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Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

Não sejas engraçadinha!

Como é costume dizer nestas lides "Este é um blog sobre tudo e sobre nada"

No rio da nossa terra… quase não corre água

Vocês já sabem que sou pelo frio.

Já sabem que a minha máxima é ‘o verão só serve para estar de férias e secar a roupa’. Não é que não goste de calor… gosto, mas de preferência só quando estou de férias, a caminho da esplanada ou da praia (adoro praia com calor, muito calor). Detesto, odeio o verão quando estou a trabalhar.

Então e a chuva, Rita?

Aprendi a gostar da chuva, há uns anos, quando as parangonas dos jornais falavam diariamente em ‘seca extrema’ e ‘seca severa’. Aprendi a dar-lhe a importância devida, quando criadores de gado apareciam nos telejornais a dizer que tinham que se desfazer dos rebanhos porque não tinham o que lhes dar de comer e beber.

O ano passado quando tivemos aqueles incêndios horríveis, todos falavam na secura extrema dos terrenos e do mato, da falta crónica de chuva. Depois tivemos o distrito de Viseu com risco de ficar sem água nas torneiras e com comboios de camiões a despejar água em albufeiras.

...

Este mês ‘fui à terra’. A nossa terra fica no distrito de Viseu.

Estive lá quatro dias e tivemos uma meteorologia alternada… um dia de primavera, um dia de inverno. Nos dias de inverno caía aquela chuva chatinha, que não molha, mas vai molhando e logo no dia seguinte tudo secava numa tarde de sol esplendoroso e quentinho que nos trazia para a rua, quais lagartixas ao sol.

Numa dessas manhãs mais solarengas, dei uma volta pela aldeia e não gostei nada do que vi. Os residentes preocupados com a falta de água... 'o que nós precisávamos era de duas semanas de chuva como deve ser, daquela que não estraga, mas que encharca a terra'. Mas a chuva teima em não chegar...

...

Em pleno mês de fevereiro, o rio da nossa terra, devia ter as suas margens completamente alagadas, mas este ano leva tanta água como num bom mês de julho, mal se ouve a água a correr.

Em pleno mês de fevereiro, quase não se ouve a água que devia jorrar de ribanceiras, por todo o lado.

Em pleno mês de fevereiro, não corre água na berma dos caminhos, como pequenos riachos que galgam pedras e muros.

Em pleno mês de fevereiro, na nossa terra, secámos duas máquinas de roupa numa tarde!

...

Quando penso que estou a norte de Portugal, terras que por tradição têm invernos chuvosos, não quero nem pensar como estará o Alentejo e o Algarve.

A menos que ainda venha aí uma primavera chuvosa (muito chuvosa), espera-nos um verão muito difícil.

...

Acho que estamos cada vez mais próximos do cenário da Cidade do Cabo, África do Sul, onde a falta de água atingiu uma dimensão inimaginável. Prevê-se que no próximo mês de abril as torneiras fiquem secas. A população (alguns milhões de pessoas), já vive com racionamento de água há bastante tempo. Por estes dias, têm que viver com 50 LITROS de água por dia, por casa... 10 garrafões de água para cozinhar, lavar roupa, tomar banho... já vi videos onde se recomenda que os duches não demorem mais do que 90 segundos... 90 SEGUNDOS e, claro, é proibido lavar carros, regar jardins, encher piscinas...

 

Oh chuva, porque andas tão envergonhada?

Segurem-se à cadeira… já está? Fui ver as Sombras!

Ainda há uns dias vos disse que gostava que 2018 fosse o meu ano de regresso às salas de cinema. Fui este sábado. Com mais 9 gajas.

Ora, nos dias que correm, que filme é que DEZ GAJAS vão ver, ainda mais depois de terem almoçado que nem umas alarves, devidamente regadas a vinho tinto???

Exatamente, pessoas, fui (fomos) ser o terceiro episódio das Sombras.

Como é que vou dizer isto sem ofender ninguém… vou começar por dizer que não li os livros e também não vi os primeiros dois filmes e, para arrumar a questão, vou dizer alto e bom som…

QUE ESTUCHA DE FILME, CRISTO!!!!!!

Pessoas, queridas, há muito tempo, era eu uma adolescente de 14 anos (mais coisa, menos coisa) chegaram às minhas mãos vários exemplares duns livrinhos que algumas de vós devem conhecer… estou a falar dos livrinhos da coleção ‘Bianca’, do ‘Arlequim’ e outros do mesmo género.

Foram a minha companhia durante um verão inteiro, li daquilo às carradas naqueles quase 4 meses de férias de verão. Sim, alguns deles (todos!) também tinham cenas de sexo descritas ao pormenor e todos eles tinham a mesma história: o homem experiente, ultra rico, a menina pobre e trabalhadora, o encontro casual, no início não se suportam, lá pelo meio da história aparece a loira ou a ruiva curvilínea…. blá, blá, blá e viveram felizes para sempre.

Andei um verão encantada com aqueles livros e depois passou. A história era sempre igual, antes de virar a página já sabia o que ia acontecer, perderam o encanto, nunca mais lhes toquei.

Eu perdi o interesse em histórias destas, mas compreendo que haja mulheres que gostem de uma boa história de amor, porque é disso que estamos a falar, de uma história de amor, com umas cenas de cama um bocadinho mais picantes do que o costume.

O que não consigo compreender é que haja mulheres adultas que DELIRAM com histórias assim, até consigo perceber que a história nos faça sonhar uns minutos… afinal de contas quem é que nunca sonhou em ter um gajo giro, podre de rico que se apaixona por nós e nos dá uma vida de princesa e ainda por cima gosta de brincar na cama??? Bom, não é? É. Mas fica por aqui, não é preciso entrar em histeria, não é preciso ficar cheia de pena por não haver um 4º filme.

Vamos lá ser honestas, este terceiro filme não tem história. Aqueles minutos todos, bem espremidinhos não têm sumo. Tudo aquilo bem compactadozinho dava os últimos 10 minutos do segundo filme. Só me lembro de estar sentadinha e de repente acendem as luzes para o intervalo e pensei, 'intervalo, mas ainda não aconteceu nada e já vai a meio???'

Pronto pessoas, valeu sobretudo pelo almoço (fomos ao Destapas, em Sarilhos Grandes, googlem, vale muito a pena, ou vejam no Insta desta chafarica) e valeu a pena pela galhofa que só 10 gajas conseguem fazer quando estão a ver um filme em que 75% do tempo são aqueles dois no truca-truca, por tudo e por nada, em qualquer lado (credo, pareciam coelhinhos).

 

Quem sai aos seus...

Diz o povo que… não degenera.

 

Quando eu e o meu Paulo andávamos pelo bairro onde ele cresceu, sempre que nos cruzávamos com moradores mais antigos, todos cumprimentavam o meu Paulo com um sonoro ‘bom dia Vasquinho…’

Na primeira vez estranhei, lá me explicou que Vasco é o nome do pai, que todos conheciam lá no bairro. Continuei a estranhar, mas não comentei mais, até ao dia em que vi fotografias do casamento dos meus sogros. Fez-se luz. Até me arrepiei. Ao lado da minha sogra, vestida de noiva, estava um homem, no seu fato escuro, que era… o meu Paulo, IGUAL.

Além das óbvias parecenças físicas com o seu pai, o meu Paulo também herdou hábitos que, com o tempo, fiquei a saber, já vinham não só do pai, mas também do pai do pai. Por exemplo, tal como o pai e o avô, o meu Paulo adorava que lhe coçassem as costas (se deixássemos, ficava horas a ser coçado, num estado de sublime prazer, era até já não sentirmos as cabeças dos dedos). Da mesma forma, também como o seu pai e o seu avô, gostava de ir para a casa de banho sempre na companhia do jornal ou de uma revista e, literalmente, esquecia-se da vida, do mundo. Quando o meu Paulo dizia ‘vou à casa de banho’, a nossa resposta era ‘até amanhã’.

O Melga não herdou nem as características físicas (com exceção das mãos enormes, iguais às do avô Vasco, e a altura do pai), nem os hábitos domésticos do pai e do avô e do bisavô. Não quero dizer com isto que tenha degenerado, não herdou estas, mais óbvias, mas com certeza terá herdado outras, de algum lado.

 

E a vida corria sem sobressaltos, até que, em finais de 2009, a minha cunhada (irmã do meu Paulo) anuncia uma gravidez, completamente imprevista e desprogramada e, em maio de 2010, nasceu o Diogo.

Então não é que o miúdo saiu IGUAL ao avô e ao tio.

Logo nos primeiros dias de licença de maternidade, diz-me a minha cunhada ao telefone: ‘ai Rita, isto é muita estranho... parece que ando com o meu pai ao colo’.

Vai fazer oito anos, o nosso Vasquinho... e já vai pedindo ‘oh mãe, coça-me as costas’... e há dias foram dar com ele na casa de banho com um livro no colo…

Oiçam o que vos digo, pessoas… isto está tudo orquestrado por uma entidade superior qualquer que nos está sempre a surpreender.

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Diogo, o Vasquinho que se segue...

Pergunta para queijinho!

Em que altura do ano se avaria o esquentador?

Em pleno agosto, no meio de uma vaga de calor, ou em pleno fevereiro, no meio de uma vaga de frio?

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Sou ou não sou uma gaja de sorte???

A ver se o Sr. vai lá hoje ver o que se passa com a máquina... se a cura não for fácil, acho que amanhã o meu banho vai ser assim!

Então e o Carnaval, pessoas!

Vai ser fantástico, não vai?

Muito samba mal amanhado, muita sambista geladinha até aos ossos, muito bailarico... muito 'apita ó comboio'!

Pois... para nós também não.

Este ano, vai-se lá saber porquê, a familia resolveu ir passar o Carnaval na santa terrinha.

É uma costelazinha masoquista c'a malta tem!

Diz que lá, na santa terrinha, vão estar uns 0º à noite (ou menos) e durante o dia, no máximo, vamos ter uns 10º...

Se bem conheço o sítio, os 10º devem acontecer durante meia hora ali entre as duas e as três da tarde... ao melhor estilo 'toca e foge'!

De modos que vai ser assim... 3 dias inteirinhos a pular e a sambar entre a cama, o sofá, a mesa e a cama outra vez...

De preferência com golas até às orelhas, meias até aos joelhos e mantinhas pelos ombros...

Éta Carnaval gostoso!

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Oh senhores da CP, tenham lá juizo!

Algures no passado mês de janeiro, perdi o meu passe (sim pessoas, décadas de vida a utilizar os transportes públicos e passes e foi preciso chegar à provecta idade de 45 anos para perder um passe, pela primeira vez!). Rapidamente tratei de pedir um novo cartão e o local mais à mão, que o fazia com urgência, era a estação de Santa Apolónia. Já não me lembrava da última vez que tivesse entrado numa estação de caminhos de ferro como aquela.

Realmente os antigos sabiam fazer as coisas. Aquele pé direito muito alto, as colunas, as bilheteiras com grandes vitrines, tudo em pedra, espaços amplos, o eco… há um certo romantismo no ar… até me deu vontade de comprar um bilhete e apanhar um comboio, um qualquer (e vocês sabem que não morro de amores pelos comboios). Depois cheguei ao Terreiro do Paço, à estação que sempre conheci como Estação de Sul e Sueste, e fiquei triste, quase revoltada.

Para quem não conhece, a velhinha Estação de Sul e Sueste, em Lisboa, em frente ao Ministério das Finanças, foi desenhada pelo arquiteto Cottinelli Telmo e data do início da década de 1930. Como não havia ligação ferroviária entre as duas margens do Tejo, era aqui que os passageiros apanhavam o barco para o Barreiro, para depois seguirem de comboio para o Alentejo e Algarve. No seu interior existem (ou existiam…) painéis de azulejos (se não me engano são azulejos Viúva Lamego) que representam os brasões de várias cidades do sul de Portugal.

estação1.jpgestaçao3.jpg

Está classificada como Monumento de Interesse Público… e está ao abandono.

Quando foram as obras de construção da estação de metro do Terreiro do Paço (lembram-se das notícias sobre o chão ter abatido?) começaram por retirar os painéis de azulejos, por questões de proteção do património. Com o tempo acabaram por fazer uma nova estação ao lado, sem piadinha nenhuma (basta dizer que as bilheteiras enormes da antiga estação foram substituídas por bilheteiras que funcionam numa espécie de contentor!)

O mesmo acontece com a estação ferroviária do lado do Barreiro. Quando finalmente decidiram eletrificar a linha do Sado, construíram uma estação nova (lá está, sem piada nenhuma) e ao lado está uma estação linda… ao abandono (neste caso, trata-se mesmo de um veradeiro atentado à história do Barreiro, que passa e muito pela história dos caminhos de ferro em Portugal).

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Dizem que a velhinha estação de Lisboa vai ser recuperada para ser utilizada pelos turistas nos passeios de barco no tejo.

Pergunto:

Porque é que tem que ser para os turistas?

Porque é que não pode ser usufruída pelos milhares de passageiros que passam ali todos os dias?

Uma coisa é ouvir notícias sobre linhas e estações de comboio ao abandono em terras do interior, desertificadas. É uma pena, uma dor de alma ver aqueles edifícios tão bonitos (alguns com painéis de azulejos lindos) a cair aos bocados, mas neste caso, a linha de Sul e Sueste é utilizada por milhares de pessoas, todos os dias… porque é que desativaram as estações? Porque é que não podemos usufruir de um património que é nosso?

Que raio de país é este que não sabe aproveitar o que tem de mais bonito!

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