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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Aquele momento....

Bacon-Funnies-012.jpg

... em que estás a ver televisão depois do jantar e vês o teu gato a entrar na sala, muito de mansinho e calminho a sentar-se junto à varanda e a lamber-se muito. E o teu instinto diz-te: 'este animal, já fez das suas'.

No meu caso não foi bacon, mas foi a carne assada que estava na bancada da cozinha a arrefecer, destinada a ser o meu almoço de hoje...

Bom proveito lontro!

IMG_20160529_214949.jpgIMG_20160529_215015.jpg

Ser pai e filho de fim-de-semana

Nos 11 meses que durou o nosso namoro fui-me apercebendo das rotinas que o Paulo tinha com o Melga e posso dizer que o Paulo era o típico ‘pai de fim-de-semana’.

No fim-de-semana do Melga, a vida ficava em ‘stand by’, tudo era feito em função do Melga: a casa era arrumada de forma diferente para o menino poder brincar à vontade, a televisão só passava bonecos de manhã à noite, as saídas eram programadas em função dos interesses de uma criança de 5 anos, havia sempre prendas (uma miniatura de um animal, um carrinho Hot Wheels).

Naquela altura, há 15 anos atrás, na minha família mais chegada (as primas todas da minha idade) ainda não havia casamentos e divórcios, não havia crianças pequenas. Por isso achava tudo aquilo muito estranho. Não podia ser! Como é que uma criança de 5/6 anos podia mandar e desmandar daquela forma numa casa?

Como não tinha qualquer experiência, dava muitos ouvidos aos outros e os outros, quase sempre, eram educadores exemplares e tinham filhos exemplares: o meu filho não faz isso! Era o que faltava! Em minha casa isso não acontece!

No começo quis mudar tudo ‘à força’, mas cedo percebi que se queria mudar alguma coisa, tinha que ter paciência. Com o tempo apercebi-me que nem os outros, nem os seus filhos, não eram assim tão perfeitos como apregoavam e, além disso, nenhum dos outros estava na mesma situação do Paulo. A relação pai/filho que o Paulo tinha com o Melga dificilmente podia ser de outra maneira.

Excluindo aquelas situações em que o Melga fazia asneira grande, como é que o Paulo repreendia o Melga quando sabia que o tinha consigo menos de 48 horas e que só o volta a ter em casa daí por duas semanas (sim, porque a meio da semana o Melga só vinha tomar banho, jantar e dormir)?

Acho que esta é uma questão comum a muitos outros pais por esse país fora.

Já depois de casados lembro-me, nos domingos à noite (depois do jantar e antes de deitar), de ver o Melga no quarto a tentar fazer três coisas ao mesmo tempo: a televisão ligada nos bonecos, o Gameboy ligado em cima da cama, os brinquedos espalhados no chão. Também ele sabia que o tempo estava a acabar… só daí a duas semanas é que voltava a ter aquele quarto à sua disposição. Para uma criança de 8, 10, 12 anos, duas semanas é uma eternidade!

No caso do Melga isto tudo era exacerbado exponencialmente, porque a mãe tinha uma filosofia de vida diferente da nossa. Em casa da mãe, o Melga não podia ver televisão, não podia jogar em consolas ou computadores. Os companheiros de brincadeira eram jogos de tabuleiro, livros e pouco mais.

Quando se vive com este nível de intransigência de um lado, conseguem imaginar o que significa para um pai ter que dizer a um filho, com 10 /12 anos, que vem passar o fim-de-semana, sôfrego por ver televisão e jogar playstation: ‘Não podes ver televisão, na próxima semana tens 4 testes e tens que estudar!’

E quando era preciso gerir isto tudo com o aniversário do avô ou da avó ou da prima…

O Melga viveu toda a vida nesta espécie de bipolaridade. Como vivia a maior parte do mês com ‘8’, nos poucos dias que estava connosco queria ‘80’. O que sobrava para o meu querido Paulo era choro, muita negociação, muita luta para o manter sentado na cadeira a prestar atenção ao estudo, sempre a perguntar pelas horas.

Resumo do fim-de-semana: aproveitar o melhor possível!

O tempo não prometia, mas ainda assim o espírito era ‘vamos aproveitar o melhor possível’.

Saímos de casa na 5ª feira depois de almoço e chegámos a Vila Nova de Milfontes à hora do lanche. Ainda deu para ir um bocadinho à piscina interior e ao jacúzi (a piscina exterior era mesmo só para nórdicos que acham que 20º de temperatura ambiente é sinónimo de verão).

Depois de uma noite muito atribulada em que a minha sobrinha resolveu brindar-nos com uma sessão de medos noturnos (com direito a vomitar o jantar), levantámo-nos todas com olheiras até aos joelhos. Ainda assim fizemos um esforço para manter o espírito ‘vamos aproveitar o melhor possível’. Céu nublado. Vento. Muito vento. Tomámos o pequeno-almoço e decidimos dar uma volta para conhecer a Vila.

Já se sabe que, nestas coisas, o pão do pobre cai sempre com a manteiga virada para baixo, o mesmo é dizer que um mal nunca vem só: Vila Nova de Milfontes é, por estes dias, toda ela, um estaleiro de obras. Cada rua para onde virávamos estava esburacada, havia escavadoras e tubos por todo o lado. Foi uma tourada conseguir dar com o centro da vila.

Depois de um almoço sofrível, fizemos a melhor decisão daquela sexta-feira: fomos à praia! A minha querida sobrinha pode ser muita melga, mas com um balde, umas pazinhas, muita areia e água é capaz de ficar uma tarde inteira a falar sozinha e fazer ‘almongodas’ sem chatear ninguém. Saimos da praia a chuviscar, mas ainda voltámos à piscina interior e ao jacúzi. Graças aos céus, a miúda adormeceu por volta das 21h (dormiu e deixou-nos dormir toda a noite).

No sábado, choveu desalmadamente toda a noite. No regresso a casa ainda parámos no Marquês, em Porto Côvo, para comer uma queijada, e na Praia da Samouqueira, que me trouxe tantas recordações do meu Paulo, mas como corríamos sérios riscos de ser levadas pela ventania, achámos que já chegava de aproveitar o melhor possível e fomos almoçar a casa!

O melhor do mundo são as crianças

FDS grande.jpg

Eu devia ser o primeiro pato, mas, depois de quatro dias com a minha sobrinha, estou um bocadinho como o segundo pato. Só um bocadinho!

Ontem, depois de três dias que incluiram pequenas birras, luta constante para comer alguma coisa de jeito e noites mal dormidas, tivemos a seguinte conversa no carro:

Comentei com a minha irmã:

- Já usaste aquele detergente em pastilhas para a roupa?

- Usei. Não gostaste?

- Já é a segunda vez que abro a máquina e vejo a pastilha mal desfeita.

- A mim nunca me aconteceu.

Comenta a miúda do banco de trás do carro:

- Oh tia, já pensaste que podes estar a utilizar a potência errada na máquina?!

OITO ANOS e já dá lições sobre como utilizar a máquina de lavar roupa.

Dúvidas que só outras mulheres percebem!

Há cerca de um mês a minha irmã teve uma ideia.

- Sabes dia 26 de maio é 5ª feira e é feriado. E se marcassemos o 27 de férias e dar uma volta com a miúda? É fim de maio, o tempo já deve estar bom, com um bocadinho de sorte ainda fazemos praia.

Combinámos tudo. Vamos para Vila Nova de Milfontes! Vamos amanhã e regressamos no sábado. Na sexta-feira passada o tempo prometia. Calor, sol. UAU!!! Vamos apanhar uma corzinha de verão.

E agora temos isto:

tempo (2).png

Não podia ser pior. Não chega a ser calor, mas também não chega a ser frio, mas pode chover…

Dúvidas de qualquer gaja que se preze, numa situação destas: o que pôr na mala?

- Chinelos de dedo ou sapatos fechados?

- Biquíni ou casaco?

- Protetor solar ou chapéu-de-chuva?

Pelo sim, pelo não, na dúvida vai tudo! Tendo em conta que somos duas gajas e meia a dormir duas noites fora, acho que vamos ter que alugar um atrelado…

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