós está livre de um acidente. Quem sou eu para apontar o dedo a uma mãe, que sei eu da vida dessa mãe, dos apoios que tem ou não tem, das condições sociais em que vive. Quem sou eu para julgar as opções que uma pessoa toma ao longo da vida.

Eu sei que quem acabou por pagar o preço mais elevado, foram as crianças… que não pediram para nascer e que têm o direito universal de ter alguém que zele pela sua segurança e bem-estar. Independentemente destas mães pagarem ou não na justiça, pelos seus erros, já vão pagar socialmente uma fatura muito elevada: para sempre vão carregar a cruz de terem tido comportamentos negligentes com a segurança de um filho, dos quais resultou a sua morte.

...

Este fim-de-semana dei comigo a pensar nisto quando assisti a uma cena num parque infantil em que estava com a minha sobrinha. Uma cena que, para mim, representa uma negligência parental muito mais grave, porque não se trata de um acidente.

A minha sobrinha quis andar num brinquedo a que chama ‘pula-pulas’ (é aquele brinquedo em que os miúdos são presos pela cintura com uns elásticos e depois saltam em cima de camas-elásticas). Todos os miúdos saltavam a grande altura e faziam mortais para trás e para a frente, menos um menino.

Não tinha mais de 10 anos e era enorme, era obeso. Não era gordinho ou cheiinho, era O-B-E-S-O. Estava preso com todos os elásticos (dependendo do tamanho e peso da criança, assim são utilizados mais ou menos elásticos, até 4 elásticos de cada lado) e mal conseguia mexer-se, não conseguia saltar. Saiu do brinquedo completamente exausto, encharcado em suor.

Porque é que somos tão pró-ativos a apontar o dedo a uma mãe que não teve cuidado e sujeitou um filho a um ACIDENTE, mas não conseguimos apontar o dedo a uma mãe/pai que permitem que o seu filho seja obeso, aos 10 anos?

Porque é que somos tão pró-ativos quando sabemos que uma criança da sala dos nossos filhos vai para a escola sem tomar o pequeno-almoço, ou com nódoas negras ou sem cuidados básicos de higiene, mas não conseguimos ter a mesma pró-atividade quando sabemos que na sala dos nossos filhos está uma criança que aumenta de peso todos os anos, ao ponto de ser obeso antes de terminar a escola primária?

Não serão estes pais igualmente negligentes? Não estarão estes pais igualmente a colocar a VIDA do filho em risco? Não seria o caso de os professores terem o dever de sinalizar estas crianças? Junto do posto médico, da segurança social? Não deviam estes pais, de alguma forma, serem responsabilizados por não terem em atenção a saúde dos filhos?

Sim, eu sei que muitas vezes a genética não ajuda, mas, bolas, ser obeso aos 10 anos???

...

Há muitos anos, numa conversa com colegas de trabalho, houve um colega, bem mais velho que eu, que me disse:

- Não queira conhecer a dor que é, para um pai e para uma mãe, ter que recusar comida a um filho… ouvir um filho dizer 'tenho fome' e ter que responder 'não podes comer mais' é de cortar o coração... mas nós estamos cá também para isso, para dizer NÃO, principalmente quando a saúde deles está em risco.

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