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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Que comece o outono!

Está oficialmente aberta a época da chamada 'comida de conforto':

do cozido à portuguesa, do rancho à moda de Viseu, das tripas à moda do Porto, das sopas de feijão com entulho suficiente para segurar a colher de pé...

Oh pra mim tão contente!

A minha viagem no mundo do ‘destralhanço’ #2

Vasculhar as coisas de gaja

  • Bijuterias partidas ou feias, brincos sem par

Todas nós temos as nossas caixinhas na mesa-de-cabeceira ou em cima da cómoda do nosso quarto, não é? Aquelas caixinhas cheias de coisinhas que são absolutamente essenciais para a nossa sobrevivência… ou não!

Pois é, meninas, nós, as comuns mortais, vamos comprando bijuterias baratinhas e depois, claro… de repente o que era dourado já passou a castanho e o que era prateado passou a ser preto. Ora, vamos lá ver… se não as usamos porque estão feias, então porque continuamos a lutar com elas todas as manhãs, enquanto procuramos os brincos novos? Porque é que ainda estão na caixa??? Juntei um saco disto… como é possível?

 

E o móvel da casa de banho? Esse verdadeiro ‘poço sem fundo’! No meu encontrei preciosidades deste calibre:

  • Amostras de produtos de beleza que nos dão nas perfumarias ou que vêm junto com revistas, que não se adequam ao nosso tipo de pele ou cabelo;
  • Frascos meio cheios de cremes para o corpo e rosto que prometiam ser maravilhosos e no fim não valiam nada;
  • Frascos de perfume apenas com umas gotinhas no fundo;

Pessoas, por muito bonito que o frasco seja, era muito mais bonito quando tinha líquido cheirosinho lá dentro, ok! Por muito bonito que o frasco seja, não é uma nascente de perfume... se já não deita cheirinho bom, então cumpriu a sua função neste mundo, paz à sua alma!

No meu caso não se aplica, porque não uso, mas acredito que pode ser o vosso caso, as várias embalagens de maquilhagem antiga.

 

Ainda dentro do acessórios de moda temos a categoria das:

  • Malas muito fora de moda

Tive uma mala guardada no roupeiro durante anos (ANOS!)… ‘porque é tão linda e eu gosto tanto dela’. Foi tão usada que as alças começaram a desfazer-se… além de ter o rouperio ocupado, cada vez que lhe mexia deixava lixo por todo o lado, que tinha que limpar… CRISTO!

 

Abram um saco do lixo, no chão do quarto, e avancem sem medos!

Indo eu, indo eu...

… a caminho das lojas, para ver a coleção outono/inverno!

Meti na cabeça que quero comprar uns botins… para usar com vestidos e saias.

Já vi tantos vestidos e saias liiindos, que me vão fazer perder a cabeça, com toda a certeza!

Mas, não podia ser tudo perfeito, não é?

Eu já devia saber que a perfeição é uma quimera!

O QUE É ISTO, PESSOAS?

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Voltaram os sapatos bons para matar ‘baratas aos cantos’!

Não contentes  com isto, ainda temos que levar outra vez com os ‘kitten heels’… saltinhos tão bons para a nossa calçada portuguesa.

 

Calma Rita, muita calma! É só mais uma estação em que vais mandar a moda à fava!

A vida continua

Há três anos, neste dia, estava a despedir-me do corpo do meu Paulo. Só do corpo, porque a despedida da alma ainda está em curso.

Foi o dia 0 duma nova vida que não escolhi.

Hoje, olho para trás e penso, ‘como é que chegaste até aqui?

Hoje, olho para trás e lembro-me daquelas primeiras semanas em que fazia o caminho do trabalho para casa sempre a chorar. Levava sempre um lenço de papel na mão e ia o caminho todo a limpar as lágrimas que teimavam em cair. De todas as horas do dia, esta era a que mais custava – o caminho para casa.

Hoje, olho para trás e lembro-me que o que mais me amedrontava era o facto de não ter uma vida, não ter rotinas e hábitos...

Hoje, olho para trás e vejo que já tenho essas rotinas, hábitos … já sei o que comprar no supermercado (lembram-se de vos contar que dei comigo perdida no supermercado sem saber o que comprar…).

Sei que estou muito diferente daquilo que fui, mas ainda não sei se mudei para melhor ou pior. Ainda não conheço bem esta nova Rita que ainda está zangada com a vida.

Esta nova Rita que não faz planos de vida para além dos seis meses seguintes e é-me impensável voltar a fazer depender a felicidade do facto de ter alguém ao meu lado.

Esta nova Rita é mais exigente em relação ao que recebe dos outros, nunca mais serei a Rita compreensiva, tolerante, boazinha.

Esta nova Rita é muito mais racional, o que, até certo ponto, é bom. Aprendi a respirar fundo, contar até 10, esperar, não dizer a primeira coisa que me vem à cabeça, no calor do momento.

Esta nova Rita aprendeu a desligar e afastar-se daquilo que a incomoda ou perturba. Aprendi a não dar ‘murros em ponta de faca’.

Esta nova Rita tem como lema de vida ‘raios me partam se me vou deixar morrer por causa do colesterol e tensão arterial e da diabetes’. Não é uma obsessão (até porque gosto muito de comer o chispe e os enchidos do cozido e outras coisas do mesmo calibre), mas agora, no dia-a-dia, sou um bocadinho maníaca dos rótulos e está fora de questão voltar a ter uma vida sem ir ao ginásio pelo menos duas vezes por semana (com exceção do mês de agosto que é sempre uma estragação!).

Não sei se o meu Paulo ia gostar desta nova Rita.

Se gosto da minha vida agora? Nem por isso. Ainda é uma vida um bocadinho sem sentido, sem objetivos… e não pensem que isto se deve ao facto de não ter filhos. Andei dois anos a tomar anti-depressivos e consegui largá-los… se tivesse filhos acho que nunca mais os largava (só a ideia de enfrentar um adolescente sozinha, punha-me de rastos).

Esta nova Rita aprendeu que não deve lutar contra o óbvio, sob pena de enlouquecer. Às vezes a vida ensina-nos que devemos ir ao sabor do vento, sem dar muita resistência.

Esta nova Rita já aprendeu que a ‘vida continua’, sempre de forma caprichosa. Mais cedo ou mais tarde, a vida vai dar mais uma volta… e a cada volta que dá, a nós, meros mortais, só temos que nos adaptar e... continuar.

A minha viagem no mundo do ‘destralhanço’ #1

Ai, pessoas! Tem sido uma luta, mas eu chego lá!

Foi difícil começar, mas depois de muita luta interior, compreendi que não estava a apagar o passado, simplesmente estou a adaptar aquela casa à realidade atual: já foi uma casa de família… hoje é uma casa onde só moro eu.

São três quartos, sala, cozinha e duas casas de banho para eu, SOZINHA, manter limpos e arrumados. Por isso, a ideia geral é SIMPLIFICAR. Quanto mais prático e desobstruído estiver o espaço, mais fácil é manter tudo organizado (não sou uma maníaca das limpezas, mas gosto de ver um espaço arrumado e apresentável e, mais do que isso, gosto de ser eu a arrumar a minha casa).

Comecei pelos roupeiros e armários da casa de banho, já vendi / doei alguma mobília e, esta semana, estou a atacar, sem dó nem piedade, os armários da cozinha.

Estou a gostar tanto disto que até comecei a ler artigos sobre este tema (o decluttering). Até já encontrei sites com formação sobre isto (ainda me vou meter num curso sobre destralhanço…).

Diz Mana Querida que descobri um dom e que tenho que fazer o mesmo na casa dela. 

Às vezes tenho medo de estar a ir longe demais e mais cedo ou mais tarde arrepender-me de alguns gestos, no meio de tanta tralha encontro muitas coisas que eram do Paulo, que representam os gostos do Paulo, e essas são sempre as mais difícies de decidir o que fazer. Adotei uma regra de princípio: se só representam o Paulo (os seus gostos, interesses), então sai, se representam o Paulo enquanto pai ou nós dois, enquanto casal, então fica.

Nas minhas viagens pela net encontrei listas de tarefas para iniciados no destralhanço… e acho que estou no caminho certo!

Em resumo, destralhar é

deitar fora tudo o que nos esquecemos que já tivemos e que nunca nos fez falta.

 

Regularmente vou deixar aqui algumas regras básicas (se assim lhe posso chamar) deste mundo maravilhoso do 'não deixar acumular tralha' nas nossas casas.

Hoje começo com estas muito simples:

Coisas que estão na nossa gaveta de lixo para sempre

Todos nós temos uma gaveta destas, normalmente na cozinha! 

No meu caso são armários estreitos que ficam no canto da cozinha. Cristo do céu o que eu lá encontrei! Garrafas de vinho que já não me lembrava que existiam (corri o risco de provar... e afinal já era vinagre!), declarações de IRS do tempo da Maria Cachucha, brochuras de apresentação da urbanização onde comprámos casa, decorações de Natal antigas misturadas com ferramentas (que nunca soubemos utilizar!) e um número exorbitante de sacos das compras, de plástico e de papel!

A confusão que normalmente vive no fundo das nossas malas

Das nossas várias malas. Normalmente trocamos de mala, mas há sempre pequenas coisinhas vão ficando no fundo (a caneta, a chapinha do carrinho de compras do supermercado, o lenço de papel, o brinquedo do miúdo...).

 

Me aguardem, pessoas! Isto é só o começo!

O melhor do mundo são as crianças!

Lembram-se do Vicente? O mai’novo da minha prima Mafalda? O artista que não tem ténis na pilinha?

Já tem três anos o nosso Vicente e, como tal, esta semana começou uma nova etapa na sua vida.

Uma GRANDE etapa.

O nosso Vicente entrou na escola. Deixou o colinho da sua avó e foi entregue numa sala com outros meninos e meninas.

'E correu bem?' – perguntam vocês.

Ao que parece até não estava a correr muito mal, mas quando chegou a hora de ficar sozinho… não foi fácil, nem para ele, nem para a avó!

Deixo esta foto do nosso Vicente. Acho que diz tudo.

É daquelas fotografias que ficará para sempre: sentado à porta da escola a pensar na vida!

vicente.jpg 

(Então, mas isto agora vai ser assim? Não sei se estou a gostar!)

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